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Português FGV: grátis

Português FGV: interpretação analítica.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

No interior dos bondes do Rio de Janeiro estava presente um pequeno cartaz que dizia: Veja, ilustre passageiro, O belo tipo faceiro Que o senhor tem a seu lado. Mas, no entanto, acredite Quase morreu de bronquite Salvou-o o Runcreosotado Esse pequeno texto se enquadra, pelos seus versos, entre os textos de tipo

  • A)argumentativo, narrativo, poético e publicitário.
  • B)descritivo, narrativo, publicitário e poético.
  • C)narrativo, publicitário, poético e informativo.
  • D)publicitário, descritivo, normativo e narrativo.
  • E)poético, didático, descritivo e argumentativo.
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Resposta correta: B

A questão explora a leitura de um texto curto em verso que mistura funções diferentes da linguagem. Quando um texto apresenta imagens, ritmo e organização em versos, há traço poético. Mas, além disso, ele também pode descrever um personagem ou uma situação e, ao mesmo tempo, buscar convencer o leitor a consumir um produto. É justamente esse “combo” que a banca quer que você perceba. No cartaz, aparecem versos com musicalidade e linguagem trabalhada, o que permite classificá-lo como poético. Ao chamar atenção para “o belo tipo faceiro que o senhor tem a seu lado”, o texto faz uma descrição da pessoa. E, no fechamento, a referência ao produto “Runcreosotado” revela a intenção publicitária: vender a ideia de que o remédio salvou alguém da bronquite. Por isso, o gabarito B está correto: o texto é descritivo, narrativo, publicitário e poético. Ele descreve o passageiro, conta uma pequena história sobre quase morrer de bronquite, faz propaganda do produto e tudo isso em versos. Em prova da FGV, vale lembrar que um texto pode pertencer a mais de um tipo ao mesmo tempo, não é preciso escolher só uma etiqueta. Em resumo: se há versos, há componente poético; se há informação sobre características, há descrição; se há enredo mínimo, há narrativa; se há objetivo de persuasão comercial, há publicidade. A graça da questão está exatamente nessa mistura.

Questão 2

“As bulas de remédios são inúteis para os consumidores. Além de trazer informações desnecessárias e assustadoras, vêm carregadas de advertências confusas, que podem abalar a confiança que os clientes têm nos médicos. O objetivo é fornecer argumentos aos advogados dos laboratórios em eventuais ações judiciais. Os consumidores que se danem.” Deonísio da Silva, A língua nossa de cada dia. Assinale a opção que apresenta o fragmento que não faz uma crítica às bulas.

  • A)A bula deveria prestar informações indispensáveis aos consumidores.
  • B)O balconista da farmácia é obrigado a decifrar os garranchos do médico.
  • C)Os laboratórios não pensaram nos leitores ao escolher letras tão pequeninas.
  • D)A linguagem das bulas de remédios deixou de defender os fracos e oprimidos.
  • E)Cápsula, drágea, posologia, solução oral etc. eis amostras de palavras das bulas. Quem as entende?
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Resposta correta: B

A questão trabalha interpretação de texto com foco no tom crítico. O trecho de Deonísio da Silva ironiza as bulas, dizendo que elas trazem informações desnecessárias, assustadoras e confusas, então a ideia central é atacar a forma como esses textos são escritos e usados. Quando a banca pede o fragmento que "não faz uma crítica às bulas", você deve procurar a única opção que desvie do alvo principal. As outras alternativas apontam defeitos típicos atribuídos às bulas: linguagem difícil, letras pequenas, excesso de termos técnicos e pouca preocupação com o leitor. A letra B fala do balconista da farmácia decifrando os garranchos do médico. Aqui a crítica não é à bula, mas à ilegibilidade da receita médica, ou seja, ao receituário do médico. Por isso, ela sai do tema das bulas e não participa da ironia contra elas. Em leitura de prova, vale a regra prática: identifique o objeto criticado no enunciado e veja se a alternativa mantém esse mesmo foco. Se muda o alvo, a resposta costuma estar aí, sem disfarce.

Questão 3

A frase abaixo que mostra a presença de outro texto famoso (intertextualidade) é:

  • A)Quando o mar está calmo, todos podemos ser timoneiros;
  • B)A consciência é um Deus para todos os mortais;
  • C)Perante um obstáculo, a linha mais curta entre dois pontos pode ser a curva;
  • D)Sobre uma cabeça arrependida não se abaixa a espada;
  • E)A vingança é uma espécie de justiça selvagem.
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Resposta correta: C

Intertextualidade acontece quando um texto conversa com outro, citando, recriando ou parodiando uma frase, ideia ou estrutura já conhecida. Em prova, ela aparece muito em ditados, provérbios, slogans e frases famosas que sofrem uma pequena mudança. A graça da questão é justamente perceber esse “eco” de um texto anterior. Aqui, a banca quer saber qual alternativa retoma uma expressão famosa. O gabarito é a letra C porque ela remete claramente ao enunciado clássico da geometria: “a linha mais curta entre dois pontos é a reta”. Ao trocar “reta” por “curva”, a frase cria um efeito de reescrita do texto conhecido, ou seja, intertextualidade. As outras alternativas soam como frases de efeito, máximas ou reflexões gerais, mas não deixam perceber, com a mesma nitidez, uma referência famosa e identificável. Em prova da FGV, vale muito esse radar: quando a frase parece “brincar” com algo já consagrado, desconfie da intertextualidade. Em resumo: não basta a frase ser bonita ou profunda. Para haver intertextualidade, é preciso reconhecer a presença de outro texto, e a letra C faz isso de forma bem evidente.

Questão 4

Os gênios são aqueles que dizem muito antes o que se dirá muito depois. Ramón Gómez De La Serna, escritor espanhol. Segundo esse fragmento, os gênios são aqueles que mostram a capacidade de

  • A)analisar fielmente os dados.
  • B)antecipar pensamentos futuros.
  • C)demonstrar a verdade do que pensam.
  • D)prever acontecimentos que ainda vão ocorrer.
  • E)indicar com precisão a localização da verdade.
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Resposta correta: B

A frase diz que os gênios são pessoas que conseguem falar, antes de todo mundo, aquilo que só será dito ou reconhecido muito depois. Ou seja, a ideia central não é de adivinhação de fatos do dia a dia, mas de antecipação de ideias, percepções e pensamentos que ainda não são comuns. Em interpretação de texto, você precisa grudar no sentido do fragmento, não em uma leitura literal apressada. Aqui, "dizer muito antes o que se dirá muito depois" aponta para a capacidade de antecipar aquilo que outras pessoas ainda vão pensar ou afirmar no futuro. Por isso, o gabarito é a alternativa B. Ela traduz bem essa noção de antecipar pensamentos futuros, isto é, adiantar ideias que ainda não amadureceram no senso comum. É uma leitura mais fina do texto, do jeito que a FGV gosta: menos chute, mais compreensão do sentido. As outras opções puxam para campos diferentes, como análise de dados, verdade absoluta ou previsão de acontecimentos, mas o fragmento fala de ideias e discursos que chegam antes do tempo, não de profecia nem de mapa da verdade.

Questão 5

“Neste mês, os incêndios florestais aumentaram de forma significativa em praticamente toda Minas Gerais, com o forte calor e a vegetação seca dificultando o combate e favorecendo a expansão das chamas. Mas, nesse período, um antigo problema decorrente da longa estiagem também se agravou: a falta de água para o abastecimento humano. Sem chuva há seis meses em Francisco Sá, no Norte de Minas, uma lagoa que tinha mais de um hectare de lâmina d'água foi reduzida a uma poça de lama. O flagelo da seca se soma aos impactos da crise gerada pela pandemia da Covid-19, com redução da renda no campo devido à interrupção das feiras livres, que serviam como opção de venda da pequena produção da agricultura familiar.” (Estado de Minas, Luiz Ribeiro 20/09/2021) Considerando ser essa uma notícia de jornal, há uma série de problemas citados nos parágrafos do texto, mas o mais relevante deles é:

  • A)a dificuldade de combater as chamas;
  • B)uma lagoa ter-se reduzido a uma poça de lama;
  • C)a expansão dos incêndios;
  • D)a falta de água para o abastecimento;
  • E)a redução da renda no campo.
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Resposta correta: D

Em questões de interpretação, especialmente em notícia de jornal, você precisa identificar qual problema é o mais central do texto, e não apenas o que chama mais atenção visualmente. O enunciado traz vários efeitos da estiagem e do calor, mas eles aparecem como desdobramentos de um quadro maior: a seca prolongada e a falta de água. Repare que o texto abre com incêndios florestais, mas logo amplia o foco para um problema mais grave e estrutural: a escassez de água para o abastecimento humano. A imagem da lagoa virando poça de lama é forte, mas serve como exemplo do efeito da estiagem, não como o ponto principal da notícia. Por isso, o gabarito é a letra D. Em uma leitura jornalística, o tema mais relevante costuma ser o fato de maior alcance social e humano, e aqui isso é a falta de água para abastecimento, que afeta diretamente a população. Os demais elementos, como incêndios, perda de renda e seca, funcionam como consequências ou agravantes do mesmo cenário. Em resumo: você deve perguntar qual é o problema de maior peso na notícia. O texto fala de fogo, lama e crise econômica, mas tudo gira em torno da seca e do desabastecimento. É o tipo de questão em que a banca testa se você consegue sair do detalhe chamativo e enxergar a ideia central.

Questão 6

Assinale a opção que apresenta a frase que contém uma metáfora explicada.

  • A)“Um homem que tem um milhão de dólares sente-se tão bem como se fosse rico.”
  • B)“Quem fica olhando o vento jamais semeará, quem fica olhando as nuvens jamais ceifará.”
  • C)“O capital é como água. Sempre flui por onde encontra menos obstáculos.”
  • D)“A única certeza do planejamento é que as coisas nunca ocorrem como planejadas.”
  • E)“Sabedoria é saber o que fazer; virtude é fazer.”
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Resposta correta: C

A metáfora explicada aparece quando o autor faz uma comparação indireta, mas logo em seguida entrega a chave da comparação, deixando o sentido mais claro para você. Em outras palavras, ele não só sugere a semelhança, como também a explica na própria frase. É uma figura de linguagem muito comum em questões da FGV, que gosta de testar se você percebe a imagem e a explicação embutidas nela. Na alternativa C, isso fica bem visível: “O capital é como água. Sempre flui por onde encontra menos obstáculos.” Primeiro, há a comparação direta entre capital e água. Depois vem a explicação da metáfora: assim como a água escorre pelo caminho mais fácil, o dinheiro também tende a ir para onde há menos barreiras. Ou seja, a imagem não fica solta no ar, ela vem acompanhada do seu sentido explicativo. As demais opções não trazem esse mecanismo de comparação seguida de esclarecimento. Algumas usam provérbios, outras apresentam afirmações gerais ou paralelismos, mas não constroem a metáfora explicada exigida no enunciado. Em prova, pense assim: metáfora explicada é a metáfora que já vem com legenda. A figura aparece, e o próprio texto ajuda você a decifrá-la sem esforço. É exatamente o caso da letra C.

Questão 7

Observe a seguinte situação comunicativa: “Roberto envia a Viviane, uma escritora consagrada, um conto escrito por ele, para que ela lhe dê sua opinião. Ao ler o conto, no qual a protagonista é uma caricatura dela mesma, responde a Roberto: ‘Seu conto está muito bom. Estou aliviada de que não tenha sido escrito para publicação, mas como diversão entre nós. Ri muito com a protagonista. Você tem muito senso de humor e isso é bom para quem escreve’.” Pode-se inferir da resposta de Viviane que ela:

  • A)faz deduções a partir das informações de Roberto;
  • B)declara que o conto deve conter fatos humorísticos;
  • C)considera o conto indigno de publicação;
  • D)reconhece a relação da protagonista com ela mesma;
  • E)não responde à solicitação de Roberto.
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Resposta correta: D

Aqui a chave está na interpretação do que foi dito e do que foi sugerido, não apenas nas palavras literais. Em comunicação, a resposta pode trazer uma informação implícita: a pessoa entende mais do que está escrito em texto aberto. Isso é muito comum em questões de interpretação da FGV, que adora testar a leitura dos subentendidos. Viviane diz que o conto está bom, que ficou aliviada por não ter sido escrito para publicação e que riu da protagonista. Isso mostra que ela percebeu que a personagem caricata tem relação com ela mesma. Em outras palavras, ela captou a indireta artística do conto e reagiu a ela com ironia elegante, sem precisar dizer diretamente “a protagonista sou eu”. Por isso, o gabarito é a letra D. A resposta dela permite inferir o reconhecimento da relação entre a protagonista e a própria Viviane, porque ela fala com clareza sobre a personagem e seu efeito de caricatura, além de demonstrar que entendeu a intenção do autor. Na análise do discurso, isso é leitura inferencial, isto é, compreender o que se conclui a partir do contexto e da interação entre os interlocutores. Em resumo: Roberto escreveu uma caricatura dela; Viviane percebeu isso e respondeu de modo indireto, mas bastante revelador. Na interpretação de texto, o que não é dito explicitamente muitas vezes é justamente o que a banca quer que voce perceba.

Questão 8

“É minha opinião que não se deve dizer mal de ninguém, e ainda menos da polícia. A polícia é uma instituição necessária à ordem e à vida da cidade.” (Machado de Assis, A Semana – 1871) Nesse texto, Machado emprega corretamente o acento grave indicativo da crase; a frase abaixo em que esse mesmo acento está empregado de forma adequada é:

  • A)Os clientes pagaram a compra à crédito;
  • B)A ordem é necessária à todo grupo social;
  • C)Ninguém abandonou o local à correr;
  • D)O motorista deu à documentação ao policial;
  • E)Todos os policiais saíram à mesma hora.
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Resposta correta: E

A crase acontece quando a preposição 'a' se junta com outro 'a' (artigo definido feminino ou pronome que aceite artigo). Na prática, você só coloca o acento grave se houver essa fusão: preposição exigida pelo verbo ou nome + termo feminino que admite artigo. Se um dos lados não existir, nada de crase - é a velha regra que salva muita gente na prova. No enunciado, a ideia é justamente observar isso com cuidado. Em "Todos os policiais saíram à mesma hora", há a preposição 'a' exigida pela locução adverbial e o termo feminino "mesma hora", que admite artigo: "a mesma hora". Resultado: ocorre a fusão de dois 'a's e o acento grave está correto. Já nas outras frases, a banca espalha armadilhas clássicas: palavra masculina, expressão de verbo no infinitivo, artigo ausente, ou construção em que a regência não pede crase. A FGV gosta muito de testar se você olha para a regência antes de sair tacando acento grave por simpatia. Então, o ponto-chave aqui é simples: crase não é enfeite, é encontro de preposição com artigo/pronome feminino. No item E, esse encontro existe, por isso o uso está adequado.

Questão 9

“Os que gostam de cerejas cedo aprendem a subir em árvores.” (provérbio alemão) Assinale a opção que apresenta a forma de reescrever esse provérbio que modifica seu sentido original.

  • A)Cedo aprendem a subir em árvores os que gostam de cerejas.
  • B)Os que gostam de cerejas aprendem cedo a subir em árvores.
  • C)Aprendem cedo a subir em árvores os que gostam de cerejas.
  • D)Os que de cerejas gostam aprendem cedo a subir em árvores.
  • E)Os que gostam cedo de cerejas aprendem a subir em árvores.
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Resposta correta: E

A questão explora como a ordem dos termos pode mudar o sentido de uma frase. Em provérbios, isso é ainda mais sensível, porque a construção costuma ser enxuta e cada palavra pesa. Aqui, a ideia original é: quem aprecia cerejas começa cedo a aprender a subir em árvores. Ou seja, há uma relação de causa, hábito e aprendizagem precoce. Quando você reescreve um período, pode mudar a ordem sem alterar o sentido, desde que preserve as relações entre sujeito, verbo, advérbios e complementos. O problema aparece quando um termo passa a modificar outra palavra. Em português, isso acontece muito com o advérbio “cedo” e com a posição dos adjuntos adverbiais. No provérbio, “cedo” se liga ao verbo “aprendem”, indicando o momento em que aprendem. Já na alternativa E, “cedo” foi deslocado para perto de “gostam”, produzindo a ideia de que os gostos das pessoas são precoces, isto é, que elas gostam cedo de cerejas. A frase continua gramatical, mas o sentido mudou bastante. É exatamente por isso que ela é a correta: é a única que altera a significação original, e a FGV adora esse tipo de troca sutil de posição para testar sua atenção. As demais alternativas apenas reorganizam a ordem dos termos ou mantêm a mesma relação semântica do provérbio. Em prova, faça sempre a pergunta mágica: “esse advérbio, esse termo deslocado, continua modificando a mesma palavra?” Se a resposta for não, o sentido já foi embora.

Questão 10

“A doença deve ser combatida ao nascer.” Assinale a opção que mostra a forma de se reescrever essa frase que altera seu sentido original.

  • A)A doença deve ser combatida em seu nascimento.
  • B)A doença deve ser combatida quando nasce.
  • C)A doença deve ser combatida logo que nasce.
  • D)Desde que nasce, a doença deve ser combatida.
  • E)Desde que se nasce a doença deve ser combatida.
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Resposta correta: E

A frase original, "A doença deve ser combatida ao nascer", traz a ideia de agir no começo, no momento inicial em que a doença aparece. Em linguagem de prova, isso costuma aparecer com locuções temporais que conservam o sentido de “logo no início”, “quando surge”, “desde o nascimento”. As alternativas A, B, C e D mantêm essa noção de início da ocorrência da doença, ainda que mudem a forma da frase. Elas continuam dizendo, em essência, que a doença deve ser combatida no momento em que surge. A letra E, porém, altera o sentido. Em "Desde que se nasce a doença deve ser combatida", a estrutura passa a ligar a ação ao fato de a pessoa nascer, e não ao surgimento da doença. Além disso, a construção fica semanticamente estranha, porque parece dizer que, a partir do nascimento do ser humano, a doença deve ser combatida, mudando o foco temporal da frase original. Em questões da FGV, o segredo é olhar com cuidado para conectivos e locuções adverbiais: uma pequena troca pode preservar ou mudar o tempo da ação. Aqui, a banca cobra exatamente isso, a equivalência de sentido, não apenas a correção gramatical.

Perguntas frequentes

Este quiz de Português FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Português FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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