Nos cuidados com acervos bibliográficos, a técnica de utilização de uma trincha é adequada para a
- A)remoção de fitas adesivas.
Errada: remoção de fitas adesivas exige técnica de restauração/conservação específica, não o uso de trincha.
- B)recuperação de folhas onduladas.
Errada: folhas onduladas pedem tratamento de estabilização ou planificação, e não limpeza com trincha.
- C)reparação de papel rasgado.
Errada: papel rasgado é caso de reparação, geralmente com materiais e métodos próprios de restauração.
- D)retirada de grampos de papel.
Errada: retirar grampos é uma intervenção mecânica manual, não uma função da trincha.
- E)remoção de sujidades.
Certa: a trincha é usada na limpeza superficial para remover poeira e outras sujidades do acervo.
Gabarito: E
A trincha é aquele pincel largo e macio usado na conservação de documentos para fazer a limpeza mecânica superficial, sem agredir o papel. Ela serve para retirar poeira e outras sujidades soltas, especialmente em acervos bibliográficos que precisam de cuidado extra para não rasgar, manchar ou desgastar o suporte. Na prática, a ideia é simples: se a sujeira está apenas depositada sobre a superfície, a trincha ajuda a varrer com delicadeza. Isso é muito comum em procedimentos de higienização de livros e documentos antes de qualquer outra intervenção. Ou seja, primeiro limpa, depois pensa em reparo - nunca o contrário. Por isso o gabarito é a letra E. A técnica de utilização de uma trincha é adequada para a remoção de sujidades, que é justamente a etapa básica de conservação preventiva. Em conservação documental, a limpeza a seco com trincha é procedimento consagrado na doutrina da área, por ser menos invasivo e mais seguro para o acervo. As demais alternativas falam de intervenções de restauração ou manutenção mecânica, como colas, grampos, rasgos e deformações do papel, e isso já é outro departamento. A trincha não faz milagre, mas faz bem o serviço que lhe cabe: tirar a poeira sem complicar a vida do documento.