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Questões de Odontologia VUNESP: comentadas e grátis

Pratique questões de Odontologia da banca VUNESP, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Segundo as Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal, instituída pelo Ministério da Saúde para a organização da atenção à saúde bucal no âmbito do SUS, a aplicação tópica de flúor (ATF), com abrangência universal, é recomendada para populações nas quais se constatem determinadas situações, dentre elas,

  • A)exposição à água de abastecimento contendo naturalmente teores de flúor até 1,5 ppm F.
  • B)exposição a flúor na água há menos de 10 anos.
  • C)CPOD maior que 5 aos 6 anos de idade.
  • D)CPOD maior que 3 aos 12 anos de idade.
  • E)menos de 50% dos indivíduos do grupo são livres de cárie aos 12 anos de idade.
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Resposta correta: D

A Política Nacional de Saúde Bucal, nas suas Diretrizes, trata a aplicação tópica de flúor (ATF) como uma medida coletiva de prevenção, voltada especialmente para grupos em que o risco de cárie ainda é alto. A lógica é simples: se a população já apresenta mais doença, o flúor entra como reforço para ajudar a reduzir novas lesões e controlar a progressão da cárie. Não é uma medida para qualquer cenário, mas para contextos com maior necessidade epidemiológica. O ponto central da questão é o critério indicado para a ATF com abrangência universal. Entre os parâmetros usados pelo Ministério da Saúde, está a presença de CPOD maior que 3 aos 12 anos de idade. Isso sinaliza um nível de experiência de cárie suficientemente elevado para justificar a ampliação da oferta de fluoretação tópica na população-alvo. Por isso o gabarito é a alternativa D. Ela reproduz o critério epidemiológico clássico usado nas diretrizes: quando o CPOD aos 12 anos ultrapassa 3, a situação já indica maior vulnerabilidade e necessidade de intervenção preventiva coletiva. Em prova, isso costuma aparecer como um marcador de risco populacional, então vale guardar esse número como se fosse senha de entrada da ATF universal. Em resumo: não basta haver flúor no ambiente ou uma ideia genérica de prevenção. A banca quer o indicador epidemiológico correto, ligado à magnitude da cárie no grupo. Aqui, o detalhe numérico é o que manda no jogo.

Questão 2

Assinale a alternativa que apresenta somente indicadores de processo classe 1 e indicam que a temperatura indicada para esterilização foi atingida em um determinado momento.

  • A)Embalagem para esterilização a vapor papel grau cirúrgico com indicação de mudança de cor após o processo de esterilização; teste de Bowie Dick; fita “zebrada” de autoclave.
  • B)Embalagem para esterilização Tyvec com indicação de mudança de cor após o processo de esterilização; indicador químico multiparamétrico; fita “zebrada” de autoclave.
  • C)Embalagem para esterilização Tyvec com indicação de mudança de cor após o processo de esterilização; fita “zebrada” de autoclave; embalagem para esterilização a vapor papel grau cirúrgico com indicação de mudança de cor após o processo de esterilização.
  • D)Embalagem para esterilização Tyvec com indicação mudança de cor após o processo de esterilização; emulador químico; embalagem para esterilização a vapor papel grau cirúrgico com indicação de mudança de cor após o processo de esterilização.
  • E)Emulador químico; fita “zebrada” de autoclave; indicador químico multiparamétrico.
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Resposta correta: C

Na esterilização, os indicadores químicos servem para mostrar se o material passou por determinadas condições do processo. Os de classe 1, também chamados de indicadores de processo, funcionam como um aviso externo: eles mudam de cor quando o pacote foi exposto ao ciclo, mas não garantem, sozinhos, que a esterilização foi perfeita. Pense neles como o "check" visual do processo, não como o certificado final. É exatamente isso que a questão pede: itens que sejam somente indicadores de processo classe 1 e que mostrem que a temperatura indicada foi atingida em algum momento. A fita zebrada de autoclave é o exemplo clássico, assim como as embalagens com indicador de mudança de cor após o processo, como as de papel grau cirúrgico e as de Tyvek, quando compatíveis com o método de esterilização. A alternativa C acerta porque reúne apenas esses indicadores externos de exposição ao processo, sem misturar outros testes mais sofisticados. Ela fica limpa, sem "intrusos" de outras classes. Já o teste de Bowie-Dick é outra história: ele é usado para avaliar remoção de ar e penetração de vapor em autoclaves pré-vácuo, então não é classe 1. Na prática, a lógica de prova é esta: classe 1 = indicador de passagem pelo processo; classes superiores avaliam variáveis mais específicas ou desempenho maior do ciclo. A ANVISA, na RDC nº 15/2012, disciplina o processamento de produtos para saúde e reforça a necessidade de monitoramento da esterilização com diferentes tipos de indicadores.

Questão 3

Uma possibilidade grande de transmissão de doenças no consultório odontológico é através do uso de itens perfurocortantes, daí a importância de sempre manipulá- -los sem contato direto e descartá-los em caixas apropriadas, que devem estar em locais visíveis, de fácil acesso e nunca preenchidas acima do limite de sua capacidade em

  • A)2/3.
  • B)1/2
  • C)1/4.
  • D)4/5.
  • E)3/4.
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Resposta correta: A

No consultório odontológico, itens perfurocortantes são uma das principais portas de entrada para acidentes e transmissão de infecções, porque qualquer descuido pode gerar perfuração e contato com sangue. Por isso, a regra é simples: não manipular esses materiais diretamente com as mãos quando houver risco e descartá-los imediatamente em recipiente apropriado, rígido, identificado e colocado em local visível e de fácil acesso. Isso evita aquela cena clássica de "depois eu vejo isso" que, em biossegurança, costuma terminar mal. As caixas para perfurocortantes não podem ser preenchidas até a boca, porque isso aumenta muito o risco de acidente na hora do descarte. A orientação adotada em biossegurança é descartar o material até, no máximo, 2/3 da capacidade do recipiente. A partir daí, a caixa deve ser fechada e substituída. Esse limite aparece em normas técnicas e de controle de resíduos de serviços de saúde, como as da ANVISA e diretrizes de biossegurança. Então, o gabarito A está correto porque o enunciado pergunta exatamente qual é o limite de preenchimento seguro da caixa coletora. A resposta esperada é 2/3, que é o ponto em que ainda há espaço interno suficiente para evitar transbordo, perfuração da embalagem e acidentes com a equipe de saúde. Em prova, esse detalhe costuma ser cobrado de forma direta e sem rodeios.

Questão 4

A Síndrome de Ramsay Hunt é causada pelo vírus varicela-zóster. Em relação a essa síndrome, é correto afirmar que

  • A)há o envolvimento dos nervos facial e auditivo.
  • B)há o envolvimento dos nervos facial e oculomotor.
  • C)ocorre paralisia facial acompanhada de oftalmoplegia dolorosa.
  • D)ocorre formigamento e dormência na face, hipotensão e anormalidades na motilidade gastrointestinal.
  • E)ocorre diminuição da sensibilidade em um dos lados da face e hiposmia unilateral.
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Resposta correta: A

A Síndrome de Ramsay Hunt é uma reativação do vírus varicela-zóster no gânglio geniculado do nervo facial, e isso costuma dar um quadro bem característico: paralisia facial periférica, dor intensa no ouvido e, muitas vezes, lesões vesiculosas na orelha ou no pavilhão auricular. Como o nervo facial anda “colado” com estruturas da audição e do equilíbrio, o quadro pode vir junto com zumbido, vertigem e perda auditiva. É por isso que a alternativa correta fala em envolvimento dos nervos facial e auditivo, que é o combo clássico da síndrome. Na prática, o ponto-chave é lembrar que Ramsay Hunt não é só uma paralisia facial qualquer. Ela tem origem viral e costuma ser mais dolorosa do que uma paralisia de Bell. Além disso, o comprometimento do VIII par craniano (vestibulococlear, chamado aqui de auditivo) explica os sintomas otológicos, o que ajuda a separar essa síndrome de outras causas de assimetria facial. Então, quando a questão descreve Ramsay Hunt, pense em herpes zóster + nervo facial + sintomas auditivos. Se aparecer ouvido, dor, vesículas e paralisia facial, o alarme toca na hora. Em patologia oral e maxilofacial, esse é um daqueles temas em que reconhecer o padrão vale ouro, sem precisar inventar moda.

Questão 5

Quanto às exostoses, é correto afirmar que

  • A)são identificadas com mais frequência em adultos.
  • B)as exostoses orais mais conhecidas são o torus palatino e o vestibular.
  • C)em estudos mais recentes, mostra-se uma prevalência de exostoses vestibulares de quase 30%.
  • D)as exostoses palatinas são protuberâncias ósseas, que se desenvolvem no lado vestibular das tuberosidades maxilares.
  • E)as exostoses palatinas são mais comuns em homens.
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Resposta correta: A

Exostoses são protuberâncias ósseas benignas, geralmente de crescimento lento, que aparecem na superfície dos maxilares. Elas não são tumor maligno, nem motivo para pânico: muitas vezes o paciente nem percebe e só descobre no exame clínico ou na prótese que não encaixa tão bem. Os exemplos clássicos em Odontologia são o torus palatino, o torus mandibular e as exostoses vestibulares. Um ponto importante é a faixa etária. Essas lesões são identificadas com maior frequência em adultos, porque tendem a ficar mais evidentes com o tempo e também são mais facilmente notadas em avaliações odontológicas de rotina. Em crianças e adolescentes, elas podem existir, mas costumam ser menos comuns ou menos perceptíveis. Por isso, o gabarito é a alternativa A: em prova, quando a banca pergunta sobre exostoses, gosta de cobrar justamente esse perfil epidemiológico e anatômico básico. Se você lembra que são saliências ósseas benignas e mais encontradas em adultos, já sai na frente. Só cuide com as confusões clássicas: torus palatino fica no palato duro, torus mandibular na face lingual da mandíbula, e exostoses vestibulares ficam do lado de fora da arcada. Parece detalhe, mas a banca adora transformar detalhe em armadilha.

Questão 6

A remoção de tecido conjuntivo subepitelial do palato para enxerto, visando o recobrimento radicular, pode ser feita por várias técnicas. A técnica que utiliza um bisturi com duas lâminas paralelas, com um espaçamento de 1 mm ou 1,5 mm entre as duas lâminas, denomina-se técnica de

  • A)Harris.
  • B)Bruno.
  • C)Langer e Langer.
  • D)Müller.
  • E)Edel.
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Resposta correta: A

No recobrimento radicular com enxerto de tecido conjuntivo subepitelial, a grande ideia é tirar uma porção de conjuntivo do palato e usar esse tecido para melhorar a cobertura da raiz exposta, com melhor integração e resultado estético. Existem algumas formas clássicas de obtenção desse enxerto, e a banca gosta de cobrar os nomes das técnicas como se fosse uma “lista de convidados” do palato. A técnica descrita no enunciado usa um bisturi com duas lâminas paralelas, separadas por cerca de 1 mm a 1,5 mm. Esse detalhe é a assinatura da técnica de Harris. Ela foi proposta justamente para facilitar a remoção de uma faixa de tecido conjuntivo subepitelial com espessura controlada, aproveitando melhor o leito doadora palatino. As outras técnicas que aparecem nas alternativas também são nomes conhecidos em periodontia, mas não batem com essa característica do bisturi duplo. Então, se você leu “duas lâminas paralelas” e pensou em algo mais sofisticado do que parece, a resposta continua sendo a mesma: é Harris. A banca costuma cobrar exatamente esse traço distintivo, mais do que detalhes cirúrgicos longos. Resumo de prova: enxerto conjuntivo subepitelial do palato para recobrimento radicular + instrumento com duas lâminas paralelas e pequeno espaçamento = técnica de Harris.

Questão 7

Assinale a alternativa que apresenta defeito na região de furca compatível com o tratamento indicado.

  • A)Envolvimento de furca grau I: tunelização.
  • B)Envolvimento de furca grau I: ressecção radicular
  • C)Envolvimento de furca classe II: regeneração tecidual guiada nos molares inferiores.
  • D)Envolvimento de furca grau III: recobrimento radicular da área de furca exposta.
  • E)Envolvimento de furca grau IV: regeneração tecidual guiada nos molares inferiores.
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Resposta correta: C

Lesoes de furca sao avaliadas pela extensao da destrucao entre as raizes dos dentes multirradiculares. Na pratica, a conduta varia conforme a gravidade: nos graus iniciais, pode haver controle periodontal e procedimentos conservadores; nas lesoes mais complexas, entram cirurgia regenerativa, resseccao radicular ou, em casos muito avancados, tecnicas de tunelizacao e ate exodontia, dependendo do caso clinico. Em geral, a furca de molares inferiores responde melhor a abordagem regenerativa quando a perda de suporte ainda permite criar um ambiente estavel para formacao de novo periodonto. Por isso, a alternativa C faz sentido: em envolvimento de furca classe II, a regeneracao tecidual guiada pode ser indicada em molares inferiores, pois ha defeito ainda parcialmente contido e com maior chance de ganho clinico do que nas lesoes passantes. Ja nas lesoes muito extensas, como classe III ou IV, a previsibilidade da regeneracao cai bastante, e o tratamento tende a ser mais mutilador ou de manutencao do que propriamente regenerativo.

Questão 8

As taxas de insucesso da anestesia pulpar profunda após o bloqueio do nervo alveolar inferior tradicional são relativamente altas, o que levou ao desenvolvimento de técnicas alternativas, como os bloqueios nervosos mandibulares conhecidos como de Gow-Gates e de Vazirani-Akinosi. Com relação a essas técnicas, assinale a alternativa correta.

  • A)A técnica de Gow-Gates é indicada em casos em que há a presenca de um trismo significativo.
  • B)Na técnica de Vazirani-Akinosi, um dos cuidados é a atenção à orientação do bisel, que deve estar orientado na direção do osso do ramo da mandíbula e não oposto a ele.
  • C)Para a técnica de Gow-Gates é recomendado o uso de agulha longa e para a de Vazirani-Akinosi é recomendado o uso de agulha curta.
  • D)A técnica de Vazirani-Akinosi é uma abordagem intraoral que fornece tanto a anestesia quanto um bloqueio motor em casos de trismo unilateral grave.
  • E)A técnica Gow-Gates proporciona anestesia sensorial em praticamente toda a distribuição do nervo mandibular, contemplando anestesia dos nervos alveolar inferior, lingual, milo-hioideo, mentual e incisivo, mas não proporciona anestesia dos nervos auriculotemporal e bucal.
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Resposta correta: D

Aqui a banca quer que voce diferencie duas técnicas de bloqueio mandibular que aparecem justamente quando o bloqueio do alveolar inferior tradicional falha. A técnica de Gow-Gates é um bloqueio mais alto, feito com a boca bem aberta, e costuma anestesiar um território bem amplo do nervo mandibular. Já a técnica de Vazirani-Akinosi é a famosa técnica de boca fechada, muito útil quando o paciente tem trismo ou abertura limitada. Por isso, a alternativa D é a correta: a técnica de Vazirani-Akinosi é uma abordagem intraoral indicada em casos de trismo, inclusive grave, porque permite anestesia mesmo sem abrir a boca. Além disso, por alcançar o tronco nervoso mandibular em região mais proximal, pode produzir anestesia sensitiva e também bloqueio motor, o que explica seu uso em situações de espasmo ou limitação funcional. Vale lembrar a lógica do conjunto: Gow-Gates é a técnica de boca aberta e de maior abrangência; Vazirani-Akinosi é a técnica de boca fechada, pensada para quando a via tradicional fica difícil ou impossível. Em prova, a banca gosta de trocar as características entre elas, então atenção ao detalhe da abertura bucal, que costuma ser a pista principal. Em termos doutrinários, essa é a descrição clássica encontrada nos livros de anestesiologia odontológica: Gow-Gates para bloqueio amplo com boca aberta, e Akinosi para acesso fechado em pacientes com trismo. Não há pegadinha legal aqui, é conhecimento técnico puro, mas a VUNESP adora cobrar a indicação clínica correta.

Questão 9

Paciente portador de paralisia cerebral, com movimentos involuntários, cerramento da boca e, portanto, com difícil manutenção da higiene bucal realizada pelos responsáveis. Neste caso, as orientações para o cuidado preventivo a cáries e doenças periodontais é extremamente importante para a sua saúde bucal. Assinale a alternativa cujo alimento pode ser uma boa orientação de dieta, dada a sua propriedade adstringente.

  • A)Feijão cozido.
  • B)Macarrão.
  • C)Rabanete.
  • D)Mamão.
  • E)Ovo cozido.
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Resposta correta: C

Em saúde bucal coletiva, especialmente em pacientes com paralisia cerebral, a dieta entra como aliada da prevenção quando a higiene fica mais difícil de realizar. Nesses casos, além de orientar consistência e frequência dos alimentos, vale lembrar que alguns itens têm efeito adstringente, ajudando a dar aquela sensação de “limpeza” e de menor retenção de resíduos na boca. A palavra-chave da questão é justamente “adstringente”. Alimentos adstringentes tendem a provocar sensação de secura ou “amarração” na mucosa, o que costuma ser associado a vegetais crus e alguns alimentos com efeito mais áspero na boca. O rabanete é um desses exemplos clássicos. Por isso, a alternativa C está correta. Ele é um alimento com propriedade adstringente e pode ser indicado como orientação dietética auxiliar, dentro de uma estratégia ampla de controle de biofilme e prevenção de cárie e doença periodontal. Claro: isso não substitui escovação, creme dental fluoretado e apoio do cuidador, que continuam sendo a base do cuidado. Na prática de prova, a banca gosta de misturar conceito de dieta com características sensoriais dos alimentos. Então, quando aparecer “adstringente”, pense em alimento com ação mais “seca” e menos pegajosa, e não em opções pastosas, doces ou muito amiláceas, que costumam favorecer retenção de placa.

Questão 10

A segurança e a eficácia da esterilização dependem, também, de todas as fases anteriores à esterilização, do preparo do instrumental até o adequado ciclo em autoclave. Para monitoramento desse processo podem ser utilizados diversos tipos de indicadores. Assinale a alternativa que apresenta a informação correta sobre esse tema.

  • A)Indicadores mecânicos permitem a comprovação da eficiência da esterilização, uma vez que o crescimento de microrganismos após a aplicação do processo é diretamente testado.
  • B)Indicadores químicos de classe 1 são indicadores internos, que devem ser utilizados em todas as cargas de implante para certificar como efetivo o processo de esterilização.
  • C)Indicadores de classe 5, também conhecidos como do tipo Bowie-Dick, são multiparamétricos e considerados indicadores químicos integradores.
  • D)Indicadores químicos de classe 4 correspondem à fita zebrada, que confirmam que ocorreu a esterilização dos instrumentos.
  • E)Indicadores biológicos são considerados pelos órgãos sanitários, no Brasil, o padrão-ouro, ou seja, a maneira mais segura de monitoramento de esterilização.
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Resposta correta: E

Quando falamos em esterilização, o cuidado não começa na autoclave. Ele começa antes, na limpeza, secagem, preparo e embalagem do instrumental. Se qualquer fase falhar, o ciclo pode até parecer perfeito, mas o material pode sair inseguro. Por isso existem diferentes tipos de indicadores para monitorar o processo. Os indicadores mecânicos mostram parâmetros físicos do ciclo, como tempo, temperatura e pressão. Eles ajudam no controle da rotina, mas não provam sozinhos que houve esterilização de verdade. Já os indicadores químicos mudam de cor ou aspecto conforme a exposição ao processo, e os biológicos avaliam a morte de microrganismos altamente resistentes. O gabarito é a letra E porque os indicadores biológicos são considerados o padrão-ouro do monitoramento da esterilização. No Brasil, esse entendimento é adotado pelos órgãos sanitários, como a ANVISA, justamente porque eles testam diretamente a capacidade do processo de eliminar formas de vida microbiana resistentes, e não apenas se a máquina chegou a determinada temperatura. Na prática, pense assim: o mecânico diz que a autoclave funcionou, o químico sugere que a carga foi exposta ao processo, e o biológico confirma com muito mais segurança que a esterilização foi efetiva. É o tipo de checagem que tira o "achismo" da sala e coloca evidência no lugar.

Perguntas frequentes

Este quiz de Odontologia VUNESP é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Odontologia VUNESP são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca VUNESP, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Odontologia VUNESP?

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A VUNESP desconta ponto por questão errada?

Não. Nas provas objetivas da VUNESP não há desconto por erro, então vale a pena responder todas as questões, inclusive as que você não tem certeza.

Quantas alternativas tem cada questão da VUNESP?

Em regra são cinco alternativas por questão de múltipla escolha, com apenas uma correta. Fique atento aos comandos que pedem a alternativa incorreta.

A VUNESP cobra lei seca ou doutrina?

O forte da banca é a literalidade da lei. Ela exige bem menos doutrina e jurisprudência do que outras bancas, então decorar o texto legal com seus prazos e exceções rende muitos pontos.

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