Uma característica positiva da codificação de caracteres conhecida como UTF-8 é a compatibilidade exata com a codificação ASCII. Essa compatibilidade ocorre nos primeiros:
- A)63 caracteres;
Errada, porque 63 não corresponde à faixa completa do ASCII preservada pelo UTF-8.
- B)127 caracteres;
Correta, pois a banca considera que a compatibilidade exata com o ASCII ocorre nos primeiros 127 caracteres, isto é, da faixa inicial do código.
- C)255 caracteres;
Errada, porque 255 é o limite de um byte, não a faixa do ASCII compatível com UTF-8.
- D)256 caracteres;
Errada, porque 256 é o total de combinações de um byte, mas o ASCII usa apenas a faixa inicial.
- E)512 caracteres.
Errada, porque 512 não tem relação com a quantidade de caracteres ASCII preservados na compatibilidade do UTF-8.
Gabarito: B
UTF-8 foi criado para representar qualquer caractere do Unicode, mas com uma vantagem enorme: ele preserva a compatibilidade com o ASCII. Isso significa que, para os caracteres básicos do ASCII, o byte em UTF-8 é o mesmo valor numérico. Na prática, quem já usava ASCII não precisa "traduzir" esses caracteres para continuar lendo texto simples sem estranhamento. O ponto da questão está no alcance dessa compatibilidade. O ASCII tradicional usa códigos de 0 a 127, ou seja, 128 posições no total. Muitas bancas, porém, cobram isso como "os primeiros 127 caracteres", porque contam até o 127 como último código compatível. É aquela clássica mania de prova de olhar para a numeração e querer confundir a cabeça de você. Então, pelo padrão cobrado pela FGV nesta questão, o gabarito é a letra B. A ideia central é: UTF-8 mantém exatamente os caracteres ASCII na faixa inicial, sem mudar o valor desses códigos, o que facilita muito a transição entre sistemas antigos e novos. Se quiser guardar em uma linha: UTF-8 é retrocompatível com ASCII nos códigos iniciais, que vão de 0 a 127. Em prova, isso costuma aparecer como 127 caracteres, embora tecnicamente se fale em 128 códigos.