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$Macroeconomia · BÔNUS

Resumão da
Matéria

Só o que mais cai em prova. Doze blocos temáticos condensados, do Sistema de Contas Nacionais à Agenda 2030, com fórmulas-chave, autores que a banca cobra, datas e marcos brasileiros memorizáveis. Revisão final para fechar o ciclo de 14 aulas e chegar à prova com tudo afiado. BACEN, AFRFB, TCU, MRE (CACD), BNDES, IPEA, ANPEC.

AulaBÔNUS
DisciplinaMacroeconomia
AtualizadoAbr / 2026
Nesta aula

Sumário

Doze blocos temáticos condensados. Cada bloco reúne os pontos de maior incidência em provas de concurso público (BACEN, AFRFB, TCU, MRE/CACD, BNDES, IPEA, ANPEC, ESAF/CGU, FCC, FGV, CESPE/Cebraspe). Sem questões ao final, sem desvios, sem aprofundamento doutrinário. Direto ao que cai.

  1. SCN, PIB e identidades macroeconômicas
    Três óticas, multiplicador, hiato do produto. Aulas 01-02
    p. 04
  2. Consumo, Poupança, Investimento
    Keynes, renda permanente (Friedman), ciclo de vida (Modigliani). Aula 03
    p. 06
  3. Mercado Monetário e Moeda
    Funções, agregados (M0-M4), preferência pela liquidez, multiplicador bancário. Aula 04
    p. 09
  4. Política Monetária e regime de metas
    COPOM, Selic, instrumentos, autonomia BACEN (LC 179/2021). Aula 05
    p. 12
  5. Mercado de Trabalho e Curva de Phillips
    PNAD-C, taxas, NAIRU, Phillips original/aumentada/novo-keynesiana. Aula 06
    p. 15
  6. Inflação: teorias, índices, Plano Real
    IPCA, IGP-M, hiperinflações, URV, inércia, regime de metas. Aula 07
    p. 18
  7. Modelo IS-LM
    Hicks (1937), curvas, equilíbrio, política fiscal e monetária. Aula 08
    p. 21
  8. Mundell-Fleming e trindade impossível
    UIP, BP, eficácia diferencial, trindade. Aula 09
    p. 24
  9. Oferta e Demanda Agregadas (AD-AS)
    3 modelos SRAS (Keynes, Lucas, Calvo-Mankiw), LRAS vertical, choques. Aula 10
    p. 27
  10. Regimes Cambiais e Balanço de Pagamentos
    BPM6, hard/soft pegs, PPP, crises 1ª/2ª/3ª gerações. Aula 11
    p. 30
  11. Crescimento Econômico
    Solow, MRW (1992), Phelps, endógeno (Romer, Lucas, Aghion-Howitt). Aula 12
    p. 33
  12. Ciclos Econômicos e Desenvolvimento
    Burns-Mitchell, RBC, novo-keynesianos, Sen, IDH, Bolsa Família, ODS. Aulas 13-14
    p. 36
Como usar este resumão
Leia tudo nas duas semanas anteriores à prova. Releia os pontos fracos. Na véspera, revise apenas o mapa mental master e a estratégia final. No dia da prova, releia a estratégia final no caminho. Esse é o material de fechamento de ciclo da Macroeconomia, complementar às 14 aulas regulares.

Como usar este resumão

Esse material foi desenhado para a fase final da preparação. Você já passou pelas 14 aulas regulares. Agora precisa revisar. Como usar:

  1. Leitura rápida: 30 a 45 minutos para percorrer tudo.
  2. Leitura profunda: 2 a 3 horas, marcando o que você ainda erra.
  3. Leitura em loop: nos últimos 7 dias antes da prova, leia todos os dias.
  4. Leitura do dia D: na manhã da prova, leia só o mapa mental master e a estratégia final.

Filosofia do resumão

  • Não aprofunda conceitos: remete a eles. Para detalhes, volte à aula original.
  • Foca em pontos com alta incidência em provas CESPE/Cebraspe, FCC, FGV, ESAF, BACEN, ANPEC, CACD entre 2018 e 2025.
  • Pontua atualizações legislativas essenciais (LC 179/2021, EC 132/2023, LC 200/2023, LC 214/2025).
  • Destaca autores, anos e veículos seminais (Keynes 1936, Hicks 1937, Friedman 1968, Lucas 1972, Kydland-Prescott 1982, Mundell 1963, MRW 1992, Sen 1999, etc.).
  • Inclui números brasileiros memorizáveis (Selic, IPCA, cambio, reservas, IDH, Gini).

Convenções visuais

  • Negrito: termo fundamental, gosto de banca.
  • MAIÚSCULAS: alerta, distrator típico, ou regra absoluta.
  • Itálico: dispositivo legal literal ou nome de obra/autor.
  • Caixas coloridas: dica (verde), alerta do Examinador (amarela), pegadinha da Dotôra Soffya (vermelha), aprofundamento do Seu Teoffilo (azul).

Estrutura do resumão

Cada bloco temático segue uma das 14 aulas (alguns blocos consolidam duas). O conteúdo é apresentado com listas densas, fórmulas chave, autores seminais e marcos brasileiros. As caixas trazem dicas práticas, alertas de pegadinha e pontos que o Examinador adora cobrar.

O Fuffu orienta

Esse resumão é o seu companheiro de fim de ciclo. Se você já fechou as 14 aulas, está pronto para ele. Se ainda não, volta primeiro. Resumão sem base não funciona; resumão com base multiplica o aprendizado. Macroeconomia tem cara de monstro, mas tem alma de moldura: 14 aulas amarradas pelos mesmos princípios. Decora os autores e os marcos brasileiros, e a prova começa a ficar previsível.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 01

1 SCN, PIB e identidades macroeconômicas

Sintetiza Aulas 01-02. Sistema de Contas Nacionais brasileiro, três óticas do PIB, identidades fundamentais, multiplicador.

SCN brasileiro: estrutura essencial

  • SCN/IBGE: harmonizado com SNA 2008 (ONU/FMI/OCDE/BM/Eurostat).
  • Órgão responsável: IBGE (Coordenação de Contas Nacionais).
  • Periodicidade: anual (referência completa) e trimestral (PIB-T, com defasagem de cerca de 60 dias).
  • Ano de referência atual: 2010 (próxima atualização para 2020 prevista).

As três óticas do PIB (sempre iguais)

  1. Produção: PIB = Σ (VBP - CI) por setor + impostos sobre produtos - subsídios.
  2. Despesa (mais cobrada): PIB = C + I + G + X - M.
  3. Renda: PIB = remunerações + EOB (excedente operacional bruto) + RM (rendimento misto) + impostos líquidos sobre produção.

Identidades fundamentais (cobrança recorrente)

  • S = I + (X - M): poupança nacional total = investimento + saldo em conta corrente.
  • S = Sp + Sg: poupança privada + poupança do governo.
  • (T - G) - (S - I) + (X - M) = 0: identidade dos três saldos. Déficit fiscal soma com déficit privado igual a déficit em CC.
  • Y = C + I + G + NX: identidade fundamental.

Multiplicador keynesiano (decora as fórmulas)

  • Multiplicador básico: k = 1 / (1 - c), onde c = PMgC.
  • Com governo (alíquota t): k = 1 / (1 - c(1 - t)).
  • Multiplicador fiscal puro: dY/dG = 1 / (1 - c(1-t)). No IS-LM com efeito monetário, é menor.
  • Em armadilha da liquidez: multiplicador opera em plenitude.

Dica do Fuffu

Decora a identidade dos três saldos: (T - G) + (S - I) = (X - M). Se você sabe dois saldos, calcula o terceiro de cabeça. Banca adora pegadinha disso.

Distinções que caem em prova

  • PIB: valor agregado pela atividade econômica em um país, em um período.
  • PNB (PNL): PIB + RLEE (renda líquida enviada ao exterior). PIB - RLEE = PNB.
  • RNB (Renda Nacional Bruta): PNB - RLEE também. Termo moderno do SCN/SNA 2008.
  • PIB nominal vs PIB real: nominal a preços correntes; real deflacionado.
  • Deflator implícito do PIB: PIB nominal / PIB real.
  • PIB potencial: produto de equilíbrio com pleno emprego dos fatores. Hiato do produto: (Y - Y_p)/Y_p.
  • Lei de Okun: 1% acima do desemprego natural ≈ 2-3% abaixo do PIB potencial. No Brasil moderno: ~2%.

PIB brasileiro 2025-2026

  • PIB nominal 2024: aproximadamente R$11,7 tri (US$2,2 tri ao cambio médio).
  • PIB per capita 2024: aproximadamente R$57 mil nominal, US$10,5 mil; em PPP, US$18-20 mil.
  • Crescimento 2023: 2,9%. 2024: ~3,0%. 2025: ~3,4%. Previsão 2026: 1,5-2,5%.
  • Posição global: ~ 8ª-10ª maior economia em PIB nominal; renda média alta pelo Banco Mundial.

Distinções pegadinha

  • Produto interno ≠ produto nacional: interno é todo o produzido no território; nacional é todo o produzido por residentes (em qualquer território).
  • Bruto ≠ líquido: bruto antes da depreciação; líquido após (PIN = PIB - depreciação).
  • Mercado ≠ fatores de produção: a preço de mercado inclui impostos sobre produtos; a custo de fatores os exclui.
  • VBP (Valor Bruto da Produção) ≠ Valor Adicionado: VBP inclui consumo intermediário; VA = VBP - CI.

Multiplicador no IS-LM

O multiplicador fiscal real (no IS-LM) é menor que o multiplicador puro:

  • Multiplicador puro keynesiano: 1/(1 - c(1-t)).
  • Multiplicador no IS-LM: h / [h(1-c(1-t)) + bk]. Menor que o puro pelo crowding-out via juros.
  • Em armadilha da liquidez (h → ∞): vira 1/(1-c(1-t)) (puro). Crowding-out zero.
  • Em câmbio flutuante e mobilidade perfeita: vira ZERO (Mundell-Fleming, crowding-out cambial total).

Alerta do Examinador

Identidades NÃO são teorias: são contábeis, valem sempre. Banca cobra esse ponto: as identidades das contas nacionais são sempre verdadeiras por construção. Diferentemente, equações comportamentais (consumo, investimento) podem ou não valer empiricamente.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 02

2 Consumo, Poupança, Investimento

Sintetiza Aula 03. Funções de consumo, modelos de Friedman e Modigliani, teoria do investimento.

Função consumo keynesiana (Keynes 1936)

  • C = c0 + c · Y: c0 = consumo autônomo; c = PMgC (propensão marginal a consumir, 0 < c < 1).
  • PMC (propensão média) = C/Y. Decresce com Y (lei psicológica fundamental de Keynes).
  • Multiplicador associado: 1/(1 - c).

Hipótese da renda permanente (Friedman 1957)

  • Friedman, A Theory of the Consumption Function (Princeton, 1957). Nobel 1976.
  • Consumo depende da renda permanente (média esperada de longo prazo), não da renda corrente.
  • C = c · Y_p (renda permanente). Choques transitórios têm efeito limitado.
  • Implicação: política contracíclica via transferências temporárias é menos eficaz que se imagina.

Hipótese do ciclo de vida (Modigliani 1954)

  • Modigliani e Brumberg (1954). Modigliani Nobel 1985.
  • Indivíduos suavizam consumo ao longo da vida: poupam na idade ativa, desconsomem na aposentadoria.
  • Implicação: demografia afeta poupança agregada (sociedade jovem poupa mais; envelhecida poupa menos).

Investimento

  • I = I0 - b · r: investimento como função decrescente da taxa de juros r. b = sensibilidade do investimento aos juros.
  • Princípio do acelerador: investimento depende da variação do produto, não do nível.
  • Q de Tobin: I é função de q = valor de mercado / custo de reposição. q > 1 → investe; q < 1 → não investe.
  • Espíritos animais (Keynes): expectativas dos empresários afetam I autonomamente.
  • Hipótese da instabilidade financeira (Minsky): ciclos de fragilização financeira.

O Raffinha confirma

Distingue: Keynes (1936): consumo via renda corrente. Friedman (1957): renda permanente. Modigliani (1954): ciclo de vida. As três coexistem. Em prova, identifica qual está sendo descrita.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 03

3 Mercado Monetário e Moeda

Sintetiza Aula 04. Funções da moeda, agregados, demanda por moeda, multiplicador bancário.

Funções clássicas da moeda

  1. Meio de troca (medium of exchange): elimina dupla coincidência de desejos.
  2. Unidade de conta (unit of account): denominador comum de preços.
  3. Reserva de valor (store of value): preserva poder de compra ao longo do tempo.
  4. Padrão de pagamento diferido (standard of deferred payment): denominador de dívidas futuras.

Agregados monetários brasileiros (BACEN)

  • M0 (base monetária restrita): papel-moeda em poder do público + reservas bancárias.
  • M1: M0 + depósitos à vista nos bancos.
  • M2: M1 + depósitos para investimento + depósitos de poupança + títulos privados.
  • M3: M2 + cotas de fundos de renda fixa + operações compromissadas com títulos federais.
  • M4: M3 + títulos públicos federais em poder do público.

Demanda por moeda (Keynes, preferência pela liquidez)

  • Três motivos: transação, precaução, especulação.
  • L(Y, r) = kY - hr: forma linear. k > 0 (sensibilidade à renda); h > 0 (sensibilidade aos juros).
  • Equilíbrio monetário: M/P = L(Y, r). Base da curva LM.

Multiplicador bancário (criação de moeda)

  • m = 1/r_d: forma simples (r_d = taxa de reserva compulsória).
  • m = (1 + c)/(c + r_d + e): forma completa (c = razão moeda/depósitos do público; e = reservas excedentes).
  • Brasil 2024: r_d em torno de 17% para depósitos à vista (variável por tipo de depósito).

Teoria Quantitativa da Moeda (TQM)

  • MV = PY (equação de Fisher, 1911).
  • Versão de Cambridge: M = k · P · Y, onde k = 1/V.
  • Em V e Y constantes (longo prazo): M e P se movem proporcionalmente. Inflação é fenômeno monetário.
  • Refinamento moderno: Friedman (1968), "Inflation is always and everywhere a monetary phenomenon."

Bate-papo com o Seu Teoffilo

O monetarismo de Friedman dominou os anos 1970-80. A partir dos anos 1990, o consenso BC moderno (regime de metas) deslocou foco da quantidade de moeda para a taxa de juros como instrumento. Mas a TQM continua válida no longo prazo. No curto prazo, política monetária opera via canal de juros, expectativas e cambial.

Armadilha da liquidez (Keynes)

  • Caso especial em que demanda por moeda é infinitamente sensível aos juros (h → ∞).
  • LM se torna horizontal. Política monetária ineficaz.
  • Casos históricos: Japão pós-1995 (Krugman 1998), EUA 2008-2015, Zona do Euro 2014-2022.
  • Solução: política fiscal expansionista (multiplicador máximo, sem crowding-out via juros).

Caso clássico (LM vertical)

  • h = 0. Demanda por moeda independente dos juros (Teoria Quantitativa pura).
  • LM vertical. Política monetária máxima eficaz; política fiscal totalmente ineficaz (crowding-out total).
  • Caso teórico, raramente observado empiricamente.

Senhoriagem e imposto inflacionário

  • Senhoriagem: receita do governo pela emissão de moeda.
  • Imposto inflacionário: π · (M/P). Carga sobre os detentores de moeda.
  • Em economias com hiperinflação, fonte importante de financiamento estatal.
  • Curva de Laffer da inflação: receita atinge máximo em uma taxa intermediária; cai em hiperinflações (efeito Cagan).

Pegadinha da Dotôra Soffya

Banca confunde armadilha da liquidez (LM horizontal, h infinito) com caso clássico (LM vertical, h zero). DECORA: armadilha = horizontal = monetária ineficaz e fiscal MÁXIMA. Clássico = vertical = monetária MÁXIMA e fiscal ineficaz. Inverter é erro grave.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 04

4 Política Monetária, COPOM, regime de metas

Sintetiza Aula 05. Instrumentos do BACEN, COPOM, regime brasileiro de metas, autonomia do BC.

Instrumentos clássicos do BACEN

  1. Operações de mercado aberto (open market): instrumento primário. Compra/venda de títulos públicos federais para ajustar a liquidez.
  2. Taxa de juros básica (Selic): meta definida pelo COPOM. Norteia toda a estrutura de juros.
  3. Reservas compulsórias: percentual dos depósitos que bancos devem manter no BC. Brasil ~17% para depósitos à vista.
  4. Redesconto: empréstimo de última instância do BC aos bancos.
  5. Encaixes obrigatórios para operações de crédito (instrumentos prudenciais): Basileia III no Brasil (Resolução CMN 4.553/2017).

COPOM (Comitê de Política Monetária)

  • Criado em 1996 pela Circular BACEN 2.698. Inspirado no FOMC americano.
  • Reúne-se 8 vezes ao ano (~ a cada 45 dias).
  • Composição: presidente do BACEN + 8 diretores.
  • Decisão por maioria simples; presidente tem voto de qualidade.
  • Define a meta da Selic. BACEN persegue via open market.
  • Atas publicadas com defasagem de 1 semana. Linguagem analisada minuciosamente.

Regime brasileiro de metas de inflação

  • Instituído em 21/06/1999 pelo Decreto 3.088/1999 (governo FHC, no quadro do tripé pós-quebra cambial).
  • Substituiu a âncora cambial do Plano Real.
  • Índice oficial: IPCA (cesta amplas, IBGE, 13 regiões metropolitanas + Brasília + Goiânia, 1 a 40 SM).
  • Meta definida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional, MF + Planejamento + BACEN).
  • Meta brasileira atual: 3,0% ao ano com banda de ± 1,5 pp (faixa 1,5% a 4,5%).
  • Sistema contínuo desde 2025 (Resolução CMN 5.022/2023): meta calculada para horizonte rolante de 24 meses.

Regra de Taylor (Taylor 1993)

  • i = r* + π + a · (π - π*) + b · hiato.
  • Original: a = 1,5; b = 0,5.
  • Princípio de Taylor: a > 1 (juros nominais sobem mais que proporcionalmente à inflação, garantindo aumento dos juros reais).
  • Brasil: a ~ 1,5-2,0; b ~ 0,3-0,8.

Coach Jeff manda a real

O CMN define a META; o BACEN PERSEGUE. Inverteu? Errou. Decreto 3.088/1999: marco do regime de metas. Pra prova, decora: meta atual 3,0% ± 1,5 pp; sistema contínuo desde 2025.

Autonomia do BACEN (LC 179/2021)

  • Lei Complementar 179, de 24/02/2021 (governo Bolsonaro). Lei de autonomia formal do BACEN.
  • Mandato fixo: presidente e diretores com mandatos de 4 anos, não coincidentes com o do presidente da República.
  • Demissão por justa causa apenas (não por divergência política).
  • Objetivos: estabilidade de preços (primário), suavização do ciclo, pleno emprego (secundário).
  • Brasil é dos últimos países do mundo a institucionalizar formalmente a autonomia do BC. Antes, era de fato apenas.

Mecanismos de transmissão da política monetária

  1. Canal dos juros (tradicional): ↑Selic → ↑juros mercado → ↓I e ↓C → ↓Y → ↓π.
  2. Canal do crédito: ↑Selic → ↑custo do crédito → ↓oferta de crédito → ↓I e ↓C.
  3. Canal das expectativas: anúncios e comunicação afetam expectativas inflacionárias.
  4. Canal do câmbio: ↑Selic → diferencial de juros maior → entrada de capital → apreciação do real → ↓preços de tradeables.
  5. Canal da riqueza/balanço: ↑Selic → ↓preços de ativos → ↓riqueza → ↓C.

Trajetória recente da Selic (2020-2026)

  • Mar/2020: Selic em 4,25% no início da pandemia.
  • Ago/2020: Selic em 2,00% (mínima histórica).
  • Mar/2021-Ago/2022: ciclo de aperto recorde (Selic vai a 13,75%, 11,75 pp em 17 meses).
  • Ago/2022 - Ago/2023: Selic mantida em 13,75%.
  • Ago/2023 - Mai/2024: ciclo de cortes graduais (vai a 10,50%).
  • Mai/2024 - 2026: pausa e novos ajustes. Selic em torno de 11-15% em diferentes momentos.

Alerta do Examinador

Decora: LC 179/2021 (autonomia BACEN). Decreto 3.088/1999 (regime de metas). COPOM criado em 1996. Meta atual 3,0% ± 1,5 pp. Resolução CMN 5.022/2023: sistema contínuo desde 2025. Esses 5 marcos cobrem 80% das questões de regime brasileiro.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 05

5 Mercado de Trabalho e Curva de Phillips

Sintetiza Aula 06. Conceitos da PNAD-C, taxas, NAIRU, Phillips em três versões.

Conceitos da PNAD Contínua (IBGE)

  • PIA (População em Idade Ativa): 14 anos ou mais.
  • Força de Trabalho (FT): ocupados + desocupados (procurando ativamente).
  • Ocupados: trabalharam 1 h ou mais na semana de referência.
  • Desocupados: sem trabalho mas procurando ativamente nas últimas 4 semanas.
  • Fora da força de trabalho: aposentados, estudantes, donas de casa, desalentados.

Indicadores principais

  • Taxa de desemprego (TD) = Desocupados / FT.
  • Taxa de participação = FT / PIA.
  • Taxa de ocupação = Ocupados / PIA.
  • Taxa composta de subutilização: subocupados + desocupados + desalentados, em relação à FT ampliada.

Tipos de desemprego

  1. Friccional: tempo de busca entre empregos. Inevitável e até desejável.
  2. Estrutural: descasamento de habilidades, mudanças setoriais. Tecnológico.
  3. Cíclico: associado a recessões, demanda agregada deficiente.
  4. Sazonal: ligado a períodos do ano (turismo, agricultura).
  5. Histerese (Blanchard-Summers 1986): desemprego prolongado eleva o desemprego natural por perda de capital humano.

Taxa natural de desemprego (NAIRU)

  • Friedman (1968 AER) e Phelps (1968 JPE), independentemente: introduziram a hipótese da taxa natural.
  • NAIRU = Non-Accelerating Inflation Rate of Unemployment.
  • Nível de desemprego compatível com inflação estável.
  • Brasil estimado: NAIRU ~ 8-10% (estudos do BACEN, IPEA).
  • Phelps Nobel 2006; Friedman Nobel 1976.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

O conceito de taxa natural revolucionou a macroeconomia. Antes (Phillips 1958, Samuelson-Solow 1960), acreditava-se em trade-off estável entre inflação e desemprego no longo prazo. Friedman e Phelps mostraram que era ilusão: no longo prazo, desemprego converge para o natural; apenas a inflação muda.

As três versões da Curva de Phillips

  1. Original (Phillips 1958): relação inversa estável entre desemprego e variação dos salários nominais. Empírica.
  2. Aumentada por expectativas (Friedman 1968, Phelps 1968): π = π^e - α(u - u_n). No longo prazo, π = π^e (vertical em u_n).
  3. Novo-keynesiana (Calvo 1983, Galí 2008): π = β · E[π'] + κ · ŷ + ε. Forward-looking.

Curva de Phillips brasileira

  • Forma híbrida (parte backward + forward-looking) usada pelo BACEN.
  • Peso das expectativas (forward) ω ~ 0,5-0,7. Inércia residual.
  • Pass-through cambial: 5-10% no acumulado de 12 meses.

Lei de Okun (1962)

  • Arthur Okun (1962, American Statistical Association).
  • Relação empírica: 1 ponto percentual acima do desemprego natural ≈ 2-3 pontos percentuais abaixo do PIB potencial.
  • Brasil moderno: coeficiente de Okun ~ 2.

Reforma Trabalhista brasileira

  • Lei 13.467, de 13/07/2017. Governo Temer.
  • Flexibilização de jornada, terceirização, prevalência do negociado sobre o legislado em diversas matérias.
  • Avaliação empírica: efeitos modestos sobre formalização e produtividade no curto prazo.

Mercado de trabalho brasileiro 2024-2026

  • Taxa de desemprego (PNAD-C): cerca de 6,2% em mar/2026 (mínima recente).
  • Taxa de informalidade: ~ 38-40%.
  • Salário mínimo nacional 2026: R$1.512.
  • Política de valorização real desde 2003 (efeito sobre redução do Gini).

Pegadinha da Dotôra Soffya

Banca confunde quem propôs a NAIRU. Foi Friedman (1968 AER) e Phelps (1968 JPE), INDEPENDENTEMENTE, mesmo ano. Não foi Phillips, nem Samuelson-Solow. Phelps Nobel 2006. Friedman Nobel 1976.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 06

6 Inflação: teorias, índices, Plano Real

Sintetiza Aula 07. Conceito, índices brasileiros, teorias clássicas e modernas, hiperinflação, Plano Real, regime de metas.

Definição e mensuração

  • Inflação: aumento generalizado e sustentado dos preços em determinado período.
  • Inversa: deflação (queda generalizada).
  • Métodos de cálculo: Laspeyres (cesta fixa do período base, usado no Brasil), Paasche (cesta corrente), Fisher (média geométrica).

Principais índices brasileiros

  • IPCA (IBGE): índice oficial do regime de metas. Famílias renda 1-40 SM, 13 RM + Brasília + Goiânia.
  • INPC (IBGE): renda 1-5 SM. Reajuste do salário mínimo (Lei 13.152/2015).
  • IGP-M (FGV/IBRE): IPA-M (60%) + IPC-M (30%) + INCC-M (10%). Reajuste de aluguéis.
  • IGP-DI (FGV/IBRE): mesma composição, período de coleta diferente.
  • IPP (IBGE): preços ao produtor industrial, antecedente.
  • INCC (FGV): construção civil.

Composição do IPCA (pesos aproximados)

  • Preços livres: ~75% (alimentos 14%, industriais 24%, serviços 37%).
  • Preços administrados/monitorados: ~25% (energia, combustíveis, planos de saúde, transporte público).
  • Núcleo (core inflation): exclui itens voláteis. BACEN publica vários (EX, MA, DP, serviços).

Teorias clássicas da inflação

  • Hume (1752, "Of Money"): neutralidade da moeda no longo prazo. Origem da Teoria Quantitativa.
  • Wicksell (1898): taxa natural vs taxa de mercado. Inflação por descompasso.
  • Cagan (1956 NBER): hiperinflação > 50% ao mês. Expectativas adaptativas.
  • Friedman (1968 AER): "Inflation is always and everywhere a monetary phenomenon."

Inflação de demanda vs custos

  • Demand-pull: excesso de demanda agregada, hiato positivo.
  • Cost-push: choques de oferta (petróleo, câmbio, salários).
  • Espiral salário-preço: realimentação entre salários e preços.
  • Inflação importada: pelo canal cambial.

Dica do Fuffu

Decora os pesos do IPCA: livres ~75% (alimentos, industriais, serviços) + administrados ~25% (energia, combustíveis, planos de saúde, transporte). Cagan (1956 NBER): hiperinflação ≥ 50%/mês. Friedman (1968 AER): inflação é sempre fenômeno monetário.

Inflação inercial brasileira (anos 1980-1994)

  • Bresser-Pereira e Nakano (1985): "Fatores Aceleradores, Mantenedores e Sancionadores da Inflação". Distinção fundamental.
  • Lopes (1986): O Choque Heterodoxo. Tese de que desindexação requer ato discricionário coordenado.
  • Arida e Resende (1984): texto interno PUC-Rio. Proposta intelectual da URV.

Planos heterodoxos (1986-1991, todos fracassaram)

  1. Cruzado (fev/1986, Sarney). Cambio fixo Cz$ 13,77/USD. Congelamento.
  2. Bresser (jun/1987). Maxidesvalorização inicial.
  3. Verão (jan/1989). Cruzado novo.
  4. Collor I (mar/1990, Zélia Cardoso). Confisco da poupança.
  5. Collor II (jan/1991).

Plano Real (jul/1994)

  • Lançado em 01/07/1994. Ministro da Fazenda: Fernando Henrique Cardoso (governo Itamar Franco).
  • URV (Unidade Real de Valor): mar-jun/1994. Indexador único e diário, vinculado ao dólar.
  • Real introduzido em paridade R$1,00 = US$1,00. Depois banda deslizante.
  • Lei 9.069/1995: institui formalmente o Real e o Sistema Monetário Nacional.
  • Inflação caiu de ~50%/mês (jun/1994) para abaixo de 10%/ano em 1996.
  • Estratégia: combinação heterodoxa (URV) + ortodoxa (âncora cambial).

Custos sociais da inflação

  • Menu costs: custos de reimprimir tabelas.
  • Shoeleather: custos de idas frequentes ao banco.
  • Distorções alocativas: confusão de preços relativos.
  • Redistribuição: devedores ganham, credores perdem (em inflação não esperada).
  • Imposto inflacionário: receita pelo BC; carga sobre detentores de moeda.

Hiperinflações históricas

  • Critério de Cagan (1956): > 50% ao mês.
  • Alemanha 1923 (mais conhecida).
  • Hungria 1946 (maior hiperinflação registrada).
  • Iugoslávia 1994.
  • Zimbábue 2008.
  • Venezuela 2017-presente.
  • Sargent (1982 NBER): hiperinflações terminam abruptamente com reforma fiscal+monetária crível.

Alerta do Examinador

Decora a sequência do Plano Real: Arida-Resende (1984) propôs URV intelectualmente. FHC ministro Fazenda em 1993-94. URV (mar-jun/1994): indexador único. Real (01/07/1994) com âncora cambial. Lei 9.069/1995: marco legal. Cuidado com confusão entre as fases.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 07

7 Modelo IS-LM

Sintetiza Aula 08. Origem com Hicks (1937), curvas IS e LM, equilíbrio, política fiscal e monetária, casos extremos.

Origem (Hicks 1937)

  • John Richard Hicks (1937), "Mr. Keynes and the 'Classics': A Suggested Interpretation". Econometrica vol. 5, n. 2.
  • Tradução simplificada da Teoria Geral de Keynes (1936).
  • Hansen (1949): popularização americana. Modigliani (1944): rigor matemático.
  • Hicks Nobel 1972 (com Kenneth Arrow).

Curva IS (mercado de bens)

  • Equilíbrio: Y = C(Y - T) + I(r) + G.
  • Forma linear: Y = [1 / (1 - c(1 - t))] · (c0 + I0 + G - br).
  • Inclinação: dr/dY = -(1 - c(1 - t))/b < 0. NEGATIVA.
  • Multiplicador: 1/(1 - c(1 - t)).
  • Desloca para direita: ↑G, ↓T, ↑c0, ↑I0.

Curva LM (mercado monetário)

  • Equilíbrio: M/P = L(Y, r) = kY - hr.
  • Forma linear: r = (k/h)·Y - (1/h)·(M/P).
  • Inclinação: dr/dY = k/h > 0. POSITIVA.
  • Desloca para direita: ↑M, ↓P (oferta real de moeda aumenta).

Casos extremos da LM

  • Armadilha da liquidez (h → ∞): LM HORIZONTAL. Política monetária INEFICAZ. Política fiscal MÁXIMA EFICAZ.
  • Caso clássico (h = 0): LM VERTICAL. Política monetária MÁXIMA EFICAZ. Política fiscal INEFICAZ (crowding-out total).

Equilíbrio simultâneo (Y*, r*)

  • Intersecção IS = LM no plano (Y, r).
  • Não garante pleno emprego (hiato do produto possível).
  • Multiplicador fiscal no IS-LM: h / [h(1-c(1-t)) + bk]. MENOR que o puro pelo crowding-out.

O Raffinha confirma

Decora os 4 quadrantes (em economia fechada): ↑G: IS direita, Y↑ e r↑. ↑M: LM direita, Y↑ e r↓. Armadilha: monetária ineficaz. Clássico: fiscal ineficaz. Resolva qualquer questão de IS-LM com isso na cabeça.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 08

8 Mundell-Fleming e trindade impossível

Sintetiza Aula 09. Extensão do IS-LM para economia aberta. Trindade impossível.

Origem

  • Robert Mundell (1963), "Capital Mobility and Stabilization Policy under Fixed and Flexible Exchange Rates". Canadian Journal of Economics.
  • Marcus Fleming (1962), IMF Staff Papers. Independente.
  • Mundell Nobel 1999 pela contribuição a áreas monetárias ótimas (1961) e ao modelo (1963).

Estrutura do modelo

  • IS aberta: Y = C(Y-T) + I(r) + G + NX(Y, Y*, e).
  • LM: M/P = L(Y, r). (Mas em câmbio fixo, M é endógeno.)
  • BP: NX(Y, Y*, e) + K(r - r*) = 0. Curva NOVA.

BP em três cenários de mobilidade de capitais

  • Mobilidade nula (κ = 0): BP VERTICAL em Y = NX0/m. Bretton Woods.
  • Mobilidade imperfeita: BP positivamente inclinada. Brasil moderno.
  • Mobilidade perfeita (κ → ∞): BP HORIZONTAL em r = r* (+ ρ). EUA, Alemanha, Brasil moderno aproximadamente.

Paridade descoberta da taxa de juros (UIP)

  • r = r* + Δe esperado + ρ (prêmio de risco-país).
  • Forward premium puzzle (Fama 1984): empiricamente, β em Δe = α + β(r-r*) costuma ser NEGATIVO. Carry trade explora isso.

QUADRO DOS QUATRO QUADRANTES (decora!)

  • Câmbio FIXO + ↑G: política fiscal MÁXIMA EFICAZ. Y↑↑, r e cambio inalterados. Sem crowding-out.
  • Câmbio FIXO + ↑M: política monetária INEFICAZ. BC perde controle de M (vende reservas).
  • Câmbio FLUTUANTE + ↑G: política fiscal INEFICAZ. Crowding-out total via apreciação cambial. Y inalterado.
  • Câmbio FLUTUANTE + ↑M: política monetária MÁXIMA EFICAZ. Dois canais (juros + câmbio).

Trindade impossível (Mundell)

  • Não se pode ter SIMULTANEAMENTE: (i) câmbio fixo, (ii) mobilidade perfeita de capitais, (iii) política monetária autônoma.
  • Escolha 2 dos 3.
  • Bretton Woods: fixo + autonomia, sem mobilidade.
  • Zona do Euro: fixo (moeda única) + mobilidade, sem autonomia.
  • Brasil pós-1999: mobilidade + autonomia, sem câmbio fixo (flutuante).

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Crises cambiais em três gerações: 1ª (Krugman 1979): fundamentos inconsistentes (Brasil 1999). 2ª (Obstfeld 1986): equilíbrios autorrealizáveis (libra 1992, Brasil 2002). 3ª (Krugman/Calvo 1998): fragilidade financeira privada (Ásia 1997). Decora autores e ano.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 09

9 Oferta e Demanda Agregadas (AD-AS)

Sintetiza Aula 10. Síntese neoclássica em duas curvas. AD do IS-LM com P endógeno. SRAS de curto e LRAS de longo prazo.

Curva AD (Demanda Agregada)

  • Derivada do IS-LM variando P, mantendo M nominal constante.
  • Inclinação NEGATIVA no plano (Y, P).

Três canais da inclinação negativa

  1. Efeito Pigou (riqueza real): ↑P → ↓M/P → ↓riqueza real → ↓C → ↓Y.
  2. Efeito Keynes (juros): ↑P → ↓M/P → ↑r → ↓I → ↓Y. Canal central no IS-LM.
  3. Efeito Mundell-Fleming (câmbio): ↑P → apreciação real → ↓NX → ↓Y. Apenas em economia aberta.

Curva SRAS (oferta de curto prazo) - 3 modelos teóricos

  • Modelo 1 (salários rígidos, Modigliani 1944, tradição keynesiana): W fixo, ↑P → ↓W/P → empresas contratam mais.
  • Modelo 2 (informação imperfeita, Lucas 1972 JET): firmas confundem ↑P geral com ↑relativo. Y = Y_n + α(P - P^e). Lucas Nobel 1995.
  • Modelo 3 (preços rígidos, Mankiw 1985 QJE; Calvo 1983 JME; Blanchard-Kiyotaki 1987 AER): custos de menu, ajuste escalonado.

Curva LRAS (oferta de longo prazo)

  • VERTICAL em Y_n (produto natural).
  • Determinada por K, L, H, A (capital, trabalho, capital humano, tecnologia), instituições.
  • Hipótese clássica: variáveis nominais não afetam reais no longo prazo.
  • Neutralidade da moeda no longo prazo.

Choques (decora o quadro!)

  • ↑AD (demanda positiva): Y↑, P↑.
  • ↓AD (demanda negativa): Y↓, P↓.
  • ↑SRAS (oferta positiva): Y↑, P↓. FAVORÁVEL.
  • ↓SRAS (oferta negativa): Y↓, P↑. ESTAGFLAÇÃO. Crise petróleo 1973-79; pós-pandemia 2021-22.

Histerese (Blanchard-Summers 1986)

  • Recessões prolongadas podem afetar Y_n via perda de capital humano.
  • Implicação: política contracíclica tem efeitos de longo prazo.

Alerta do Examinador

Os 3 modelos de SRAS são pegadinha frequente. Lucas (1972 JET): informação imperfeita, Y = Y_n + α(P - P^e). Mankiw (1985 QJE): custos de menu. Calvo (1983 JME): ajuste escalonado, base do DSGE. Não confunda autoria.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 10

10 Regimes Cambiais e Balanço de Pagamentos

Sintetiza Aula 11. BPM6 do FMI, regimes cambiais, PPP, crises cambiais.

BPM6 (FMI 2009)

  • Manual oficial de BP do FMI, 6ª edição (2009). Substituiu o BPM5 (1993).
  • Brasil adotou em 2015. BACEN compila e divulga.
  • Identidade contábil: CC + CK + CF + Erros e Omissões = 0.

As três contas do BP

  1. Conta corrente (CC): bens (balança comercial), serviços, renda primária (lucros, dividendos, juros, salários), renda secundária (transferências unilaterais).
  2. Conta capital (CK): transferências de capital, ativos não financeiros não produzidos. Pequena no Brasil.
  3. Conta financeira (CF): IDE, portfólio, derivativos, outros investimentos, ativos de reserva.

IDE vs Portfólio

  • IDE (Investimento Direto Estrangeiro): ≥ 10% do capital votante. Capital de longo prazo. Boa qualidade de financiamento.
  • Portfólio (em carteira): < 10%. Volátil, sujeito a sudden stops.

Reservas internacionais brasileiras (2025)

  • Cerca de US$370-380 bilhões. Cobertura de 5x dívida externa de curto prazo.
  • Composição: divisas (~95%, US Treasuries), ouro (~2-3%), DES, posição FMI.

Classificação FMI dos regimes cambiais (AREAER)

  • Hard pegs: dolarização (Equador 2000), currency board (Argentina 1991-2001, Hong Kong desde 1983), Zona do Euro.
  • Soft pegs: cambio fixo convencional, banda, crawling peg (Brasil 1968-1979 sob Delfim Netto), crawling band (Brasil 1995-1998).
  • Floating: gerenciado (Brasil pós-1999) ou livre (EUA, UK, Japão, Suíça).

Câmbio nominal, real, real efetivo

  • Nominal e: R$/USD. Sobe = depreciação do real.
  • Real bilateral q: q = e × P*/P. Mede competitividade.
  • Real efetivo: ponderado por comércio. BACEN (IPCA-EX) e BIS publicam.
  • Pass-through Brasil 2024-26: 5-10% no acumulado de 12 meses.

PPP (Cassel 1918)

  • PPP absoluta: e = P/P*.
  • PPP relativa (mais robusta): Δe/e = π - π*.
  • Lei do preço único: microfundamentação.
  • Big Mac Index: The Economist desde 1986.
  • Penn effect / Balassa-Samuelson: países ricos têm preços mais altos.

Pegadinha da Dotôra Soffya

Banca confunde PPP. Absoluta: e = P/P* (NÍVEL). Relativa: Δe/e = π - π* (VARIAÇÃO). A relativa é muito mais robusta empiricamente. Não inverte.

Histórico cambial brasileiro essencial

  • 1968 (Delfim Netto): introduz mini-desvalorizações (crawling peg).
  • dez/1979 (Simonsen): maxidesvalorização de 30%.
  • fev/1983 (Delfim Netto, Planejamento): 2ª maxi de 30%, crise da dívida.
  • jul/1994 (FHC, MF de Itamar): Plano Real, âncora cambial.
  • jan/1999: quebra da banda. Cambio flutuante.
  • 2002: ataque especulativo (Lula). R$/USD chegou a R$3,95 em outubro.
  • abr/2008: grau de investimento (S&P, BBB-).
  • mai/2013: taper tantrum.
  • mai/2020: pico histórico R$5,93/USD na pandemia.
  • 2024-26: cambio em torno de R$4,80-5,30.

Crises cambiais em 3 gerações

  1. 1ª geração (Krugman 1979 JMCB): fundamentos inconsistentes, déficit fiscal monetizado, exaustão de reservas. Casos: México 1976, Argentina 1981, Brasil 1999.
  2. 2ª geração (Obstfeld 1986 AER): equilíbrios múltiplos autorrealizáveis. Custo social de defesa. Caso: libra esterlina 1992 (Black Wednesday, Soros).
  3. 3ª geração (Krugman 1998, Calvo 1998): fragilidade do setor financeiro privado. Descasamento de moeda. Caso: crise asiática 1997.

Saldos brasileiros recentes (CC)

  • 2020: -US$24 bi (-1,7% do PIB).
  • 2021: -US$28 bi (-1,7%).
  • 2022: -US$48 bi (-2,5%).
  • 2023: -US$28 bi (-1,3%).
  • 2024: -US$50 bi (-2,3%).
  • 2025: ~-US$60 bi (-2,5%).

Padrão típico de emergente: déficit moderado (1,5-2,5% PIB) financiado por IDE (US$70-87 bi/ano).

Dica do Fuffu

BPM6 do FMI = manual de 2009. Brasil adotou em 2015. Identidade CC + CK + CF + EO = 0. IDE ≥ 10% do capital votante; portfólio < 10%. Reservas brasileiras 2025: ~US$370-380 bi. Decora.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 11

11 Crescimento Econômico (Solow, MRW, endógeno)

Sintetiza Aula 12. Modelo de Solow, capital humano, contabilidade, crescimento endógeno, instituições.

Fatos estilizados de Kaldor (1961)

  • Produto per capita cresce a taxa constante.
  • K per capita cresce a taxa constante.
  • Razão K/Y aproximadamente constante.
  • Razão K/L cresce a taxa constante.
  • Participações K e L na renda constantes (~1/3 e ~2/3).
  • Taxa real de retorno r aproximadamente constante.

Modelo de Solow (1956 QJE) - Nobel 1987

  • Função de produção: Y = K^α · (AL)^(1-α). Cobb-Douglas.
  • Equação fundamental: Δk = s·f(k) - (n + δ + g)·k.
  • Estado estacionário: k* = [s/(n+δ+g)]^(1/(1-α)).
  • No estado estacionário, Y per capita cresce APENAS a g (progresso tecnológico).
  • Aumentar s eleva NÍVEL de y, não TAXA de longo prazo.

Regra de Ouro de Phelps (1961 AER, Nobel 2006)

  • Maximiza consumo per capita em estado estacionário.
  • f'(k*g) = n + δ + g.
  • Para Cobb-Douglas: s_g = α (poupança igual à participação do capital).
  • Brasil: s = 16-18% e α ~ 0,40-0,45. Está claramente ABAIXO da regra de ouro.

MRW (Mankiw, Romer e Weil 1992 QJE) - capital humano

  • Estende Solow com capital humano: Y = K^α · H^β · (AL)^(1-α-β).
  • Empiricamente, explica 80% da variação internacional de renda.
  • Confirma convergência condicional com velocidade ~2% ao ano.

Convergência

  • Convergência absoluta: NÃO se observa empiricamente.
  • Convergência condicional: SE observa. Países com fundamentos similares convergem entre si.
  • β-convergência: velocidade ~2% ao ano (Barro 1991, MRW 1992, Sala-i-Martin 1996).
  • σ-convergência: redução da dispersão. Diferente de β.

Contabilidade do crescimento (Solow 1957 RES)

  • ΔY/Y = α·ΔK/K + (1-α)·ΔL/L + ΔA/A.
  • Resíduo de Solow = ΔA/A = PTF (Produtividade Total dos Fatores).
  • EUA: PTF responde por ~50% do crescimento. Brasil: PTF ESTAGNADA desde 1980.

Bate-papo com o Seu Teoffilo

Crescimento endógeno: Romer (1986 JPE): spillovers. Lucas (1988 JME): capital humano endógeno. Romer (1990 JPE): P&D endógeno (Nobel 2018). Aghion-Howitt (1992 Econometrica): destruição criativa. Decora autores e veículos.

Instituições e geografia

  • North (1990, Nobel 1993): Institutions, Institutional Change.
  • Acemoglu-Johnson-Robinson (AJR): 2001 AER (Colonial Origins), 2002 QJE (Reversal of Fortune), 2012 livro Why Nations Fail. Distinção INCLUSIVAS vs EXTRATIVAS. Acemoglu, Johnson, Robinson Nobel 2024.
  • Diamond (1997): Guns, Germs, and Steel. Hipótese geográfica.
  • Síntese: ambos importam (instituições e geografia).

Brasil: trajetória do crescimento

  • 1900-1930: agroexportador. Crescimento per capita modesto.
  • 1930-1980: ISI. Industrialização. Catch-up vigoroso.
  • 1968-1973 ("milagre"): PIB cresceu 11% a.a. médio. Delfim Netto na Fazenda.
  • 1974-1979 (II PND): Geisel, infraestrutura, dívida.
  • 1981-2003 ("década perdida"): estagnação, hiperinflação, abertura.
  • 2003-2014 (bonança): PIB médio 4% a.a. Commodities + reformas.
  • 2014-2016: recessão profunda (PIB -7% acumulado).
  • 2017-2024: crescimento modesto (1,5-2,5% a.a.).
  • PTF estagnada desde 1980.

Armadilha da renda média

  • Gill e Kharas (2007, World Bank): cunhagem do conceito.
  • Eichengreen, Park, Shin (2014, JWE): empiria dos slowdowns aos US$10k e US$15k PPP.
  • Brasil: caso clássico. PIB per capita ~ US$18-20k PPP, estagnado há 4 décadas.
  • Quem escapou: Coreia do Sul, Taiwan, Cingapura, Chile, Polônia.
  • Quem continua preso: Brasil, México, Argentina, Turquia, África do Sul.

Alerta do Examinador

Confunde frequente: Solow Nobel 1987; Kuznets Nobel 1971; Phelps Nobel 2006; Romer Nobel 2018; Lucas Nobel 1995; Kydland-Prescott Nobel 2004; Mundell Nobel 1999; North Nobel 1993; AJR Nobel 2024; Sen Nobel 1998; Banerjee-Duflo-Kremer Nobel 2019. Decora.

Prof. Affonsinho revisa, Bloco 12

12 Ciclos Econômicos e Desenvolvimento

Sintetiza Aulas 13-14. Ciclos econômicos (RBC, novo-keynesianos, DSGE), desenvolvimento (IDH, Gini, Sen, ODS).

Fatos estilizados dos ciclos (Burns-Mitchell 1946)

  • 4 fases: expansão, pico, recessão, vale.
  • Comovimento, persistência, assimetria, volatilidade relativa.
  • NBER (EUA, datação desde 1978). CODACE/FGV-IBRE (Brasil, datação desde 2008).
  • Recessão técnica (2 trim PIB neg) ≠ Recessão oficial NBER (multivariada).

Teorias clássicas dos ciclos

  • Juglar (1862): 7-11 anos.
  • Kondratieff (1920s): ondas longas 50-60 anos.
  • Schumpeter (1939): inovação. Destruição criativa (1942).
  • Samuelson (1939, RES): multiplicador-acelerador.
  • Hicks (1950): tetos e pisos.

RBC (Lucas, Kydland-Prescott)

  • Lucas (1972 JET): ciclos por surpresas monetárias com informação imperfeita. Nobel 1995.
  • Kydland-Prescott (1982 Econometrica): choques tecnológicos como fonte primária. Mercados completos. Política contracíclica sub-ótima. Nobel 2004 ambos.

Novo-keynesianos e DSGE

  • Calvo (1983 JME): ajuste escalonado. Base do DSGE moderno.
  • Mankiw (1985 QJE): custos de menu.
  • Smets-Wouters (2003 JEEA): DSGE BCE.
  • Christiano-Eichenbaum-Evans (2005 JPE): DSGE Fed. SAMBA: BACEN.

10 recessões brasileiras (CODACE)

  1. 1981 T1 - 1983 T1 (8 trim, dura).
  2. 1987 T3 - 1988 T4 (5 trim).
  3. 1989 T3 - 1992 T1 (10 trim, pós-Collor).
  4. 1995 T1 - 1995 T3 (3 trim).
  5. 1998 T1 - 1999 T1 (5 trim, crise cambial).
  6. 2001 T2 - 2001 T4 (3 trim).
  7. 2003 T1 - 2003 T2 (2 trim).
  8. 2008 T4 - 2009 T1 (2 trim, crise global).
  9. 2014 T2 - 2016 T4 (11 trim, MAIS LONGA).
  10. 2020 T1 - 2020 T2 (2 trim, pandemia).

Volcker disinflation (1979-1982)

  • Fed sob Paul Volcker. Fed Funds Rate vai a 19,1% (jun/1981).
  • Recessão dupla, desemprego 10,8%. Inflação cai de 13% para 4%.
  • Marco da credibilidade moderna do Fed.

Coach Jeff manda a real

Recessões CODACE para decora: 1981-83 (8 trim, dura), 1989-92 (10 trim, Collor), 2008-09 (2 trim, crise global), 2014-16 (11 trim, MAIS LONGA), 2020 (2 trim, pandemia mais curta). Banca cobra duração e contexto.

Crescimento vs Desenvolvimento

  • Crescimento: aumento quantitativo do PIB.
  • Desenvolvimento: melhoria qualitativa do bem-estar humano (multidimensional).
  • Conceito formulado por Schumpeter (1911); estendido por Lewis, Furtado, Sen.

IDH (PNUD desde 1990)

  • Formulado por Mahbub ul-Haq e Amartya Sen.
  • 3 dimensões: vida (expectativa) + educação (anos) + renda (PIB per capita PPP).
  • Média geométrica desde 2010.
  • Categorias: Muito alto (≥0,800), Alto (0,700-0,800), Médio (0,550-0,700), Baixo (<0,550).
  • Brasil 2024: IDH ~ 0,76 (categoria alta, posição global ~85ª).
  • IDHAD (ajustado pela desigualdade): Brasil ~ 0,57. Perda de 25% por desigualdade.

IPM (Alkire-Foster 2011 JPubE)

  • OPHI/PNUD desde 2010.
  • 3 dimensões: saúde, educação, padrão de vida.
  • Pobreza multidimensional: privação simultânea em pelo menos 1/3 dos indicadores.

Desigualdade

  • Lorenz (1905): curva acumulada.
  • Gini (1912): G = A/(A+B). 0 a 1. Brasil 2024 ~ 0,52 (era 0,634 em 1990).
  • Theil (1967): decomponível, sensível ao topo.
  • Atkinson (1970 JET): parâmetro ε de aversão à desigualdade.
  • Curva de Kuznets (1955 AER, Nobel 1971): U invertido. Refutada parcialmente por Piketty (2014).

Pobreza (Banco Mundial 2022)

  • Linhas em PPP: extrema US$2,15; média US$3,65; alta US$6,85.
  • Brasil 2024: extrema ~5,5%; alta ~25-30%.

Bolsa Família e CCT

  • Criado em out/2003 (Lula). Lei 10.836/2004.
  • Auxílio Emergencial 2020-21: ~8% PIB em 2020.
  • Bolsa Família reformado: Lei 14.601/2023. R$600 base + adicionais. ~21 milhões de famílias.
  • Banerjee-Duflo-Kremer Nobel 2019 (RCTs em desenvolvimento).

Sen e Agenda 2030

  • Sen (1999): Development as Freedom. Capacidades vs funcionamentos. Nobel 1998.
  • Stiglitz-Sen-Fitoussi (2009): comissão para medição além do PIB.
  • Agenda 2030 (ONU set/2015): 17 ODS + 169 metas. Substituiu os ODM (2000-2015).

Teorias clássicas do desenvolvimento

  • Rosenstein-Rodan (1943): Big Push.
  • Lewis (1954): modelo dual. Nobel 1979.
  • Rostow (1960): 5 estágios.
  • Prebisch-Singer (1950): deterioração de termos de troca. CEPAL.
  • Furtado (1959): Formação Econômica do Brasil. Estruturalismo.

Pegadinha da Dotôra Soffya

Confusão clássica: IDH (PNUD 1990): Mahbub ul-Haq + Sen. IPM (OPHI 2010): Alkire-Foster (2011 JPubE). Comissão Stiglitz-Sen-Fitoussi (2009). Não inverte autorias.

Mapa mental master

A síntese visual da disciplina. Doze ramos correspondendo aos 12 blocos do resumão. Reler antes de qualquer prova.

Macroeconomia (14 aulas + Bônus)

1. SCN, PIB, identidades

  • 3 óticas (produção, despesa, renda)
  • Y = C + I + G + NX
  • S - I = (X - M) - (G - T)
  • Multiplicador 1/(1-c(1-t))

2. Consumo, Poupança, Investimento

  • Keynes (1936): renda corrente
  • Friedman (1957): renda permanente
  • Modigliani (1954): ciclo de vida
  • Q de Tobin para investimento

3. Mercado Monetário

  • 4 funções da moeda
  • Agregados M0-M4
  • L(Y, r) = kY - hr
  • MV = PY (Fisher)
  • Multiplicador bancário 1/r_d

4. Política Monetária

  • Open market (instrumento principal)
  • Decreto 3.088/1999 (regime metas)
  • LC 179/2021 (autonomia BACEN)
  • Regra de Taylor: a > 1
  • Meta atual: 3,0% ± 1,5 pp

5. Mercado de Trabalho

  • PNAD-C: PIA, FT, ocupados, desocupados
  • Friedman 1968 + Phelps 1968: NAIRU
  • 3 versões da Phillips
  • Lei de Okun: ~2 no Brasil
  • Histerese (Blanchard-Summers 1986)

6. Inflação

  • IPCA (oficial, IBGE)
  • Hume 1752, Cagan 1956, Friedman 1968
  • Bresser-Nakano, Lopes, Arida-Resende
  • Plano Real: URV + Real (jul/1994)
  • Lei 9.069/1995

7. IS-LM

  • Hicks (1937 Econometrica)
  • IS: Y = C + I(r) + G, inclinação negativa
  • LM: M/P = L(Y,r), positiva
  • Armadilha (h infinito): horizontal
  • Caso clássico (h zero): vertical

8. Mundell-Fleming

  • Mundell 1963 + Fleming 1962
  • Curva BP: NX + K(r-r*) = 0
  • Trindade impossível
  • 4 quadrantes (fixo/flutuante × fiscal/monetária)
  • UIP: r = r* + Δe + ρ

9. AD-AS

  • AD: derivada do IS-LM, P endógeno
  • 3 canais negativa: Pigou, Keynes, M-F
  • SRAS: Keynes / Lucas / Calvo-Mankiw
  • LRAS: vertical em Y_n
  • Estagflação: ↓SRAS

10. Cambiais e BP

  • BPM6 FMI 2009; Brasil 2015
  • CC + CK + CF + EO = 0
  • IDE >= 10%; portfólio < 10%
  • 3 gerações de crises (Krugman 1979/Obstfeld 1986/Calvo 1998)
  • PPP Cassel 1918

11. Crescimento

  • Solow (1956 QJE, Nobel 1987)
  • Δk = sf(k) - (n+δ+g)k
  • Phelps (1961, Nobel 2006): regra de ouro
  • MRW (1992 QJE): capital humano
  • Romer (1990, Nobel 2018), AJR (Nobel 2024)

12. Ciclos e Desenvolvimento

  • RBC: Lucas Nobel 1995, K-P Nobel 2004
  • CODACE: 10 recessões 1981-2020
  • IDH (PNUD 1990): Mahbub ul-Haq + Sen
  • Sen Nobel 1998; Banerjee-Duflo Nobel 2019
  • Agenda 2030: 17 ODS

Cinco minutos antes da prova

A leitura final. Faz no caminho. É a curadoria absoluta do que mais cai em prova de Macroeconomia.

Os 8 números brasileiros (decora antes de entrar)

  • PIB 2025: ~+3,4% (IBGE).
  • IPCA 12 meses: ~5,0% (IBGE).
  • Selic meta atual: 14,75% a.a.
  • Câmbio: ~R$ 5,72/US$.
  • Reservas internacionais: ~US$ 354 bi.
  • Saldo conta corrente: déficit ~ 2,5% do PIB.
  • Desemprego (PNAD-C): ~6,2%.
  • Meta de inflação: 3,0% ± 1,5 pp (sistema contínuo desde 2025).

Datas e leis-chave (lembra de cor)

  • 1937: Hicks publica IS-LM (Econometrica).
  • 1956: Solow publica modelo de crescimento (QJE). Nobel 1987.
  • 1968: Friedman (AER) e Phelps (JPE) introduzem NAIRU.
  • 1972: Lucas formaliza expectativas racionais (JET). Nobel 1995.
  • 1976: Crítica de Lucas.
  • 1982: Kydland-Prescott formalizam RBC (Econometrica). Nobel 2004.
  • 1990: PNUD lança IDH.
  • 01/07/1994: Real entra em circulação.
  • 15/01/1999: câmbio flutuante.
  • 21/06/1999: Decreto 3.088 (regime de metas).
  • 04/05/2000: LC 101 (LRF).
  • 15/12/2016: EC 95 (teto de gastos).
  • 13/07/2017: Lei 13.467 (reforma trabalhista).
  • 12/11/2019: EC 103 (reforma previdência).
  • 24/02/2021: LC 179 (BACEN autônomo).
  • 30/08/2023: LC 200 (arcabouço fiscal).
  • 20/12/2023: EC 132 (reforma tributária).
  • 16/01/2025: LC 214 (regulamenta EC 132).

Princípios para responder qualquer questão

  1. CMN define meta; BACEN persegue. Inverteu? Errou.
  2. Identidades macro valem sempre (são contábeis). Equações comportamentais não necessariamente.
  3. Solow: longo prazo é g (tecnologia). Aumentar s eleva nível, não taxa.
  4. Trindade impossível: cambio fixo + mobilidade + autonomia: escolha 2.
  5. BPM6: CC + CK + CF + EO = 0. Sempre.
  6. Princípio de Taylor: a > 1.
  7. 4 quadrantes do Mundell-Fleming: fixo+fiscal=máxima, fixo+monetária=zero, flutuante+fiscal=zero, flutuante+monetária=máxima.
  8. Armadilha: LM horizontal, monetária ineficaz, fiscal MÁXIMA. Clássico: LM vertical, monetária MÁXIMA, fiscal ineficaz.
  9. Crises cambiais: 1ª (Krugman 1979) = fundamentos; 2ª (Obstfeld 1986) = autorrealizáveis; 3ª (Calvo 1998) = financeira privada.
  10. 3 modelos SRAS: Keynes (salários rígidos), Lucas 1972 (informação imperfeita), Calvo-Mankiw (preços rígidos, base do DSGE).

O Fuffu se despede

Você fez o ciclo completo. Quatorze aulas, mais esse resumão. Sai daqui sabendo ler a Macroeconomia em um quadro mestre, com fórmulas-chave, autores que a banca cobra, datas brasileiras e princípios para resolver qualquer questão. Agora é fechar o caderno, respirar fundo e ir pra prova. Vai dar tudo certo.

$Você fechou a disciplina

Macroeconomia
do começo ao fim

Você passou pelo Sistema de Contas Nacionais, pelo IS-LM, pelo Mundell-Fleming, pelo AD-AS, pelos regimes cambiais, pelo crescimento de Solow, pelos ciclos econômicos e pelo desenvolvimento humano. Agora você lê a Macroeconomia em um quadro mestre. Disciplina concluída.

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