Em memórias DDR, a maneira correta de expressar clocks “dobrados” é usando-se MT/s ou GT/s (“T” significa “transferências”), e não MHz ou GHz. Porém, memórias DDR são vendidas e divulgadas em MHz. Fabricantes de chips de memória muitas vezes indicam o clock DDR como Mbps ou Gbps causando ainda mais confusão entre usuários finais. A tecnologia das memórias DDR5 traz melhorias em comparação às DDR4. A tecnologia de memória que pode ser instalada depende do controlador de memória usado e de quais tipos de soquete a placa-mãe tem. A fim de efetuar a instalação adequada desses periféricos, é correto afirmar que:
- A)DDR5-4800 é uma memória DDR de quinta geração com um clock real máximo de 2.400 MHz;
Certa: DDR5-4800 indica 4800 MT/s, o que corresponde a clock real de 2400 MHz, pois a DDR transfere dados duas vezes por ciclo.
- B)DDR4-2133 é uma memória DDR de terceira geração com um clock real máximo de 1.066 MHz;
Errada: DDR4-2133 é DDR de quarta geração, não de terceira, e 2133 MT/s corresponde a clock real de 1066,5 MHz, não exatamente 1.066 MHz como definição de geração.
- C)quanto mais lenta a memória for, melhor, pois mais rapidamente o processador pode buscar dados e instruções;
Errada: memória mais lenta piora o desempenho, porque reduz a taxa de transferência e pode virar gargalo para o processador.
- D)uma das formas de se aumentar a largura de banda é diminuir a frequência do sinal de clock do barramento da memória;
Errada: diminuir a frequência reduz a largura de banda; para aumentá-la, em regra, você precisa de maior frequência, mais canais ou melhor eficiência.
- E)a frequência do sinal de clock das memórias DDR é o dobro do clock divulgado.
Errada: o clock real não é o dobro do valor divulgado; na DDR, o valor divulgado é que costuma ser o dobro do clock real.
Gabarito: A
Em memórias DDR, existe uma confusão clássica: o clock real do chip não é o mesmo número divulgado no mercado. Isso acontece porque a tecnologia DDR faz duas transferências por ciclo de clock, então o valor anunciado costuma refletir a taxa de transferência efetiva, em MT/s, e não a frequência física do sinal em MHz. Em outras palavras: quando você vê DDR5-4800, o que aparece no nome é a taxa efetiva de 4800 MT/s, mas o clock real do barramento é metade disso, isto é, 2400 MHz. Por isso a alternativa A está correta. A lógica é simples: se a memória transfere dados duas vezes por ciclo, a taxa de transferências dobra em relação ao clock real. Então 4800 MT/s corresponde a 2400 MHz de clock real. Isso vale para DDR em geral, e a nomenclatura comercial às vezes embaralha tudo de propósito para parecer mais impressionante, como se a memória estivesse sempre trabalhando em uma frequência maior do que realmente está. As DDR4 e DDR5 são gerações diferentes, e a compatibilidade depende do controlador de memória e do soquete da placa-mãe. Não basta a memória caber fisicamente: a plataforma precisa suportar aquele padrão. É um detalhe muito cobrado em prova, porque o candidato costuma confundir geração, frequência e taxa de transferência. Em termos de estudo, guarde a regra de ouro: DDR divulgado em MT/s, clock real em MHz, e o valor real é metade do valor comercial da série DDR. Assim, quando a banca falar em frequência dobrada, desconfie da terminologia e pense em transferência por ciclo, não em MHz de propaganda.