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Questões IDECAN: grátis

Questões IDECAN comentadas: concursos federais e estaduais.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Sobre a responsabilidade tributária por infrações, analise as afirmativas a seguir: I. A responsabilidade é excluída pela denúncia da infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa. II. Salvo disposição de lei em contrário, a responsabilidade por infrações da legislação tributária independe da intenção do agente ou do responsável e da efetividade, natureza e extensão dos efeitos do ato. III. A responsabilidade é pessoal ao agente quanto às infrações conceituadas por lei como crimes ou contravenções, salvo quando praticadas no exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou emprego, ou no cumprimento de ordem expressa emitida por quem de direito. Assinale

  • A)se apenas a afirmativa I estiver correta.
  • B)se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
  • C)se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
  • D)se nenhuma afirmativa estiver correta.
  • E)se todas as afirmativas estiverem corretas.
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Resposta correta: C

A responsabilidade tributária por infrações, no CTN, costuma cobrar dois artigos campeões: o art. 136 e o art. 138. O art. 136 traz a regra geral de que a infração independe da intenção do agente e até da extensão do dano, salvo lei em contrário. Em bom português: o Direito Tributário muitas vezes olha mais para o fato ocorrido do que para a boa ou má vontade de quem praticou a conduta. Já o art. 138 trata da denúncia espontânea, que exclui a responsabilidade pela infração quando o contribuinte se antecipa ao Fisco antes de qualquer procedimento fiscal. Mas atenção ao detalhe que derruba muita gente: a exclusão vem com o pagamento do tributo devido e dos juros de mora, ou com o depósito da importância arbitrada, quando for o caso. Se a assertiva esquece esse pedaço, ela fica errada. A afirmativa III também está correta porque o CTN, no art. 137, trata como responsabilidade pessoal do agente as infrações conceituadas como crimes ou contravenções, salvo nas hipóteses de exercício regular de administração, mandato, função, cargo ou emprego, ou de cumprimento de ordem expressa de quem de direito. É aquela lógica de não jogar a conta no colo de quem agiu dentro da moldura legal. Por isso, o gabarito é a letra C: apenas as afirmativas II e III estão corretas. A I erra ao formular de modo incompleto a denúncia espontânea, deixando de lado requisito legal importante.

Questão 2

Breno foi preso em flagrante de posse de uma unidade de munição de uso permitido (calibre .9mm), desacompanhada de arma de fogo compatível com sua utilização. Nesse sentido, com base no entendimento mais recente do STF acerca do tema, assinale a alternativa correta.

  • A)Incide o princípio da insignificância, causa supralegal de exclusão da tipicidade penal em sua dimensão material. A conduta, portanto, não é típica.
  • B)A conduta é típica formal e materialmente, mas não haverá responsabilização penal em virtude do exercício regular do direito.
  • C)A conduta é típica, antijurídica e culpável, mas não punível pelo princípio da insignificância.
  • D)Não incide o princípio da insignificância, pois o delito é crime de dano, e, portanto, a lesão é presumida.
  • E)A conduta é atípica formalmente, sendo certo que a atipicidade formal está respaldada no princípio da insignificância.
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Resposta correta: A

A posse de quantidade infima de municao, desacompanhada de arma compatível e sem outros elementos de periculosidade, pode admitir o principio da insignificancia. Nessa leitura, há tipicidade formal, mas falta tipicidade material relevante.

Questão 3

O remédio constitucional do Habeas Corpus é uma das mais importantes garantias previstas na Carta Magna de 1988, visando preservar o direito de locomoção diante de uma ameaça de sofrer violência ou de uma coação ao seu direito de ir e vir, por ilegalidade ou abuso de poder. A respeito da legitimidade ativa no Habeas Corpus, assinale a afirmativa INCORRETA.

  • A)O Ministério Público pode impetrar ordem de habeas corpus (compete ao MP a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis – art. 127, CRFB), mas o Juiz não pode, a menos que seja ele o paciente.
  • B)O habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa, independentemente de ser habilitado legalmente ou representada por advogado.
  • C)O habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa, nacional ou estrangeira, maior ou menor, inclusive pelo próprio beneficiário.
  • D)A pessoa jurídica pode impetrar ordem de habeas corpus, mas não pode ser paciente, pois ela não tem liberdade ambulatória, que é o que o writ tutela.
  • E)O analfabeto não pode impetrar ordem de habeas corpus, ainda que alguém assine a seu rogo.
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Resposta correta: E

O habeas corpus é um remédio constitucional bem democrático: ele pode ser usado por qualquer pessoa para proteger a liberdade de locomoção quando houver ameaça ou coação ilegal ou abusiva, nos termos do art. 5º, LXVIII, da CF/88. E aqui mora a pegadinha clássica: a legitimação ativa é amplíssima, então não fique preso à ideia de que só advogado pode impetrar. Na prática, isso significa que o HC pode ser impetrado por qualquer pessoa, física ou até jurídica, em favor de quem estiver sofrendo a ameaça ao direito de ir e vir. O STF e o STJ admitem essa amplitude, e a jurisprudência também reconhece a possibilidade de impetração sem capacidade postulatória, justamente por ser uma garantia voltada à tutela urgente da liberdade. O Ministério Público também pode impetrar habeas corpus, porque sua missão constitucional inclui a defesa da ordem jurídica e dos direitos indisponíveis. Já o juiz, como regra, não atua como impetrante, salvo se ele próprio for o paciente, pois não se mistura a função jurisdicional com a iniciativa de impetração alheia. Por isso, o item errado é o que diz que o analfabeto não pode impetrar HC, ainda que alguém assine a seu rogo. Isso não procede: o habeas corpus dispensa formalidades e pode ser impetrado até por pessoa analfabeta, em nome da máxima efetividade da proteção da liberdade.

Questão 4

Um policial virou réu por tortura a cada 10 dias nos últimos cinco anos no Brasil Prática é alvo de ações judiciais em 24 estados e no Distrito Federal; Ceará, Rio e São Paulo registram o maior número de casos. Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/segurancapublica/noticia/2022/06/um-policial-virou-reu-por-tortura-a-cada-10- dias-nos-ultimos-cinco-anos-no-brasil.ghtml Sobre o tema explorado na manchete de jornal, assinale o que for correto.

  • A)Para todo caso em que haja o uso de violência em uma abordagem policial, deve ser utilizado protocolo específico de investigação do crime de tortura.
  • B)Tortura, segundo a legislação brasileira, é o uso exagerado ou desproporcional da força, causando grande sofrimento à vítima.
  • C)O Protocolo de Istambul é o conjunto de diretrizes internacionais para a investigação de mortes suspeitas, particularmente aquelas em que há suspeita de responsabilidade de um Estado.
  • D)Ao se utilizar um protocolo internacional como o de Istambul, o que importa fazer para confirmar a veracidade de um relato de tortura é a avaliação geral de todas as lesões, e não a correspondência de cada lesão com determinada forma de tortura em particular.
  • E)Se não houver alterações histológicas em lesões suspeitas de choque elétrico, afasta-se essa possibilidade de agente como causador.
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Resposta correta: D

O Protocolo de Istambul orienta a investigação e documentação eficaz de tortura e maus-tratos. Na avaliacao pericial, a consistencia global entre relato, achados fisicos e psicologicos e mais importante do que exigir que cada lesão corresponda isoladamente a uma forma única de tortura.

Questão 5

O processo administrativo é regido por diversos princípios que concretizam a proteção dos direitos dos administrados e também facilitam o melhor cumprimento dos fins da Administração. É o caso, por exemplo, do princípio do(a):

  • A)irresponsabilidade estatal.
  • B)da autoridade.
  • C)segurança jurídica.
  • D)defesa técnica.
  • E)disponibilidade do interesse público.
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Resposta correta: C

No processo administrativo, a Administração nao age no vazio: ela precisa respeitar principios que protegem o administrado e, ao mesmo tempo, tornam a atuação estatal mais previsivel e coerente. A Lei 9.784/1999, que regula o processo administrativo federal, traz isso no art. 2º, ao listar principios como legalidade, finalidade, motivacao, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditorio, seguranca juridica, interesse publico e eficiencia. A ideia é simples: o processo nao pode virar uma surpresa desagradavel para o cidadao nem uma bagunça institucional.

Questão 6

No que diz respeito ao Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis Inter Vivos (ITBI), julgue os itens que se seguem: I. É inconstitucional a lei que estabelece alíquotas progressivas para o ITBI, com base no valor venal do imóvel. II. O ITBI tem como fato gerador a transmissão, por ato oneroso, de bens imóveis, excluindo-se a sucessão causa mortis. III. Pode-se exigir o ITBI sobre direitos reais de garantia de imóveis. IV. A base de cálculo do ITBI é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos. Assinale a opção correta

  • A)Apenas os itens I e II estão certos.
  • B)Apenas os itens I, II e IV estão certos.
  • C)Apenas os itens I, II e III estão certos.
  • D)Apenas os itens II e III estão certos.
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Resposta correta: B

O ITBI é o imposto municipal que aparece quando há transmissão onerosa de imóvel ou de direitos reais sobre imóvel, como compra e venda. A regra-mãe está no art. 156, II, da Constituição, e o núcleo do fato gerador fica no CTN, art. 35: transmissão inter vivos, por ato oneroso, de bens imóveis e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, além da cessão de direitos à sua aquisição. Aqui mora a primeira pegadinha: o imposto não admite alíquota progressiva com base no valor venal do imóvel. O STF considera isso inconstitucional, porque a progressividade, nesse contexto, não foi autorizada pela Constituição para o ITBI. Então o item I está certo. O item II também está certo porque o ITBI não alcança sucessão causa mortis. Quando há herança, quem entra em cena é o ITCMD, não o ITBI. É a troca clássica de prova: se falou em morte, pense em outro imposto. O item IV igualmente está correto: a base de cálculo do ITBI é o valor venal dos bens ou direitos transmitidos, conforme o CTN, art. 38. Já o item III está errado porque direitos reais de garantia, como hipoteca e penhor, não sofrem incidência de ITBI. Por isso, o gabarito é a letra B, que reúne apenas I, II e IV.

Questão 7

Nas licitações públicas, o contrato de eficiência é aquele cujo objeto é a prestação de serviços, que pode incluir a realização de obras e o fornecimento de bens, com o objetivo de proporcionar economia ao contratante, na forma de redução de despesas correntes, remunerado o contratado com base em percentual da economia gerada.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: C

O contrato de eficiência é uma figura da Lei 14.133/2021 pensada para premiar quem consegue economizar dinheiro público de verdade, não só prometer eficiência no nome. Nele, o objeto é a prestação de serviços, e esse serviço pode vir acompanhado de obras e fornecimento de bens, desde que isso sirva ao resultado principal: gerar economia para a Administração. A lógica é simples: o contratado assume a missão de reduzir despesas correntes do contratante, e sua remuneração pode ser fixada como percentual da economia obtida. Ou seja, quanto maior a economia efetivamente demonstrada, maior tende a ser a recompensa, o que estimula resultado mensurável e não apenas execução formal do contrato. Isso está em linha com o art. 6º, XLV, da Lei 14.133/2021, que define o contrato de eficiência nesses termos. A banca descreveu exatamente os elementos centrais do instituto: prestação de serviços, possível inclusão de obras e bens, finalidade de economia e pagamento baseado em percentual da economia gerada. Por isso, o item está certo. A questão testa mais a leitura atenta da definição legal do que alguma pegadinha sofisticada - aqui, o legislador praticamente entregou o conceito pronto para você reconhecer.

Questão 8

Dentre o rol exemplificativo dos atos administrativos, encontra-se o ato de remoção do servidor público, deslocando-o no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. De acordo com a doutrina, tal ato administrativo é considerado discricionário e também pode ser classificado como

  • A)Ato normativo.
  • B)Ato punitivo.
  • C)Ato ordinatório.
  • D)Ato enunciativo.
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Resposta correta: C

A remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, dentro do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede. Na Lei 8.112/1990, isso aparece no art. 36, e a doutrina costuma tratar esse ato como discricionário porque, em várias hipóteses, a Administração avalia a conveniência e a oportunidade da mudança. E aqui vem o detalhe que a banca quer: além de discricionário, ele é um ato ordinatório, porque organiza a movimentação interna do servidor no serviço público, ajustando o funcionamento da Administração. Em prova, pense assim: ato ordinatório é aquele que põe ordem na máquina administrativa, como remoção, instruções internas e circulação funcional. Não é ato normativo, porque não cria regra geral e abstrata. Também não é ato punitivo, já que não serve para aplicar sanção. E não é ato enunciativo, porque não se limita a declarar ou certificar uma situação já existente. Então o ponto central é este: a remoção mexe com a lotação e a organização do serviço, por isso entra no grupo dos atos ordinatórios. A doutrina administrativa clássica, ao classificar os atos quanto ao conteúdo, costuma colocar a remoção nesse bloco justamente por disciplinar a atividade interna da Administração. Resumo de prova: remoção de servidor = ato discricionário + ato ordinatório. Se aparecer algo parecido com movimentação interna, acenda a luz amarela de ato ordinatório.

Questão 9

Determinado crime resultou em diversas lesões corporais, o que motivou a realização de exame pericial, porém este acabou ficando incompleto, sem que para tanto tivesse nenhuma culpa o perito. Nesse caso, é possível afirmar que:

  • A)O exame pericial incompleto deve ser suprido pela prova testemunhal.
  • B)Apenas o Ministério Público poderá requerer a realização de novas perícias complementares.
  • C)O exame pericial incompleto deve ser suprido pelo interrogatório do acusado e pelo depoimento da vítima.
  • D)Há possibilidade de realização de exame complementar por determinação da autoridade policial ou judiciária, de ofício.
  • E)É vedada a realização de perícia complementar.
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Resposta correta: D

Quando a perícia sai incompleta, a ideia do CPP não é “jogar a toalha” e nem substituir o laudo por achismo de testemunha. A regra é simples: se o exame pericial ficou incompleto sem culpa do perito, ele pode ser completado por determinação da autoridade policial ou judiciária, de ofício, nos termos do art. 181 do CPP. Isso faz sentido porque a prova pericial existe justamente para trazer um dado técnico ao processo. Se faltou algo no exame, o caminho normal é complementar a perícia, e não trocar a prova técnica por outros meios menos adequados. O processo penal gosta de verdade, mas também gosta de método. Por isso, a alternativa D está correta: a lei admite a realização de exame complementar por determinação da autoridade policial ou judiciária, independentemente de provocação de alguém. A iniciativa pode ser da autoridade, porque o objetivo é completar a prova e evitar decisão baseada em um exame truncado. Em resumo: exame pericial incompleto não vira prova testemunhal por mágica. Primeiro, busca-se a complementação técnica, exatamente como prevê o CPP.

Questão 10

José foi processado pela prática do delito de estelionato praticado em 21/7/2005. O Magistrado competente para funcionar no processo realizou a citação do réu e determinou o dia 15/9/2005 para a realização de seu interrogatório, o que foi feito. Após o regular trâmite processual, os autos foram conclusos para sentença, que foi publicada no dia 10/9/2007, condenando José a uma pena de três anos e seis meses de reclusão. Como não houve recurso, a decisão transitou em julgado ainda no ano de 2007. Passados dois anos de cumprimento de sua pena (2009), José resolve ingressar com pedido de Revisão Criminal, visando desconstituir a sentença condenatória sob o fundamento de que interrogatório, como meio de defesa, é o último ato da instrução processual, conforme preceitua o artigo 400 do Código de Processo Penal. Nessa hipótese, é correto afirmar que

  • A)a revisão criminal terá sucesso, já que a garantia da ampla defesa determina que o réu tem que ser escutado por último no processo.
  • B)a revisão criminal não terá sucesso, tendo em vista que, no processo penal, vigora o princípio do ne reformatio in pejus indireta.
  • C)a revisão criminal não terá sucesso, tendo em vista que, no processo penal, vigora o princípio do tempus regit actum.
  • D)a revisão criminal terá sucesso, já que a redação do artigo 400 do CPP deixa claro que o interrogatório é o último ato da instrução.
  • E)a revisão criminal não terá sucesso, pois o processo já transitou em julgado e não há mais como se questionar o que ocorreu na fase instrutória.
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Resposta correta: C

A questão mistura processo penal com direito intertemporal, e aqui mora a pegadinha. Em regra, os atos processuais seguem o princípio do tempus regit actum: cada ato é regido pela lei vigente no momento em que ele acontece. No processo penal, isso é bem importante porque uma mudança na lei processual não apaga automaticamente os atos já praticados corretamente sob a lei antiga. No caso, o interrogatório de José ocorreu em 2005, quando ainda não existia a redação atual do art. 400 do CPP, trazida pela Lei 11.719/2008, que passou a prever o interrogatório como último ato da instrução. Como o ato foi realizado de acordo com a lei processual então vigente, não há nulidade para ser desconstituída em revisão criminal só porque a regra mudou depois. Além disso, revisão criminal não serve para reabrir o processo com base em mudança posterior de entendimento sobre forma de ato processual corretamente praticado no passado. Ela exige hipóteses legais específicas do art. 621 do CPP, e a simples aplicação retroativa de nova disciplina processual não se encaixa nisso. Por isso, o gabarito é a alternativa C: não há sucesso na revisão criminal porque, no processo penal, vale o tempus regit actum. A jurisprudência dos tribunais superiores também trata o art. 400 do CPP, após a reforma, como regra aplicável aos atos posteriores à sua vigência, não para desfazer automaticamente interrogatórios feitos antes dela.

Perguntas frequentes

Este quiz de IDECAN é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de IDECAN são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca IDECAN, selecionadas do acervo do furafila.

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A IDECAN é uma banca difícil?

Não pela complexidade do conteúdo, e sim pelo nível de atenção que exige. A dificuldade média da prova é considerada moderada, mas as pegadinhas no detalhe fazem muita gente errar questão que sabia. O desafio é mais de leitura do que de teoria.

A IDECAN cobra mais lei seca ou doutrina?

Depende do cargo. Em matérias teóricas e legislação ela tende ao decoreba e à letra da lei. Em Direito para cargos de nível superior, ela alterna com doutrina e jurisprudência. Vale identificar o perfil pelo edital e pelas provas anteriores do mesmo tipo de cargo.

Tem prova discursiva na IDECAN?

Existe, mas com frequência baixa e geralmente em cargos de nível superior. Quando cai, costuma ter limite de linhas rígido e correção exigente em forma, com descontos por erros de ortografia, pontuação e concordância.

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