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Antropologia · CESPE/CEBRASPE · 2024

Questão comentada de Antropologia

No que diz respeito às narrativas religiosas, o mito grego é definido como a

Gabarito: A

Em Antropologia, mito não é tratado como “mentira bonita” nem como simples fantasia. Ele é uma narrativa simbólica que uma sociedade usa para explicar a origem do mundo, dos seres, das instituições e até de certos costumes. Ou seja, o mito organiza o sentido da experiência coletiva e ajuda o grupo a entender quem ele é e de onde veio. No caso do mito grego, essa ideia aparece com força: os mitos contam, em linguagem simbólica, o começo das coisas, as ações dos deuses e a ordem do universo. Eles não funcionam como ciência, mas como uma forma cultural de dar significado ao real. Por isso, a definição da alternativa A está correta: o mito é a maneira pela qual uma sociedade narra para si mesma o começo e o significado de tudo. As demais alternativas erram porque tentam reduzir o mito a algo que ele não é: pura ilusão, explicação científica, fantasia empírica ou teoria filosófica moral. Em autores clássicos da Antropologia, como Malinowski e Lévi-Strauss, o mito é justamente visto como parte da estrutura simbólica da vida social, não como erro bruto de pensamento. Então, guarde esta chave: mito não é “mentira”, é linguagem simbólica de uma coletividade para explicar o mundo e dar coerência à vida social. Na prova, quando aparecer essa mistura de narrativa, origem e sentido, a banca está testando se você sabe separar mito de ciência e de filosofia.

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