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Questões de Pedagogia VUNESP: comentadas e grátis

Pratique questões de Pedagogia da banca VUNESP, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

De acordo com a Lei nº 9.394/1996, o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

  • A)prevalência do ensino público sobre as instituições privadas de ensino
  • B)garantia do ensino domiciliar (homeschooling) dos 6 (seis) aos 18 (dezoito) anos.
  • C)pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas.
  • D)gestão centralizada do ensino público.
  • E)valorização dos nvestimentos em tecnologia de automação escolar.
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Resposta correta: C

A Lei nº 9.394/1996, a LDB, traz no art. 3º os princípios que orientam o ensino no Brasil. Eles funcionam como a “bússola” do sistema educacional: dizem o que deve inspirar a escola, a gestão e a prática pedagógica. Entre esses princípios está o pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, que valoriza a convivência de diferentes formas de pensar a educação, sem engessar o trabalho escolar em um modelo único. Na prática, isso significa que a LDB não aposta em uma visão única de ensino, nem em centralização excessiva. Pelo contrário: a lei reconhece a diversidade de propostas pedagógicas, respeitando a liberdade de ensinar e aprender, desde que observadas as normas legais e a finalidade educacional. O gabarito é a letra C porque ela reproduz, de forma praticamente literal, o art. 3º, III, da LDB: “pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas”. Em prova de concurso, quando a banca cobra princípios da LDB, costuma gostar muito desse tipo de redação exata, então vale ouro identificar a frase mais próxima do texto legal. As demais alternativas tentam confundir você com ideias que parecem “modernas” ou “organizadas”, mas não fazem parte dos princípios do art. 3º. Então, aqui a chave é lembrar: LDB gosta de diversidade pedagógica, não de imposição de um único caminho.

Questão 2

Renan participou de uma oficina sobre “educação integral”. Nela, o responsável esclareceu que “educação integral” diz respeito ao desenvolvimento conjunto de várias dimensões de um indivíduo, diferenciando-a de “educação em tempo integral” que consiste em um período maior de atividades dentro da escola. Interessado pelo tema, Renan leu o texto de Cavaliere (2014), no qual a autora esclarece que “Dada a multiplicidade de significados atribuíveis à expressão educação integral, é necessário fixar alguns de seus elementos intrínsecos: ela trata o indivíduo como um ser complexo e indivisível; no âmbito escolar, se expressa por meio de um currículo, também integrado, e que não é dependente do tempo integral, embora possa se realizar melhor com ele; se empenha na formação integral do indivíduo em seus aspectos cognitivos, culturais, éticos, estéticos e políticos”. Cavaliere conclui dizendo que acrescentaria, ainda, que a “educação integral” somente é defensável, em uma versão escolarizada, se tiver como prática e horizonte

  • A)uma matriz diferenciada que inclui preparação para o mercado de trabalho.
  • B)o entendimento de quais são as regras de boa convivência social.
  • C)o trabalho com habilidades e o aprendizado do autoconhecimento.
  • D)práticas pedagógicas específicas, como tutoria e nivelamento.
  • E)um radical sentido público e democrático.
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Resposta correta: E

A expressão “educação integral” não é sinônimo de ficar mais tempo na escola. Ela aponta para uma formação ampla, que olha o estudante como um ser inteiro, com dimensões cognitivas, culturais, éticas, estéticas, políticas e também sociais. É a ideia de que a escola não deve trabalhar só conteúdo, mas formar sujeitos completos, com sentido de pertencimento e participação na vida coletiva. Cavaliere (2014) destaca justamente isso: a educação integral depende de um currículo integrado e de uma visão de totalidade do indivíduo. O tempo integral pode ajudar, mas não é o elemento definidor. Dá para ter educação integral sem jornada ampliada, embora a ampliação do tempo possa facilitar práticas mais ricas e articuladas. Por isso, quando a autora acrescenta que essa proposta só é defensável, em sua versão escolarizada, se tiver como prática e horizonte um sentido público e democrático, ela está dizendo que a escola deve formar para a vida em comum, para a cidadania e para a democratização do acesso aos saberes. Não é uma educação “para alguns”, nem uma escola só de assistência ou custódia. É uma proposta que se ancora no direito à educação com formação plena. Esse raciocínio conversa com a LDB (Lei 9.394/1996), especialmente quando trata da educação básica voltada ao pleno desenvolvimento do educando, e também com a concepção constitucional de educação como direito de todos e dever do Estado, com preparo para o exercício da cidadania. Em resumo: educação integral não é só mais horas, é mais sentido público, mais democracia e mais formação humana.

Questão 3

Sobre a literacia familiar, conforme apresentada no Plano Nacional de Alfabetização (BRASIL, 2019), é correto afirmar que se trata de

  • A)um momento de familiarização da criança com as regras da língua, conforme apresentada pela escola ainda no período da educação infantil.
  • B)uma proposta de alfabetização em que o aprendizado da leitura e da escrita acontece em casa, em vez de na escola.
  • C)uma análise do grau de escolaridade de pais, responsáveis ou cuidadores da criança, sinalizando o grau de dificuldade que ela deve encontrar na escola.
  • D)uma fase do processo de alfabetização, posterior ao domínio mecânico da leitura e da escrita, focado na aquisição de repertório literário.
  • E)práticas e experiências relacionadas à linguagem junto aos familiares ou cuidadores, incluindo a leitura partilhada, a conversa com a criança e o contato com livros ilustrados.
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Resposta correta: E

Literacia familiar, no contexto do Plano Nacional de Alfabetização (BRASIL, 2019), não é “ensinar a criança em casa no lugar da escola”. A ideia é outra: reconhecer que a família também participa do desenvolvimento da linguagem e da futura alfabetização por meio de interações cotidianas, leves e naturais. Isso inclui coisas simples e muito importantes, como conversar com a criança, ler histórias em voz alta, mostrar livros ilustrados, cantar, brincar com rimas e apontar palavras, figuras e textos do dia a dia. Em vez de transformar a casa em sala de aula, a proposta valoriza experiências afetivas e ricas em linguagem. É o famoso “aprender sem perceber que está aprendendo”. Por isso, a alternativa E está correta: ela descreve práticas e experiências relacionadas à linguagem junto aos familiares ou cuidadores, exatamente como a noção de literacia familiar apresentada no PNA. A família não substitui a escola, mas amplia o contato da criança com a linguagem escrita e oral desde cedo. As demais alternativas erram porque confundem literacia familiar com alfabetização formal, escolarização, diagnóstico da família ou uma etapa posterior da leitura e da escrita. O foco aqui é interação, mediação e ambiente letrado em casa, não um método de ensino doméstico nem um teste sobre o grau de instrução dos adultos.

Questão 4

Vergara (2009), em sua obra Gestão de Pessoas, aborda os vários aspectos que envolvem o poder e o exercício da liderança nas organizações, e destaca que o conceito de liderança se aplica a poder, o qual tem três fontes: a personalidade, a propriedade (riqueza) e a organização. Vergara ressalta que no contexto atual há uma nova forma de ver e lidar com o poder, para responder com agilidade e criatividade às mudanças do mundo contemporâneo. Essa nova forma contribui para o autodesenvolvimento do gestor, para o desenvolvimento da organização, e pode ser fator de motivação para as demais pessoas da empresa. Segundo a autora, essa nova forma de ver e lidar com o poder refere-se

  • A)ao compartilhamento de poder pelo líder, abrindo-se ao diálogo.
  • B)ao empoderamento daquelas pessoas que se especializaram em suas áreas.
  • C)à delegação de poder de acordo com a capacidade demonstrada pelo liderado.
  • D)à pulverização do poder, deixando que cada qual decida como agir a assuma as consequências.
  • E)à revitalização do poder de posição, por meio de assessorias, para tomar decisões com excelência.
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Resposta correta: A

Vergara mostra que liderança não é só mandar, cobrar e distribuir ordens como se o poder fosse um troféu na mesa. Ela parte da ideia de que o poder pode nascer de três fontes: personalidade, riqueza/propriedade e organização. Só que, no mundo atual, isso já não basta para lidar com mudanças rápidas, equipes mais autônomas e necessidade de inovação. Nesse cenário, a autora defende uma forma mais moderna de exercer o poder: menos centralização e mais participação. O líder deixa de ser o centro de tudo e passa a dividir espaço, ouvir, negociar e construir junto. Isso fortalece o autodesenvolvimento do gestor, ajuda a organização a aprender e ainda motiva as pessoas, que se sentem parte das decisões. É por isso que o gabarito aponta para o compartilhamento de poder pelo líder, com abertura ao diálogo. Essa lógica combina com a ideia de liderança participativa e com o poder visto como algo que circula nas relações, não como um bloco preso a uma única pessoa. Em vez de mandar sozinho, o líder cria condições para que o grupo pense, opine e atue com mais responsabilidade. Na prática, isso é bem comum em abordagens contemporâneas de gestão: liderar é influenciar, articular e desenvolver pessoas, e não apenas impor autoridade. Quando o poder é compartilhado com diálogo, a equipe responde melhor às mudanças e a organização ganha agilidade, aprendizado e engajamento.

Questão 5

A Resolução CNE/CP nº 01/2004 institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de Historia e Cultura Afro- -Brasileira e Africana. O art. 3° dessa Resolução dispõe que “A Educação das Relações Étnico-Raciais e o estudo de História e Cultura Afro-Brasileira, e História e Cultura Africana será desenvolvida por meio de conteúdos, competências, atitudes e valores, a serem estabelecidos pelas Instituições de ensino e seus professores, com o apoio e supervisão dos sistemas de ensino, entidades mantenedoras e coordenações pedagógicas, atendidas as indicações, recomendações e diretrizes explicitadas no Parecer CNE/CP 003/2004”. No § 3º desse artigo, consta que “o ensino sistemático de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica, nos termos da Lei nº 10.639/2003, refere-se se, em especial, aos componentes curriculares de

  • A)Educação Artística, Literatura e Língua Portuguesa”.
  • B)Artes (incluindo música), Ciências e História do Brasil”.
  • C)Educação Artística, Literatura e História do Brasil”.
  • D)Educação Artística, Literatura e Ensino Religioso”.
  • E)Educação Artística, Ensino Religioso e Geografia”.
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Resposta correta: C

A Resolução CNE/CP nº 01/2004 regulamenta a forma como a escola deve trabalhar a Educação das Relações Étnico-Raciais e o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. A ideia é que esse conteúdo não fique solto, como um “tema de ocasião”, mas apareça de modo sistemático no currículo, com apoio da escola e dos sistemas de ensino. O ponto central da questão está no § 3º do art. 3º. Ele diz que o ensino sistemático de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, nos termos da Lei nº 10.639/2003, deve aparecer especialmente em Educação Artística, Literatura e História do Brasil. É exatamente essa a tríade cobrada pela banca. Por que isso faz sentido? Porque a norma quer garantir presença concreta da temática no currículo, e não só em datas comemorativas. Então, além de combater o racismo e valorizar a contribuição africana na formação do Brasil, a resolução orienta que esses conteúdos sejam trabalhados em áreas que dialogam diretamente com cultura, linguagem e memória histórica. Na prática de prova, a VUNESP costuma cobrar o texto normativo de forma bem literal. Se você lembrasse da Lei 10.639/2003 e da Resolução CNE/CP nº 01/2004, já matava a questão sem sofrimento. Aqui, o gabarito C está correto porque reproduz exatamente os componentes curriculares indicados no § 3º do art. 3º.

Questão 6

Em Racismo e antirracismo na educação: repensando nossa escola, Cavalleiro (2001) relata que realizou observação em uma escola de educação infantil por oito meses, e narra que durante a pesquisa uma menina de seis anos disse: “as crianças me xingam de preta que não toma banho. Só porque eu sou preta elas falam que eu não tomo banho. Ficam me xingando de preta carvão. Elas me xingam de preta fedida. Eu contei para a professora e ela não fez nada”. No texto, considerando os estudos realizados, Cavalleiro declara e defende que

  • A)crianças que reproduzem falas e ações racistas certamente têm pais com esse tipo de comportamento, e por isso não cabe à professora intervir junto às crianças naquele contexto; e caso as ofensas ocorram novamente, a docente deve limitar-se a conversar com a gestão da escola a quem cabe encaminhar o caso ao Conselho Tutelar.
  • B)a professora silenciou diante da reclamação da menina pois, a forma correta de lidar com esse tipo de conflito é mudar o foco de atenção da criança ofendida, para que a aluna esqueça o pequeno conflito e entenda que esse tipo de questão é irrelevante, no entanto, o ideal seria que a professora respondesse: “não dê importância para isso, somos todos iguais!”.
  • C)a ausência de atitude por parte de professores sinaliza à criança discriminada que ela não pode contar com a cooperação de seus educadores e, ao mesmo tempo, sinaliza para a criança que discrimina que ela pode repetir a sua ação, visto que nada acontece; a conivência por parte dos profissionais da educação banaliza a discriminação racial.
  • D)a educação anti-racista (educação para relações étnico-raciais) deve ser adotada exclusivamente nas turmas nas quais ocorre discriminação racial na escola; em contrapartida, em contextos escolares nos quais esses conflitos não são evidentes, deve-se evitar promover a educação anti-racista, para que os estudantes negros não se sintam constrangidos com o tema.
  • E)as imagens e decorações nas paredes da escola; as expressões usadas pelas professoras; os comportamentos não verbais direcionados às crianças negras e brancas; os elogios, os comentários positivos ou depreciativos; o currículo, todos esses aspectos demonstraram que expressões de racismo e preconceito raramente ocorrem nas escolas, e que esse é um problema individual e não institucional, por isso, o ensino de História e Cultura africana e afro-brasileira é facultativo.
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Resposta correta: C

A questão trata de racismo na escola e da obrigação institucional de enfrentá-lo de forma ativa, e não com silêncio ou minimização. Nos estudos de Cavalleiro, a escola não aparece como um lugar neutro: quando o adulto se omite diante da ofensa racista, a mensagem que fica para a criança negra é de desamparo, e para a criança que agride é de permissão. Ou seja, a omissão também educa, só que educa para a repetição da violência. É por isso que o gabarito está na alternativa C. Cavalleiro defende que a falta de intervenção do professor banaliza a discriminação racial, reforçando a ideia de que o racismo é tolerado no cotidiano escolar. A criança discriminada percebe que não pode contar com o educador; a criança que discrimina entende que pode continuar, porque nada acontece. É uma leitura muito coerente com a educação antirracista: não basta "não ser racista", é preciso agir para interromper o racismo quando ele aparece. Esse entendimento conversa diretamente com a Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura আফro-Brasileira, depois ampliada pela Lei 11.645/2008, além das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. A escola deve formar para o respeito à diversidade e combater preconceitos de modo permanente, em todo o ambiente escolar, não apenas quando o problema explode na frente de alguém. Em resumo: racismo na escola não se resolve com silêncio, frase pronta ou "deixa pra lá". Quando o adulto não intervém, ele não fica neutro; ele toma partido da continuidade da discriminação. E é exatamente essa crítica que Cavalleiro faz.

Questão 7

Segundo a Lei nº 9.394/96, art. 34, a jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos____________ horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.

  • A)oito
  • B)sete
  • C)seis
  • D)cinco
  • E)quatro
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Resposta correta: E

O art. 34 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) trata da jornada escolar no ensino fundamental. A regra geral é simples: o ensino fundamental deve ter, no mínimo, 4 horas de trabalho efetivo em sala de aula por dia, com ampliação progressiva do tempo de permanência do aluno na escola. A banca adora cobrar esse número porque ele aparece como a base da organização da jornada escolar. Então, quando a questão fala em "pelo menos ___ horas de trabalho efetivo em sala de aula", a resposta é 4 horas. Repare que a lei não está falando de 4 horas-aula de 50 minutos, mas de 4 horas de trabalho efetivo, expressão que costuma aparecer literalmente no texto legal. O complemento final do artigo também é importante: o período de permanência na escola deve ser ampliado progressivamente, o que reforça a ideia de educação em tempo maior, quando possível. Mas isso não muda o mínimo legal exigido na jornada regular. Em resumo: no ensino fundamental, o piso legal da jornada diária é de 4 horas. Se a questão pedir isso, pode marcar com segurança.

Questão 8

Na luta contra atitudes sexistas, é importante trazer para o interior da escola as reflexões e discussões sobre os papéis que a sociedade atribui a cada sexo, a fim de que professoras(es) e alunas(os) descubram as limitações a que estão sujeitas(os) caso se submetam aos estereótipos de gênero. Conforme Pupo (2012), a linguagem oral, por exemplo, reflete essa discriminação sexista e reforça o modelo linguístico . Existem palavras para denominar o indivíduo do sexo masculino e outras para o sexo feminino, mas quando, por razões de economia, é preciso utilizar uma forma comum para se referir a indivíduos de ambos os sexos, a opção é sempre pelo termo no masculino (o homem, senhores pais, prezados alunos), dessa forma, a identidade sexolinguística feminina fica distorcida. Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.

  • A)Policêntrico.
  • B)Concêntrico.
  • C)Agocêntrico.
  • D)Androcêntrico.
  • E)Antropocêntrico.
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Resposta correta: D

A questão trata de linguagem sexista, isto é, do uso da língua de modo a privilegiar um gênero e tornar o outro invisível. Em ambientes escolares, isso importa muito, porque a forma como a gente fala também ensina: ela pode reforçar estereótipos ou ajudar a quebrá-los. Quando o masculino é usado como forma “genérica” para se referir a homens e mulheres, a mensagem simbólica passada costuma colocar o masculino como padrão. É exatamente aí que entra o termo pedido na questão. Segundo a análise de Pupo (2012), esse modelo linguístico é o androcêntrico, porque toma o masculino como centro da referência e da representação social. Em outras palavras: o homem vira a régua pela qual tudo é medido, e a presença feminina fica apagada ou diluída no discurso. Por isso, expressões como “os alunos”, “os senhores pais” ou “o homem” usadas para grupos mistos não são neutras do ponto de vista social. Elas carregam uma escolha cultural e ideológica. A escola, ao discutir isso, contribui para o que a LDB (Lei 9.394/1996) e as diretrizes educacionais defendem de forma ampla: formação para a cidadania, respeito à diversidade e combate a discriminações. Então, o gabarito é a alternativa D, porque androcêntrico é aquilo que coloca o masculino no centro e trata o feminino como secundário. Em linguagem de prova: o enunciado descreve justamente a lógica em que o masculino vira forma padrão para representar ambos os sexos.

Questão 9

De acordo com Ubiratan D’Ambrosio (2019), a matemática se impôs com forte presença em todas as áreas de conhecimento e em todas as ações do mundo moderno. No entendimento do autor, a etnomatemática se enquadra numa concepção de educação

  • A)acultural e dogmática.
  • B)psicomotora e científica.
  • C)global e civilizatória.
  • D)multicultural e holística.
  • E)positiva e processual.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: D

Ubiratan D’Ambrosio é uma referência central quando o tema é etnomatemática, que olha para a matemática como uma produção humana ligada à cultura, ao contexto social e às formas de vida de cada grupo. Em vez de tratar a matemática como algo neutro, único e desligado da realidade, ele mostra que diferentes povos constroem saberes matemáticos próprios no cotidiano, no trabalho, na arte e nas relações sociais. Isso combina muito com a ideia de uma educação que reconhece diversidade e totalidade, e não apenas fórmulas soltas no quadro. Por isso, a etnomatemática se enquadra numa concepção de educação multicultural e holística. Multicultural porque valoriza diferentes culturas e modos de pensar; holística porque enxerga o aluno e o conhecimento de forma integrada, levando em conta dimensão social, cultural, histórica e cognitiva. Não é uma educação fechada, padronizada e descolada da vida real. O gabarito é a letra D porque essa expressão traduz exatamente a visão de D’Ambrosio: a matemática precisa ser compreendida no contexto cultural em que surge e é usada, e a escola deve reconhecer essa pluralidade. Em concursos, quando aparecer etnomatemática, pense logo em diversidade cultural, práticas sociais e visão ampla do processo educativo. Em resumo: para D’Ambrosio, matemática não é só conta e algoritmo, é também cultura em ação. E quando a banca fala em etnomatemática, ela quer essa leitura mais humana, contextualizada e integrada do conhecimento.

Questão 10

Na obra Práticas avaliativas e aprendizagens significativas, Jussara Hoffmann (In: Silva; Hoffmann; Esteban, 2003) defende que a avaliação da aprendizagem deve levar em conta

  • A)a importância do controle para o alcance dos comportamentos planejados.
  • B)as múltiplas dimensões do ensino nas diferentes áreas do conhecimento.
  • C)a necessidade do diálogo para perguntar e obter respostas adequadas.
  • D)os mecanismos para observar e registrar resultados.
  • E)o tratamento igualitário e homogêneo na avaliação dos diferentes alunos.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: B

Jussara Hoffmann trabalha com uma visão de avaliação formativa, isto é, a avaliação não serve só para medir no fim, mas para acompanhar a aprendizagem enquanto ela acontece. Nesse olhar, o foco sai do simples “acertou ou errou” e vai para como o aluno aprende, o que já construiu e o que ainda precisa de mediação. É uma avaliação que conversa com o processo, com o contexto e com as diferenças entre os estudantes. Na obra citada, a autora defende que avaliar a aprendizagem exige considerar as múltiplas dimensões do ensino, especialmente porque aprender não é uma linha reta nem acontece igual em todas as áreas do conhecimento. Cada componente curricular tem linguagem, objetivos, formas de pensar e modos de participação diferentes. Por isso, a avaliação precisa acompanhar essas singularidades, sem reduzir tudo a uma prova padronizada. É justamente por isso que a alternativa B está correta: ela traduz essa ideia de olhar para o ensino de forma ampla, reconhecendo que a aprendizagem se manifesta de maneiras diferentes conforme a área e a situação didática. Em vez de tratar a avaliação como algo frio e único, Hoffmann defende um processo mais sensível ao percurso do aluno e às múltiplas dimensões do ato de ensinar. Em linguagem de concurso: a autora se afasta da lógica classificatória e se aproxima de uma avaliação mediadora, diagnóstica e processual. Então, se a questão falar em controle rígido, homogeneização ou mera coleta de resultados, desconfie: esse não é o clima da Hoffmann.

Perguntas frequentes

Este quiz de Pedagogia VUNESP é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Pedagogia VUNESP são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca VUNESP, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Pedagogia VUNESP?

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A VUNESP desconta ponto por questão errada?

Não. Nas provas objetivas da VUNESP não há desconto por erro, então vale a pena responder todas as questões, inclusive as que você não tem certeza.

Quantas alternativas tem cada questão da VUNESP?

Em regra são cinco alternativas por questão de múltipla escolha, com apenas uma correta. Fique atento aos comandos que pedem a alternativa incorreta.

A VUNESP cobra lei seca ou doutrina?

O forte da banca é a literalidade da lei. Ela exige bem menos doutrina e jurisprudência do que outras bancas, então decorar o texto legal com seus prazos e exceções rende muitos pontos.

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