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Lei de Drogas (11.343): grátis

Tráfico, uso, atenuantes, fixação da pena.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

A respeito do Sistema Nacional de Políticas Públicas Sobre Drogas (Sisnad), instituído pela Lei nº 11.343/2006, assinale a alternativa correta:

  • A)São consideradas drogas qualquer substância ou produto capaz de causar dependência, independentemente de sua especificação em lei ou em lista editada pelo Poder Executivo da União.
  • B)O Sisnad atuará em subordinação ao SUS e aos Suas.
  • C)Um dos objetivos do Sisnad é promover a retirada de circulação e reclusão de agentes propagadores do comércio de drogas, de usuários e defensores da legalização do uso.
  • D)A formulação da Política Nacional sobre Drogas é de competência de cada Município.
  • E)A coordenação do Sisnad é de competência da União.
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Resposta correta: E

A União coordena o Sisnad e formula a Política Nacional sobre Drogas; drogas são as substâncias especificadas em lei ou em listas atualizadas pelo Poder Executivo da União.

Questão 2

Acerca do delito de tráfico de drogas, é INCORRETO afirmar:

  • A)A elevada quantidade da droga, por si só, não inibe a incidência do privilégio previsto no art. 33, §4°, da Lei 11.343/06.
  • B)O quantum do redutor previsto no §4° do artigo 33 da Lei de Drogas pode ser calculado levandose em consideração, dentre outros fatores objetivos, a espécie da droga apreendida, conforme sua maior ou menor nocividade.
  • C)É possível a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos no delito de “tráfico privilegiado” (art. 33, §4° da Lei 11.343/06), caso a pena privativa de liberdade imposta não exceda 4 (quatro) anos e estejam presentes os demais requisitos subjetivos exigidos na lei.
  • D)Há bis in idem caso o redutor previsto no §4°do artigo 33 da Lei de Drogas seja afastado em razão da reincidência e a pena-base seja exasperada por força da referida agravante genérica.
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Resposta correta: D

No tráfico privilegiado, quantidade e natureza da droga podem influenciar a fração do redutor, mas não impedem o benefício por si sós. A reincidência afasta o privilégio porque o art. 33, § 4º, exige primariedade, e sua valoração como agravante não configura, nessa formulação, bis in idem.

Questão 3

No que se refere à Lei de Drogas, assinale a alternativa CORRETA:

  • A)A instigação ao consumo de drogas, para efeitos de caracterização do delito tipificado no artigo 33, §2°, da Lei de Drogas, pode ser genérica, não pressupondo que vise pessoas determinadas ou determináveis.
  • B)Para a configuração do crime tipificado no art. 33, §1°, IV, da Lei de Drogas, não se exige, na lei, que a atuação do policial disfarçado tenha sido previamente autorizada judicialmente.
  • C)O auxílio ao consumo de drogas, para efeitos de caracterização do delito tipificado no artigo 33, §2°, da Lei de Drogas, abrange, inclusive, a entrega direta da droga ao usuário.
  • D)O oferecimento de drogas para uso compartilhado (art.33, §3°, da Lei de Drogas) não demanda, para efeitos da subsunção típica, que o destinatário da droga seja pessoa de relacionamento do agente, bastando que a oferta seja gratuita.
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Resposta correta: B

Na Lei de Drogas, o art. 33, § 1º, IV, pune quem vende ou entrega droga ou matéria-prima a policial disfarçado, quando presentes elementos probatorios razoaveis de conduta criminal preexistente. O texto legal não exige previa autorizacao judicial para essa atuação. Já o art. 33, § 2º, pressupoe inducao, instigacao ou auxilio a pessoa determinada ou determinavel; e o uso compartilhado do § 3º exige oferta eventual, sem lucro, a pessoa de relacionamento do agente para consumo conjunto.

Questão 4

Considere a situação hipotética a seguir. Luís cometeu, em 10/10/2022, o fato descrito no artigo 33, caput da Lei nº 11.343/06. Em razão desse fato, foi condenado a uma pena privativa de liberdade (PPL) de cinco anos e dez meses de reclusão em regime semiaberto e 500 dias-multa. A condenação transitou em julgado em 22/09/2023. A guia de execução definitiva (guia nº 1) foi expedida em 25/09/2023, data em que igualmente se autuou o processo de execução e se expediu mandado de prisão para cumprimento da pena. O sentenciado foi preso em 26/09/2023, dando-se início à execução em regime semiaberto. Em novembro de 2023, no curso do cumprimento da pena da guia nº 1, sobreveio nova condenação a três anos de detenção e 20 dias-multa por ter praticado, em 15/12/2022, o crime disposto no artigo 12 da Lei nº 10.826/03. Na sentença, o juízo da condenação fixou o regime aberto e substituiu a pena privativa de liberdade por duas penas restritivas de direitos (PRDs), consistentes em prestação de serviços à comunidade e limitação de fim de semana. A condenação transitou em julgado em 20/11/2023. A guia de execução definitiva (guia nº 2) foi expedida em 21/11/2023. No dia 23/11/2023, a guia nº 2 foi juntada nos autos da execução penal. Em consonância com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, diante das duas guias de execução presentes nos autos, deverá o juiz da execução penal

  • A)reconverter as PRDs da guia nº 2 em PPL, proceder à soma / unificação das penas das guias nº 1 e 2 na forma do artigo 111 da LEP e fixar o regime fechado para o cumprimento das reprimendas.
  • B)reconverter as PRDs da guia nº 2 em PPL, proceder à soma / unificação das penas das guias nº 1 e 2 na forma do artigo 111 da LEP e fixar o regime semiaberto para o cumprimento das reprimendas.
  • C)reconverter as PRDs da guia nº 2 em PPL, proceder à soma / unificação das penas das guias nº 1 e 2 na forma do artigo 111 da LEP e fixar o regime aberto para o cumprimento das reprimendas.
  • D)suspender a execução das PRDs da guia n° 2 até que o sentenciado progrida ao regime aberto na execução da PPL da guia nº 1, e somente então, determinar o cumprimento das PRDs da guia nº 2 simultaneamente ao restante da PPL da guia nº 1, em regime aberto.
  • E)suspender a execução da PPL da guia nº 1, determinar a soltura do sentenciado para cumprimento das PRDs veiculadas pela guia nº 2, e, sucessivamente, ao final do cumprimento das PRDs, determinar o cumprimento da PPL da guia nº 1, com expedição de mandado de prisão para reinício de sua execução em regime semiaberto.
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Resposta correta: D

No Tema 1106, o STJ decidiu que, se sobrevem condenacao a pena privativa de liberdade durante execução de pena restritiva de direitos, pode haver unificacao e reconversao, ressalvada a possibilidade de cumprimento simultaneo quando compatível. Porém, quando a condenacao substituida por PRDs e superveniente a execução de PPL, não há unificacao automatica imediata: as PRDs ficam suspensas até que o cumprimento simultaneo seja possível, como no regime aberto.

Questão 5

O crime de “Tráfico de Influência”, previsto no Código Penal (Decreto-lei nº 2.848/40) tem a conduta típica de:

  • A)Iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela saída ou pelo consumo de mercadoria.
  • B)Importar ou exportar mercadoria proibida.
  • C)Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função.
  • D)Opor-se à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça a funcionário competente para executá-lo ou a quem lhe esteja prestando auxílio.
  • E)Impedir, perturbar ou fraudar concorrência pública ou venda em hasta pública, promovida pela administração federal, estadual ou municipal, ou por entidade paraestatal; afastar ou procurar afastar concorrente ou licitante, por meio de violência, grave ameaça, fraude ou oferecimento de vantagem.
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Resposta correta: C

O crime de tráfico de influência está previsto no art. 332 do Código Penal e aparece quando a pessoa tenta tirar vantagem dizendo que tem influência sobre um agente público. A ideia é simples: ela vende uma suposta proximidade com o poder, mesmo que essa influência seja real, exagerada ou até inventada. O núcleo do tipo é bem direto: "solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa de vantagem", sempre "a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da função". Ou seja, não basta falar em influência; é preciso haver a cobrança ou obtenção de vantagem com essa justificativa. Perceba que o foco do crime não é o ato do funcionário público em si, mas a conduta de quem negocia essa influência como se fosse moeda de troca. É o famoso "deixa que eu resolvo com o meu contato" - só que penalmente isso dá problema. Por isso, o gabarito é a letra C, porque ela reproduz praticamente a redação do art. 332 do CP. A doutrina e a jurisprudência tratam esse delito como crime formal, consumado com a solicitação, exigência, cobrança ou obtenção da vantagem, sem necessidade de o agente realmente influenciar o funcionário público.

Questão 6

A “Lei ANTIDROGAS” (Lei 11.343/06), de cunho mais preventivo, ao contrário das substituídas Leis 6.368/76 e 8.072/90, uma vez que está mais focada na “prevenção” das “drogas”, substantivo que substituiu a expressão “substâncias entorpecentes”, trouxe um novo conceito sobre o tratamento a ser ministrado, pelo Estado, ao “usuário” e ao combate ao “traficante”. Diante disso, é CORRETO afirmar:

  • A)A apreensão de veículos, embarcações, aeronaves e quaisquer outros meios de transporte e dos maquinários, utensílios, instrumentos e objetos de qualquer natureza utilizados para a prática dos crimes definidos na Lei 11.343/06 será comunicada pela autoridade de polícia judiciária responsável pela investigação ao juízo competente, quando da conclusão do Inquérito Policial.
  • B)A infiltração por agentes de polícia em tarefas de investigação depende, exclusivamente, de autorização judicial, mediante representação da Autoridade Policial, titular do Inquérito Policial, independentemente do Ministério Público ser ouvido ou não.
  • C)O indiciado ou acusado que colaborar voluntariamente com a investigação criminal e o processo criminal na identificação dos demais coautores ou partícipes do crime e na recuperação total ou parcial do produto do crime, no caso de condenação terá sua pena reduzida.
  • D)Tratando-se de conduta prevista no artigo 28 da Lei 11.343/06, se imporá prisão em flagrante, devendo o autor do fato ser imediatamente encaminhado ao juízo competente.
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Resposta correta: C

A Lei de Drogas prevê causa de diminuição para o indiciado ou acusado que colabora voluntariamente com a investigação e o processo, contribuindo para identificar coautores ou partícipes e para recuperar total ou parcialmente o produto do crime. No caso de condenação, a pena é reduzida, conforme o art. 41 da Lei nº 11.343/2006. A mesma lei também afasta prisão em flagrante para a conduta do art. 28 e exige controle judicial, com oitiva do Ministério Público, para infiltração policial.

Questão 7

Maria, primária, mãe de uma criança de 6 (seis) anos, que cria sem qualquer ajuda, foi condenada à pena de 5 (cinco) anos de reclusão pela prática do art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06, e à pena de 1 (um) ano de reclusão pela prática do art. 180, caput, do Código Penal. Fixado o regime inicialmente fechado, encontra-se Maria cumprindo as penas impostas sem qualquer intercorrência, apresentando bom comportamento carcerário. Diante deste cenário, Maria fará jus a progressão de regime prisional quando cumprir

  • A)40% (quarenta por cento) da pena relativa à condenação pelo tráfico de drogas, uma vez que não lhe foram reconhecidos os benefícios do §4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e 16% (dezesseis por cento) da pena relativa à condenação pelo crime de receptação.
  • B)40% (quarenta por cento) da pena relativa à condenação pelo tráfico de drogas, uma vez que não lhe foram reconhecidos os benefícios do §4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e 1/6 (um sexto) da pena relativa à condenação pelo crime de receptação.
  • C)1/6 (um sexto) do total da pena a ela imposta
  • D)1/8 (um oitavo) do total da pena a ela imposta.
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Resposta correta: D

A LEP preve progressao especial para mulher gestante, mae ou responsavel por crianca ou pessoa com deficiencia. Cumpridos cumulativamente os requisitos do art. 112, paragrafo 3, como primariedade, bom comportamento, crime sem violência ou grave ameaca, crime não cometido contra filho ou dependente e ausencia de integracao a organização criminosa, o requisito objetivo e de ao menos 1/8 da pena no regime anterior.

Questão 8

Acerca da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad), qual dos crimes abaixo NÃO é punido com reclusão:

  • A)Oferecer droga, eventualmente e sem objetivo de lucro, a pessoa de seu relacionamento, para juntos a consumirem.
  • B)Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever, ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar.
  • C)Semear, cultivar ou fazer a colheita, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, de plantas que se constituam em matéria-prima para a preparação de drogas.
  • D)Utilizar local ou bem de qualquer natureza de que tem a propriedade, posse, administração, guarda ou vigilância, ou consente que outrem dele se utilize, ainda que gratuitamente, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, para o tráfico ilícito de drogas.
  • E)Vender ou entregar drogas ou matéria-prima, insumo ou produto químico destinado à preparação de drogas, sem autorização ou em desacordo com a determinação legal ou regulamentar, a agente policial disfarçado, quando presentes elementos probatórios razoáveis de conduta criminal preexistente.
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Resposta correta: A

A Lei 11.343/2006 separa bem os crimes mais graves, que em regra trazem reclusão, daqueles de menor potencial ofensivo dentro da própria lei. No núcleo do tráfico, o art. 33, caput, pune importar, vender, guardar, transportar e condutas parecidas com pena de reclusão de 5 a 15 anos, além de multa. Já no art. 33, § 3º, a lei trata da chamada "oferta eventual" de droga para consumo conjunto, sem objetivo de lucro e entre pessoas de relacionamento, e aqui a pena é de detenção de 6 meses a 1 ano, e não reclusão. É justamente por isso que a alternativa A é a correta: ela descreve a figura do "uso compartilhado", também chamada de cota de consumo comum, que a lei pune de forma mais branda. As demais alternativas narram condutas típicas do tráfico ou equiparadas, todas com reclusão. Em prova, se apareceu "eventualmente", "sem objetivo de lucro" e "pessoa do seu relacionamento", acenda a luz amarela: isso costuma apontar para o art. 33, § 3º.

Questão 9

O guarda municipal, dentro de suas funções, se depara com algo ilícito e aborda a pessoa comum. Esta, por estar em posse de grande quantidade de drogas, oferece ao funcionário público, um “agradinho” de R$ 500,00 (quinhentos reais) para liberá-lo da revista. Qual o crime que a pessoa comum cometeu?

  • A)peculato.
  • B)corrupção passiva.
  • C)corrupção ativa.
  • D)extorsão.
  • E)desacato.
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Resposta correta: C

Aqui a palavra-chave é oferta de vantagem indevida a funcionário público para que ele deixe de praticar um ato ligado à função. Isso é o núcleo da corrupção ativa, prevista no art. 333 do Código Penal: "oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar, omitir ou retardar ato de ofício". Repare que não importa se o agente chama de "agradinho", "cafezinho" ou qualquer outro apelido simpático: se a ideia é comprar a atuação funcional, o crime já aconteceu. No enunciado, a pessoa comum oferece R$ 500,00 ao guarda municipal para ser liberada da revista. Ou seja, ela tenta influenciar a atuação do agente público por meio de vantagem indevida. Isso encaixa direitinho no tipo penal da corrupção ativa, e o fato de o funcionário ser guarda municipal não muda nada, porque ele é funcionário público para fins penais. É comum confundir com corrupção passiva, mas essa é praticada pelo próprio servidor, quando ele solicita ou recebe a vantagem. Aqui, quem age é o particular, tentando subornar o agente. Então o foco é simples: particular oferece, servidor recebe ou é corrompido. Particular oferece vantagem = corrupção ativa. A jurisprudência e a doutrina são bem estáveis nesse ponto: basta a oferta ou promessa da vantagem, ainda que o servidor não aceite. Então, como a pessoa tentou pagar para evitar a revista, a resposta correta é a letra C.

Questão 10

Com fulcro na Lei de Drogas (Lei 11. 343/2006 e suas alterações), especialmente no que diz respeito ao porte de droga para consumo próprio (art. 28), assinale a alternativa CORRETA.

  • A)O porte de drogas, desde que para consumo próprio, não é mais considerado crime, conforme pacífica doutrina e jurisprudência.
  • B)Para determinar se a droga se destinava a consumo pessoal, o juiz atenderá exclusivamente à natureza e à quantidade da substância apreendida.
  • C)O indivíduo que, para consumo pessoal, semeia, cultiva e colhe plantas destinadas à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência física ou psíquica, poderá sofrer as seguintes penas: advertência sobre os efeitos da droga, prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
  • D)A pena de prestação de serviços à comunidade será cumprida em programas comunitários, entidades educacionais ou assistenciais, hospitais, estabelecimentos congêneres, públicos ou privados sem fins lucrativos, preferencialmente em estabelecimentos que não se ocupem da prevenção do consumo ou da recuperação de usuários e dependentes de drogas.
  • E)As penas de prestação de serviços à comunidade serão aplicadas pelo prazo máximo de 10 (dez) meses para os não reincidentes.
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Resposta correta: C

O art. 28 da Lei de Drogas trata do porte para consumo pessoal e faz uma jogada importante: ele não manda a pessoa para a prisão, mas também não faz de conta que o fato sumiu do mundo jurídico. Em outras palavras, a conduta continua sendo tratada pela lei, com penas alternativas como advertência, prestação de serviços e comparecimento a programa educativo. Para descobrir se a droga era para consumo próprio, o juiz não olha só a quantidade ou só a natureza da substância. A lei manda considerar um conjunto de elementos: natureza e quantidade da droga, local e condições da ação, circunstâncias sociais e pessoais, além da conduta e antecedentes do agente (art. 28, §2º). No caso da questão, a alternativa correta é a C porque reproduz a lógica do art. 28, §1º: quem semeia, cultiva ou colhe, para consumo pessoal, planta destinada à preparação de pequena quantidade de substância ou produto capaz de causar dependência pode receber exatamente essas medidas do caput do artigo. O detalhe que costuma derrubar candidato é confundir o porte para uso pessoal com "liberação" total da conduta. A lei não autorizou a prática, apenas retirou a pena privativa de liberdade e manteve consequências penais de menor gravidade.

Perguntas frequentes

Este quiz de Lei de Drogas (11.343) é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

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