Reconhecida como o marco inicial do moderno teatro brasileiro, esta peça teatral estreou no ano de 1943. Via-se, pela primeira vez no Brasil, uma encenação na qual a ação se desenvolvia em três planos distintos: a realidade, a memória e a alucinação. O texto anterior versa sobre a obra
- A)Barrela, de Plínio Marcos.
Barrela, de Plínio Marcos, é uma peça importante, mas é de outro momento histórico e não corresponde ao marco de 1943 com os três planos cênicos.
- B)Dias felizes, de Oduvaldo Vianna Filho.
Dias felizes, de Oduvaldo Vianna Filho, não é a obra associada ao início do teatro moderno brasileiro nem à estrutura de realidade, memória e alucinação.
- C)O bobo do rei, de Joracy Camargo.
O bobo do rei, de Joracy Camargo, não é a peça descrita no enunciado e não tem a mesma relevância histórica indicada pela questão.
- D)Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues.
Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues, é a obra correta, estreada em 1943 e famosa pela encenação em três planos: realidade, memória e alucinação.
- E)O rei da vela, de Oswald de Andrade.
O rei da vela, de Oswald de Andrade, é uma obra marcante do modernismo, mas não corresponde ao marco teatral de 1943 descrito no enunciado.
Gabarito: D
A questão aponta para uma obra-chave da virada do teatro brasileiro no século XX. Em 1943, estreou uma peça que rompeu com a encenação mais tradicional e trouxe uma estrutura inovadora, dividindo a cena em três planos que se cruzam: realidade, memória e alucinação. Isso criou um efeito dramático muito moderno, quase cinematográfico, e mudou a forma de representar conflitos internos no palco. Essa obra é Vestido de noiva, de Nelson Rodrigues. Ela é considerada um marco do teatro moderno brasileiro justamente porque abandona a linearidade simples e aposta em uma dramaturgia psicológica e fragmentada. Em vez de mostrar apenas o que acontece no presente, a peça expõe camadas da mente da personagem, algo bem avançado para a época. O acerto da letra D vem dessa combinação de dois pontos clássicos em prova: data de estreia em 1943 e a famosa divisão entre realidade, memória e alucinação. Se a banca descreve esse trio, o caminho fica bem encaminhado. Nelson Rodrigues, com essa obra, abriu uma nova etapa para o nosso teatro, tanto no texto quanto na linguagem cênica.