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Arquitetura de Computadores · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Arquitetura de Computadores

Mesmo a gerência de memória garantindo a proteção de áreas da memória, mecanismos de compartilhamento são oferecidos para que diferentes processos possam trocar dados de forma protegida. Um destes mecanismos é conhecido por eliminar o conceito de partições de tamanho fixo, evitando que o problema da fragmentação interna da memória. No entanto, neste mecanismo acontece um outro problema, conhecido como fragmentação externa. No texto acima, o mecanismo de compartilhamento descrito é conhecido como alocação

Gabarito: D

A questão fala de um modelo de alocação que acaba com as partições de tamanho fixo e, por isso, elimina a fragmentação interna. Isso acontece na alocação particionada dinâmica: a memória é dividida sob demanda, conforme o tamanho real dos processos que vão entrar. Bonito na teoria, mas com um preço clássico: aparecem buracos livres espalhados pela memória, o que gera fragmentação externa. Em resumo, você troca o problema da sobra dentro de partições fixas pela dificuldade de encontrar blocos livres contíguos suficientes no futuro. Ou seja, a memória fica "picotada" em espaços pequenos que podem até somar bastante, mas não servem se não estiverem juntos. É o tipo de troca que a área de memória adora fazer com a gente em prova. Por isso, o gabarito é a letra D. Na alocação particionada dinâmica, as partições têm tamanhos variáveis e são criadas conforme a necessidade do processo, exatamente o que a questão descreve ao falar em eliminar partições fixas e evitar fragmentação interna, mas provocar fragmentação externa. Vale lembrar: em sistemas operacionais, isso é um conceito clássico de gerência de memória, sem um fundamento legal específico. A referência aqui é doutrinária mesmo, ligada aos mecanismos de alocação de memória ensinados em Arquitetura de Computadores e Sistemas Operacionais.

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