Sobre os tipos de pontos de acesso, na catalogação, são pontos de acesso ligados ao assunto, exceto:
- A)modificação (tradutor, adaptador, ilustrador, etc.)
Errada, porque tradutor, adaptador e ilustrador indicam responsabilidade intelectual da obra, não um ponto de acesso de assunto.
- B)nomes geográficos.
Certa, pois nomes geográficos podem funcionar como ponto de acesso de assunto quando o conteúdo da obra trata de um lugar.
- C)nomes cronológicos.
Certa, porque nomes cronológicos também podem ser usados como acesso temático para períodos, datas e recortes históricos.
- D)termos que indicam gênero literário.
Certa, já que termos de gênero literário podem ser pontos de acesso ligados ao tema ou forma da obra.
- E)nomes pessoais e corporativos.
Certa, pois nomes pessoais e corporativos podem atuar como pontos de acesso, inclusive em contextos de assunto, conforme a catalogação adotada.
Gabarito: A
Na catalogação, os pontos de acesso servem para ajudar o usuário a encontrar a obra. Alguns deles se ligam ao assunto e descrevem o conteúdo do documento, como nomes geográficos, períodos cronológicos, termos de gênero literário e outros descritores temáticos. É a lógica do "sobre o que o documento trata", bem mais útil do que parece quando o acervo cresce e ninguém quer ficar caçando livro no escuro. Já os nomes pessoais e corporativos podem aparecer como pontos de acesso quando representam autoria, responsabilidade intelectual ou até mesmo assunto, dependendo do contexto de indexação e da política adotada. Em geral, porém, quando a questão fala em pontos de acesso ligados ao assunto, ela está pensando nos elementos que caracterizam o tema da obra. O gabarito é a alternativa A porque modificação, no sentido de tradutor, adaptador, ilustrador e funções semelhantes, não é ponto de acesso de assunto. Isso é indicação de responsabilidade na descrição bibliográfica, isto é, informa quem participou da produção ou adaptação da obra, e não o tema tratado por ela. Em termos de tratamento catalográfico, isso fica na área de responsabilidade, não na de assunto. A banca costuma misturar função intelectual com assunto para testar se você separa "quem fez" de "sobre o que é". Se você lembrar dessa divisão, a questão fica bem mais tranquila.