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Português CESPE: grátis

Português CESPE: interpretação, gramática, redação.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. Luís de Camões. In: Massaud Moisés. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1968. p. 85. Assinale a opção que apresenta a figura de linguagem presente em todos os versos da estrofe do poema apresentado.

  • A)hipérbole
  • B)eufemismo
  • C)antítese
  • D)alegoria
  • E)ironia
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Resposta correta: C

Esta estrofe de Camões trabalha com contrastes diretos para falar do amor de modo paradoxal. Repare como aparecem pares opostos em sequência: "fogo" e "se ver", "ferida" e "não se sente", "contentamento" e "descontente", "doer" e "desatina sem doer". Esse choque de ideias cria tensão e dá força poética ao texto. A figura de linguagem central aqui é a antítese, que consiste justamente na aproximação de palavras ou ideias de sentido contrário. Em prova, a banca costuma cobrar esse ponto de forma bem objetiva: se o verso junta termos opostos para produzir efeito expressivo, a resposta tende a ser antítese. No poema, o amor é apresentado como algo contraditório, ao mesmo tempo prazer e dor, presença e ausência, sentir e não sentir. Isso combina perfeitamente com a tradição lírica de Camões, que gosta de explorar conflitos internos e emoções ambíguas. Por isso, a opção C está correta. Não é exagero puro, nem suavização, nem narrativa simbólica completa, nem simples sarcasmo: o núcleo do verso é a oposição de sentidos. É aquele tipo de amor que, na poesia, parece brigar consigo mesmo o tempo todo.

Questão 2

Assinale a opção em que a palavra apresentada está de acordo com a atual ortografia oficial da língua portuguesa.

  • A)seminternato
  • B)hiperssensibilidade
  • C)contra-regra
  • D)mão-de-obra
  • E)autoanálise
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Resposta correta: E

A ortografia oficial adora cobrar o uso de hífen, e o truque é lembrar que as regras do Acordo Ortográfico de 1990 foram consolidadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa e no Acordo em vigor no Brasil desde 2009. Em geral, quando o primeiro elemento termina em vogal e o segundo começa com vogal diferente, a tendência é juntar tudo: sem hífen. Quando o primeiro elemento termina em vogal e o segundo começa com a mesma vogal, ou quando há certas situações tradicionais, pode haver hífen ou ajuste gráfico. É por isso que a banca gosta de misturar palavras com aparência parecida para testar sua memória visual, não só sua gramática. No caso de autoanálise, a forma está correta. O prefixo auto- termina em vogal e o segundo elemento começa por a, mesma vogal, mas o Acordo Ortográfico mantém a junção em muitos compostos com auto- quando a palavra já se consolidou sem hífen no uso normativo atual, como autoanálise, autoescola, autoestima e autoconhecimento, conforme a tradição lexical registrada nos vocabulários oficiais. Aqui, a grafia aceita é autoanálise, com a fusão do prefixo e do radical. As outras opções falham justamente em regras de composição e duplicação de consoantes. A banca CESPE/CEBRASPE costuma explorar isso com palavras que parecem "quase certas", mas carregam hífen indevido, letra repetida sem necessidade ou forma já superada pela reforma. Então, nesta questão, você precisava reconhecer a forma atualizada e cobrada pela ortografia oficial: autoanálise.

Questão 3

Atualmente, os campos com as maiores produções de petróleo no Brasil são os de Tupi, Búzios e Sapinhoá. Em determinado período de 2018, a soma da produção desses campos foi de 1.570 barris de petróleo por dia. Sabe-se que a soma da produção diária do campo de Búzios com o triplo da produção diária do campo de Sapinhoá é igual a 1.170 barris por dia e que a diferença entre a produção diária dos campos de Tupi e Sapinhoá supera a produção diária do campo de Búzios em 30 mil barris. Com base nas informações hipotéticas apresentadas anteriormente e considerando o período em tela, julgue o item a seguir. A produção diária de petróleo do campo de Tupi foi superior a 830 mil barris por dia.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

Em questões de interpretação com continhas, o segredo é não se deixar hipnotizar pelos números bonitos: primeiro, leia o que cada dado realmente permite concluir. Aqui, o enunciado informa que a soma das produções de Tupi, Búzios e Sapinhoá foi de 1.570 barris por dia. Isso já coloca um teto para Tupi: mesmo que Tupi produzisse sozinho tudo isso, ainda ficaria em 1.570, e não em centenas de milhares. Perceba também a armadilha de linguagem: a frase fala em "830 mil barris por dia", isto é, 830.000 barris por dia. Comparando com 1.570 barris por dia, a diferença é enorme. Então a conclusão de que Tupi foi superior a 830 mil barris por dia não pode estar certa. Em provas do CEBRASPE, é comum misturar informação numérica com raciocínio lógico básico para ver se você cai no impulso de "achar que deu". Aqui, a conta nem precisa ser sofisticada: o total dos três campos é muito menor do que 830 mil, então nenhum deles, isoladamente, pode ultrapassar esse valor. Por isso, o item deve ser julgado como errado. Em leitura de enunciado, às vezes a melhor matemática é a mais simples: comparar a ordem de grandeza antes de tentar montar sistema.

Questão 4

Em relação à produção de textos escritos, julgue o item a seguir. A produção de textos escritos caracteriza-se pelo predomínio das relações sintáticas de coordenação, sendo as frases mais longas e sintaticamente mais complexas que as proferidas na modalidade oral.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

A afirmacao erra em dois pontos importantes. Na producao de textos escritos, nao predomina a coordenacao; em geral, a escrita permite e costuma explorar mais a subordinacao, a nominalizacao e o encadeamento sintatico, o que aumenta a densidade informacional do texto. Isso aparece muito em textos formais, como noticias, pareceres e textos dissertativos. Ja a ideia de que as frases escritas sao sempre mais longas e mais complexas que as da modalidade oral tambem nao se sustenta como regra geral. A oralidade pode ter frases longas e bem complexas, especialmente em fala monitorada, discursos ou exposicoes formais. Por outro lado, a escrita pode ser simples e objetiva, dependendo do genero textual. Em sintaxe, o ponto-chave para a CESPE/CEBRASPE e este: escrito e oral nao se diferenciam por uma superioridade fixa de complexidade, mas por recursos e escolhas de construcoes. A escrita tende a ser mais planejada, com maior possibilidade de revisao e maior uso de estruturas subordinadas, e nao de predominio da coordenacao. Por isso, o gabarito e Errado. A frase generaliza indevidamente e inverte a caracteristica mais tipica da escrita. Em gramaticas normativas e em estudos de linguistica textual, a escrita costuma ser associada a maior planejamento e maior elaboracao sintatica, mas isso nao autoriza dizer que a coordenacao predomina nem que toda frase escrita seja mais complexa que a oral.

Questão 5

Em relação à prática de produção de textos orais, julgue o próximo item. O uso de gírias, provérbios e ditos populares, comum na modalidade oral da linguagem, limita-se, na modalidade escrita, aos gêneros textuais ou literários peculiares, como os característicos da literatura regional.

  • C)Certo
  • E)Errado
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: E

Na oralidade, é normal aparecerem gírias, ditos populares e provérbios, porque a fala é mais espontânea, rápida e marcada pelo contexto de quem fala e de quem ouve. Só que isso não quer dizer que, na escrita, esses recursos fiquem proibidos ou restritos a poucos gêneros. Eles podem aparecer em muitos textos escritos, desde que o autor queira criar efeito de sentido, aproximar o texto da fala, marcar personagem, dar humor, ironia ou reforçar a identidade cultural. Por isso, a afirmação erra ao tratar esse uso como algo que se limita à literatura regional ou a gêneros peculiares. Na prática, você encontra gírias, provérbios e expressões populares em crônicas, charges, propagandas, literatura em geral, diálogos de romances, textos jornalísticos de opinião e até em campanhas publicitárias. O ponto central é a adequação ao gênero e à intenção comunicativa, não uma proibição geral da escrita. Em redação e produção textual, o que vale é a noção de adequação linguística: cada situação pede um registro. A escrita formal costuma evitar gírias em textos técnicos e oficiais, mas isso é uma escolha de estilo e de norma situacional, não uma regra absoluta da modalidade escrita. A língua é viva, e a banca gosta justamente de pegar você nessa armadilha de achar que escrito = sempre formal. Então, o item está errado porque generaliza demais. A modalidade escrita também pode incorporar elementos da oralidade, inclusive provérbios e gírias, quando isso fizer sentido para o gênero e para o efeito de sentido pretendido.

Questão 6

Em relação à prática de produção de textos orais, julgue o próximo item. Na produção de textos orais, o nível da linguagem é, em geral, mais distenso, mais informal, que o empregado na produção escrita, com exceção de alguns casos especiais, nos quais há a necessidade de planejamento prévio e de maior grau de formalidade, como em conferências, por exemplo.

  • C)Certo
  • E)Errado
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

Na prova de Português, vale lembrar que a linguagem oral costuma ser mais espontânea, mais flexível e, em geral, menos formal do que a escrita. Isso acontece porque a fala normalmente nasce no improviso, com interação imediata, retomadas, pausas e até pequenas correções durante a própria emissão. Já a escrita costuma pedir mais organização, revisão e controle do registro. Mas a banca acerta em colocar a ressalva: nem toda fala é solta e informal. Existem situações em que a oralidade exige planejamento prévio, vocabulário mais cuidado e estrutura mais formal, como palestras, conferências, entrevistas formais e sustentações orais. Nesses casos, a fala se aproxima bastante da escrita planejada. Por isso, a afirmação está correta: em regra, a produção oral é mais distensa e informal, mas há exceções com alto grau de formalidade. Esse contraste entre fala e escrita é bem clássico em estudos de linguagem e aparece com frequência em abordagens doutrinárias sobre variação de registro e adequação comunicativa. Em resumo: a questão cobra uma ideia simples, mas importante - não existe uma regra rígida de que falar seja sempre informal. Tudo depende da situação comunicativa. E a conferência é o exemplo perfeito de oralidade com roupa de gala.

Questão 7

Acerca da leitura e da produção de textos orais e escritos, julgue o item subsequente. Tanto nos textos orais quanto nos escritos, o nível de formalidade ou de informalidade está associado ao gênero textual produzido.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: C

A ideia central aqui é simples: o modo como voce fala ou escreve depende do genero textual e da situacao de comunicacao. Nao se fala do mesmo jeito em uma entrevista de emprego, em uma conversa com amigos, em uma peticao ou em uma mensagem de WhatsApp. Cada genero puxa um grau maior ou menor de formalidade, conforme o contexto, o interlocutor e a finalidade do texto. Nos textos orais, isso aparece o tempo todo: uma palestra, uma aula e uma conversa informal usam registros diferentes. Nos textos escritos, a mesma lógica vale: um e-mail institucional pede mais formalidade do que um bilhete ou uma postagem nas redes sociais. Ou seja, a formalidade nao fica solta no ar; ela costuma ser moldada pelo genero textual produzido. Por isso o item esta certo. A afirmacao resume um principio basico da linguagem: a adequacao ao contexto de uso. Em termos de teoria dos generos textuais e da sociolinguistica, o falante/escritor escolhe recursos linguisticos mais formais ou mais informais conforme a situacao comunicativa e o genero, e nao apenas por preferencia pessoal. Em prova, pense assim: genero textual e como se fosse o "ambiente" do texto. O ambiente define o tom. Se o ambiente e institucional, o tom tende a ser formal; se e cotidiano e familiar, o tom tende a ser informal.

Questão 8

Em relação à produção de textos escritos, julgue o item a seguir. Depois do planejamento e da redação do texto, é possível proceder à sua revisão, eliminando-se, se for o caso, redundâncias, imprecisões, truncamentos, desvios, lacunas e ambiguidades.

  • C)Certo
  • E)Errado
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

Na produção de textos escritos, o trabalho não termina quando você senta e escreve a primeira versão. Em regra, o processo passa por etapas: planejamento, redação e revisão. E é justamente na revisão que você “lapida” o texto, cortando excessos e corrigindo problemas de construção, para deixar a mensagem mais clara e precisa. Por isso, a afirmação está correta. Depois de redigir, você pode revisar o texto para eliminar redundâncias, imprecisões, truncamentos, desvios de norma, lacunas de informação e ambiguidades. Tudo isso faz parte da boa técnica de produção textual: escrever bem não é só colocar ideias no papel, mas também reler criticamente o que foi escrito. Em prova, a CESPE/CEBRASPE costuma cobrar essa lógica funcional do texto: primeiro organizar as ideias, depois formular e, por fim, revisar. É uma noção muito alinhada à doutrina de redação oficial e de produção textual em geral, que valoriza clareza, coesão, concisão e correção. Então, se o enunciado diz que, após o planejamento e a redação, é possível revisar e remover falhas como redundâncias e ambiguidades, ele descreve exatamente o procedimento esperado na escrita. Nada de texto “de primeira, sem passar o pente fino”: revisão é etapa normal e indispensável.

Questão 9

Acerca da leitura e da produção de textos orais e escritos, julgue o item subsequente. A produção do texto escrito requer etapas de planejamento que não estão necessariamente presentes na produção do texto oral.

  • C)Certo
  • E)Errado
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

Na produção de texto, escrever não é simplesmente colocar palavras no papel e pronto. Em regra, o texto escrito pede mais planejamento: pensar no objetivo, organizar ideias, escolher vocabulário, revisar e ajustar a forma. Isso acontece porque, no escrito, você costuma ter mais tempo para estruturar a mensagem e deixar tudo mais claro. Já na fala, muita coisa pode surgir de modo mais espontâneo. Claro que também existe planejamento na oralidade, principalmente em situações formais, como uma palestra ou uma sustentação oral. Mas, no dia a dia, a produção oral nem sempre passa por etapas tão rígidas quanto as do texto escrito. É por isso que a frase da questão está correta. Então, o item acerta ao dizer que a produção do texto escrito requer etapas de planejamento que não estão necessariamente presentes na produção do texto oral. A ideia central é a diferença entre a maior elaboração da escrita e a maior espontaneidade da fala. Em provas, essa comparação entre oralidade e escrita aparece muito em questões de interpretação e produção textual. Do ponto de vista doutrinário, essa distinção é clássica nos estudos de gêneros textuais e oralidade: o escrito tende a ser mais planejado e revisado, enquanto o oral pode ser mais imediato e interativo. Em resumo, a banca quer que você perceba que escrever costuma exigir mais pré-organização do que falar.

Questão 10

Acerca da leitura e da produção de textos orais e escritos, julgue o item subsequente. A sintaxe da linguagem oral, frequentemente marcada por sequências de frases coordenadas, algumas incompletas, outras reticentes, e poucas estruturas subordinadas, é, em geral, menos elaborada que a sintaxe da linguagem escrita.

  • C)Certo
  • E)Errado
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

Na linguagem oral, você costuma construir frases mais aos pedaços: começa uma ideia, emenda outra, corta uma informação, faz pausa, retoma depois. Por isso aparecem com frequência coordenações, frases incompletas, reticências e até estruturas que dependem muito do contexto e da entonação para fazer sentido. A fala é mais imediata, menos planejada, e isso naturalmente reduz a complexidade sintática em comparação com a escrita. Já a linguagem escrita, em regra, permite revisão, organização e maior planejamento. Isso favorece períodos mais longos, com orações subordinadas, encaixamentos e relações sintáticas mais refinadas. Não quer dizer que toda escrita seja complexa nem que toda fala seja simples, mas a tendência geral é essa: a escrita costuma ser mais elaborada sintaticamente. É exatamente por isso que o item está certo. A assertiva descreve uma característica clássica estudada na linguística e na gramática textual: a oralidade tende a ser mais fragmentada e coordenada, enquanto a escrita tende a ser mais estruturada e subordinada. Em provas, a CESPE gosta desse tipo de comparação geral entre modalidades de uso da língua. Se você quiser lembrar rápido, pense assim: fala é mais espontânea, escrita é mais lapidada. A primeira depende muito do contexto imediato; a segunda costuma carregar mais organização sintática e coesão explícita.

Perguntas frequentes

Este quiz de Português CESPE é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Português CESPE são reais de concurso?

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Como funciona a pontuação da Cebraspe?

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Quantos itens devo deixar em branco na Cebraspe?

Candidatos aprovados costumam deixar de 10% a 20% dos itens em branco, justamente os que seriam chute puro, para proteger a pontuação líquida.

A Cebraspe cobra decoreba ou entendimento?

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