Todos os programas em execução, bibliotecas e arquivos relacionados são mantidos na memória do sistema para tornar o acesso a eles muito mais rápido. Contudo, se tais dados alcançarem o tamanho máximo de memória disponível, todo o funcionamento ficará demasiado lento e o sistema poderá travar. Por esse motivo, é possível alocar um espaço em disco que age como uma memória adicional, evitando a ocupação total da memória RAM e possíveis travamentos. No Linux, este espaço em disco denomina-se swap. Considerando as características de swap no Linux, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) No padrão MBR ou DOS, uma partição swap é identificada pelo código hexadecimal 82 (0x82), atribuído na sua criação. ( ) A partição swap não deve ser criada separada das partições de dados convencionais. ( ) Quando a memória RAM é insuficiente, o próprio sistema se encarrega de colocar na swap aqueles dados de memória que não estão sendo utilizados no momento. Contudo, muitos dados em swap significam um sistema muito lento, pois o tempo de leitura e escrita em disco é muito maior quando comparado à memória RAM. A sequência está correta em
- A)F, F, F.
Errada, porque a primeira e a terceira afirmativas são verdadeiras, então não pode ser F, F, F.
- B)F, V, F.
Errada, porque a segunda afirmativa é falsa, já que a swap pode ser criada separadamente das partições de dados.
- C)V, F, V.
Certa, pois a primeira e a terceira afirmativas são verdadeiras e a segunda é falsa.
- D)V, V, V.
Errada, porque a segunda afirmativa não é verdadeira.
Gabarito: C
A swap no Linux funciona como uma área de apoio para a memória RAM. Quando a RAM começa a ficar apertada, o sistema move para o disco as páginas menos usadas, liberando espaço para o que está em uso imediato. Isso ajuda a evitar travamentos, mas não faz milagre: como o disco é muito mais lento que a RAM, usar swap em excesso deixa o sistema visivelmente pesado. Na primeira afirmativa, a ideia está correta: em partições de tipo MBR/DOS, a swap é normalmente marcada com o código hexadecimal 82, usado para identificar esse tipo de partição. Isso é um detalhe clássico de administração de disco no Linux. A segunda afirmativa está errada porque a swap pode, sim, ser criada separadamente das partições de dados convencionais. Aliás, isso é bem comum em instalações Linux, tanto em partição dedicada quanto em arquivo de swap. Portanto, dizer que ela "não deve" ser criada separada contraria a prática normal do sistema. A terceira afirmativa também está correta: quando a RAM não dá conta, o próprio sistema gerencia o deslocamento de dados menos utilizados para a swap. Só que, como o acesso em disco é bem mais lento que o acesso à RAM, muito uso de swap costuma indicar desempenho pior. É exatamente por isso que a swap ajuda a sobreviver, mas não quer virar protagonista.