O Logical Volume Manager (LVM) é um método que permite interagir com os dispositivos de armazenamento de maneira dinâmica, sem lidar com a rigidez inerente às partições tradicionais. Com o LVM é possível redimensionar, incluir e remover volumes lógicos de armazenamento sem a necessidade de reparticionar fisicamente o dispositivo. O LVM também oferece o recurso de criar snapshots, que permitem fazer a cópia de um volume lógico muito mais rápido do que a forma convencional. Sobre a divisão dos elementos conceituais do esquema LVM, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)PE (Physical Extent): cada volume físico é dividido em pequenos “pedaços” chamados PE.
Está correta, porque o PV é realmente dividido em pequenos blocos chamados Physical Extents (PE).
- B)LE (Logical Extent): cada volume lógico é dividido em grandes “pedaços” chamados LE; seu tamanho é diferente para todos os volumes lógicos.
Está errada, porque os Logical Extents (LE) não são definidos como grandes pedaços com tamanho diferente para cada volume lógico; no LVM, o tamanho dos extents é padronizado no Volume Group.
- C)LV (Logical Volume): o equivalente a uma partição de disco tradicional; tal qual uma partição tradicional deve ser formatado com um sistema de arquivos.
Está correta, pois o LV funciona como uma partição lógica e precisa ser formatado com sistema de arquivos para uso normal.
- D)PV (Physical Volume): tipicamente um disco rígido, uma partição do disco ou qualquer dispositivo de armazenamento de mesma natureza, como um dispositivo RAID.
Está correta, já que um PV pode ser um disco, uma partição ou outro dispositivo de armazenamento, inclusive RAID.
Gabarito: B
O LVM existe para tirar você da prisão das partições fixas. Em vez de pensar em um disco “duro e engessado”, você trabalha com camadas: primeiro o dispositivo físico vira um PV, depois ele é organizado em extents, e por fim esses blocos são distribuídos para formar volumes lógicos. Isso facilita ampliar, reduzir e até combinar espaços de armazenamento com bem mais liberdade. A lógica básica do LVM é simples: o PV é o disco, uma partição ou outro dispositivo de armazenamento; o PE é o bloco em que o volume físico é dividido; e o LV é o volume lógico que aparece para o sistema, como se fosse uma partição tradicional. Na prática, o LV precisa ser formatado com um sistema de arquivos para ser usado normalmente, exatamente como acontece com uma partição comum. O ponto que derruba a letra B é o comportamento dos LE. No LVM, Logical Extents e Physical Extents têm o mesmo tamanho dentro do Volume Group, e o tamanho do extent é padronizado para aquele VG, não “diferente para todos os volumes lógicos”. Ou seja, a descrição da alternativa mistura conceitos e inventa uma regra que o LVM não adota. Então, se a banca pede a afirmativa incorreta, você deve desconfiar de qualquer alternativa que distorça a relação entre PE e LE ou trate o tamanho dos extents como algo arbitrário por volume lógico. Aqui, a pegadinha está justamente nessa confusão entre o bloco físico e o bloco lógico.