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Questões de Medicina Veterinária FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Medicina Veterinária da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

As amostras cujos resultados de análise apresentem-se não conformes ao estabelecido pelo plano nacional de controle de resíduos e contaminantes (PNCRC) deverão ser

  • A)armazenadas até sua data de vencimento ou realização da análise pericial de contraprova, o que ocorrer primeiro.
  • B)descartadas após a emissão do respectivo certificado oficial de análise (COA).
  • C)armazenadas até a realização da análise pericial de contraprova independente da data de vencimento do produto.
  • D)armazenadas por tempo indeterminado.
  • E)descartadas após a realização dos testes específicos para a amostra a ser avaliada.
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Resposta correta: A

O PNCRC existe para monitorar resíduos e contaminantes em produtos de origem animal e garantir que o alimento chegue ao consumidor com segurança. Quando uma amostra dá resultado não conforme, não é caso de jogar tudo fora na hora, nem de guardar para sempre: ela precisa ficar preservada por um período que permita eventual contestação do resultado. A lógica é bem prática: a amostra deve ser mantida até a sua data de vencimento ou até a realização da análise pericial de contraprova, o que acontecer primeiro. Assim, se houver dúvida sobre o laudo inicial, ainda existe material disponível para reavaliar. Se o produto vencer antes, não faz sentido manter a amostra além disso. Esse raciocínio aparece nas regras do PNCRC e conversa com a ideia de contraditório e possibilidade de verificação técnica do resultado. Em prova, a banca gosta de testar se voce entende que a amostra não conformada não é descartada de imediato, justamente para não prejudicar uma eventual contraprova. Por isso, o gabarito é a alternativa A: ela traduz exatamente o destino correto da amostra em caso de resultado não conforme, com o limite da validade do produto ou da análise pericial, o que vier primeiro.

Questão 2

Sobre a anatomia dos ossos dos membros torácicos anteriores e posteriores em bovinos e suínos, é correto afirmar que

  • A)os ossos distais do tarso são separados nas duas espécies, não havendo nenhum osso fusionado.
  • B)em espécies domésticas, como os bovinos e suínos, os ossos do carpo são dispostos em três fileiras.
  • C)a fileira proximal do tarso é composta pelos ossos tálus e calcâneo.
  • D)bovinos não possuem ossos fusionados no tarso.
  • E)a conformação óssea dos suínos os classifica como plantígrados, no seu modo de locomoção.
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Resposta correta: C

Para acertar essa questão, vale lembrar a organização básica dos ossos dos membros em bovinos e suínos. No tarso, a fileira proximal é formada por dois ossos bem conhecidos: tálus e calcâneo. É aquele detalhe clássico de anatomia que a banca adora cobrar em forma de lista, porque um nome trocado já derruba a questão. Nos membros dos animais domésticos, o tarso e o carpo podem apresentar ossos fusionados, reduções e adaptações conforme a espécie. Por isso, não dá para generalizar dizendo que sempre há separação total ou sempre três fileiras em todos os casos. Em bovinos e suínos, a anatomia tem particularidades próprias, e a banca explora exatamente essas diferenças. O gabarito é a letra C porque a fileira proximal do tarso realmente é composta pelos ossos tálus e calcâneo. O tálus participa da articulação com a tíbia, enquanto o calcâneo forma a saliência do “calcanhar” e serve de alavanca para a musculatura. É uma base anatômica bem clássica e muito cobrada em provas. Se você guardar uma imagem mental simples, ajuda bastante: no tarso, proximal = tálus + calcâneo; no meio e distal, vêm os demais ossos em arranjo espécie-específico. Quando a questão falar de bovinos e suínos, desconfie de respostas absolutas, porque a FGV gosta justamente das exceções e das fusões ósseas.

Questão 3

Levando-se em conta a vigilância epidemiológica da teníase e da cisticercose, é correto afirmar que

  • A)são doenças de notificação compulsória.
  • B)é necessário o isolamento de indivíduos com cisticercos para conter a transmissão.
  • C)a inspeção sanitária de produtos cárneos não contribui para a redução de casos da doença pois a detecção de larvas e ovos nesses produtos é muito difícil.
  • D)um dos métodos mais eficientes no controle dessas doenças é a promoção de trabalhos educativos que visem a conscientização da população sobre higiene pessoal e meios de contaminação.
  • E)uma unidade habitacional com um indivíduo positivo na sorologia para cisticercose representa um foco, mas não no caso de uma unidade habitacional com um indivíduo eliminando proglotes.
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Resposta correta: D

Teníase e cisticercose são doenças ligadas ao mesmo ciclo, mas em momentos diferentes do parasita. Na teníase, a pessoa abriga a forma adulta da Taenia no intestino e elimina ovos ou proglotes nas fezes. Já na cisticercose, a larva se instala nos tecidos, inclusive no sistema nervoso, geralmente por ingestão de ovos em água, alimentos ou mãos contaminadas. Na vigilância epidemiológica, o foco não é sair isolando todo mundo como se fosse gripe. O controle depende de interromper a cadeia de transmissão: saneamento, higiene das mãos, consumo de água e alimentos seguros, tratamento dos casos humanos e inspeção de carnes, além de educação em saúde. É aqui que a banca gosta de cobrar o lado prático da prevenção. Por isso, a alternativa D está correta. Campanhas educativas sobre higiene pessoal e formas de contaminação são uma das medidas mais eficientes, porque atacam o ponto central do problema: a fecal-oral na cisticercose e a manutenção do ciclo pela contaminação ambiental. Em provas, lembre que prevenção de parasitose quase sempre passa por informação + saneamento + inspeção sanitária. Como reforço doutrinário, a lógica da vigilância em saúde para zoonoses parasitárias prioriza educação sanitária, diagnóstico, tratamento e controle de fontes de infecção, não medidas de isolamento como primeira escolha.

Questão 4

As Doenças Respiratórias dos Bovinos (DRB) podem ocorrer por interações diversas de patógenos virais e bacterianos. Dentre os agentes patológicos a seguir, o que está associado a DRB é

  • A)Histomonas meleagridis.
  • B)Brucella abortus.
  • C)Mannheimia haemolytica.
  • D)Mycoplasma synoviae.
  • E)Streptococcus pneumoniae.
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Resposta correta: C

As Doenças Respiratórias dos Bovinos (DRB) formam um complexo bem conhecido na clínica de bovinos, especialmente em animais jovens, em confinamento ou sob estresse. Em geral, não é um agente único que “faz o estrago”, mas a combinação de vírus, bactérias e fatores de manejo, como transporte, lotação e mudança brusca de ambiente. O resultado costuma ser pneumonia, febre, tosse, corrimento nasal e queda de desempenho. A ideia aqui é reconhecer o agente clássico que aparece nesse cenário respiratório e que tem papel importante nas pneumonias bacterianas secundárias. Entre as bactérias mais cobradas nas DRB, a Mannheimia haemolytica é a queridinha da banca. Ela está fortemente associada à pneumonia enzoótica e ao complexo respiratório bovino, muitas vezes depois de infecção viral que “abre a porta” para a bactéria. Ela produz fatores de virulência que agravam a inflamação pulmonar, causando lesão intensa e evolução rápida do quadro. Por isso, a alternativa C está correta. Em prova, quando o enunciado fala em DRB e pede um agente associado, pense logo em Mannheimia haemolytica, junto com outros nomes clássicos do complexo, como Pasteurella multocida e Histophilus somni. Aqui, porém, a banca quis uma associação direta e muito típica com doença respiratória bovina, sem inventar moda. As demais opções fogem do quadro respiratório bovino: algumas são de outras espécies, outras se relacionam a doenças reprodutivas, entéricas ou articulares. Então, na hora da prova, vale a regra de ouro: DRB lembra pneumonia de bovino em contexto de manejo estressante, não um agente “solto” de qualquer sistema do organismo.

Questão 5

A respeito do programa nacional de controle da raiva dos herbívoros é correto afirmar que

  • A)é atribuição exclusiva do médico veterinário a aplicação de substâncias anticoagulantes, ao redor das lesões recentes provocadas por morcegos hematófagos em herbívoros.
  • B)os refúgios de morcegos hematófagos, notadamente os da espécie Molossus rufus, notificados ao serviço veterinário oficial, deverão ser cadastrados e monitorados periodicamente.
  • C)a aplicação de substâncias anticoagulantes em morcegos hematófagos ou outra forma de eutanásia deve ser realizada sob a supervisão de médico veterinário.
  • D)desde a produção até seu uso, a vacina antirrábica deverá ser mantida em temperatura entre dois e dez graus centígrados.
  • E)na profilaxia da raiva dos herbívoros, será utilizada vacina inativada, na dosagem de 2 mL, administrada exclusivamente por médico veterinário, através da via subcutânea ou intramuscular.
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Resposta correta: C

O Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros tem foco em prevenir a transmissão do vírus da raiva para bovinos, equinos, ovinos e outros herbívoros, principalmente por meio do controle dos morcegos hematófagos. Aqui a ideia central é simples: não basta “caçar morcego” de qualquer jeito, porque o manejo precisa seguir regras sanitárias e ser feito com responsabilidade técnica. Na prática, a legislação e as normas do serviço veterinário oficial colocam o médico veterinário como o profissional que supervisiona as ações de controle, especialmente quando falamos de aplicação de substâncias anticoagulantes nos morcegos ou de outras formas de eutanásia. Isso existe para evitar erro operacional, uso inadequado de produtos e risco ambiental, além de garantir rastreabilidade da medida sanitária. Por isso, a alternativa C está correta: a aplicação de substâncias anticoagulantes em morcegos hematófagos ou outra forma de eutanásia deve ser realizada sob supervisão de médico veterinário. O ponto-chave da banca é a supervisão técnica, não uma ação improvisada em campo. As demais alternativas tentam confundir você com detalhes de vacina, espécies de morcego e responsabilidade profissional. Em prova, esse tipo de questão costuma cobrar o núcleo do programa: vigilância, controle de focos e atuação do serviço veterinário oficial com respaldo técnico.

Questão 6

A tuberculose bovina é uma doença crônica. Apesar de ser uma enfermidade antiga, ela continua sendo um grave problema em saúde pública. Sobre a tuberculose bovina, é correto afirmar que

  • A)a doença segue um curso crônico, com a presença de um processo inflamatório granulomatoso e caseoso, afetando exclusivamente o trato respiratório.
  • B)a via inalatória é a única forma de infecção.
  • C)a lesão primária no pulmão costuma progredir para um estágio mais capsular e mineralizado.
  • D)a Mycobacterium bovis não consegue infectar caprinos e ovinos, que se infectam exclusivamente pela Mycobacterium caprae.
  • E)o granuloma em estágio inicial apresenta grandes áreas de necrose, que regridem em estágios posteriores devido à resposta imunológica.
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Resposta correta: C

A tuberculose bovina é uma zoonose clássica, causada principalmente pelo Mycobacterium bovis, e costuma ter evolução lenta, silenciosa e crônica. O ponto central da doença é a formação de granulomas, que são “barreiras” do organismo para tentar conter o agente, e esses granulomas podem evoluir com necrose caseosa, fibrose e, com o tempo, calcificação ou mineralização. É por isso que a lesão vai ficando mais encapsulada e endurecida, em vez de desaparecer magicamente. Na prática, a infecção não acontece só pelo pulmão e nem só por via inalatória: a via respiratória é importante, mas a via digestiva também pode ocorrer, especialmente pela ingestão de leite contaminado ou de material infectante. Além disso, a doença não se limita exclusivamente ao trato respiratório, porque pode atingir linfonodos, pleura e outros órgãos. O gabarito é a letra C porque descreve bem a evolução típica da lesão primária pulmonar: ela tende a se tornar mais capsular, fibrosada e mineralizada ao longo do tempo. Esse comportamento é bem compatível com a resposta granulomatosa crônica da tuberculose, que tenta conter o agente e acaba deixando uma cicatriz patológica bem característica. Resumo mental para prova: pense em doença crônica, granuloma, caseificação, fibrose e mineralização. Se a alternativa tentar restringir demais a via de infecção ou o local da lesão, desconfie: tuberculose adora ser mais ampla do que a questão tenta fazer parecer.

Questão 7

A linfadenite caseosa é uma doença contagiosa, crônica e debilitante de caprinos e ovinos. Sobre a linfadenite caseosa, é correto afirmar que

  • A)o agente etiológico dessa doença é um vírus.
  • B)métodos sorológicos como o ELISA e o Western Blot (WB) auxiliam na detecção de animais infectados e em programas de controle da doença.
  • C)a via aerógena é a principal via de transmissão.
  • D)a drenangem dos abscessos não deve ser feita para evitar a contaminação do ambiente.
  • E)um baixo impacto econômico é causado por essa enfermidade.
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Resposta correta: B

A linfadenite caseosa, muito cobrada em caprinos e ovinos, é causada pela bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis, e não por vírus. Ela provoca abscessos em linfonodos e em outros tecidos, com curso crônico e impacto importante no desempenho dos animais e na produtividade do rebanho. Ou seja: não é uma doença “de passagem”, ela costuma dar trabalho e prejuízo por bastante tempo. Na prática, o diagnóstico e o controle dependem de identificação dos animais infectados, isolamento, manejo sanitário e atenção às lesões purulentas, porque o material dos abscessos é altamente contaminante. Por isso, exames sorológicos como ELISA e Western Blot ajudam bastante na detecção de animais infectados, inclusive os que ainda não mostram sinais clínicos claros. A banca acertou ao considerar a alternativa B porque esses testes são usados justamente como apoio em programas de controle e vigilância da doença. Eles não substituem sozinho a avaliação clínica e epidemiológica, mas entram como ferramenta importante para reduzir a disseminação no rebanho. As demais alternativas erram pontos clássicos: o agente não é vírus, a transmissão não é principalmente aerógena, a drenagem de abscessos pode ser necessária com cuidados rigorosos de biossegurança, e o impacto econômico é relevante, especialmente por condenação de carcaças, queda de produção e descarte de animais.

Questão 8

Sobre a regulação hormonal no ciclo ovariano, marque a afirmativa correta.

  • A)O corpo lúteo secreta estrogênio, que diminui as secreções de FSH e LH pela hipófise.
  • B)O hormônio GnRH é produzido pela hipófise, e estimula a secreção de FSH e de LH.
  • C)O FSH estimula a formação dos receptores de LH nas células da granulosa.
  • D)A prostaglandina (PGF2-α) estimula a síntese de progesterona.
  • E)A concentração de FSH e LH é controlada pelas gônadas por feedback positivo.
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Resposta correta: C

No ciclo ovariano, o eixo hormonal funciona como uma orquestra: o hipotálamo libera GnRH, a hipófise responde com FSH e LH, e os ovários devolvem sinais para ajustar o ritmo. Quem manda no controle fino não é a hipofise sozinha, mas o conjunto com feedback das gônadas. Na prática, o ovário vai dizendo "já deu" ou "pode continuar" por meio de hormônios como estrógeno, progesterona e inibina. O FSH age principalmente no folículo em crescimento, estimulando as células da granulosa. E aqui está o ponto central da questão: ele também induz a formação de receptores para LH nessas células. Isso é importante porque, mais adiante, o pico de LH vai desencadear a ovulação e a luteinização. Sem esses receptores, a granulosa não fica preparada para responder direito ao LH. A alternativa C está correta exatamente por isso: o FSH prepara a granulosa para receber LH. É um passo clássico da fisiologia reprodutiva e costuma aparecer em provas com linguagem bem parecida, então vale decorar a sequência: FSH cresce folículo, LH entra para a fase decisiva. Só um ajuste importante: GnRH é produzido no hipotálamo, não na hipófise, e o controle de FSH e LH pelas gônadas ocorre principalmente por feedback negativo, não positivo. No final das contas, a pegadinha da banca é trocar quem produz o hormônio e inverter o tipo de feedback.

Questão 9

De acordo com o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade, o produto de ovo homogeneizado que contém as mesmas proporções de clara e gema de um ovo em natureza recebe a nomenclatura de

  • A)mistura de ovo.
  • B)ovo integral.
  • C)ovo líquido.
  • D)ovo inteiro em caixa.
  • E)ovo pasteurizado.
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Resposta correta: B

No Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade dos produtos de ovo, a nomenclatura muda conforme o ovo é mantido com ou sem separação de seus componentes. Quando o produto de ovo homogeneizado conserva as mesmas proporções de clara e gema de um ovo em natureza, ele recebe a denominação de ovo inteiro. A ideia aqui é simples: se a mistura reproduz a composição natural do ovo, não há motivo para chamar de outra coisa. A banca costuma cobrar exatamente esse detalhe de nomenclatura, porque parece tudo muito parecido: ovo líquido, pasteurizado, mistura de ovo, homogeneizado... mas cada termo aponta para uma apresentação específica. O ponto-chave é que a presença de clara e gema na mesma proporção do ovo natural identifica o produto como ovo inteiro. Na prática, pense assim: ovo integral ou inteiro é o produto que mantém a composição do ovo como ele é na natureza, ainda que processado e homogeneizado. Já os outros nomes remetem a outras formas de apresentação, processamento ou composição, e por isso não servem para essa definição. Então, o gabarito está correto porque o enunciado descreve exatamente um ovo homogeneizado com clara e gema nas proporções naturais, o que se enquadra na definição regulamentar de ovo inteiro.

Questão 10

Uma pessoa sofreu um acidente ofídico, e conseguiu identificar a cobra que a picou como sendo uma cobra coral-verdadeira. O tratamento específico para esse tipo de envenenamento deve ser feito por administração de soro

  • A)antielapídico.
  • B)antibotrópico.
  • C)anticrotálico.
  • D)antilaquético
  • E)antivipérico.
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Resposta correta: A

No acidente ofídico, o primeiro passo é reconhecer o tipo de serpente, porque o soro muda conforme o gênero envolvido. Isso parece detalhe de prova, mas na prática é o coração da conduta: soro errado não resolve o veneno certo. Quando a cobra é coral-verdadeira, o envenenamento é elapídico, causado por serpentes do gênero Micrurus, com ação principalmente neurotóxica. Por isso, o tratamento específico deve ser feito com soro antielapídico. Ele é o antiveneno indicado para neutralizar o veneno das corais verdadeiras. Em prova, a banca costuma misturar os nomes dos soros para testar se voce sabe associar serpente, gênero e antiveneno, então vale decorar essa dupla: coral-verdadeira = elapídico. Os outros soros são ligados a outros grupos: botrópico para jararacas, crotálico para cascavéis, laquético para surucucu e vipérico como termo mais amplo em algumas classificações. Ou seja, se a serpente foi identificada como coral-verdadeira, não tem suspense: o soro específico é o antielapídico.

Perguntas frequentes

Este quiz de Medicina Veterinária FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Medicina Veterinária FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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