Concursos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)
O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) tem 3 cargos mapeados, com banca CESPE/CEBRASPE. As matérias que mais caem são Português, Raciocínio Lógico, Direito Administrativo, Direito Empresarial.
No INPI, quem domina a Lei de Propriedade Industrial e o exame de patentes e marcas sai na frente, porque a específica é o coração da prova.
Diferente da maioria dos concursos federais, no INPI o peso não está em português ou direito genérico, e sim na Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/1996) e no funcionamento do próprio instituto. Quem domina a lei seca e as diretrizes de exame de patentes e marcas larga na frente. Antes de tudo, defina cargo e área de formação, porque isso muda quais matérias específicas você vai enfrentar.
O que o INPI faz (e por que isso define a prova)
O INPI é a autarquia federal que executa as normas de propriedade industrial no Brasil: concede patentes de invenção e de modelo de utilidade, registra marcas, desenhos industriais, indicações geográficas, programas de computador e topografias de circuitos integrados, e averba contratos de transferência de tecnologia e franquia. Isso não é decoração de edital, é o núcleo do trabalho. Quem entra vai examinar pedidos, redigir pareceres técnicos e aplicar a Lei da Propriedade Industrial na prática.
Por isso o concurso do INPI foge do padrão "português + direito + informática" da maioria dos federais. O peso está em uma disciplina que quase não aparece em outros certames: propriedade industrial.
Os três cargos (escolha muda tudo)
O certame mais recente (Cebraspe, edital 2023, provas em fev/2024) trouxe três cargos de nível superior, cada um com foco distinto:
- Pesquisador em Propriedade Industrial: o examinador de patentes. Exige formação em áreas técnicas ou científicas (engenharias, química, física, biologia, farmácia etc.) e costuma pedir titulação de pós. É o cargo mais bem remunerado e o mais técnico.
- Tecnologista em Propriedade Industrial: examina marcas, desenhos industriais e indicações geográficas. Aceita formação em campos mais amplos, incluindo áreas de humanas.
- Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial: sustenta a máquina (gestão, planejamento, TI, jurídico, infraestrutura), por área de formação específica.
Antes de estudar, decida o cargo e a área. As disciplinas específicas mudam por área de atuação, então errar essa escolha significa estudar a matéria errada.
Banca e perfil da prova
A banca do último certame foi o Cebraspe, e isso tem consequências diretas na sua preparação. O estilo Cebraspe trabalha muito com itens de certo/errado, em que resposta errada anula uma certa. Não dá para "chutar no talvez": a leitura precisa ser cirúrgica e você precisa dominar a literalidade da lei.
- Prova objetiva de caráter eliminatório e classificatório.
- Avaliação de títulos (classificatória), que valoriza mestrado e doutorado, comuns nesses cargos.
- Foco em interpretação precisa de dispositivos legais, não em decoreba solta.
Matérias de maior peso e prioridade
O que separa aprovado de reprovado aqui é a específica. Comece por ela e não largue:
- Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/1996) e alterações: espinha dorsal. Prazos, requisitos de patenteabilidade, nulidade, marcas, desenho industrial, crimes contra a propriedade industrial. Domine a letra da lei.
- O próprio INPI: estrutura, competências, atos e diretrizes de exame. A banca cobra o funcionamento da casa.
- Conhecimentos específicos da sua área (para pesquisador/tecnologista): o conteúdo técnico da graduação escolhida entra na prova.
- Base comum: língua portuguesa (interpretação, ortografia, coesão), noções de direito e temas de administração pública, conforme o cargo.
Regra prática: propriedade industrial primeiro, comum depois. Inverter essa ordem é o erro clássico.
Nível e remuneração
Todos os cargos são de nível superior. A remuneração inicial é competitiva dentro do serviço federal e sobe conforme titulação e gratificações. No edital de 2023, os valores iniciais ficaram na faixa de cerca de nove mil reais para analista e tecnologista e acima de onze mil para pesquisador, compostos por vencimento básico, gratificação de desempenho da propriedade industrial e retribuição por titulação, além de auxílios. Titulação de mestrado ou doutorado pesa duas vezes: aumenta salário e pontua em títulos.
Por onde começar
- Fixe o cargo e a área de formação antes de comprar qualquer material. Isso define metade do seu edital.
- Ataque a Lei 9.279/1996 com leitura de lei seca somada a resolução de questões. É a matéria de maior retorno.
- Estude o INPI pelo próprio site oficial (competências, diretrizes de exame de patentes e de marcas).
- Treine no estilo da banca: itens de certo/errado exigem precisão, então faça muitos exercícios comentados.
- Organize seus títulos desde já: certificados de pós valem pontos na fase classificatória.
Cargos
- Pesquisador em Propriedade Industrial · 6 matérias
- Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial · 8 matérias
- Tecnologista em Propriedade Industrial · 6 matérias
Bancas deste órgão
Perguntas frequentes
Quais cargos tem o concurso Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)?
Mapeamos 3 cargos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI): Pesquisador em Propriedade Industrial, Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial, Tecnologista em Propriedade Industrial.
O que mais cai nos concursos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI)?
As matérias mais recorrentes nos editais do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) são Português, Raciocínio Lógico, Direito Administrativo, Direito Empresarial, Ciência, Tecnologia e Inovação.
Qual banca organiza o concurso do INPI e qual o perfil da prova?
O certame mais recente foi organizado pelo Cebraspe, com provas em 2024. O estilo tende a itens de certo/errado, em que erro anula acerto, exigindo leitura precisa da lei e domínio da literalidade dos dispositivos.
Qual a diferença entre pesquisador e tecnologista no INPI?
O pesquisador é o examinador de patentes e exige formação técnica ou científica, com maior remuneração inicial. O tecnologista examina marcas, desenhos industriais e indicações geográficas, aceitando um leque mais amplo de formações.
Qual matéria tem mais peso na prova do INPI?
A Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/1996) e o funcionamento do próprio INPI. Diferente de outros federais, a específica de propriedade industrial é o centro do certame, então comece por ela.