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Questões de Nutrição CESPE/CEBRASPE: comentadas e grátis

Pratique questões de Nutrição da banca CESPE/CEBRASPE, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Com relação ao emprego de tecnologia de produção de alimentos supergelados obtidos por método de congelamento brusco, assinale a opção correta.

  • A)Nesse método, formam-se cristais de gelo de grande tamanho e em menor número, o que consequentemente altera a estrutura molecular do alimento.
  • B)Os alimentos submetidos ao congelamento ultrarrápido ficam muito suscetíveis a perda do suco, dos nutrientes e dos sabores durante o degelo.
  • C)Esse processo pode ser obtido em congelador ou freezer, a uma temperatura entre –12 °C e –18 °C.
  • D)Esse método permite a venda do alimento a temperatura de refrigeração depois de ele ter sido submetido ao processo de ultracongelamento.
  • E)O congelamento brusco é resultado da aplicação da temperatura de impacto entre –30 °C e –50 °C.
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Resposta correta: E

No congelamento brusco, a ideia é tirar o alimento da faixa de temperatura crítica o mais rápido possível. Isso reduz a formação de cristais de gelo grandes, que costumam rasgar a estrutura do alimento e piorar textura, suculência e aparência no degelo. Em vez de um congelamento lento, que dá tempo para os cristais crescerem, aqui o processo é acelerado justamente para preservar melhor o produto. É por isso que a temperatura de impacto usada no ultracongelamento costuma ser bem baixa, na faixa de -30 °C a -50 °C, para promover a troca térmica intensa e rápida. A lógica é simples: quanto mais rápido congela, menor o dano celular e menor a perda de qualidade depois. A banca gosta de confundir congelamento com refrigeração, mas não são a mesma coisa. Refrigerado fica acima do ponto de congelamento, enquanto o supergelado/ultracongelado passa por congelamento rápido e depois precisa ser mantido congelado para conservar suas características. Então, o gabarito está correto porque descreve a faixa de temperatura característica desse método de congelamento brusco, que é justamente o que permite a rápida formação do gelo sem grandes danos ao alimento.

Questão 2

A vigilância epidemiológica, ao analisar um surto em uma escola, obteve os seguintes dados: a média de tempo do surgimento dos primeiros sintomas foi de 2,5 horas; após a ingestão do alimento, as pessoas apresentaram náusea, vômito e cólica abdominal; o alimento consumido (carne ensopada) havia sido preparado 24 horas antes do consumo e deixado sobre fogão. Na análise laboratorial, foi detectado que o agente etiológico era o Staphylococcus aureus. Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta.

  • A)A intoxicação poderia ter sido evitada se a refeição, antes de ser servida, fosse aquecida a temperatura acima de 75 °C por, no mínimo, 15 minutos.
  • B)Os sintomas mencionados geralmente permanecem por dias e até meses.
  • C)O período de incubação é compatível com a existência de toxina pré-formada no alimento, o que caracteriza a intoxicação alimentar.
  • D)Os animais domésticos são o principal reservatório do microrganismo detectado na análise laboratorial.
  • E)A intoxicação poderia ter sido evitada se o alimento tivesse sido mantido à temperatura de 45 °C.
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Resposta correta: C

Essa questão mistura dois pontos clássicos de intoxicação alimentar por Staphylococcus aureus: alimento mal conservado e início rápido dos sintomas. Quando a pessoa ingere a toxina já pronta no alimento, o quadro costuma aparecer em poucas horas, com náusea, vômito e cólica abdominal. Aqui, a média de 2,5 horas depois da refeição é praticamente a assinatura desse tipo de intoxicação. O detalhe de a carne ensopada ter ficado 24 horas sobre o fogão ajuda a entender o problema: alimento em temperatura inadequada favorece a multiplicação da bactéria e a produção da toxina estafilocócica, que é termoestável. Ou seja, não basta olhar só para a bactéria, porque o grande vilão é a toxina que ela deixou no alimento. Por isso, o gabarito é a letra C. O período de incubação curto é compatível com toxina pré-formada no alimento, o que caracteriza intoxicação alimentar e não uma infecção intestinal clássica. Na infecção, o microrganismo precisa se multiplicar no hospedeiro, então o tempo para sintomas costuma ser maior. Aqui, o raciocínio é: alimento ficou tempo demais fora de refrigeração, S. aureus cresceu, produziu toxina, e a pessoa comeu o problema já pronto. Isso é bem o tipo de cenário que a banca gosta de cobrar, porque parece detalhe de conservação, mas é o coração da questão.

Questão 3

Assinale a opção que apresenta um dos fatores intrínsecos que afetam o desenvolvimento de microrganismos no alimento.

  • A)temperatura de conservação
  • B)temperatura do ambiente
  • C)umidade relativa do ambiente
  • D)atmosfera que envolve o alimento
  • E)atividade de água (Aa)
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Resposta correta: E

Para acertar esse tipo de questão, vale lembrar a divisão clássica da microbiologia dos alimentos: fatores intrínsecos são os que dependem do próprio alimento, enquanto fatores extrínsecos vêm do ambiente em que ele está armazenado. Intrínsecos, por exemplo, incluem pH, atividade de água, potencial de oxirredução, nutrientes e substâncias antimicrobianas naturais. A atividade de água (Aa) é um dos principais fatores intrínsecos porque indica quanta água está disponível para o microrganismo crescer. Não basta o alimento ter água - o que importa é se essa água está livre para ser usada. Quanto menor a Aa, mais difícil fica a multiplicação microbiana, por isso alimentos mais secos tendem a estragar mais lentamente. Na prática, esse conceito é muito cobrado em prova porque a banca gosta de misturar fatores do alimento com fatores do ambiente. Temperatura, umidade relativa e atmosfera de armazenamento parecem importantes, e são mesmo, mas pertencem ao grupo extrínseco. Aqui, o foco está no que o alimento oferece ao microrganismo, não no que o ambiente impõe a ele. Portanto, o gabarito é a alternativa E, porque atividade de água é um fator intrínseco que influencia diretamente o desenvolvimento microbiano no alimento.

Questão 4

O cozinheiro de determinado restaurante utilizou vegetais e casca de camarão na água de cocção de um risoto de bacalhau. Contudo, a utilização da casca de camarão, que não é esperada nesse alimento, não está relatada no cardápio do restaurante. Nessa situação hipotética, a citada preparação pode oferecer ao cliente que a consumir perigo do tipo

  • A)físico.
  • B)proteico.
  • C)biológico.
  • D)químico.
  • E)cruzado.
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Resposta correta: D

Em serviços de alimentação, a classificação do perigo depende do tipo de contaminante envolvido. Quando entra no alimento uma substância ou componente que não deveria estar ali, mas que pode causar reação ou intoxicação, o risco é tratado como perigo químico. Aqui, a casca de camarão foi usada na água de cocção do risoto, mas não estava prevista no cardápio, o que aponta para a presença de um ingrediente alergênico e potencialmente nocivo para pessoas sensíveis. Na prática, esse tipo de situação é muito cobrada em Nutrição e Segurança dos Alimentos: não basta o alimento estar bem cozido, ele também precisa estar correto em sua composição. Se o cliente é alérgico a crustáceos, a presença de traços ou componentes de camarão pode desencadear reação grave. Por isso, a falha não é de aparência, nem de contaminação por microrganismos, mas de inclusão indevida de uma substância com potencial de dano. A lógica é simples: perigo físico envolve objetos estranhos, como pedaços de vidro ou metal; biológico envolve bactérias, vírus, parasitas e fungos; químico envolve substâncias como detergentes, agrotóxicos, lubrificantes, toxinas e também alérgenos quando o enfoque é a presença indevida de um componente no alimento. É essa a leitura que a banca quer aqui. Então, o gabarito é a letra D, porque a casca de camarão adicionada ao preparo, sem previsão no cardápio, representa um ingrediente potencialmente alergênico e, portanto, um risco químico para o consumidor.

Questão 5

O arroz com feijão é considerado um prato tipicamente brasileiro e nutritivo. É uma combinação consequente da mistura do arroz, de origem oriental, trazido pelos portugueses, com o feijão, que já era consumido pelos ameríndios, tendo-se popularizado a partir do final do século XIX. Com relação a esses dois alimentos, assinale a opção correta.

  • A)A metionina é um aminoácido deficiente no arroz e, na combinação arroz com feijão, isso é compensado pelo feijão, rico em metionina.
  • B)A proteína do feijão possui valor biológico mais alto do que a proteína animal.
  • C)A metionina e a lisina são aminoácidos essenciais fornecidos pela combinação arroz com feijão.
  • D)O feijão, tal como a soja, a ervilha, o grão-de-bico e o trigo, é um cereal, altamente consumido no mundo.
  • E)O arroz agulhinha, de maior consumo nacional, requer o mesmo tempo de cocção do arroz integral.
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Resposta correta: C

O arroz com feijão é o clássico da complementaridade proteica: um alimento completa o perfil de aminoácidos do outro. Em geral, os cereais, como o arroz, são mais pobres em lisina e relativamente melhores em metionina; já as leguminosas, como o feijão, costumam ter boa lisina e menor teor de aminoácidos sulfurados, como a metionina. Por isso, quando você junta os dois no prato, a qualidade da proteína da refeição melhora bastante. É exatamente essa lógica que a questão explora. O arroz, sozinho, tem uma limitação em lisina, e o feijão ajuda a corrigir esse ponto. Já o feijão entra com aminoácidos que o arroz oferece em menor proporção, fechando o raciocínio da complementaridade. Não é mágica nutricional, é parceria mesmo: um cobre o “buraco” do outro. Por isso, a alternativa C está correta ao afirmar que a combinação arroz com feijão fornece metionina e lisina, que são aminoácidos essenciais. Essenciais são aqueles que o corpo não produz em quantidade suficiente e precisam vir da dieta. Esse é o coração da questão: não importa só ter proteína, importa ter o conjunto certo de aminoácidos. As demais alternativas erram por inverter conceitos básicos. A banca costuma adorar trocar o aminoácido limitante, confundir valor biológico e até classificar leguminosa como cereal. Então, aqui vale a regra de ouro: arroz e feijão não são só tradição brasileira, são também um exemplo clássico de equilíbrio proteico na dieta.

Questão 6

É requisito de boas práticas para instalações e serviços relacionados à manipulação de alimentos em eventos de massa

  • A)expor matérias-primas perecíveis a temperatura ambiente enquanto o alimento estiver sendo preparado, ainda que o tempo de preparo seja indeterminado.
  • B)efetuar o descongelamento dos alimentos em água corrente.
  • C)dispor de fonte de água corrente oriunda da rede pública ou comprovadamente potável.
  • D)garantir, no preparo de alimentos por meio de cocção, que todas as partes do alimento atinjam a temperatura mínima de 40 °C.
  • E)aquecer os óleos e as gorduras em temperaturas superiores a 200 °C.
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Resposta correta: C

Em eventos de massa, a vigilância sanitária pega pesado com boas práticas porque o volume de pessoas aumenta muito o risco de surtos alimentares. A regra é simples: alimento seguro depende de água potável, higiene, controle de temperatura e preparo adequado. Se um desses pilares falha, o evento vira uma loteria gastronômica - e não no bom sentido. No caso da questão, o item correto é o que exige fonte de água corrente oriunda da rede pública ou comprovadamente potável. Isso é básico em serviços de alimentação porque a água entra em praticamente todas as etapas: higienização das mãos, limpeza de utensílios, preparo de alimentos e sanitização. Sem água segura, não há boas práticas consistentes. A base normativa está na RDC ANVISA nº 216/2004, que trata das boas práticas para serviços de alimentação, além das exigências sanitárias aplicáveis a eventos temporários e de massa. A lógica regulatória é sempre a mesma: prevenir contaminação física, química e biológica antes que ela chegue ao prato. As demais alternativas trazem condutas proibidas ou tecnicamente erradas. A banca costuma misturar regras de conservação, descongelamento e cocção para ver se voce confunde temperatura, água e improviso. Aqui, o único caminho seguro é água potável, não água qualquer.

Questão 7

Na prestação de serviços de alimentação em eventos de massa, é responsabilidade do organizador

  • A)permitir a participação dos prestadores de serviços no evento, ainda que eles não estejam regularizados na vigilância sanitária.
  • B)garantir à autoridade sanitária local acesso livre e facilitado a todos os locais de realização das atividades de manipulação e comercialização de alimentos, antes e durante o evento.
  • C)providenciar que os alimentos sejam preparados exclusivamente no local do evento.
  • D)desinsetizar, por meio próprio, o local do evento, para evitar pragas e vetores.
  • E)estabelecer horário para as inspeções das autoridades sanitárias.
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Resposta correta: B

Em eventos de massa, a preocupação da vigilância sanitária é simples: muita gente, muita comida e pouco espaço para improviso. Por isso, o organizador não pode agir como se estivesse “alugando o local e esquecendo o resto”. Ele tem deveres de apoio e de facilitação da fiscalização, porque a proteção da saúde pública vem antes do evento rodar bonito. Nesse tipo de situação, a autoridade sanitária precisa ter acesso livre e facilitado aos locais onde ocorre manipulação e comercialização de alimentos, antes e durante o evento. Isso permite verificar higiene, armazenamento, origem dos produtos, condições dos manipuladores e controle de riscos. A lógica é preventiva: fiscalizar cedo evita problema grande depois. A alternativa B está correta exatamente por isso. Em serviços de alimentação em eventos de massa, o organizador deve garantir esse acesso da vigilância sanitária, sem criar barreiras, horários fechados ou “visitas combinadas só quando der”. Esse entendimento é compatível com as normas sanitárias que disciplinam atividades em eventos e com o poder de polícia sanitária, que autoriza inspeção sempre que necessário. As demais alternativas tentam inverter a responsabilidade ou exagerar deveres que não são do organizador. Em prova, a banca gosta dessa brincadeira: troca o papel de quem fiscaliza pelo de quem organiza e espera que você caia no truque.

Questão 8

Conforme norma da ANVISA, os manipuladores de alimentos, no exercício da sua função,

  • A)devem ser capacitados em doenças transmitidas por alimentos.
  • B)devem manter unhas curtas e com base.
  • C)podem fazer uso de aliança.
  • D)podem dispensar a lavagem das mãos se adotarem o uso de luvas.
  • E)podem usar sandálias abertas, desde que o solado delas seja antiderrapante.
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Resposta correta: A

A norma da ANVISA para boas práticas em serviços de alimentação, especialmente a RDC 216/2004, traz uma ideia central simples: manipulador bem treinado é parte da segurança do alimento. Não basta saber cozinhar ou servir; a pessoa precisa entender higiene, contaminação e, principalmente, doenças transmitidas por alimentos. Isso ajuda a evitar aquele clássico problema de um detalhe pequeno virar surtos grandes. Por isso, a alternativa correta é a letra A. A RDC 216/2004 exige que os manipuladores sejam capacitados em higiene pessoal, em higiene dos alimentos e em doenças transmitidas por alimentos, com atualização periódica. A lógica é preventiva: quem mexe com alimento precisa reconhecer riscos e agir para não contaminar o que será servido. As demais alternativas tentam misturar exigências reais com erros sutis. A norma é rigorosa com unhas, adornos, calçados e lavagem das mãos. Em concurso, a banca adora trocar uma regra absoluta por uma versão relaxada do tipo "pode se for assim ou assado". Só que, em higiene alimentar, o "mais ou menos" costuma ser o caminho mais curto para a questão errada. Então, guarde a linha mestra: capacitação em boas práticas e em doenças transmitidas por alimentos é obrigação; já uso de adornos, unhas inadequadas, sandálias abertas e dispensa de higiene das mãos são condutas incompatíveis com a norma.

Questão 9

As informações a seguir referem-se aos resultados de análises microbiológicas realizadas em determinadas amostras de leite cru refrigerado. • variação de 1,70 × 103 a 3,13 × 104 na contagem bacteriana total (CT) • ausência de Staphylococcus sp. • 40% das amostras com número mais provável (NMP/g ou mL) maior que 1.100 para coliformes fecais A partir dessas informações, assinale a opção correta.

  • A)Os valores para a contagem total de bactérias indicam higienização deficiente na ordenha e no armazenamento do leite.
  • B)A presença de coliformes fecais não sugere a presença de microrganismos enteropatogênicos, como a Salmonella sp.
  • C)A higienização de equipamentos e utensílios, contemplando as etapas de lavagem com detergente, enxágue, desinfecção e enxágue final, reduz o número de microrganismos no leite.
  • D)No processo UHT, a natureza logarítmica da eliminação dos microrganismos, pela ação letal do calor, indica a eficiência do processo na eliminação de toda a população microbiana presente no leite cru.
  • E)A pasteurização do leite visa à destruição de patógenos como o Clostridium botulinum; o processamento do leite UHT objetiva eliminar esporos do Bacillus stearothermophilus.
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Resposta correta: C

Em leite cru refrigerado, a leitura microbiológica conta uma história bem prática: quanto maior a contagem bacteriana total, pior tende a ser a higiene na ordenha, no manejo e no armazenamento. No caso descrito, a variação de 1,70 x 10^3 a 3,13 x 10^4 já sugere que houve falhas de limpeza e controle do frio em parte das amostras, porque o leite cru deveria chegar com carga microbiana bem mais controlada. A ausência de Staphylococcus sp. é um dado favorável, mas não “salva” a amostra quando os coliformes fecais aparecem em nível elevado. Coliformes fecais acima de 1.100 NMP/mL indicam forte contaminação de origem fecal ou falhas graves de higiene, algo que acende o alerta para a qualidade sanitária do produto. A alternativa correta é a C porque a higienização de equipamentos e utensílios, com lavagem, enxágue, desinfecção e enxágue final, realmente reduz a carga microbiana que pode contaminar o leite. Na rotina de boas práticas, esse é o tipo de medida que evita que o leite saia “limpo da vaca e entre no tanque com companhia extra”. As outras opções escorregam em pontos importantes: a UHT não garante esterilidade absoluta em qualquer cenário, e pasteurização não tem como foco destruir esporos como os de Clostridium botulinum. Em tecnologia de alimentos, o segredo é sempre o mesmo: reduzir risco, não vender milagre.

Questão 10

Acerca dos processos de conservação pelo uso de calor, assinale a opção correta.

  • A)O processo de pasteurização rápida (HTST, do inglês high temperature short time) alcança o mesmo nível de destruição microbiológica e enzimática que o processo de pasteurização lenta (low temperature long time), mas com maiores perdas sensoriais e nutricionais.
  • B)O principal objetivo da pasteurização em sucos com pH maior que 4,5 é a inativação enzimática.
  • C)A carga microbiológica de alimentos é totalmente destruída após a esterilização comercial, independentemente da contagem inicial de microrganismos.
  • D)A aplicação de um processo de destruição térmica 12D em um material que contenha 1.000 esporos por embalagem reduz para 10-12 a contagem de esporos por embalagem.
  • E)O processamento de pasteurização de líquidos pode ser realizado antes ou depois da etapa de embalagem.
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Resposta correta: E

Quando o assunto é conservação pelo calor, o segredo é entender que nem todo tratamento quer "matar tudo". Pasteurização é um aquecimento controlado para reduzir microrganismos patogênicos e deteriorantes, sem exigir esterilidade comercial. Por isso, ela pode ser feita antes do envase, como no sistema HTST com embalagem asséptica, ou depois do envase, como em alguns produtos acondicionados em recipiente fechado. O método escolhido depende do alimento, da embalagem e do risco microbiológico. Nos líquidos, isso faz bastante sentido: às vezes o produto é aquecido em trocadores de calor e só depois vai para a embalagem esterilizada; em outros casos, o alimento já está no recipiente e recebe o tratamento térmico ali mesmo. O ponto central é que o calor seja aplicado de forma adequada para garantir segurança e qualidade, sem prometer milagres de "zerar tudo". É por isso que a alternativa E está correta: o processamento de pasteurização de líquidos pode ser realizado antes ou depois da etapa de embalagem. Em tecnologia de alimentos, a ordem do processo varia conforme o sistema industrial adotado. Já a esterilização comercial é outra conversa, mais rigorosa, e não deve ser confundida com pasteurização.

Perguntas frequentes

Este quiz de Nutrição CESPE/CEBRASPE é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Nutrição CESPE/CEBRASPE são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca CESPE/CEBRASPE, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Nutrição CESPE/CEBRASPE?

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Como funciona a pontuação da Cebraspe?

É líquida: um item errado anula um certo (fator 1:1) e, em alguns certames, são duas erradas para anular uma certa (2:1). Por isso o chute aleatório, na média, reduz a nota.

Quantos itens devo deixar em branco na Cebraspe?

Candidatos aprovados costumam deixar de 10% a 20% dos itens em branco, justamente os que seriam chute puro, para proteger a pontuação líquida.

A Cebraspe cobra decoreba ou entendimento?

Mais entendimento. Ela explora conceitos, exceções e aplicação prática, então estudar só palavra-chave não basta: é preciso saber quando a regra não vale.

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