João, auditor da empresa Compliance Tiers, foi contratado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte para fazer um relatório de classificação Tier de seu Centro de Dados. Essa classificação é um método objetivo e confiável de comparação entre Centro de Dados e alinhamento dos investimentos em infraestrutura às metas de negócios. João identificou que os equipamentos não exigem desligamento quando precisam de manutenção ou substituição, porém, não possuem tolerância a falhas. João informará em seu relatório que o Centro de Dados do Tribunal é um:
- A)Sem classificação Tier;
Errada, porque um data center sem classificação Tier não atende a um modelo padronizado de comparação como o descrito no enunciado.
- B)Tier 1;
Errada, pois Tier 1 não oferece manutenção sem desligamento e tem menor nível de disponibilidade e redundância.
- C)Tier 2;
Errada, porque Tier 2 já traz alguma redundância, mas ainda não caracteriza manutenção concorrente sem parada.
- D)Tier 3;
Certa, pois o Tier 3 permite manutenção ou substituição de equipamentos sem desligar o data center, mas não exige tolerância a falhas.
- E)Tier 4.
Errada, porque Tier 4 exige tolerância a falhas, o que o enunciado diz expressamente que não existe.
Gabarito: D
A classificação Tier de data centers, popularizada pelo Uptime Institute, serve para indicar o nível de disponibilidade e robustez da infraestrutura. Em provas, o que mais cai é a relação entre manutenção, redundância e tolerância a falhas: quanto maior o Tier, menor a chance de indisponibilidade. O segredo é ler com calma o que o enunciado diz sobre manutenção sem desligamento e sobre tolerância a falhas. Quando o centro de dados permite manutenção ou substituição de equipamentos sem precisar parar a operação, isso indica uma estrutura com manutenção concorrente, isto é, o ambiente continua ativo durante intervenções. Porém, o enunciado deixa claro que não há tolerância a falhas. Essa combinação é típica do Tier 3. O Tier 3 é, portanto, o nível em que o data center suporta manutenção sem interrupção, mas ainda pode ser afetado por falhas de componentes. Já o Tier 4 vai além: além de permitir manutenção sem parada, também exige tolerância a falhas, com maior redundância e isolamento de falhas. Em resumo, a pista decisiva aqui é: sem desligamento para manutenção, mas sem tolerância a falhas = Tier 3. Em linguagem de prova, pense assim: se a banca fala em continuidade para manutenção e não menciona tolerância a falhas, o candidato deve lembrar do Tier 3. É uma distinção clássica cobrada pela FGV, que gosta de misturar termos parecidos para ver se você confunde disponibilidade com fault tolerance.