O GFS organiza os arquivos como uma série de diretórios e os identifica por nomes de caminho. Ele fornece uma interface para operações tradicionais sobre arquivos em ambientes distribuídos (criar, abrir, ler, escrever, fechar e excluir arquivo). Além disso, o GFS suporta as seguintes duas operações adicionais:
- A)join e resize.
Join e resize nao sao operacoes adicionais caracteristicas do GFS, entao a alternativa esta errada.
- B)drop e folder.
Drop e folder nao correspondem a funcoes extras do GFS e misturam termos genericos de sistemas de arquivos.
- C)split e distribute.
Split e distribute nao sao as operacoes adicionais associadas ao GFS, apesar de lembrarem ambiente distribuido.
- D)shrink e record move.
Shrink e record move nao sao as duas operacoes do GFS; record append e o termo correto, mas a dupla como um todo esta errada.
- E)snapshot e record append.
Correta: o GFS adiciona snapshot e record append como operacoes extras ao conjunto tradicional de funcoes de arquivo.
Gabarito: E
O GFS, ou Google File System, foi pensado para ambientes distribuídos com arquivos grandes, alta taxa de falhas e muita concorrência de acesso. Por isso, além das operações tradicionais de arquivos, ele traz recursos que fazem sentido nesse cenário: criar, abrir, ler, escrever, fechar e excluir continuam valendo, mas o sistema também precisa facilitar cópias consistentes e escrita sob demanda sem travar o mundo inteiro. As duas operações extras clássicas do GFS são snapshot e record append. Snapshot permite criar uma cópia instantânea de um diretório ou arquivo, útil para backup e consistência lógica sem precisar duplicar tudo imediatamente. Já record append é uma forma de acrescentar registros ao final do arquivo de maneira eficiente, muito usada quando vários clientes podem escrever ao mesmo tempo. Esse é o ponto central da questão: o GFS não foi desenhado para ser um sistema de arquivos tradicional de desktop, mas para escalar em cluster. Então ele prioriza simplicidade, tolerância a falhas e desempenho em escrita em bloco, em vez de recursos mais comuns em sistemas locais. Por isso, a alternativa E está correta. Em termos doutrinários, isso bate com a descrição clássica do Google File System proposta por Ghemawat, Gobioff e Leung, que destacam exatamente snapshot e record append como operações adicionais do modelo.