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ISS Municipal: grátis

Lista de serviços, alíquotas, conflito ISS x ICMS.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidariamente com este nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis:

  • A)os pais, apenas pelos filhos menores relativamente incapazes.
  • B)os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sobre os atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do seu ofício.
  • C)o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário apenas nas obrigações acessórias.
  • D)o síndico no cumprimento da obrigação tributária acessória.
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Resposta correta: B

A questão cobra a responsabilidade de terceiros no CTN, mais especificamente a hipótese do art. 134. A lógica é simples: em certas situações, se o contribuinte não puder cumprir a obrigação principal, a lei chama outras pessoas ligadas ao fato ou à relação jurídica para responderem junto com ele, desde que tenham participado dos atos ou tenham sido responsáveis pelas omissões. Mas atenção: isso não vale de forma genérica para qualquer pessoa da família ou para qualquer administrador. O CTN traz um rol legal, e a banca costuma cobrar exatamente quem entra nessa lista. Entre esses sujeitos estão os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, quando o tributo decorre de atos praticados por eles, ou perante eles, em razão do cargo. É por isso que a alternativa B está correta. Ela reproduz a ideia do art. 134, VI, do CTN, que atribui responsabilidade a esses agentes públicos pelos tributos devidos sobre atos praticados por eles ou perante eles, no exercício de suas funções. Aqui o ponto decisivo é a vinculação do tributo ao ato notarial ou registral, e não uma responsabilidade ampla e automática. Em resumo: quando o CTN fala em responsabilidade solidária por impossibilidade de cobrança do contribuinte, você deve pensar em responsabilidade legal e restrita, não em suposição. Em prova, o caminho é conferir se a pessoa indicada está exatamente no rol do artigo e se a descrição bate com o texto da lei.

Questão 2

Alice reside no Município de Altos e Berenice em Batalha. Alice, por apreciar bastante o litoral piauiense, possui um imóvel residencial em Luís Correia. Contudo, uma eventualidade de última hora obrigou Alice a se desfazer do imóvel para levantar recursos para enfrentar a situação. Quando Berenice tomou conhecimento, marcou um encontro com Alice em Piripiri, onde, por coincidência, ambas estavam. Berenice, portanto, comprou a propriedade de Alice, assinando um contrato de compra e venda e, por via das dúvidas, reconhecendo a firma de todos os envolvidos no negócio em um cartório de Piripiri. De acordo com as disposições legais aplicáveis, é correto dizer que o imposto sobre a transmissão “inter vivos” do bem imóvel será de competência:

  • A)de Altos.
  • B)de Batalha.
  • C)de Piripiri.
  • D)de Luís Correia.
  • E)do Estado do Piauí.
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Resposta correta: D

Aqui a chave é lembrar que o imposto sobre a transmissão inter vivos de bem imóvel, o ITBI, é municipal. A Constituição, no art. 156, II, diz que compete aos Municípios instituí-lo, e a regra de arrecadação segue a localização do imóvel, não o domicílio das pessoas nem o cartório onde o contrato foi assinado. Em outras palavras: se o bem está em Luís Correia, é lá que nasce a competência tributária para cobrar o ITBI. O fato de Alice morar em Altos, Berenice em Batalha, e o negócio ter sido formalizado em Piripiri não muda isso. O que manda, nesse imposto, é onde o imóvel está situado. Esse é um ponto clássico de prova: a banca adora jogar cidades diferentes para ver se você troca a lógica do bem imóvel pela lógica do domicílio das partes ou do local do cartório. Mas no ITBI, a localização do imóvel é o farol principal. Por isso o gabarito é a letra D: o Município de Luís Correia é o competente para cobrar o imposto sobre a transmissão inter vivos desse imóvel.

Questão 3

Acerca do imposto sobre serviços de qualquer natureza e a legislação aplicável, assinale a alternativa correta:

  • A)A alíquota mínima é de 1,5%.
  • B)A base de cálculo do imposto é a tabela de referência instituída pelo Município.
  • C)O tomador do serviço é o contribuinte.
  • D)Não incide ISS sobre um serviço cuja prestação tenha iniciado no exterior do País.
  • E)A incidência de ISS não depende da denominação dada ao serviço prestado.
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Resposta correta: E

O ISS é o imposto municipal que incide sobre a prestação de serviços listados na Lei Complementar 116/2003. O ponto mais cobrado é que, para o ISS, o que vale é a substância econômica do serviço, e nao o nome que colocam nele. Em outras palavras: trocar a etiqueta nao muda o fato gerador - a lei olha para a realidade da prestacao. Por isso, a Lei Complementar 116/2003 diz expressamente que a incidência do ISS independe da denominação dada ao serviço prestado (art. 1º, § 4º). Se a atividade estiver na lista de serviços e houver prestacao tributavel, o municipio pode cobrar, mesmo que o contrato tente usar outro rotulo mais bonito, mais criativo ou mais confuso. A questão fica clássica porque mistura conceitos: alíquota mínima, base de cálculo, sujeito passivo e hipóteses de não incidência. Aqui, a alternativa correta é a letra E, justamente porque reproduz a regra legal que impede a fuga do ISS por simples troca de nome do serviço. Na prática, isso evita a famosa tentativa de "maquiagem tributária": chamar serviço de outra coisa nao afasta o imposto se a realidade mostrar que houve prestacao de serviço tributável.

Questão 4

Considere a seguinte situação hipotética: dona Anastácia, moradora da cidade de Santana do PiauíPI estava em viagem ao Município de Gramado-RS, quando veio a falecer. Ela deixou um único bem, que foi um imóvel residencial localizado na cidade de Anápolis-GO. Sua única filha, residente na cidade de São Bernardo do Campo-SP ingressou com inventário no juízo competente. De acordo com as disposições constitucionais aplicáveis, é correto dizer que a competência para a cobrança do imposto sobre a transmissão causa mortis e doação (ITCMD) será:

  • A)Da cidade de Santana do Piauí.
  • B)Do Estado do Piauí.
  • C)Do Estado de Goiás.
  • D)Da cidade de Gramado.
  • E)Do Estado de São Paulo.
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Resposta correta: C

O ITCMD é o imposto cobrado pelos Estados e pelo Distrito Federal quando há transmissão causa mortis ou doação. A Constituição define regras de competência para evitar confusão: não basta olhar onde a pessoa morreu, onde o inventário foi aberto ou onde o herdeiro mora. O que manda, muitas vezes, é a natureza do bem transmitido. No caso de bem imóvel, a regra constitucional é direta: o imposto é devido ao Estado onde o imóvel estiver situado. Isso está no art. 155, I, da Constituição Federal, combinado com o art. 155, § 1º, I, que trata da competência do Estado da localização do bem imóvel para cobrar o ITCMD na transmissão causa mortis. Aqui, Dona Anastácia deixou apenas um imóvel residencial localizado em Anápolis-GO. Então, pouco importa que ela morasse no Piauí, tenha falecido em Gramado ou que a herdeira resida em São Paulo. Para esse bem específico, quem tem competência para exigir o ITCMD é Goiás. Em resumo: em herança de imóvel, olhe primeiro para o mapa do bem. O domicílio da falecida e da herdeira pode até chamar atenção, mas, nesta questão, eles não mandam no imposto.

Questão 5

O Município de Caixas D’Água, assolado pela intensa seca, editou lei concedendo prorrogação dos pagamentos de todos os débitos de IPTU e ISS vencidos ou com lançamento já iniciados até a data de sua publicação. De acordo com as disposições do Código Tributário Nacional, assinale a alternativa correta sobre a medida utilizada e seus efeitos:

  • A)A medida foi a transação, que tem como efeito a extinção da exigibilidade dos créditos tributários.
  • B)A medida foi a moratória, que tem como efeito a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários.
  • C)A medida foi a compensação, que tem como efeito a extinção da exigibilidade dos créditos tributários.
  • D)A medida foi a remissão, que tem como efeito a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários.
  • E)A medida foi a moratória, que tem como efeito a extinção da exigibilidade dos créditos tributários.
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Resposta correta: B

Quando a lei tributária dá mais tempo para o contribuinte pagar, sem apagar a dívida, estamos diante da moratória. No CTN, a moratória aparece como uma causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, isto é, o Fisco continua com o crédito constituído, mas não pode cobrá-lo enquanto durar o prazo concedido. A lógica é simples: a obrigação não desaparece, só fica em pausa. No caso da questão, o município enfrentou seca intensa e editou lei prorrogando os pagamentos de IPTU e ISS vencidos ou com lançamento já iniciado. Isso combina perfeitamente com a moratória, que pode ser concedida em caráter geral por lei específica, inclusive em situações excepcionais. O fundamento está nos arts. 151, I, e 152 do CTN. A pegadinha costuma estar em confundir suspensão com extinção. Extinção é quando o crédito tributário some de vez, como ocorre com pagamento, compensação, remissão, prescrição e decadência. Moratória não faz isso: ela só empurra o vencimento para frente e suspende a exigibilidade. Por isso, a alternativa correta é a que identifica a medida como moratória e aponta sua consequência jurídica correta: suspensão da exigibilidade do crédito tributário.

Questão 6

Suzete realizou o sonho de adquirir sua casa no centro de sua cidade. Para isso, somando o bem, impostos e emolumentos, gastou todo o dinheiro que economizou por anos, um montante de R$ 90 mil. Pelo imóvel especificamente, ela conseguiu negociar com o vendedor e acertou o preço de R$ 80 mil. Durante os trâmites de transferência, descobriu que na Prefeitura o valor venal atualizado da propriedade constava como R$ 75 mil. Contudo, um corretor de imóveis experiente disse que, caso ela tivesse interesse em revendê-lo, ele conseguiria até R$ 95 mil pelo bem no mercado. De acordo com a situação hipotética narrada e as disposições aplicáveis do Código Tributário Nacional, é correto dizer que a base de cálculo do imposto sobre a transmissão de bens imóveis pago por Suzete foi:

  • A)R$ 75 mil.
  • B)R$ 80 mil.
  • C)R$ 85 mil.
  • D)R$ 90 mil.
  • E)R$ 95 mil.
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Resposta correta: A

O CTN indica que a base de cálculo do ITBI e o valor venal do bem transmitido. Na situação narrada, a banca tomou como referência o valor venal atualizado constante na Prefeitura, e não o preço negociado, o gasto total da compradora ou a estimativa de revenda.

Questão 7

Ana Beatriz começou a trabalhar como nutricionista no Município de Eliseu Martins, Estado do Piauí, onde habitava, logo após concluir sua formação. Sabendo que ela prestava os serviços sozinha, como profissional autônoma e que não constituiu empresa para si, é correto dizer, à luz da Lei Complementar nº 116/2003, que:

  • A)Serão contribuintes do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), todos aqueles que tomarem serviço de Ana Beatriz.
  • B)Caso Ana Beatriz preste serviços fora de seu domicílio, também estará obrigada ao pagamento de ICMS.
  • C)A cobrança do ISS incidente sobre os serviços prestados por Ana Beatriz será de competência do Estado do Piauí.
  • D)A base de cálculo do ISS a ser pago por Ana Beatriz será o preço do serviço que ela prestar.
  • E)Caso Ana Beatriz também passe a prestar serviços nos Municípios de Manoel Emídio e Colônia do Gurgueia, deverá passar a pagar o ISS sobre seus serviços para o Estado do Piauí.
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Resposta correta: D

Na LC 116/2003, o contribuinte do ISS e o prestador do serviço, e a base de cálculo, como regra, e o preço do serviço. ISS e imposto municipal, não estadual, e serviço profissional de nutricionista não se transforma em ICMS por ser prestado fora do domicilio.

Questão 8

Analise as afirmativas a seguir referentes aos impostos municipais. I. É tributável mediante ISSQn a locação de veículos automotores, eis que esse tributo municipal pode incidir tanto sobre obrigações de fazer quanto sobre obrigações de dar ou de entregar. II. O imóvel pertencente a entidade sindical de trabalhadores, quando alugado a terceiros, deixa de ser imune ao IPTU, independentemente da destinação do valor dos aluguéis. III. A incidência do IPTU sobre imóvel situado em área considerada pela lei local como urbanizável está condicionada à existência de sistema de esgotos sanitários e de rede de iluminação pública. IV. É vedada a incidência de ISSQn sobre o valor dos serviços de assistência médica e congêneres, excluindo-se as refeições, os medicamentos e as diárias hospitalares. Nesse contexto, pode-se afirmar:

  • A)Estão corretas as afirmativas I e III apenas.
  • B)Estão incorretas as afirmativas I e III apenas.
  • C)Todas as afirmativas estão corretas.
  • D)Todas as afirmativas estão incorretas.
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Resposta correta: D

ISS incide sobre prestação de serviço, obrigação de fazer, e não sobre mera locação de bens móveis, conforme a Súmula Vinculante 31. A imunidade de entidade sindical de trabalhadores pode alcançar imóvel alugado a terceiros se os aluguéis forem aplicados nas finalidades essenciais. Para IPTU, área urbanizável ou de expansão urbana constante de loteamento aprovado pode ser tributada independentemente dos melhoramentos do art. 32, § 1º, do CTN. Serviços médicos e hospitalares constam da lista tributável pelo ISS.

Questão 9

A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito de ISSQn constitui o crédito tributário

  • A)dispensado qualquer outro procedimento a ser deflagrado pelo fisco.
  • B)havendo instauração de procedimento administrativo fiscal.
  • C)mediante notificação prévia do sujeito passivo pela autoridade fiscal.
  • D)após lançamento expresso do crédito declarado e não pago.
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Resposta correta: A

Aqui entra uma pegadinha clássica de Direito Tributário: quando o próprio contribuinte entrega a declaração reconhecendo o débito de ISSQN, ele já está confessando a dívida. Nessa situação, o crédito tributário fica constituído sem necessidade de o Fisco fazer mais nada para “criar” esse crédito. É a lógica da Súmula 436 do STJ: a entrega da declaração pelo contribuinte reconhecendo o débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência da Administração. Em outras palavras, a declaração não é só um aviso inocente ao Fisco. Ela funciona como confissão do valor devido e antecipa a constituição do crédito. Depois, se não houver pagamento, aí sim a cobrança segue seus caminhos normais, mas a constituição já aconteceu com a declaração. Por isso, o item correto é o que diz que não é preciso instaurar procedimento fiscal, notificar previamente ou lançar expressamente de novo o que já foi confessado. O ponto central aqui é a diferença entre declarar e lançar: no caso da confissão do débito pelo contribuinte, a declaração substitui a necessidade de um lançamento formal para constituir o crédito. Resumo de prova: confessou o débito em declaração, o crédito tributário nasce ali mesmo. O Fisco não precisa fazer cerimônia extra.

Questão 10

No que diz respeito ao Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), de competência dos municípios e do Distrito Federal, assinale a alternativa incorreta.

  • A)O imposto incide sobre o serviço proveniente do exterior do país ou cuja prestação se tenha iniciado no exterior do país.
  • B)O imposto não incide sobre o valor intermediado no mercado de títulos e valores mobiliários, o valor dos depósitos bancários, o principal, juros e acréscimos moratórios relativos a operações de crédito realizadas por instituições financeiras.
  • C)A alíquota máxima do imposto é de 8%.
  • D)É inconstitucional a incidência do imposto sobre operações de locação de bens móveis.
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Resposta correta: C

O ISSQN, ou simplesmente ISS, é o imposto cobrado pelos municípios e pelo Distrito Federal sobre a prestação de serviços prevista em lei complementar. A regra geral está na LC 116/2003, que organiza a incidência, a base de cálculo e as principais vedações. Na prática, é o tributo que aparece quando há prestação de serviço, e não mera circulação de mercadoria. A lei também amplia o alcance do imposto para serviços vindos do exterior ou cuja prestação se inicie fora do país. Além disso, há hipóteses em que o ISS não incide, como valores ligados ao mercado financeiro e operações de crédito em certos termos legais. Outro ponto clássico de prova: locação de bens móveis não é serviço para fins de ISS, conforme entendimento consolidado do STF na Súmula Vinculante 31. A alternativa errada é a que fala em alíquota máxima de 8%. Isso está incorreto porque a LC 116/2003 fixa alíquota máxima de 5% para o ISS. Então, quando a questão exagera a alíquota, ela quer ver se você lembra do teto legal e não cai no número inventado. Em resumo: a banca mistura regras verdadeiras do ISS com um dado numérico falso. Basta guardar o teto de 5% e você já elimina a pegadinha com segurança.

Perguntas frequentes

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