O Centro de Dados (CD) de um órgão público passou por algumas reformas e recebeu o acréscimo de alguns itens à sua infraestrutura para aumentar sua resiliência. Atualmente o CD possui geradores com tanques de combustível externos para reabastecimento, nobreaks e aparelhos de refrigeração redundantes. Apesar dessas redundâncias, os serviços do CD ficam indisponíveis quando há interrupções não planejadas ou falhas graves em seu único sistema de distribuição elétrica. De acordo com os níveis de classificação Tier do Uptime Institute, o CD do órgão público está classificado no tier:
- A)0;
Errada, porque Tier 0 não admite essa estrutura de redundâncias e representa um ambiente sem resiliência relevante.
- B)I;
Errada, porque Tier I é básico e não contempla a redundância de nobreaks, geradores e refrigeração descrita no enunciado.
- C)II;
Certa, porque o CD tem componentes redundantes, mas mantém distribuição elétrica de caminho único, característica típica do Tier II.
- D)III;
Errada, porque Tier III exige múltiplos caminhos de distribuição elétrica e capacidade de manutenção sem parada, o que não existe no caso.
- E)IV.
Errada, porque Tier IV pressupõe tolerância a falhas e arquitetura muito mais robusta, com múltiplos caminhos ativos e alta continuidade operacional.
Gabarito: C
Os níveis Tier do Uptime Institute servem para medir o quanto um data center aguenta falhas sem parar. Pense assim: quanto mais alto o tier, mais caminho de energia e infraestrutura de apoio o CD tem para continuar respirando mesmo quando algo dá errado. No Tier II, já existe redundância em componentes como nobreaks, geradores e refrigeração, mas ainda há um ponto fraco importante: a distribuição elétrica continua sendo de caminho único. É exatamente o que aparece no enunciado. O centro de dados tem geradores, tanques externos, nobreaks e refrigeração redundante, então ele evoluiu além do básico. Porém, como há um único sistema de distribuição elétrica e as interrupções não planejadas ainda derrubam os serviços, não dá para falar em Tier III ou IV. Falta a ideia de manutenção concorrente e de caminhos múltiplos de distribuição. No Tier III, o data center já suporta manutenção sem parada, porque possui caminhos redundantes de distribuição, embora apenas um esteja ativo por vez. No Tier IV, a coisa fica mais robusta: há tolerância a falhas, com múltiplos caminhos ativos e maior capacidade de continuar operando mesmo sob problemas graves. Aqui, isso não aconteceu. Por isso, o gabarito é a letra C, Tier II. Em resumo: tem redundância de equipamentos, mas não tem redundância completa de distribuição. É o clássico caso de "melhorou bastante, mas ainda não virou fortaleza".