A arte é imprescindível para a formação humana; sua função é indispensável na vida das pessoas e na sociedade e, consequentemente na escola. É um meio pelo qual se expressam, representam e comunicam sorvendo do mundo por meio da criatividade, experimentação e singularidade. Não obstante, nem sempre foi assim, sua trajetória histórica no ensino brasileiro está imbuída de idiossincrasias. A trajetória do ensino da arte delineia no século XIX com o início da Academia de Belas Artes, em 1816, no Rio de Janeiro. Sua origem ancorou-se no projeto da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, aprovado pelo Decreto de 12 de agosto de 1816, que concedeu pensões a diversos artistas franceses que vieram morar no Brasil. Com influência do século passado, é possível afirmar que o ensino da arte no início do século XX legitima uma pedagogia:
- A)Tradicional.
Correta, porque no início do século XX o ensino de arte no Brasil ainda seguia uma lógica rígida, centrada em cópia, disciplina e reprodução de modelos, típica da pedagogia tradicional.
- B)Modernista.
Errada, porque a pedagogia modernista valoriza criação, expressão e ruptura com a mera repetição, o que não caracteriza esse período inicial.
- C)Pós-moderna.
Errada, porque a perspectiva pós-moderna é bem posterior e ligada à pluralidade de भाषagens, sentido que não corresponde ao contexto histórico citado.
- D)Construtivista.
Errada, porque o construtivismo pressupõe protagonismo do aluno e aprendizagem ativa, e não o ensino de arte baseado em imitação e rigidez.
Gabarito: A
A história do ensino de Arte no Brasil começa muito ligada a modelos importados e a uma ideia de disciplina, cópia e técnica. No início do século XX, especialmente sob forte influência da Academia de Belas Artes e de uma escola voltada ao desenho e à reprodução de padrões, o ensino artístico ainda era marcado por uma visão mais rígida e conteudista. Em sala, isso aparecia como foco no traçado correto, na imitação e na obediência a modelos prontos. Era a arte como treino, não como experimentação livre.