Concursos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) tem 2 cargos mapeados, com banca FGV. As matérias que mais caem são Português, Raciocínio Lógico, Administração Pública, Direito Constitucional.
O DNIT constrói e mantém as rodovias, ferrovias e hidrovias federais do Brasil, e no concurso de Analista quem domina os conhecimentos específicos larga na frente.
Na prova FGV do DNIT foram 80 questões: 40 de conhecimentos básicos (1 ponto cada) e 40 de conhecimentos específicos (2 pontos cada), totalizando 120 pontos. Ou seja, as específicas do seu cargo (Engenharia Civil ou de Transportes, para Infraestrutura; Administração, Contabilidade ou TI, para Administrativo) respondem por dois terços da nota objetiva. Some a isso o corte por disciplina (foi exigido acerto mínimo em cada bloco) e fica claro: você não passa só indo bem em português. É nas específicas que a briga se decide.
O que o DNIT faz no dia a dia
O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) é uma autarquia federal criada pela Lei 10.233/2001 e vinculada ao Ministério dos Transportes. Ele é o gestor e executor da malha federal de transporte terrestre e aquaviário. Na prática, o trabalho gira em torno de:
- Operar, manter, restaurar e construir cerca de 55 mil km de rodovias federais.
- Planejar e executar obras de ferrovias e hidrovias (portos fluviais e eclusas).
- Fiscalizar o trânsito nas rodovias federais, autuar e aplicar penalidades administrativas.
- Elaborar estudos, projetos de engenharia e acompanhar contratos e a execução de obras.
O Analista do DNIT vive esse ciclo: planejamento, projeto, licitação, fiscalização de contrato e obra. Por isso o edital cobra tanto engenharia quanto gestão pública.
Perfil da prova e a banca
O certame mais recente (edital de 2023, provas em 2024) foi organizado pela FGV, e a banca tem cara própria. A FGV escreve enunciados longos, gosta de casos concretos, pega pegadinha em detalhe de lei e cobra jurisprudência e literalidade normativa. Não é prova de decoreba solta: é prova de quem entendeu o instituto e sabe aplicar.
- Prova objetiva com 80 questões, cinco alternativas, uma correta.
- Conhecimentos específicos valeram 2 pontos cada; básicos, 1 ponto.
- A aprovação exigiu mínimo por bloco e por disciplina, então nenhum assunto pode ser zerado.
Dificuldade: alta para os padrões de nível superior, principalmente nas específicas técnicas.
Matérias de maior peso e prioridade
Na prova FGV, os conhecimentos básicos se dividiram assim: 10 questões de Língua Portuguesa, 10 de Raciocínio Lógico-Matemático e 20 de Noções de Administração Pública. Os 40 pontos restantes vinham das 40 específicas do cargo (valendo o dobro).
Prioridade de estudo:
- Conhecimentos específicos do seu cargo: é o maior peso e o maior diferencial (engenharia, contabilidade, administração ou TI, conforme a área).
- Noções de Administração Pública: 20 questões, o bloco básico mais gordo. Estude licitações e contratos (Lei 14.133/2021), processo administrativo, princípios e improbidade.
- Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico: 10 questões cada, mas com estilo FGV bem marcado. Rendem ponto com treino direcionado.
Nível e remuneração
Os cargos são de nível superior. No concurso da FGV havia dois grandes cargos:
- Analista Administrativo (áreas como Administração, Contabilidade e Tecnologia da Informação).
- Analista em Infraestrutura de Transportes (exigiu graduação em Engenharia Civil ou Engenharia de Transportes).
A remuneração inicial ficou na faixa de dois dígitos de milhar por mês, sendo o cargo de Infraestrutura de Transportes o mais bem pago, com jornada de 40 horas semanais. Trate valores como referência daquele edital: números exatos mudam a cada certame, então confirme sempre no edital vigente.
Etapas do concurso
O certame da FGV teve estrutura clássica de carreira federal:
- Prova objetiva (eliminatória e classificatória).
- Prova discursiva de conhecimentos específicos, com questões dissertativas e redação técnica ligadas à área escolhida.
- Avaliação de títulos (classificatória).
- Curso de formação, com parte geral (estrutura e gestão do DNIT) e parte específica por especialidade.
Não houve exame físico (TAF) nem investigação social, diferente de carreiras policiais. O gargalo real está na objetiva e na discursiva.
Por onde começar
- Baixe o último edital da FGV e monte o conteúdo programático do seu cargo específico, não um genérico.
- Priorize as específicas desde o dia 1: elas valem dobro e têm corte próprio.
- Firme Noções de Administração Pública com foco em licitações e contratos pela Lei 14.133/2021.
- Resolva muitas questões no estilo FGV para calibrar a leitura de enunciado longo e treine a discursiva técnica escrevendo, não só lendo.
Cargos
- Analista Administrativo · 8 matérias
- Analista em Infraestrutura de Transportes · 7 matérias
Bancas deste órgão
Perguntas frequentes
Quais cargos tem o concurso Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)?
Mapeamos 2 cargos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT): Analista Administrativo, Analista em Infraestrutura de Transportes.
O que mais cai nos concursos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)?
As matérias mais recorrentes nos editais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) são Português, Raciocínio Lógico, Administração Pública, Direito Constitucional, Direito Administrativo.
Qual banca organiza o concurso do DNIT?
O concurso mais recente (edital de 2023, provas em 2024) foi organizado pela FGV, que tem estilo próprio: enunciados longos, casos concretos e atenção fina à literalidade da lei. A banca pode mudar em editais futuros, então confirme sempre no edital vigente.
Quais matérias têm mais peso na prova do DNIT?
Os conhecimentos específicos do cargo, que valeram 2 pontos por questão (o dobro dos básicos) e somaram 80 dos 120 pontos possíveis. Entre os básicos, Noções de Administração Pública foi o maior bloco, com 20 questões, à frente de Português e Raciocínio Lógico, com 10 cada.
O concurso do DNIT tem curso de formação e prova discursiva?
Sim. Além da objetiva, o certame da FGV teve prova discursiva de conhecimentos específicos (dissertativa e redação técnica), avaliação de títulos e curso de formação com uma parte geral sobre o DNIT e uma parte específica por especialidade. Não há TAF nem investigação social.