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Crimes contra a Administração Pública: grátis

Peculato, corrupção, prevaricação, concussão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Sobre os crimes praticados por funcionário público contra a Administração em geral previstos no Código Penal, analise as afirmativas a seguir. I. Se o funcionário público retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal, ele cometerá o crime de prevaricação. II. Se o funcionário público facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho, ele poderá se sujeitar à pena de reclusão, de 3 a 8 anos, além de multa. III. Não há crime de peculato se o funcionário público se apropriar de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outra pessoa. Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

  • A)I, apenas.
  • B)I e II, apenas.
  • C)I e III, apenas.
  • D)III, apenas.
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Resposta correta: B

A questão cobra três crimes clássicos do Título XI do Código Penal, aqueles em que o funcionário público usa o cargo para atrapalhar a máquina administrativa ou se aproveitar dela. Aqui o segredo é lembrar que cada tipo penal tem um núcleo bem específico, e a banca gosta de trocar os elementos para ver se voce escorrega no detalhe. Na afirmativa I, a descrição é exatamente a do crime de prevaricação, previsto no art. 319 do Código Penal: retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Perceba que o motivo é essencial: sem esse fim pessoal, não há prevaricação. Na afirmativa II, o enunciado traz o art. 318 do Código Penal. Se o funcionário público facilita, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho, a pena é de reclusão de 3 a 8 anos, e multa. É um tipo penal próprio, e a lei é bem objetiva nessa dosimetria. Já a afirmativa III está errada porque o Código Penal prevê, sim, crime de peculato na modalidade chamada peculato mediante erro de outrem, no art. 313. Se o funcionário se apropria de dinheiro ou utilidade recebidos no exercício do cargo, por erro de outra pessoa, há crime, portanto não se pode dizer que inexiste peculato. Por isso, o gabarito é B: apenas I e II estão corretas.

Questão 2

Analise as assertivas abaixo: I – Praticar ato contra disposição expressa em lei, para satisfazer interesse pessoal, configura o crime de preclusão, previsto no art. 319 do Código Penal. II – Quando alguém acusa falsamente um servidor público de utilizar um automóvel pertencente à Prefeitura para satisfazer interesse particular, está cometendo o crime de difamação. III – O crime de concussão consiste em exigir vantagem indevida, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela. Sobre os itens acima:

  • A)Apenas a assertiva I está correta;
  • B)Apenas a assertiva II está correta;
  • C)Apenas a assertiva III está correta;
  • D)Apenas as assertivas I e II estão corretas;
  • E)Apenas as assertivas II e III estão corretas.
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Resposta correta: C

No art. 319 do Codigo Penal, o crime e prevaricacao: retardar, deixar de praticar ou praticar ato de ofício contra disposicao expressa de lei para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Concussao, no art. 316, e exigir vantagem indevida, para si ou para outrem, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela. Nos crimes contra a honra, a distincao central e que calunia envolve imputacao falsa de fato definido como crime, enquanto difamacao envolve imputacao de fato ofensivo a reputacao.

Questão 3

Juliana e Carlos, estudantes do curso de direito da Universidade XPTO estavam em tarde de estudos sobre os Crimes contra a Administração Pública, previstos no Código Penal. Carlos dizia que o crime de “Corrupção Passiva” é tipificado pela conduta do funcionário que exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido, emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza. Juliana, por outro lado, dizia que a conduta típica descrita por Carlos era do crime de “Excesso de Exação”. Sobre a situação apresentada, assinale a alternativa correta.

  • A)Carlos tem razão.
  • B)Ambos estão parcialmente equivocados.
  • C)Ambos estão totalmente equivocados.
  • D)Juliana tem razão.
  • E)Ambos têm razão.
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Resposta correta: D

Aqui mora uma confusão clássica de prova: o nome do crime e a descrição da conduta. Em Direito Penal, você precisa casar o artigo com a frase correta, porque a banca adora trocar os vizinhos de porta para ver se você escorrega. A conduta narrada por Carlos não é corrupção passiva. Corrupção passiva, no art. 317 do Código Penal, ocorre quando o funcionário público solicita ou recebe vantagem indevida, ou aceita promessa dessa vantagem, em razão da função. Ou seja, o foco está na vantagem indevida ligada ao cargo. Já a descrição feita no enunciado - exigir tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, sendo devido, usar meio vexatório ou gravoso não autorizado em lei - é exatamente o crime de excesso de exação, previsto no art. 316, 1º, do Código Penal. Aqui o abuso aparece na cobrança tributária, com excesso ou constrangimento indevido. Por isso, Juliana tem razão e Carlos erra a tipificação. Em resumo: art. 317 é corrupção passiva; art. 316, 1º, é excesso de exação. Se a banca te mostrar cobrança indevida de tributo com abuso de meio, pense logo em excesso de exação, não em corrupção passiva.

Questão 4

Incorre no crime de Peculato quem pratica a conduta típica de:

  • A)apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem.
  • B)extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem a guarda em razão do cargo; sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcialmente.
  • C)exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
  • D)solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.
  • E)apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
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Resposta correta: E

Peculato, em sua forma própria, é apropriar-se ou desviar dinheiro, valor ou bem móvel público ou particular de que o funcionário tem posse em razão do cargo, em proveito próprio ou alheio.

Questão 5

A conduta típica do crime de “Concussão” é prevista no Código Penal como:

  • A)solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem.
  • B)dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei.
  • C)exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
  • D)apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
  • E)inserir ou facilitar, o funcionário autorizado, a inserção de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
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Resposta correta: C

Concussão é exigir vantagem indevida, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão da função pública.

Questão 6

No que se refere aos crimes contra a Administração Pública, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta: I – Para efeitos penais, o conceito de funcionário público difere daquele previsto no direito administrativo, abrangendo toda pessoa que, embora transitoriamente ou sem remuneração, exerça cargo, emprego ou função pública. II – Em se tratando de corrupção passiva, a pena será aumentada se o funcionário praticar, deixar de praticar ou retardar ato de ofício, com infração do dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem. III – No crime de favorecimento real, fica isento de pena o agente que, sendo ascendente, descendente, cônjuge ou irmão do criminoso, presta-lhe auxílio destinado a tornar seguro o proveito do crime.

  • A)Apenas o item I é verdadeiro.
  • B)Apenas o item II é verdadeiro.
  • C)Apenas o item III é verdadeiro.
  • D)Apenas os itens II e III são verdadeiros.
  • E)Todos os itens são verdadeiros.
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Resposta correta: A

Para fins penais, funcionario público tem conceito amplo: abrange quem exerce cargo, emprego ou função pública, ainda que transitoriamente ou sem remuneração. Na corrupcao passiva, aumento de pena ocorre quando o ato e praticado ou omitido em consequencia da vantagem ou promessa; se o agente apenas cede a pedido ou influencia, a figura e privilegiada. A isencao por parentesco existe no favorecimento pessoal, não no favorecimento real.

Questão 7

Correlacionado ao crime de peculato-desvio, é certo asseverar que:

  • A)se concretiza no momento em que o agente manifesta o intento de desviar a coisa.
  • B)a obtenção de proveito próprio é requisito para consumar o delito.
  • C)a obtenção de proveito alheio é requisito para consumar o delito.
  • D)o mero proveito econômico não é suficiente para tipificar o crime.
  • E)o agente age no sentido de inverter a posse da coisa.
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Resposta correta: D

No peculato-desvio, o funcionario público da ao bem, dinheiro ou valor destino diverso daquele devido, em proveito próprio ou alheio. A consumacao ocorre com o desvio; a efetiva obtencao do proveito e exaurimento. Também não basta falar em proveito econômico sem os demais elementos do tipo.

Questão 8

O Decreto Lei n o 2.848 de 1940 no Art. 312 define Peculato como “Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.” De acordo com o Decreto Lei, a pena para o crime de Peculato é

  • A)detenção, de dois a cinco anos, e multa.
  • B)reclusão, de dois a doze anos, e multa.
  • C)detenção, de cinco a dez meses, e multa.
  • D)reclusão, de cinco a dez anos, e multa.
  • E)detenção, de um a três meses, e multa.
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Resposta correta: B

O peculato é um dos crimes mais importantes contra a Administração Pública porque envolve a quebra de confiança do servidor público. Em regra, ele acontece quando o funcionário se apropria, desvia ou subtrai bem móvel que está sob sua posse em razão do cargo. Ou seja: não basta ser servidor, é preciso haver essa relação entre o bem e a função exercida. Pequeno detalhe que cai muito: o Código Penal trata esse crime no art. 312. A redação legal diz que o peculato é punido com reclusão, de dois a doze anos, e multa. É exatamente esse o ponto cobrado na questão. Então, se o enunciado pede a pena do crime de peculato, você já deve lembrar da fórmula clássica do art. 312: reclusão + faixa de 2 a 12 anos + multa. Esse tipo de cobrança é bem direta de prova objetiva: a banca troca o regime de pena, muda a quantidade de anos ou tenta confundir com detenção, que costuma aparecer em delitos de menor gravidade. Aqui, porém, o legislador foi mais severo porque o agente abusa da função pública para atingir o patrimônio. Por isso o gabarito é a alternativa B. Em resumo: peculato é crime funcional próprio, previsto no art. 312 do Código Penal, e sua pena é de reclusão de dois a doze anos, e multa.

Questão 9

O Título XI do Decreto Lei n o 2.848 de 1940, trata Dos crimes contra a Administração Pública, bem como dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. A interpretação da Lei para o crime de Concussão é:

  • A)dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da estabelecida em lei.
  • B)apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem.
  • C)se o funcionário, concorre culposamente para o crime de outrem.
  • D)exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
  • E)retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
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Resposta correta: D

A questão pede a definição legal de concussão, que está no art. 316 do Código Penal. Esse crime ocorre quando o funcionário público, valendo-se da função, exige vantagem indevida para si ou para outra pessoa. Repare no verbo: não é pedir, sugerir ou aceitar - é exigir. Isso faz toda a diferença na prova, porque a banca gosta de brincar com verbos parecidos que mudam o tipo penal. A concussão pode acontecer até fora do horário de expediente, ou mesmo antes de o agente assumir formalmente o cargo, desde que a exigência seja feita em razão da função. Por isso a lei diz “ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela”. A ideia é punir o abuso da autoridade pública, quando o agente usa o peso do cargo para impor a vantagem indevida. O gabarito é a letra D porque ela reproduz exatamente a redação do art. 316 do CP. Já as outras alternativas descrevem outros crimes contra a Administração Pública, como peculato mediante erro de outrem, prevaricação e emprego irregular de verbas públicas. Em prova objetiva, esse bloco costuma ser um verdadeiro desfile de confusões clássicas: cada verbo aponta para um crime diferente. Se você lembrar de uma regra simples, ajuda bastante: concussão = exigir; corrupção passiva = solicitar ou receber; prevaricação = retardar, deixar de praticar ou praticar contra a lei para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. Essa triagem já resolve muita questão sem sofrimento.

Questão 10

Sobre o que caracteriza o crime de peculato, considerando a redação presentificada no Decreto-lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (consideradas posteriores modificações por força de lei), assinale a alternativa correta:

  • A)Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
  • B)Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
  • C)Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse o patrimônio público ou particular, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
  • D)Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio.
  • E)Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público, de que tem a posse temporária documentada, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio, configurando ato de corrupção ativa.
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Resposta correta: D

Peculato é a apropriação ou o desvio, por funcionário público, de dinheiro, valor ou bem móvel público ou particular de que tem posse em razão do cargo. O vínculo funcional com a posse é decisivo.

Perguntas frequentes

Este quiz de Crimes contra a Administração Pública é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Crimes contra a Administração Pública são reais de concurso?

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