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Questões de Medicina FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Medicina da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Acerca das espondiloartrites, assinale a afirmativa correta.

  • A)Ênteses fibrocartilaginosas são caraterísticas de tendões e ligamentos que se ligam às epífises dos ossos longos.
  • B)O uso de inibidores do TNF é efetivo no tratamento das espondiloartrites axiais com clara redução da progressão radiográfica em curto prazo.
  • C)O edema ósseo (osteíte) na sacroiliíte é visualizado na sequência ponderada em T2, após infusão de gadolínio
  • D)O edema de medula óssea na articulação sacroilíaca visto em sequências ponderadas em T2 com supressão de gordura ou em STIR é específico das espondiloartrites.
  • E)A presença de entesite periférica é característica da espondilite anquilosante e a diferencia das outras espondiloartrites.
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Resposta correta: A

As espondiloartrites formam um grupo de doenças inflamatórias que gostam de atacar onde o tendão e o ligamento encontram o osso, isto é, as enteses. Por isso, a palavra-chave aqui é entesite, além do acometimento axial, sacroiliíte e, muitas vezes, artrite periférica, dactilite e manifestações extra-articulares. Na imagem, o diagnóstico costuma ser apoiado por achados de inflamação na sacroilíaca, mas sem cair na armadilha de achar que todo edema visto em exame é específico da doença. Na prática, a ressonância ajuda muito, porém o contexto clínico continua mandando no jogo. A alternativa A está correta porque as enteses fibrocartilaginosas são justamente áreas de inserção de tendões e ligamentos no osso, com predomínio em regiões submetidas a estresse mecânico, como as inserções próximas às epífises dos ossos longos. Esse é um ponto clássico da fisiopatologia das espondiloartrites: inflamação da entese, e não apenas da sinóvia como nas artrites reumatoides. As demais alternativas escorregam em detalhes de imagem ou em generalizações. Em prova da FGV, esse tipo de questão adora trocar conceito anatômico por atalho radiológico bonito, então vale sempre lembrar: entesite é a estrela do tema, e a sacroiliíte é o palco mais cobrado.

Questão 2

Homem de 28 anos com relato de ingesta importante de bebida alcóolica há três dias apresenta vômitos frequentes nas últimas 24 horas. O último deles mostrou coloração que foi descrita como “vermelho brilhante”. No exame físico apresenta estado geral mantido, frequência cardíaca de 90bpm e pressão arterial de 12/75mmHg Qual a hipótese diagnóstica mais provável?

  • A)úlcera péptica;
  • B)gastrite aguda;
  • C)varizes de esôfago;
  • D)câncer de estômago;
  • E)síndrome de Mallory-Weiss.
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Resposta correta: E

Depois de um episódio de ingesta alcoólica importante e vários vômitos, uma causa clássica de hematêmese com sangue vermelho vivo é a síndrome de Mallory-Weiss. Ela acontece por laceração da mucosa na junção gastroesofágica, geralmente após esforço de vômito, arcada ou retching repetido. É aquela lesão "mecânica" que aparece depois que o estômago e o esôfago viram palco de um episódio de excesso e repetição. Em geral, o paciente pode estar relativamente estável hemodinamicamente, como neste caso, porque o sangramento costuma ser autolimitado. O detalhe-chave aqui é a sequência: álcool em grande quantidade, vômitos frequentes e depois vômito com sangue vermelho brilhante. Isso aponta mais para ruptura de mucosa do que para uma doença ulcerosa crônica ou neoplasia. Sangue vermelho vivo costuma sugerir sangramento recente e ativo, sem tempo para digestão no estômago. As varizes de esôfago até podem causar hematêmese volumosa, mas costumam aparecer em paciente com hepatopatia crônica, estigmas de cirrose e quadro mais grave. Já câncer gástrico e úlcera péptica não combinam tão bem com esse início abrupto após vômitos repetidos. Gastrite aguda pode sangrar, mas o enredo clássico de vômitos pós-etilismo com hematêmese aponta mesmo para a laceração de Mallory-Weiss. Em prova, pense assim: alcoólatra, vômitos repetidos, sangue vivo, sinais vitais preservados, tudo grita lesão por esforço. Não precisa inventar dragão onde a banca quer um rasgo na junção gastroesofágica.

Questão 3

Indique o principal efeito colateral com o uso de antidepressivo tricíclico, em dose analgésica.

  • A)Efeito anti-colinérgico.
  • B)Ataxia.
  • C)Efeito extrapyramidal.
  • D)Morte súbita.
  • E)Arritmia.
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Resposta correta: A

Os antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina e nortriptilina, aparecem muito em dor neuropática e outras situações em que a dose usada é menor do que a dose antidepressiva. Mesmo assim, eles continuam trazendo os efeitos clássicos da classe, e o mais comum e cobrado em prova é o efeito anticolinérgico. Isso inclui boca seca, constipação, retenção urinária, visão turva e até taquicardia. O corpo sente a "mão" do remédio sobre receptores muscarínicos, e a prova adora exatamente esse detalhe. Em dose analgésica, o objetivo não é dar aquele efeito antidepressivo cheio de pompa, mas aliviar dor com menor carga de eventos adversos. Ainda assim, os tricíclicos mantêm o perfil farmacológico típico, então os sintomas anticolinérgicos seguem como o principal incômodo prático. Por isso, o gabarito aponta essa classe de efeitos e não um evento raro ou uma complicação dramática. As outras alternativas tentam confundir com efeitos neurológicos ou cardíacos menos característicos. Arritmias podem ocorrer em intoxicação ou em situações de maior risco, mas não são o principal efeito colateral esperado em dose analgésica. Em concurso, quando a banca cita tricíclico, pense primeiro em anticolinérgico, depois em sedação e hipotensão ortostática, se a questão pedir outros efeitos. Resumo de prova: tricíclicos na dor = benefício em dose baixa, mas com o pacote anticolinérgico de brinde. É aquele remédio que ajuda, mas cobra seu pedágio no caminho.

Questão 4

Após a avaliação em ambulatório de clínica médica, paciente do sexo masculino, com idade de 20 anos, procura o serviço de cirurgia cardíaca do hospital apresentando ectasia anulo-aórtica, regurgitação valvar aórtica grave, luxação do cristalino e sinais angio-tomográficos de dissecção aórtica crônica. O diagnóstico mais provável é

  • A)aortite sifilítica.
  • B)Sindrome de Marfan.
  • C)necrose cística da adventícia.
  • D)aortite de Takayassu.
  • E)ateromatose difusa.
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Resposta correta: B

A questão descreve um quadro bem clássico de síndrome de Marfan: homem jovem, com ectasia anulo-aórtica, insuficiência aórtica importante, luxação do cristalino e dissecção aórtica crônica. Quando você junta alterações oculares e cardiovasculares, o alarme toca alto para doença do tecido conjuntivo, especialmente pela fragilidade da parede aórtica e da raiz da aorta. Na síndrome de Marfan, a mutação da fibrilina-1 enfraquece o arcabouço elástico dos tecidos, o que favorece dilatação da raiz da aorta, regurgitação aórtica e dissecção. É um pacote de sinais que costuma aparecer em pacientes longilíneos, com fenótipo marfanoide, mas a questão já entregou o essencial: cristalino deslocado e aneurisma/dissecção aórtica, combinação muito sugestiva. As outras alternativas tentam confundir com doenças da aorta, mas nenhuma encaixa tão bem no conjunto. A aortite sifilítica costuma acometer a aorta ascendente em pacientes mais velhos, a Takayasu é vasculite de grandes vasos em mulheres jovens, e ateromatose difusa é muito mais ligada a risco cardiovascular e idade avançada. "Necrose cística da adventícia" não é o diagnóstico clássico que explica esse conjunto de achados. Então, o gabarito B está correto porque a associação de ectasia anulo-aórtica, insuficiência aórtica grave, luxação do cristalino e dissecção aórtica é praticamente a assinatura clínica de Marfan. Em prova, quando aparecer olho + aorta em jovem, pense primeiro nessa síndrome antes de sair caçando zebras.

Questão 5

Durante a redução do oxigênio molecular, espécies reativas de oxigênio são formadas e existe a necessidade permanente de inativar estes radicais livres. Os danos induzidos pelos radicais livres podem afetar muitas moléculas biológicas, incluindo os lipídeos, as proteínas, os carboidratos e as vitaminas presentes nos alimentos. As espécies reativas de oxigênio também estão implicadas nas várias doenças humanas. Evidências têm sido acumuladas indicando que uma dieta rica em antioxidantes reduz os riscos das principais doenças humanas. Analise as afirmativas a seguir. I. São antioxidantes não-enzimáticos: α-tocoferol, β-caroteno, ácido ascórbico e flavonoides. II. São oxidantes não-enzimáticos: selênio, glutationa e Lcisteína. III. São antioxidantes enzimáticos: superóxido dismutase, catalase, NADPH-quinona oxidoredutase, glutationa peroxidase e curcumina. Está correto o que se afirma em

  • A)I, somente.
  • B)II, somente.
  • C)III, somente.
  • D)I e II, somente.
  • E)II e III, somente.
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Resposta correta: A

Esse tema mistura substâncias antioxidantes com enzimas de defesa celular, e a banca gosta de trocar os rótulos para ver quem cai na armadilha. Em termos simples, antioxidantes não enzimáticos são moléculas que “capturam” radicais livres, como o alfa-tocoferol (vitamina E), o beta-caroteno, o ácido ascórbico (vitamina C) e os flavonoides. Eles funcionam como uma linha de frente química contra a oxidação. Já os antioxidantes enzimáticos são proteínas produzidas pelo organismo, como a superóxido dismutase, a catalase e a glutationa peroxidase. Elas agem em sequência para neutralizar espécies reativas de oxigênio, evitando que o dano oxidativo se espalhe para lipídeos, proteínas e DNA. A afirmativa I está correta porque todos os itens citados são antioxidantes não enzimáticos. A II está errada porque selênio não é oxidante, e glutationa e L-cisteína têm papel antioxidante, não oxidante. A III também está errada porque curcumina não é antioxidante enzimático; além disso, a lista mistura uma enzima real com substâncias não enzimáticas. Por isso, o gabarito é a letra A, apenas a afirmativa I está certa. Em concursos, quando aparecer uma lista assim, vale separar rapidamente o que é enzima, o que é micronutriente e o que é composto bioativo de alimento.

Questão 6

Assinale a opção que apresenta afecções benignas do pescoço.

  • A)Linfoma, fibroma e neurilemoma.
  • B)Linfangioma, cisto dermoide e hemangioma.
  • C)Adenoide cístico, linfangioma e cisto do tireoglosso.
  • D)Laringocele, osteossarcoma e cisto branquial.
  • E)Glômus, melanoma e cisto tímico.
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Resposta correta: B

Quando a questão fala em afecções benignas do pescoço, pense nas lesões que costumam ser congênitas ou de natureza não maligna, especialmente as císticas e vasculares. Em otorrino, isso aparece bastante em provas: o examinador mistura lesões benignas com tumores malignos para testar se voce sabe separar “caroço inocente” de “caroço perigoso”. Entre as lesões benignas do pescoço, entram o linfangioma, o cisto dermoide, o hemangioma, o cisto branquial, o cisto do ducto tireoglosso e o laringocele, dependendo da classificação usada. São entidades geralmente benignas, muitas de origem embrionária, que podem aparecer como massas cervicais em crianças ou adultos. O gabarito é a letra B porque reúne apenas lesões benignas: linfangioma, cisto dermoide e hemangioma. Todas são afecções não malignas e clássicas na lista de diagnósticos diferenciais de tumores cervicais benignos. As demais alternativas misturam pelo menos uma lesão maligna, como linfoma, adenocarcinoma de glândula salivar, osteossarcoma ou melanoma, o que derruba a opção. Em prova, esse tipo de mistura é o truque favorito: uma ou duas benignas para te distrair, e no meio entra o “vilão” sem aviso.

Questão 7

Em relação à paquimetria e aos valores em mmHg da tonometria de aplanação de Goldmann (TAG), analise as afirmativas a segir. I. Córneas espessas tendem a valores tonométricos mais baixos. II. A paquimetria não interfere nos valores da tonometria de aplanação. III. Córneas mais finas tendem a valores tonométricos mais baixos. Está correto o que se afirma em

  • A)I, somente.
  • B)II, somente.
  • C)III, somente.
  • D)I e II, somente.
  • E)I e III, somente.
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Resposta correta: C

A paquimetria mede a espessura corneana, e isso importa muito na tonometria de aplanação de Goldmann, porque a espessura da córnea pode alterar a leitura da pressão intraocular. Em termos práticos: córnea mais espessa costuma “empurrar” a medida para cima, e córnea mais fina costuma “puxar” a medida para baixo. É aquela situação clássica em que o número do aparelho não conta a história inteira sozinho. Por isso, a afirmativa I está errada: córneas espessas não tendem a valores tonométricos mais baixos, mas sim mais altos. A afirmativa II também está errada, porque a paquimetria interfere, sim, na interpretação da TAG. Já a afirmativa III está correta, pois córneas mais finas tendem a subestimar a pressão medida. Na prática clínica, a paquimetria ajuda você a interpretar melhor uma pressão aparentemente normal ou alterada, especialmente em suspeita de glaucoma. A banca cobra exatamente essa relação básica entre espessura corneana e leitura da Goldmann.

Questão 8

A caquexia é uma condição clínica sindrômica que se desenvolve secundariamente a diversas patologias, especialmente câncer e doenças cardíacas, gastrointestinais, renais e imunológicas. Dentre elas, a síndrome anorexia-caquexia (SAC) ou caquexia oncológica é a mais prevalente e causa disfunção progressiva. Considere a classificação para caquexia e os três estágios clínicos consecutivos – pré-caquexia, caquexia e caquexia refratária. Assinale a opção que descreve, corretamente, o estágio de caquexia refratária.

  • A)Perda de peso < 5% em 6 meses associada a anorexia e nível sérico de proteína C- reativa (PCR) 5 mg/L.
  • B)Perda de peso < 5% em 6 meses associada a anorexia e nível sérico da albumina de 3,5 g/dL.
  • C)Perda de peso 10 mg/L, nível sérico da albumina menor que 3,5 g/dL
  • D)Todas as características de caquexia e ausência de resposta à terapêutica medicamentosa, funcionalidade < 50 e sobrevida < 3 meses.
  • E)Perda de peso < 5% em 3 meses associada a anorexia, fadiga moderada, nível sérico da albumina de 3,5 g/dL, ausência de resposta à terapêutica medicamentosa e sobrevida < 6 meses.
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Resposta correta: D

A caquexia oncológica é uma síndrome metabólica complexa, marcada por perda de peso, inflamação sistêmica, anorexia e queda progressiva da funcionalidade. Na prática, ela não é só "emagrecimento": envolve alteração do metabolismo e piora clínica contínua, muito comum em câncer avançado. A classificação costuma dividir em pré-caquexia, caquexia e caquexia refratária. Na pré-caquexia, os sinais ainda são discretos, com perda de peso inicial, anorexia e inflamação em baixo grau. Na caquexia, já há perda ponderal mais evidente e piora funcional, mas ainda pode haver resposta a tratamento nutricional e oncológico. Já a caquexia refratária é o estágio final, quando o paciente tem todas as características da caquexia e não responde mais às intervenções terapêuticas. Em geral, isso ocorre em doença muito avançada, com performance status muito ruim, frequentemente funcionalidade abaixo de 50 e sobrevida estimada menor que 3 meses. Por isso, o gabarito é a letra D: ela descreve justamente a forma refratária, com ausência de resposta à terapêutica, grande comprometimento funcional e prognóstico curto. A banca FGV costuma cobrar esse ponto com foco na definição clínica e no caráter terminal do quadro, então vale decorar essa lógica de evolução em três degraus.

Questão 9

Assinale a opção que não está relacionada a volume seminal menor que 1mL.

  • A)Ejaculação retrógrada.
  • B)Obstrução de ducto ejaculador.
  • C)Agenesia de vesículas seminais.
  • D)Varicocele.
  • E)Anomalias associadas a fibrose cística.
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Resposta correta: D

Volume seminal menor que 1 mL costuma apontar para problema de produção ou de saída do líquido seminal. Pense assim: se a “fábrica” não produz, ou se a “encanamento” está obstruído, o volume cai. As causas clássicas incluem ejaculação retrógrada, obstrução dos ductos ejaculatórios, agenesia de vesículas seminais e alterações associadas à fibrose cística, especialmente pela ausência ou hipoplasia de estruturas dos ductos deferentes e vesículas seminais. A ejaculação retrógrada faz o sêmen ir para a bexiga em vez de sair pela uretra, então a amostra fica pequena. Já a obstrução do ducto ejaculador e a agenesia das vesículas seminais reduzem diretamente o volume do ejaculado, porque as vesículas seminais respondem por grande parte desse líquido. Nas anomalias ligadas à fibrose cística, o achado clássico é a ausência bilateral dos ductos deferentes ou alterações das vesículas seminais, o que também leva a baixo volume seminal. Esse é um ponto bem cobrado em Urologia: baixa quantidade de sêmen sugere problema anatômico/funcional da via seminal, não uma causa vascular testicular. Por isso, o gabarito é a letra D. Varicocele se relaciona principalmente a infertilidade por piora da espermatogênese, motilidade e morfologia dos espermatozoides, mas não é causa típica de volume seminal menor que 1 mL.

Questão 10

Paciente com distúrbio hereditário com arteriopatia cerebral autossômica dominante, com infartos subcorticais e leucoencefalopatia. O diagnóstico é de

  • A)Alzheimer.
  • B)Pick.
  • C)Parkinson.
  • D)Creutzfeld-Jakob.
  • E)Cadasil.
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Resposta correta: E

A pista principal da questão é a combinação de herança autossômica dominante com arteriopatia cerebral, infartos subcorticais e leucoencefalopatia. Isso praticamente acende a luz de CADASIL, uma doença genética dos pequenos vasos cerebrais causada, na maioria dos casos, por mutações no gene NOTCH3. Ela costuma aparecer com enxaqueca com aura, AVCs lacunares recorrentes, alterações cognitivas e sinais de comprometimento da substância branca na ressonância. O nome já ajuda bastante: CAdASIL significa Cerebral Autosomal Dominant Arteriopathy with Subcortical Infarcts and Leukoencephalopathy. Em português, é exatamente a descrição do enunciado em versão completa e sem maquiagem. Ou seja, não é uma demência degenerativa clássica nem uma doença extrapiramidal, mas uma vasculopatia hereditária que dá lesões isquêmicas pequenas e difusas no cérebro. Em provas, a banca costuma misturar esse quadro com outras doenças neurológicas porque o paciente pode ter declínio cognitivo. Mas aqui o detalhe decisivo é a topografia e o mecanismo: subcortical, leucoencefalopatia e herança dominante apontam para uma doença vascular hereditária, não para Alzheimer, Pick, Parkinson ou Creutzfeld-Jakob. Por isso, o gabarito é E. Se quiser guardar uma frase-chave, pense assim: "jovem ou adulto com AVC de repetição, enxaqueca com aura e família com o mesmo problema? Desconfie de CADASIL".

Perguntas frequentes

Este quiz de Medicina FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Medicina FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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