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Arquitetura de Computadores · FGV · 2022

Questão comentada de Arquitetura de Computadores

Acerca das interrupções mascaráveis e não mascaráveis, analise as afirmativas abaixo: I. Interrupções mascaráveis não podem ser vetorizadas. II. Quando ocorre uma interrupção não mascarável, as instruções em execução e o status são armazenados na stack, de modo que a CPU possa tratar a interrupção. III. Interrupções mascaráveis são mais usadas para tratar tarefas de alta prioridade. Está correto apenas o que se afirma em

Gabarito: B

Interrupções são um jeito da CPU parar o que estava fazendo para atender um evento importante, como teclado, disco ou uma falha de hardware. A ideia central é simples: algumas interrupções podem ser bloqueadas pelo processador, e outras não. As mascaráveis podem ser habilitadas ou desabilitadas por software, o que as torna úteis para eventos comuns e menos urgentes. Já as não mascaráveis existem para situações críticas, aquelas em que a CPU precisa ouvir o recado sem discutir. Na questão, a afirmativa II está correta porque, quando ocorre uma interrupção não mascarável, a CPU normalmente salva o contexto mínimo necessário, como endereço de retorno e status, para conseguir interromper a execução atual e tratar o evento com segurança. Isso é o comportamento esperado no tratamento de interrupções em arquitetura de computadores. A afirmativa I está errada porque interrupções mascaráveis podem, sim, ser vetorizadas. Em várias arquiteturas, o vetor de interrupção aponta para a rotina de tratamento correspondente, o que ajuda a CPU a ir direto ao ponto, sem fazer turismo pela memória. A afirmativa III também está errada: interrupções mascaráveis não são as preferidas para tarefas de alta prioridade, justamente porque podem ser bloqueadas. Para eventos mais críticos, a lógica é o oposto: usa-se o mecanismo que não pode ser mascarado com facilidade. Por isso, o gabarito é a letra B, apenas a II.

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