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Questões de Pedagogia CESPE/CEBRASPE: comentadas e grátis

Pratique questões de Pedagogia da banca CESPE/CEBRASPE, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Julgue os itens a seguir, relativos ao método tradicional de alfabetização. I Nesse método, o ensino é baseado na ortografia perfeita, ensinada a partir de regras gramaticais. II Esse método analisa a palavra em sua totalidade. III A habilidade do aluno é considerada nesse método. IV Aulas nesse método são mecanizadas e repetitivas. Estão certos apenas os itens

  • A)I e II.
  • B)I e IV.
  • C)III e IV.
  • D)I, II e III.
  • E)II, III e IV.
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Resposta correta: B

No método tradicional de alfabetização, a ideia central é partir da forma da língua, com foco em regras, repetição e memorização. Ele costuma valorizar a ortografia, a decomposição das palavras em partes menores e o treino mecânico, como se aprender a ler fosse quase um exercício de copiar e repetir até fixar. É aquele modelo mais antigo, bem “decoreba com disciplina”. Por isso, o item I está correto: nesse método, o ensino costuma ser baseado na ortografia correta e em regras gramaticais, com grande atenção à escrita padronizada. Já o item II está errado, porque analisar a palavra em sua totalidade é característica de abordagens mais globais, e não do método tradicional, que tende a fragmentar e detalhar a palavra. O item III também está errado: o método tradicional não costuma considerar a habilidade ou o ritmo do aluno como centro do processo, pois o foco fica mais na transmissão do conteúdo do que na aprendizagem individual. O item IV está correto, porque as aulas geralmente são mecanizadas, repetitivas e pouco contextualizadas, com exercícios de cópia, soletração e treino constante. Assim, o gabarito B está certo porque apenas os itens I e IV correspondem ao método tradicional de alfabetização. Em termos doutrinários, isso se aproxima da pedagogia tradicional, marcada por centralidade no professor, memorização e repetição.

Questão 2

A respeito do bullying, julgue o item a seguir. As vítimas de bullying podem ser classificadas em passivas ou provocadoras: as primeiras têm baixa autoestima e são frágeis, tímidas ou apáticas; as segundas são dispersivas, inquietas, e têm conduta ofensiva.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: C

O bullying não é “brincadeira de criança”: ele envolve agressões repetidas, intencionais e com desequilíbrio de poder, podendo aparecer na forma física, verbal, psicológica, moral ou até virtual. Na escola, entender os perfis envolvidos ajuda muito a identificar o problema cedo e agir antes que ele vire rotina. A doutrina costuma classificar as vítimas em perfis. As vítimas passivas, como a questão descreve, tendem a ter baixa autoestima, são mais frágeis, tímidas, apáticas e costumam reagir pouco às agressões. Já as vítimas provocadoras chamam atenção por comportamento mais inquieto, dispersivo e, muitas vezes, por atitudes que acabam gerando conflito, incluindo condutas ofensivas ou irritantes. Perceba que isso não significa “culpar a vítima”. A classificação serve para fins de estudo e intervenção, não para justificar o agressor. O foco pedagógico é prevenir, acolher e interromper a violência, como orientam as políticas educacionais de enfrentamento ao bullying e ao cyberbullying, a exemplo da Lei 13.185/2015. Por isso, o item está correto: ele reproduz a divisão clássica entre vítima passiva e vítima provocadora, com as características correspondentes. Em prova, quando a banca traz essa tipologia, costuma cobrar exatamente esse retrato comportamental.

Questão 3

Acerca da LIBRAS, assinale a opção correta.

  • A)Há apenas uma única e universal língua de sinais, usada por todas as pessoas surdas.
  • B)As línguas de sinais são derivadas da comunicação gestual espontânea dos ouvintes.
  • C)Há uma falha na organização gramatical da LIBRAS que resulta em muitos empréstimos da língua portuguesa, por isso ela se caracteriza como um pidgin, sem estrutura própria, subordinado às línguas orais.
  • D)As línguas de sinais são produtivas assim como quaisquer outras línguas, ou seja, seus falantes podem produzir um número infinito de sentenças com base em um conjunto finito de regras.
  • E)As línguas de sinais, por serem organizadas espacialmente, são processadas no hemisfério direito do cérebro, região responsável pelo processamento de informação espacial.
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Resposta correta: D

A LIBRAS, como qualquer língua natural, não é um conjunto de gestos soltos nem uma versão “de mímica” do português. Ela tem gramática própria, com regras de formação de sinais, ordem, expressões faciais e uso do espaço. Isso é importante porque a Lei nº 10.436/2002 reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão, e o Decreto nº 5.626/2005 regulamenta esse reconhecimento e reforça sua natureza linguística. O ponto central da questão é lembrar que as línguas de sinais são línguas completas. Elas permitem criar frases novas o tempo todo, inclusive frases que nunca foram ditas antes, a partir de um número finito de regras. É exatamente por isso que elas são chamadas de produtivas, do mesmo jeito que o português, o inglês ou qualquer outra língua natural. Então, quando a alternativa fala que os falantes podem produzir um número infinito de sentenças com base em um conjunto finito de regras, ela está descrevendo uma propriedade essencial das línguas humanas: a criatividade linguística. Isso vale também para a LIBRAS, que não depende de “copiar” a língua portuguesa para funcionar. As demais alternativas caem em erros clássicos de prova: tratar a língua de sinais como universal, como derivada dos ouvintes, como pidgin ou reduzir seu processamento cerebral a uma simplificação sem base segura. Em concurso, a banca adora testar se você enxerga a Libras como língua de verdade, e não como acessório de comunicação.

Questão 4

É necessário que o professor conheça cada estágio de desenvolvimento da criança, para que ele possa propor atividades que façam a criança ir de um nível para outro. A transição de estágio mencionada no texto precedente refere-se ao conceito de

  • A)autorregulação.
  • B)animismo.
  • C)desenvolvimento real.
  • D)desenvolvimento hipotético-dedutivo.
  • E)desenvolvimento potencial.
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Resposta correta: E

A ideia central da questão vem de Vygotsky: o professor não deve ficar preso ao que a criança já consegue fazer sozinha, mas planejar atividades que a ajudem a avançar com apoio, até alcançar um novo patamar de aprendizagem. Em outras palavras, ensinar bem é trabalhar na zona de desenvolvimento proximal, aquele espaço entre o que a criança já domina e o que ainda consegue fazer com ajuda. Por isso, o enunciado fala em propor atividades que façam a criança ir de um nível para outro. Isso é exatamente o desenvolvimento potencial: aquilo que a criança ainda não faz sozinha, mas pode realizar com mediação do professor, de colegas ou de pistas adequadas. O foco está no que ela pode vir a fazer, e não apenas no que já faz. Na prática, é como subir uma escada com um corrimão. Sozinha, a criança ainda não alcança o degrau seguinte, mas com apoio ela avança. Depois de várias experiências, aquilo que era potencial vira desempenho real. Esse movimento é muito cobrado em provas porque traduz bem a relação entre ensino e aprendizagem. Então, o gabarito E está correto porque desenvolvimento potencial é justamente essa capacidade em formação, que depende de mediação pedagógica para se transformar em aprendizagem consolidada.

Questão 5

Levando em consideração os propósitos do ensino religioso, julgue o item a seguir. O ensino religioso, quando ministrado por docente formado em teologia, tem a finalidade de doutrinar o corpo discente no sentido de garantir a formação de cidadãos religiosos.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

O ensino religioso, no Brasil, não existe para doutrinar ninguém. Pela LDB, art. 33, ele é disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, com matrícula facultativa, e deve respeitar a diversidade cultural religiosa do país, vedadas quaisquer formas de proselitismo. Em outras palavras: a escola pode estudar o fenômeno religioso, mas não pode virar palanque de conversão. Por isso, a ideia de que um docente formado em teologia ministraria a disciplina para "garantir a formação de cidadãos religiosos" está errada. O objetivo educacional do ensino religioso não é produzir adeptos de uma fé, e sim assegurar abordagem pedagógica respeitosa, plural e sem imposição de crença. Esse ponto cai muito em prova porque a banca gosta de trocar "ensino sobre religião" por "ensino para religião". Parece detalhe, mas muda tudo. Uma coisa é tratar o conteúdo com respeito e pluralidade; outra, bem diferente, é doutrinar alunos. Então o gabarito é E porque a afirmação contraria diretamente a LDB e a lógica constitucional de liberdade religiosa e laicidade estatal. Proselitismo e doutrinação não combinam com ensino religioso escolar.

Questão 6

Considerando as competências e as habilidades propostas pelo Referencial Curricular de Alagoas (ReCAL) para o componente curricular de geografia no ensino fundamental, julgue o item seguinte. O currículo de geografia para o ensino fundamental valoriza a noção de pertencimento, haja vista haver essa condição na unidade temática denominada o sujeito e seu lugar no mundo, devendo o estudante ser estimulado a conhecer a realidade local partindo para o global; para isso, é necessário o aprofundamento dos conhecimentos sobre as características do território brasileiro em todas as suas dimensões (culturais, sociais e econômicas), do estado de Alagoas, de seu município e de sua localidade.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: C

A questão está correta porque o ensino de Geografia, no ReCAL, segue a ideia de que o aluno aprende melhor quando parte do que lhe é mais próximo: sua casa, sua rua, seu município, seu estado e, daí, amplia a compreensão para o Brasil e o mundo. Essa lógica aparece justamente na unidade temática "O sujeito e seu lugar no mundo", que trabalha identidade, pertencimento e relação com o espaço vivido. Na prática, isso significa que o currículo não quer apenas decorar capitais e rios. Ele quer que você entenda a realidade local como ponto de partida para ler territórios maiores, percebendo como os aspectos culturais, sociais e econômicos se conectam. É um caminho do concreto para o mais amplo, bem na linha do que os referenciais curriculares costumam defender. No caso de Alagoas, o enunciado acerta ao mencionar o aprofundamento dos conhecimentos sobre o território brasileiro e, ao mesmo tempo, sobre o estado, o município e a localidade. Isso está alinhado com a perspectiva de pertencimento e com a valorização do espaço vivido, que é central na Geografia escolar contemporânea. Então, o gabarito é C porque a afirmação traduz bem essa organização curricular: conhecer a realidade próxima, fortalecer o sentimento de pertencimento e avançar para leituras mais amplas do território. É aquele clássico movimento pedagógico do "do meu lugar para o mundo".

Questão 7

Com relação às competências e habilidades definidas pela BNCC para o componente curricular de língua inglesa no ensino médio, julgue o item subsecutivo. Ao final da educação básica, é crucial que o estudante, no contexto da língua inglesa, compreenda a imutabilidade da língua.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

A BNCC do ensino médio, no componente Língua Inglesa, parte de uma ideia bem diferente da "língua parada no tempo". A proposta é trabalhar a língua como prática social, viva, histórica e mutável, usada em contextos reais de comunicação. Em outras palavras: inglês não é peça de museu; ele muda conforme as pessoas, os lugares e as culturas que o usam. Por isso, a afirmação da questão está errada. Dizer que, ao final da educação básica, é crucial que o estudante compreenda a imutabilidade da língua contraria o próprio espírito da BNCC. O documento valoriza o uso da língua em diferentes repertórios, variações e contextos, além de reconhecer o inglês como língua franca, marcada por múltiplos usos e transformações. Na prática, isso significa que o aluno deve perceber que a língua inglesa tem variações e adaptações, inclusive no Brasil e no mundo, e que aprender inglês envolve compreender sentidos, culturas e interações, não decorar uma forma única e fixa. A BNCC, nessa linha, incentiva uma visão crítica e dinâmica da linguagem. Então, o gabarito é E porque a ideia de imutabilidade é incompatível com a abordagem da BNCC para Língua Inglesa no ensino médio. A língua é apresentada como algo vivo, flexível e contextualizado, e não como um sistema congelado.

Questão 8

Um dos grandes desafios da educação brasileira, na contemporaneidade, é oferecer uma educação pública de qualidade para todos os estudantes. A respeito desse assunto, assinale a opção correta.

  • A)A baixa qualidade da educação só pode ser atribuída ao nível social dos estudantes que frequentam a escola pública.
  • B)As escolas brasileiras equiparam-se às melhores do mundo, em termos da qualidade do ensino que oferecem.
  • C)A educação de excelência é garantida quando o número de estudantes por sala de aula é reduzido.
  • D)Atualmente, no Brasil, a universalização do acesso à educação básica é prevista em lei.
  • E)A educação de qualidade só é encontrada em escolas particulares, porque elas dispõem de todas as condições necessárias para uma boa educação.
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Resposta correta: D

Quando a questão fala em educação pública de qualidade para todos, ela está puxando dois pontos que caminham juntos: acesso e permanência com qualidade. No Brasil, a ideia de que toda criança e adolescente deve ter acesso à educação básica não é só um desejo bonito do sistema, ela está prevista na Constituição Federal de 1988, especialmente no art. 208, e também na LDB (Lei 9.394/1996), que organiza a educação nacional. Ou seja: o acesso à educação básica é um direito assegurado em lei, e o Estado tem dever de oferecer esse atendimento. Mas atenção: universalizar o acesso não significa, por mágica, que a qualidade já esteja resolvida. A discussão contemporânea da educação brasileira vai muito além de colocar o estudante dentro da escola. O desafio real é garantir aprendizagem, infraestrutura, valorização docente e condições adequadas de funcionamento. É aí que a banca costuma brincar de misturar conceitos para ver se você não confunde direito garantido com qualidade automaticamente entregue. A alternativa D está correta porque afirma exatamente algo previsto no ordenamento jurídico: a universalização do acesso à educação básica é assegurada em lei. Esse é o ponto objetivo cobrado. Já as outras opções exageram, generalizam ou fazem afirmações absolutas que não se sustentam nem juridicamente nem na realidade educacional brasileira. Então, a chave aqui é: a lei garante o acesso, mas a qualidade depende de vários fatores e ainda é um grande desafio. Se a questão trouxer termos como "só", "sempre", "garantida" ou "apenas", desconfie imediatamente. Em prova, essas palavras adoram pregar uma peça.

Questão 9

Considerando os documentos legais e acordos internacionais sobre a inserção de alunos com deficiências no ensino regular, assinale a opção correta.

  • A)Os alunos com deficiência só devem ser absorvidos diretamente nas classes comuns do ensino regular quando demonstrarem condições para acompanhar a turma, devendo receber apoio especializado paralelamente ao ensino regular.
  • B)Os alunos com deficiência não devem ser absorvidos diretamente nas classes comuns do ensino regular.
  • C)Os alunos com deficiências matriculados em uma escola regular devem ser absorvidos pela classe especial especializada, que é preparatória e concomitante às atividades da sala regular.
  • D)Os alunos com deficiência devem ser absorvidos diretamente nas classes comuns do ensino regular, cabendo à escola dar a resposta educativa adequada às suas necessidades.
  • E)Os alunos com deficiência matriculados em escola regular podem ser agrupados por área de deficiência na mesma classe especial, respeitadas as suas peculiaridades.
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Resposta correta: D

A ideia central aqui é a educação inclusiva: a pessoa com deficiência deve aprender junto com os demais alunos, na classe comum, e a escola é que precisa se organizar para atender suas necessidades. Isso aparece com força na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, incorporada no Brasil com status constitucional pelo Decreto 6.949/2009, e também na LDB, que prevê o atendimento educacional especializado preferencialmente na rede regular de ensino. Repare no ponto-chave: não é o aluno que precisa provar que "aguenta" a turma para só depois ser aceito. A lógica mudou justamente para evitar exclusão disfarçada de cuidado. A escola deve adaptar currículo, recursos, acessibilidade, estratégias e apoios, sem empurrar o estudante para uma via paralela como solução padrão. Por isso, o gabarito D está correto: o aluno com deficiência deve ser absorvido diretamente nas classes comuns do ensino regular, cabendo à escola dar a resposta educativa adequada às suas necessidades. A frase conversa bem com a concepção inclusiva defendida por documentos internacionais como a Declaração de Salamanca e com a legislação brasileira atual. Em resumo, quando a questão fala em inclusão, desconfie de ideias como "primeiro preparar em classe especial" ou "só entra se já der conta sozinho". Na educação inclusiva, o sistema se ajusta ao aluno, e não o contrário.

Questão 10

A respeito do acesso, da permanência e do sucesso do aluno na escola, julgue o item a seguir. Para a manutenção do direito à educação, não basta apenas investimento no acesso à escola; é também necessário garantir que a forma como o ensino é ministrado se dê com base no princípio da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: C

O direito à educação não se resume a colocar o aluno dentro da escola. Isso é só o começo. Para que esse direito exista de verdade, a escola precisa garantir acesso, permanência e aprendizado com qualidade. Em outras palavras: não adianta abrir a porta se o estudante entra e depois é empurrado para fora, ou se fica na sala sem conseguir aprender de forma digna. A questão acerta ao lembrar que a forma como o ensino é ministrado também importa. A Constituição Federal, no art. 206, protege a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber, além de outros princípios ligados à educação. Já o art. 205 diz que a educação visa ao pleno desenvolvimento da pessoa, ao preparo para a cidadania e à qualificação para o trabalho. Então, não basta matrícula: o ensino precisa respeitar esses princípios e favorecer a aprendizagem real. Isso conversa muito com a ideia de permanência e sucesso escolar. Se o ambiente for autoritário, excludente ou pouco acolhedor, o estudante pode até estar matriculado, mas não permanece com dignidade nem alcança bons resultados. A escola, portanto, deve ser mais que um prédio cheio de alunos - ela precisa ser um espaço de liberdade, participação e construção do conhecimento. Por isso o item está certo: manter o direito à educação exige investimento no acesso e também na qualidade do processo educativo, com observância dos princípios constitucionais da liberdade de ensinar e aprender. É a velha diferença entre "estar na escola" e "aprender na escola".

Perguntas frequentes

Este quiz de Pedagogia CESPE/CEBRASPE é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Pedagogia CESPE/CEBRASPE são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca CESPE/CEBRASPE, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Pedagogia CESPE/CEBRASPE?

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Como funciona a pontuação da Cebraspe?

É líquida: um item errado anula um certo (fator 1:1) e, em alguns certames, são duas erradas para anular uma certa (2:1). Por isso o chute aleatório, na média, reduz a nota.

Quantos itens devo deixar em branco na Cebraspe?

Candidatos aprovados costumam deixar de 10% a 20% dos itens em branco, justamente os que seriam chute puro, para proteger a pontuação líquida.

A Cebraspe cobra decoreba ou entendimento?

Mais entendimento. Ela explora conceitos, exceções e aplicação prática, então estudar só palavra-chave não basta: é preciso saber quando a regra não vale.

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