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Questões de Odontologia IBFC: comentadas e grátis

Pratique questões de Odontologia da banca IBFC, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

A osteopetrose é um grupo de doenças esqueléticas hereditárias caracterizada por significativo aumento na densidade óssea. Em relação à osteopetrose, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) O prognóstico da osteopetrose do adulto é bom, devido à gravidade leve da doença, ao passo que a osteopetrose infantil sem terapia é tipicamente ruim, com maior mortalidade na primeira década de vida. ( ) Osteomielite mandibular, com múltiplas fístulas na face é padrão comum na forma infantil. ( ) A erupção dental não é afetada na osteopetrose infantil, mas apresenta-se retardada na forma adulta da doença. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

  • A)V, V, V
  • B)F, V, V
  • C)V, F, F
  • D)V, V, F
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Resposta correta: C

A osteopetrose, também chamada de "osso de mármore", é uma doença hereditária em que a reabsorção óssea falha. O resultado é um osso muito denso, porém mais frágil e com arquitetura ruim. Parece forte, mas funciona mal - é aquele tipo de "aumentou a densidade, caiu a qualidade". Na forma adulta, o quadro costuma ser mais leve e o prognóstico geralmente é bom. Já a osteopetrose infantil é bem mais grave, porque pode cursar com anemia, infecções recorrentes, fraturas e compressão de estruturas, tendo mortalidade elevada quando não tratada, muitas vezes ainda na primeira década de vida. Por isso a primeira afirmativa é verdadeira. A segunda também é verdadeira: na forma infantil, é comum haver osteomielite mandibular, às vezes com fístulas na face, principalmente porque o osso é mal vascularizado e tem pior capacidade de defesa e reparo. Em patologia oral, essa associação é clássica e cai bastante em prova. A terceira está errada. A erupção dental pode sim ser afetada na osteopetrose infantil, com atraso de erupção e outras alterações odontológicas. Na forma adulta, o atraso pode ocorrer, mas não é correto dizer que o infantil não sofre alteração e que só o adulto apresenta retardo. Assim, a sequência correta é V, V, F, que corresponde à alternativa C.

Questão 2

O cirurgião-dentista, higienista bucal, auxiliares e técnicos de laboratório de prótese estão expostos a grande variedade de microrganismos veiculados pelo sangue e pela saliva dos pacientes, os quais podem albergar agentes etiológicos de doença infecciosa, mesmo sem apresentar os sintomas clínicos ou mesmo sem desenvolver a doença em questão. Sobre a biossegurança, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) Esterilização é a destruição ou remoção de todas as formas de vida de um dado material. Este termo não pode ser usado com sentido relativo: um objeto ou substância estão ou não esterilizados; jamais poderão estar meio ou quase esterilizados. ( ) Assepsia é a destruição dos microrganismos patogênicos, sem que haja, necessariamente a destruição de todos os microrganismos. Este termo é empregado para objetos inanimados. ( ) Assepsia é o conjunto de meios empregados para impedir a penetração de microrganismos em locais que não os contenham. A técnica cirúrgica é desenvolvida com a preocupação da manutenção da cadeia asséptica. ( ) Artigos semi-críticos são todos aqueles que penetram nos tecidos subepiteliais, no sistema vascular e em outros órgãos isentos de microbiota própria, bem como todos àqueles que estejam conectados com eles. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

  • A)V, F, F, F
  • B)F, V, V, V
  • C)V, F, V, F
  • D)V, V, V, F
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Resposta correta: C

Em biossegurança, a banca gosta de cobrar os termos clássicos e, principalmente, de trocar um pelo outro para ver se voce cai na pegadinha. Esterilização é o nível máximo: elimina todas as formas de vida microbiana, sem meio-termo, sem "quase". Se o material ainda guarda microrganismos, então não está esterilizado, ponto final. Já assepsia não é destruição de microrganismos. A ideia da assepsia é impedir a entrada de microrganismos em um local limpo, mantendo a cadeia asséptica, como acontece na técnica cirúrgica. Quando o assunto é destruir microrganismos em objetos ou superfícies, o termo mais adequado costuma ser desinfecção, e não assepsia. Por isso, a segunda afirmativa está errada. A terceira afirmativa está correta: assepsia é o conjunto de medidas para evitar contaminação. É exatamente a lógica da prática odontológica segura, com barreiras, antissepsia de campos e manutenção do ambiente livre de contaminação durante os procedimentos. Por fim, artigos semi-críticos são os que entram em contato com mucosas íntegras ou pele não íntegra, mas não penetram tecidos estéreis ou sistema vascular. Quem penetra tecidos subepiteliais, sistema vascular ou órgãos isentos de microbiota é artigo crítico. Então a quarta afirmativa erra a definição e fica falsa. Assim, a sequência correta é V, F, V, F, que corresponde à alternativa C. Essa classificação é a base clássica de Spaulding, muito usada em biossegurança e controle de infecção.

Questão 3

Conhecer informações sobre o perfil dos diferentes tipos de câncer e caracterizar possíveis mudanças de cenário ao longo do tempo são elementos norteadores para ações de Vigilância do Câncer - componente estratégico para o planejamento eficiente e efetivo dos programas de prevenção e controle de câncer no Brasil. A base para a construção desses indicadores são os números provenientes, principalmente, dos Registros de Câncer e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/MS). Dentre todos os registros de câncer em homens no Brasil em 2018, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), assinale a alternativa que apresenta qual foi a porcentagem de casos novos tendo como localização primária a cavidade oral.

  • A)20,0%
  • B)5,2%
  • C)15,4%
  • D)3,5%
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Resposta correta: B

A Vigilância do Câncer usa dados de fontes como os Registros de Câncer e o SIM/MS para saber onde o problema está pegando mais forte e, assim, planejar prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. Em homens, alguns tipos de câncer aparecem com mais frequência em certos locais do corpo, e isso muda bastante o perfil das ações de saúde pública. No caso cobrado, o INCA informou que, dentre os casos novos de câncer em homens no Brasil em 2018, a cavidade oral representou 5,2% das localizações primárias. Ou seja, não é um dos maiores percentuais gerais, mas é relevante porque câncer de boca está ligado a fatores de risco bem conhecidos, como tabagismo, álcool e exposição solar em lábio. Em prova, a banca gosta de misturar percentuais próximos para ver se você decorou o dado ou se leu com atenção. Aqui, o número certo é o que corresponde exatamente ao levantamento do INCA para aquele ano e sexo, então a alternativa B é a correta. Resumo prático: quando a questão citar vigilância, perfil epidemiológico e INCA, pense em dado de base populacional e em percentual específico, não em chute por ordem de grandeza.

Questão 4

Como cirurgião dentista é preciso estar atento na anamnese e exame clínico a qualquer alteração que o paciente possa apresentar em cavidade oral, ou de forma sistêmica em sua saúde. Alguns exames podem ser solicitados para auxiliar no diagnóstico e conduta do profissional. Quanto à diagnósticos e algumas das principais características de lesões e doenças relacionadas com a cavidade oral, assinale a alternativa incorreta.

  • A)Odontodisplasia regional - “dentes em concha” e cornos pulpares altos
  • B)Displasia fibrosa - alteração em “vidro fosco”, lâmina dura oculta
  • C)Doença óssea de Paget - alteração em “flocos de algodão”, lâmina dura oculta
  • D)Síndrome de Papillon-Lefèvre - Hiperceratose palmar e plantar; periodontite prematura
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Resposta correta: A

Nesta questão, o foco é reconhecer padrões clássicos de imagem e de clínica em lesões e síndromes da cavidade oral. Em prova, a banca adora misturar nomes parecidos com achados radiográficos marcantes, então vale guardar as associações mais cobradas: vidro fosco na displasia fibrosa, flocos de algodão na doença de Paget e hiperceratose palmar e plantar na síndrome de Papillon-Lefèvre. Isso ajuda a matar a questão sem sofrimento desnecessário. A alternativa incorreta é a letra A porque a odontodisplasia regional não é descrita como "dentes em concha" com cornos pulpares altos. O quadro clássico envolve alterações no desenvolvimento dentário, com dentes de estrutura anormal, frequentemente chamados de "dentes fantasma", com esmalte e dentina finos e radiolucidez aumentada. Ou seja, a descrição da alternativa misturou um nome verdadeiro com uma imagem que não corresponde ao achado típico. Já a displasia fibrosa costuma mesmo apresentar aspecto em "vidro fosco" e pode causar ocultação da lâmina dura. A doença óssea de Paget também pode mostrar alterações em "flocos de algodão" e perda da nitidez da lâmina dura. A síndrome de Papillon-Lefèvre, por sua vez, é lembrada pela hiperceratose palmar e plantar associada à periodontite precoce e destrutiva. Em resumo: a banca troca o rótulo, mas o segredo é reconhecer o padrão.

Questão 5

O colimador é uma barreira metálica com uma abertura no meio usada para reduzir o tamanho do feixe de raios X e, desta forma, o volume de tecido irradiado no paciente. Sobre o uso do colimador dentro dos princípios da radiologia, assinale a alternativa correta.

  • A)Um colimador redondo é um disco espesso de material radiolúcido com uma abertura circular em seu centro e posicionado na entrada do cilindro localizador, pelo qual o feixe de raios X emerge
  • B)Os colimadores não minimizam o efeito prejudicial da radiação secundária nas imagens
  • C)Colimação de um feixe de raios X é obtida ampliando o tamanho útil do feixe, para um tamanho cerca de 10 vezes maior que o tamanho do detector
  • D)Além de reduzir a área exposta, um outro benefício do uso dos colimadores é a melhora a qualidade da imagem
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Resposta correta: D

Na radiologia odontológica, o colimador tem a função de limitar o feixe de raios X, deixando a exposição mais restrita ao que realmente interessa. Pense nele como um “funil de segurança”: em vez de jogar radiação para tudo quanto é lado, ele ajuda a concentrar a emissão e reduzir a dose recebida pelo paciente. Isso traz dois ganhos importantes. Primeiro, diminui a área irradiada e, com isso, a exposição desnecessária dos tecidos. Segundo, melhora a qualidade da imagem, porque reduz a radiação espalhada, aquela que “atrapalha” o contraste e deixa a radiografia menos nítida. A alternativa D está correta justamente por reunir esses dois efeitos: menos área exposta e melhor qualidade imagética. Em radiologia, colimação adequada faz parte dos princípios de proteção radiológica e de otimização da dose, alinhada ao princípio ALARA (manter a dose tão baixa quanto razoavelmente possível). As demais opções trazem erros conceituais clássicos sobre forma, função e efeito do colimador. Em prova, a banca gosta de trocar o sentido da ideia: em vez de limitar, ela fala em ampliar; em vez de melhorar a imagem, diz que não melhora. Aí é a armadilha.

Questão 6

A radiografia panorâmica (também chamada de pantomografia) é uma técnica que produz uma única imagem tomográfica das estruturas faciais que inclui ambos os arcos dentários, maxilar e mandibular, e suas estruturas de suporte. Sobre a interpretação radiográfica de radiografias panorâmicas, analise a seguinte expressão: “O exame da cortical externa da maxila é uma boa forma de concentrar sua inspeção no terço médio. A borda posterior da maxila estende-se da _____ da fossa pterigomaxilar para baixo na região de tuberosidade e segue até o outro lado. A borda posterior da _____ é a lâmina do _____ do osso esfenóide (a borda anterior dos processos pterigóides).” Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.

  • A)porção superior / fossa pterigomaxilar / processo pterigoide
  • B)porção inferior / fossa pterigomaxilar / processo mastoide
  • C)porção superior / fossa canina / processo pterigoide
  • D)porção inferior / fossa canina / processo mastoide
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Resposta correta: A

Na radiografia panorâmica, a leitura da cortical externa da maxila ajuda você a localizar marcos anatômicos do terço médio da face sem se perder no “mapa” da imagem. A questão cobra um trecho clássico da anatomia radiográfica: a borda posterior da maxila começa na porção superior da fossa pterigomaxilar e desce até a região da tuberosidade, atravessando a imagem de um lado ao outro. Em seguida, a borda posterior da fossa pterigomaxilar corresponde à lâmina do processo pterigoide do osso esfenoide, isto é, a borda anterior dos processos pterigóides. O gabarito A está correto porque preenche exatamente essas referências anatômicas. Em radiologia, decorar os nomes não basta: você precisa reconhecer o contorno ósseo que aparece na panorâmica, porque a banca adora trocar um marco por outro para ver se você está olhando com atenção.

Questão 7

Os anestésicos locais injetáveis utilizados em odontologia são baseados em ésteres e amidas, sendo considerados vasodilatadores. Para controle da perfusão tecidual do anestésico, são utilizados vasoconstritores. Nesse sentido, assinale a alternativa correta.

  • A)A associação entre o sal anestésico e o vasoconstritor é terminantemente proibido para todos os pacientes cardíacos
  • B)A associação entre o sal anestésico e o vasoconstritor aumenta o risco de toxicidade e prolonga a ação anestésica na área
  • C)A associação entre o sal anestésico e o vasoconstritor reduz o risco de toxicidade e prolonga a ação anestésica na área
  • D)A escolha do anestésico local e sua associação ou não a vasoconstritores é independente da história médica do paciente, do tempo previsto para o procedimento e da necessidade de hemostasia durante o procedimento
  • E)Nem o sal anestésico, nem o vasoconstritor são determinantes para complicações anestésicas
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Resposta correta: C

Os anestésicos locais em odontologia, em geral, causam vasodilatação. Isso faz com que o anestésico saia mais rápido do local, o que encurta sua ação e pode aumentar a absorção sistêmica. Por isso, costuma-se associar um vasoconstritor, como a adrenalina, para diminuir a perfusão tecidual, manter o anestésico por mais tempo na área e melhorar o controle da dor e do sangramento. Na prática, o vasoconstritor ajuda a prolongar a anestesia, reduzir a necessidade de reaplicação e também diminui a toxicidade sistêmica ao retardar a entrada do anestésico na circulação. É uma lógica simples: menos “fuga” do anestésico do local, mais efeito local e menos problema geral. Não é mágica, é farmacologia bem aplicada. A alternativa C está correta exatamente por isso: a associação entre o sal anestésico e o vasoconstritor reduz o risco de toxicidade e prolonga a ação anestésica na área. Em pacientes com doença cardiovascular, a conduta não é proibir de forma absoluta, mas avaliar risco, dose, tipo de vasoconstritor e condição clínica. Na odontologia, a escolha deve ser individualizada, com atenção à história médica, ao tempo do procedimento e à necessidade de hemostasia.

Questão 8

Assinale a alternativa correta em relação às lesões ulcerativas da cavidade oral, do tipo úlcera traumática.

  • A)Todas são iatrogênicas
  • B)O diagnóstico deve ser feito por exame clínico e biópsia
  • C)O diagnóstico deve ser feito por exame clínico, e anamnese avaliando-se a relação causa-efeito
  • D)O tratamento deve ser feito por exame clínico, anamnese avaliando-se a relação causa-efeito e biópsia imediata
  • E)Essas lesões somente podem ter origem em trauma mecânico
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Resposta correta: C

A úlcera traumática é uma lesão muito comum na cavidade oral e, na maioria das vezes, aparece por algum agente identificável: dente quebrado, prótese mal ajustada, mordida acidental, aparelho ortodôntico ou até hábito de morder a mucosa. O ponto principal é simples: primeiro você pensa em trauma e busca a causa na história clínica e no exame da boca. Em outras palavras, a anamnese e a relação causa-efeito costumam ser a chave do diagnóstico. Por isso, não se faz diagnóstico de úlcera traumática com biópsia de rotina. A biópsia entra quando a lesão não melhora após remover o fator traumático, quando há dúvida diagnóstica ou sinais de alerta para outras doenças. A lógica clínica aqui é bem prática: achou a causa, removeu a causa, acompanha a cicatrização. O gabarito é a letra C porque descreve exatamente essa abordagem: exame clínico + anamnese + avaliação da relação causa-efeito. É o jeito correto de conduzir a maioria dos casos de úlcera traumática, sem sair pedindo exame invasivo logo de saída. Na odontologia, esse raciocínio é bem consolidado na prática clínica e nos livros de patologia oral: lesão ulcerativa com fator traumático aparente deve ser correlacionada com a história e o achado local antes de pensar em biópsia.

Questão 9

O atendimento clínico do paciente na clínica odontológica pode gerar situações emergenciais, devendo a equipe de saúde bucal estar preparada para intercorrências e realizar os primeiros socorros desse paciente para evitar consequências como óbito. Uma das intercorrências pode ser reação alérgica a alguma substância utilizada na prática clínica, podendo evoluir para choque anafilático. Assinale a alternativa que apresenta quais sintomas e/ou sinais não estão relacionados a esse estado extremo de reação alérgica.

  • A)Mal estar e sensação de morte iminente
  • B)Reações cutâneas, como rubor, urticária e prurido
  • C)Náusea, vômito, desconforto abdominal e incontinência urinária
  • D)Dificuldades respiratórias
  • E)Hipoglicemia aguda, paralisia de um dos lados do corpo e sudorese
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Resposta correta: E

O choque anafilático é a forma mais grave de uma reação alérgica e pode aparecer rapidamente durante o atendimento odontológico, muitas vezes após uso de anestésicos, látex, antibióticos ou outros materiais da clínica. Ele costuma dar sinais bem chamativos: coceira, urticária, vermelhidão, inchaço, falta de ar, chiado, queda de pressão, náusea, vômito e até sensação de morte iminente. Ou seja, o quadro é sistêmico e evolui depressa, então a equipe precisa reconhecer cedo e agir sem perder tempo. Na prática, pense assim: se a reação mexe com pele, respiração e circulação, a suspeita de anafilaxia sobe muito. Por isso, mal-estar, reações cutâneas, sintomas gastrointestinais e dificuldade respiratória combinam perfeitamente com esse quadro. São achados clássicos e bem cobrados em prova. A alternativa correta é a E porque hipoglicemia aguda, paralisia de um dos lados do corpo e sudorese não são sinais típicos de anafilaxia. Hipoglicemia aponta para outro tipo de urgência médica, a paralisia unilateral sugere mais um evento neurológico, como AVC, e sudorese isoladamente é inespecífica. Em provas de urgência odontológica, a banca gosta de misturar quadros diferentes para ver se você separa alergia grave de emergência metabólica ou neurológica. Como referência doutrinária, os sinais clássicos de anafilaxia incluem acometimento cutâneo, respiratório, cardiovascular e gastrointestinal, conforme diretrizes de emergência e alergia. Então, quando a questão coloca sintomas que lembram hipoglicemia ou AVC, desconfie: não é a cara do choque anafilático.

Questão 10

O fluoreto (F) vem sendo utilizado como instrumento eficaz e seguro na prevenção e controle da cárie dentária. Desse modo, o fluoreto (F) consiste em um importante elemento estratégico nos sistemas de prevenção da cárie dentária, quando corretamente aplicado. Baseado nessa informação, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) A cárie dentária é decorrente do acúmulo de bactérias sobre os dentes e da exposição frequente aos açúcares fermentáveis. Assim, toda vez que açúcar é ingerido, as bactérias do biofilme dental produzem ácidos que desmineralizam a estrutura mineral dos dentes durante o tempo que o pH fica baixo: menor que 5,5 para dentina e 6,7 para esmalte. ( ) No contexto brasileiro, a base dos sistemas de prevenção de cárie, segundo a lógica da associação de métodos, assenta-se na associação da água com os vernizes fluoretados, buscando-se permanentemente a universalização do acesso regular a esses meios de obtenção de flúor. ( ) Dois tipos de compostos fluoretados são comumente utilizados nos dentifrícios: fluoreto de sódio (NaF) ou monofluorfosfato de sódio (MFP, Na2 PO3 F). ( ) Gel contendo flúor foi concebido para ser usado em aplicações profissionais, no ambiente restrito do consultório ou clínica odontológica. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

  • A)V - V - V - V
  • B)F - F - V - V
  • C)V - F - V - F
  • D)F - V - F - V
  • E)F - F - F - F
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Resposta correta: B

A lógica do flúor na prevenção da cárie é simples: ele ajuda a reduzir a desmineralização e favorece a remineralização do dente, especialmente quando está disponível de forma frequente no dia a dia. Por isso, estratégias como água fluoretada e dentifrício fluoretado são as mais importantes na saúde pública odontológica. A primeira afirmativa erra ao inverter os pontos críticos de pH. Em geral, o esmalte começa a desmineralizar em torno de pH 5,5, enquanto a dentina é mais sensível e sofre desmineralização em pH mais alto, por volta de 6,7. Ou seja, a frase trocou os valores e trocou o alvo do processo. A segunda também está errada. No Brasil, a base preventiva clássica não é a associação de água com verniz fluoretado como eixo universal permanente, e sim a fluoretação da água de abastecimento, somada principalmente ao uso de dentifrícios fluoretados. Os vernizes são úteis, mas têm papel mais específico e não substituem a estratégia populacional. As duas últimas estão corretas: os dentifrícios usam principalmente fluoreto de sódio (NaF) ou monofluorfosfato de sódio (MFP), e o gel fluoretado é mesmo um produto pensado para aplicação profissional em consultório. Assim, a sequência fica F - F - V - V, que corresponde ao gabarito B.

Perguntas frequentes

Este quiz de Odontologia IBFC é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Odontologia IBFC são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca IBFC, selecionadas do acervo do furafila.

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A IBFC costuma fazer pegadinhas?

Não é o estilo dela. Os enunciados são objetivos e as alternativas diretas, sem armadilhas de redação. A dificuldade vem da extensão do edital e da exigência de letra da lei, não de capciosidade. O maior risco é o formato de julgar várias afirmativas de uma vez, onde um detalhe errado compromete a questão inteira.

Tem desconto por questão errada na IBFC?

Em regra a banca não penaliza chute nas provas de múltipla escolha, mas isso varia por concurso. Sempre confirme a regra de pontuação no edital específico antes de definir sua estratégia de marcação.

Como é a redação da IBFC?

Costuma ser um texto dissertativo-argumentativo em torno de 20 a 30 linhas, com tema atual ou ligado à área do cargo. O diferencial é que a banca valoriza muito a correção gramatical (ortografia, acentuação, coesão e vocabulário), às vezes mais que a densidade do conteúdo.

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