No desenvolvimento de coleções, o primeiro aspecto a ser avaliado no processo de seleção é
- A)a data.
Errada, porque a data pode ser um critério importante, mas não costuma ser o primeiro aspecto avaliado na seleção.
- B)o assunto.
Certa, pois o assunto é o ponto inicial para verificar a pertinência do material em relação à política de desenvolvimento de coleções.
- C)o formato.
Errada, porque o formato é analisado depois da pertinência temática, como um critério complementar.
- D)o tipo de material.
Errada, porque o tipo de material também é secundário diante da identificação do assunto e da necessidade informacional.
- E)o editor.
Errada, porque o editor pode influenciar a qualidade da obra, mas não é o primeiro critério de avaliação na seleção.
Gabarito: B
No desenvolvimento de coleções, a seleção não começa olhando a capa bonitinha nem o nome do editor. O primeiro filtro costuma ser o assunto, porque a biblioteca precisa saber se aquele material realmente atende às necessidades informacionais da comunidade e ao perfil da coleção. Em outras palavras: antes de perguntar "como é o item?", você pergunta "sobre o que ele trata?". Isso faz sentido porque o desenvolvimento de coleções parte da política de seleção, que orienta quais temas são prioritários, quais lacunas a coleção tem e quais demandas dos usuários precisam ser atendidas. A doutrina da área trata o assunto como critério inicial justamente por ser o elemento mais ligado à pertinência do documento para a instituição. Depois desse primeiro pente-fino, aí sim entram outros critérios, como formato, tipo de material, data, autor, editor, idioma, custo e condições físicas. Mas eles funcionam mais como refinamento da escolha. O assunto é o coração da decisão: se não interessa ao acervo, o resto perde força. Por isso, o gabarito é a letra B. A banca quer que você perceba essa lógica de priorização: na seleção, o conteúdo vem antes da embalagem.