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Questões FCC: grátis

Questões da Fundação Carlos Chagas: texto direto, baseadas em letra de lei.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

É diretriz da Política Nacional de Mobilidade Urbana:

  • A)Elaboração de um Plano de Mobilidade Urbana pelos municípios com mais de cinquenta mil habitantes.
  • B)Planejamento da infraestrutura urbana destinada aos deslocamentos a pé.
  • C)Prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados.
  • D)Acessibilidade universal e modicidade tarifária suportada por subsídios públicos ao transporte coletivo.
  • E)Limitação do uso do espaço público de circulação por veículos motorizados de grande porte.
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Resposta correta: C

A Lei 12.587/2012 institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana e traz, no art. 6º, um conjunto de diretrizes para orientar o poder público. A ideia central é simples: organizar a cidade para que as pessoas se desloquem com mais eficiência, menos poluição e mais inclusão. Em prova, a FCC adora misturar diretriz da política com exigência de plano, meta administrativa ou até medida de gestão. O ponto-chave da questão está na lógica de prioridade dada aos deslocamentos mais sustentáveis. O texto legal é claro ao estabelecer a prioridade dos modos de transporte não motorizados sobre os motorizados, além da prioridade dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado. Isso aparece de forma expressa na lei e é exatamente o que torna o item correto. Repare como a banca costuma trocar uma diretriz por um dever específico de planejamento ou por uma regra de financiamento. A lei também fala em acessibilidade universal, desenvolvimento sustentável e equidade no uso do espaço público, mas a redação precisa importar muito. Quando a alternativa repete o núcleo do art. 6º quase palavra por palavra, é sinal de acerto. Em resumo: a Política Nacional de Mobilidade Urbana privilegia o transporte mais democrático e menos poluente antes do carro. É a velha mensagem do legislador urbano: primeiro o pé, a bicicleta e o ônibus; depois o restante da frota.

Questão 2

Uma comunidade reside informalmente em núcleo urbano localizado em bairro periférico de Florianópolis-SC. A ocupação da área particular data de pouco mais de cinco anos, sem oposição dos proprietários. Os ocupantes não são proprietários de nenhum outro imóvel urbano ou rural. Diante da situação hipotética e considerando o disposto no Estatuto da Cidade, é possível

  • A)a usucapião especial coletiva, contudo o registro no cartório de imóveis demandará individualização das casas, não sendo possível o registro de frações ideais do terreno a cada possuidor.
  • B)somente a usucapião urbana individual, devendo cada uma das partes identificar o seu imóvel, cuja dimensão não pode ser superior de 250 m2.
  • C)a usucapião especial coletiva caso a área total dividida pelo número de possuidores seja inferior a 250 m2 por possuidor.
  • D)a usucapião urbana coletiva caso seja individualizado que nenhuma das casas supera 250 m2 e são necessariamente ocupadas por pessoas de baixa renda.
  • E)somente a usucapião urbana individual, pois é vedada a instituição de condomínio com frações ideais do terreno a cada ocupante.
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Resposta correta: C

A usucapião especial coletiva urbana do art. 10 do Estatuto da Cidade incide sobre nucleos urbanos informais existentes sem oposicao há mais de cinco anos, quando a área total dividida pelo número de possuidores for inferior a 250 m2 por possuidor e os possuidores não forem proprietarios de outro imóvel urbano ou rural. A sentença serve para registro e atribui fracoes ideais, em regra iguais, no condominio especial.

Questão 3

Conforme regrada no Estatuto da Cidade (Lei n° 10.257/2001), com suas alterações posteriores, a usucapião coletiva, modalidade da usucapião especial urbana,

  • A)será declarada por sentença que constituirá, em regra, um condomínio com frações ideais diferenciadas a cada possuidor, segundo a extensão de sua posse.
  • B)é aplicada aos núcleos urbanos informais existentes sem oposição há mais de cinco anos cujos possuidores não sejam proprietários de outro imóvel.
  • C)é destinada exclusivamente à regularização fundiária de áreas ocupadas para fins de moradia por população de baixa renda.
  • D)pressupõe a impossibilidade de identificação dos terrenos ocupados por cada possuidor individualmente considerado.
  • E)exige que a área total dividida pelo número de possuidores seja inferior a 250 m2 e que a área máxima global usucapida não seja superior a 50 hectares.
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Resposta correta: B

A usucapião especial urbana coletiva, após a Lei 13.465/2017, passou a incidir sobre nucleos urbanos informais existentes sem oposicao há mais de cinco anos, desde que a área total dividida pelo número de possuidores seja inferior a 250 m2 por possuidor e eles não sejam proprietarios de outro imóvel urbano ou rural. A prova explorou a diferenca entre a redação atual do art. 10 do Estatuto da Cidade e a redação antiga, que exigia impossibilidade de identificar os terrenos individuais.

Questão 4

Determinada empresa pretende construir um complexo composto por um hipermercado, um shopping center, duas torres comerciais e quatro torres residenciais em área urbana de um Município. Para autorizar a construção, o Município deverá exigir

  • A)um estudo de impacto de vizinhança (EIV) a seu juízo de oportunidade e conveniência.
  • B)um estudo de impacto de vizinhança (EIV) para cada empreendimento separadamente, pois nem sempre haverá sinergia entre eles.
  • C)um estudo de impacto de vizinhança (EIV) se houver, para tanto, previsão na lei municipal.
  • D)um estudo de impacto de vizinhança (EIV) por se tratar de área urbana.
  • E)as rotas de fuga em caso de incêndio, não sendo necessário um estudo de impacto de vizinhança (EIV).
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Resposta correta: C

O Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) é um instrumento do Estatuto da Cidade voltado a avaliar os efeitos de empreendimentos e atividades urbanas sobre a qualidade de vida da vizinhança. Ele não nasce automaticamente em todo e qualquer obra grande: a lógica da lei é deixar que o Município defina, por lei local, quais obras e atividades dependerão do estudo, considerando porte, uso e potencial de impacto. Isso está no art. 36 da Lei 10.257/2001: o EIV será executado nos termos da lei municipal, e essa mesma lei deve definir os empreendimentos e atividades privadas ou públicas que dependerão da elaboração do estudo para obter as licenças ou autorizações da Administração. Em outras palavras, sem previsão na lei municipal, o Município não pode exigir o EIV de forma genérica, por mera intuição urbanística. Na questão, o complexo descrito certamente pode gerar impactos relevantes de tráfego, adensamento, ruído, demanda por serviços e sobrecarga da infraestrutura urbana. Mas isso, por si só, não basta para tornar o EIV obrigatório em qualquer caso. O ponto decisivo é a existência de previsão na legislação municipal. Por isso, o gabarito é a letra C. É um tema clássico de prova: a banca gosta de trocar a ideia de “poder público pode exigir porque parece importante” pela regra jurídica real, que é “só pode exigir se a lei municipal tiver previsto”. O EIV é instrumento de controle urbanístico, mas com freio legal bem claro.

Questão 5

A Lei Federal nº 6.766/1979 dispõe sobre o parcelamento do solo para fins urbanos. É uma disposição geral sobre esta disciplina, no âmbito da lei:

  • A)O loteador não poderá fundamentar qualquer ação ou defesa na presente Lei sem apresentação dos registros e contratos a que ela se refere.
  • B)Nas desapropriações poderão ser considerados como loteados ou loteáveis, para fins de indenização, os terrenos ainda não vendidos ou compromissados, objeto de loteamento ou desmembramento não registrado.
  • C)O loteador, enquanto não vender a totalidade dos lotes, é a única parte legítima para promoção de ação destinada a impedir construção em desacordo com restrições legais ou contratuais.
  • D)O Município deverá expropriar áreas urbanas ou de expansão urbana para reloteamento, demolição, reconstrução e incorporação, e determinará os critérios para estabelecer a preferência para a aquisição de novas unidades.
  • E)Ainda que não regularizado o loteamento ou desmembramento, o adquirente do lote, comprovando o depósito de todas as prestações do preço avençado, poderá obter o registro, de propriedade do lote adquirido, valendo para tanto o compromisso de venda e compra devidamente firmado.
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Resposta correta: A

A Lei 6.766/1979 trata do parcelamento do solo urbano e traz, logo no começo, algumas regras gerais que funcionam como verdadeiro aviso de entrada: quem quer discutir loteamento ou desmembramento precisa ter os documentos certos em mãos. A lógica é simples: a lei protege a segurança jurídica do registro imobiliário e não gosta de aventura processual sem prova do que foi efetivamente registrado. Por isso, o art. 37 é direto ao dizer que o loteador não poderá fundamentar qualquer ação ou defesa na lei sem a apresentação dos registros e contratos a que ela se refere. Em outras palavras, sem registro e sem os contratos pertinentes, não dá para invocar a lei como se estivesse com tudo regularizado. É a velha regra do concurso e da vida real: papel importa. As demais alternativas misturam hipóteses de desapropriação, legitimidade processual e regularização de loteamento, mas com redação que não corresponde ao texto legal. A FCC adora pegar exatamente esse tipo de detalhe, trocando a literalidade por uma formulação parecida, mas juridicamente torta. Então, aqui o gabarito é a letra A porque ela reproduz a disposição geral do art. 37 da Lei 6.766/1979, exigindo a apresentação dos registros e contratos para que o loteador possa se apoiar na própria lei em juízo.

Questão 6

Até 12 de abril de 2023, os Municípios com população de até 250 mil habitantes deverão elaborar e aprovar o Plano de Mobilidade Urbana, o qual, segundo a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei nº 12.587/2012), deverá

  • A)privilegiar o transporte privado não motorizado de passageiros mediante planejamento da infraestrutura urbana.
  • B)contemplar medidas destinadas a atender aos núcleos urbanos informais consolidados.
  • C)dispor sobre itinerários, frequências e padrão de qualidade dos serviços do transporte público coletivo.
  • D)prever os meios de fiscalização do serviço de transporte privado individual de passageiros.
  • E)estabelecer os requisitos necessários para outorga de exploração de serviço de táxi.
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Resposta correta: C

A Política Nacional de Mobilidade Urbana, da Lei 12.587/2012, exige que o Plano de Mobilidade Urbana organize o sistema de forma bem prática, quase como um mapa de funcionamento da cidade. Não basta falar em ideia bonita: o plano precisa trazer medidas concretas sobre deslocamento de pessoas e integração entre modos de transporte. No caso da questão, o ponto-chave está no conteúdo mínimo do plano. O art. 24 da lei prevê que ele deve dispor, entre outros temas, sobre os serviços de transporte público coletivo, inclusive itinerários, frequências e padrão de qualidade. É exatamente esse tipo de detalhamento que a banca gosta de cobrar, porque mostra que o plano não é genérico, ele precisa virar regra de operação. Por isso o gabarito é a letra C. A alternativa reproduz um dos conteúdos expressamente previstos na lei, ligado à organização e à qualidade do transporte público coletivo. Em prova, quando aparecer essa lei, vale lembrar que o plano funciona como instrumento de planejamento da mobilidade e não como simples carta de intenções. As demais alternativas tentam te puxar para temas próximos, mas fora do núcleo legal do plano. A FCC costuma misturar mobilidade urbana com habitação, transporte individual e serviços públicos para ver se você escorrega na palavra certa.

Questão 7

A Constituição Federal de 1988, em seu Capítulo II, disciplina a Política Urbana. A política de desenvolvimento urbano tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. NÃO representa uma diretriz da política do desenvolvimento urbano expressa no artigo 182 da Constituição Federal/1988:

  • A)A política do desenvolvimento urbano é executada pelo poder público municipal.
  • B)A retenção especulativa de imóvel urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização.
  • C)O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana.
  • D)As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro.
  • E)A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor.
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Resposta correta: B

A Constituição de 1988 trata da política urbana no art. 182 e coloca a cidade no centro da ideia de função social. Em resumo, o poder público municipal executa essa política, e o plano diretor vira a peça principal para organizar o crescimento urbano, especialmente nas cidades maiores. O texto constitucional ainda fala de instrumentos para combater a especulação imobiliária, como parcelamento ou edificação compulsórios, IPTU progressivo no tempo e desapropriação com pagamento em títulos da dívida pública, na forma da Constituição. O ponto-chave aqui é perceber que o art. 182 traz diretrizes e instrumentos de política urbana, mas não repete toda a disciplina da desapropriação comum. A regra da desapropriação com prévia e justa indenização em dinheiro está no art. 5º, XXIV, como regra geral, e não como diretriz do art. 182. Por isso, quando a banca mistura política urbana com desapropriação genérica, ela está testando se você sabe separar o capítulo urbanístico das regras constitucionais gerais. No caso da questão, a banca pediu justamente a alternativa que não corresponde a uma diretriz expressa do art. 182. A expressão sobre desapropriação com indenização em dinheiro não integra esse artigo, que trata da política de desenvolvimento urbano e dos mecanismos voltados à função social da cidade e da propriedade. Então, o gabarito é a letra B? Não. O gabarito conhecido é a letra B porque a retenção especulativa de imóvel urbano, por si só, não aparece como diretriz expressa no art. 182; o texto constitucional fala em exigir do proprietário o adequado aproveitamento do solo urbano, e em usar instrumentos como parcelamento/edificação compulsórios e IPTU progressivo. Em outras palavras, a Constituição combate a especulação, mas não usa essa formulação literal.

Questão 8

O Programa Casa Verde e Amarela foi instituído pela Lei Federal nº 14.118/2021 com a finalidade de promover o direito à moradia a famílias residentes em áreas urbanas e rurais, associado ao desenvolvimento econômico, à geração de trabalho e de renda e à elevação dos padrões de habitabilidade e de qualidade de vida da população urbana e rural. Os valores de renda bruta familiar do Programa foram atualizados pela Portaria MDR nº 2.290/2022 para famílias residentes em áreas urbanas, na forma abaixo. I. Grupo Urbano 1 − GUrb 1 − renda bruta familiar mensal até R$ 2.400,00. II. Grupo Urbano 2 − GUrb 2 − renda bruta familiar mensal de R$ 2.400,01 até R$ 4.400,00. III. Grupo Urbano 3 − GUrb 3 − renda bruta familiar mensal de R$ 4.400,01 até R$ 12.000,00. Está correto o que se afirma em

  • A)II e III, apenas.
  • B)I, II e III.
  • C)I, apenas.
  • D)III, apenas.
  • E)I e II, apenas.
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Resposta correta: E

A questão cobra a atualização dos grupos de renda bruta familiar do Programa Casa Verde e Amarela para áreas urbanas, feita pela Portaria MDR nº 2.290/2022. Aqui, o ponto é simples: a banca quer saber quais faixas ficaram corretas após a atualização dos valores. E a resposta é que os Grupos Urbanos 1 e 2 estão de acordo com a portaria, enquanto o Grupo Urbano 3 foi trazido com valor errado. Pela regra atualizada, o GUrb 1 vai até R$ 2.400,00 e o GUrb 2 vai de R$ 2.400,01 até R$ 4.400,00. Já o GUrb 3 não chega a R$ 12.000,00 nessa redação indicada pela questão, então a assertiva III fica incorreta. Em prova, a FCC gosta de trocar um teto de faixa, porque isso altera completamente a classificação do grupo. Então, quando aparecer esse tipo de tabela, confira com calma o limite final e o intervalo imediatamente seguinte. Um centavinho pode derrubar a alternativa inteira. Assim, estão corretas apenas as assertivas I e II, o que torna o gabarito E.

Questão 9

Segundo a Lei no 6.766/1979, não será permitido o parcelamento do solo em: I. Terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de tomadas as providências para assegurar o escoamento das águas. II. Terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem que sejam previamente saneados. III. Terrenos com declividade igual ou superior a 30%, salvo se atendidas exigências específicas das autoridades competentes. IV. Terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação. V. Áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição impeça condições sanitárias suportáveis, até a sua correção. Está correto o que se afirma em:

  • A)I, II e V, somente.
  • B)I, II, III, IV e V.
  • C)II, III e V, somente.
  • D)II e III, somente.
  • E)II e V, somente.
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Resposta correta: B

A Lei 6.766/1979, que trata do parcelamento do solo urbano, traz no art. 3o uma lista de áreas em que o loteamento ou desmembramento não pode ser feito, pelo menos não sem antes resolver o problema ambiental ou urbanístico do local. A ideia é simples: o legislador não quer transformar um terreno inadequado em bairro só porque apareceu um projeto bonito no papel. Nesse ponto, a banca cobrou exatamente o texto legal. A lei veda o parcelamento em terrenos alagadiços ou sujeitos a inundação, em áreas aterradas com material nocivo sem saneamento, em terrenos com declividade igual ou superior a 30%, em locais com condições geológicas desfavoráveis à edificação e em áreas de preservação ecológica ou com poluição que inviabilize condições sanitárias suportáveis. Perceba que o item III foi formulado com atenção: a regra proíbe a ocupação quando a declividade é igual ou superior a 30%, salvo exigências específicas das autoridades competentes. Ou seja, não é uma proibição absoluta sem exceção, mas continua sendo um caso de vedação legal, do jeito que a lei descreve. Por isso o gabarito é a alternativa B: todos os itens I, II, III, IV e V estão de acordo com a Lei 6.766/1979. Em prova, esse tipo de questão costuma ser uma leitura quase literal da norma, então vale decorar o núcleo do art. 3o e suas hipóteses de vedação.

Questão 10

No Município de Teresina, os denominados “loteamentos fechados” possuem natureza jurídica

  • A)de loteamento com concessão onerosa de uso, atribuindo-se ao empreendimento a responsabilidade pela manutenção das vias e das áreas verdes.
  • B)de loteamento com doação das vias de circulação e das demais áreas públicas do Município para a Associação de Moradores.
  • C)de condomínio regido pelo Código Civil.
  • D)mista ou híbrida, pois são condomínios regulamentados pelo Código Civil com algumas características de loteamento.
  • E)mista ou híbrida, pois são condomínios regulamentados pelo Código Civil com algumas características de parcelamento do solo urbano.
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Resposta correta: A

A expressão “loteamento fechado” costuma enganar porque parece condomínio, mas juridicamente não é a mesma coisa. Pela Lei 6.766/1979, loteamento é a divisão da gleba em lotes com abertura de vias e destinação de áreas públicas, e essas áreas passam ao Município. O detalhe é que alguns Municípios criaram, por lei local, o uso privativo e a gestão das vias internas por associação de moradores, sem transformar isso em condomínio do Código Civil. No caso de Teresina, a lógica adotada é a de loteamento com concessão onerosa de uso, isto é, o empreendedor implanta o parcelamento do solo e depois há autorização/concessão para uso das vias e áreas verdes, com responsabilidade pela manutenção atribuída ao próprio empreendimento ou à associação responsável. Isso não altera a natureza de loteamento, apenas cria um regime especial de uso e conservação. Por isso, a alternativa A está correta: ela traduz a ideia de loteamento fechado como um loteamento submetido a concessão onerosa de uso, e não como condomínio civil. A jurisprudência do STJ costuma lembrar essa distinção: o chamado “loteamento fechado” não se confunde com condomínio edilício, porque falta a disciplina típica do Código Civil para áreas comuns privadas. Em prova, guarde esta frase mental: se há ruas e áreas verdes do parcelamento, a tendência é pensar em loteamento; se há só unidades autônomas com áreas comuns privadas, aí o cheiro é de condomínio. Aqui, a banca quer justamente essa diferença com sabor municipal.

Perguntas frequentes

Este quiz de FCC é gratuito?

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As duas. A base continua sendo a literalidade da lei, mas em cargos de nível alto a banca passou a exigir cada vez mais jurisprudência consolidada, súmulas e informativos do STF e do STJ. O ideal é estudar a lei e somar o entendimento dos tribunais.

Qual é a pegadinha mais comum da FCC?

O comando invertido: a questão pede a alternativa INCORRETA ou usa EXCETO, e o candidato responde no automático a correta. Some a isso os termos absolutos como sempre e nunca, que viram uma frase certa em errada. Ler o enunciado com atenção resolve a maioria.

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