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Questões de Medicina Instituto AOCP: comentadas e grátis

Pratique questões de Medicina da banca Instituto AOCP, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Sobre o tratamento da doença exantemática do caso clínico relatado nas 2 questões anteriores, é correto afirmar que

  • A)deve ser iniciado precocemente com altas doses de Imunoglobulina IV (IGIV) e baixas doses de Ácido Acetilsalicílico (AAS).
  • B)para pacientes com aneurismas em coronárias, considera-se manter o AAS indefinidamente. Nos casos de aneurismas gigantes, considerar anticoagulante adicional.
  • C)deve-se realizar corticoide endovenoso precocemente em todos os casos.
  • D)os anti-inflamatórios são considerados seguros e devem ser iniciados precocemente associados à aspirina.
  • E)amoxicilina é o antibiótico de escolha, e deve ser mantido por até 14 dias.
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Resposta correta: B

O quadro descrito nas questões anteriores aponta para a doença de Kawasaki, uma vasculite aguda da infância que exige tratamento precoce para reduzir o risco de aneurismas de artérias coronárias. O esquema clássico na fase aguda é imunoglobulina intravenosa em dose única e alta, associada a ácido acetilsalicílico, que começa em dose anti-inflamatória e depois costuma ser mantido em dose antiplaquetária quando a febre cede. A ideia aqui não é “capricho terapêutico”, é proteção cardiovascular: quanto mais cedo a IGIV for administrada, menor a chance de complicação coronariana. Nos pacientes que evoluem com aneurismas coronarianos, o manejo muda de peso: o AAS pode ser mantido por tempo prolongado, e em aneurismas gigantes se considera anticoagulação adicional, porque o risco de trombose sobe bastante. É por isso que a alternativa B está correta. As demais opções misturam condutas inadequadas, como corticoide para todos, antibiótico ou anti-inflamatórios comuns, que não são o tratamento padrão da doença.

Questão 2

Diante do nascimento de um RN termo, que nasceu de parto vaginal, com bolsa rota alguns minutos antes do nascimento, com bom tônus e choro forte, deve-se

  • A)clampear o cordão ao nascimento, envolver o RN em campos aquecidos e mantê-lo junto à mãe em contato pele a pele.
  • B)colocar o RN sobre tórax ou abdome da mãe e esperar 1-3 minutos para clampear o cordão.
  • C)clampear o cordão ao nascimento e levar o RN para a mesa de reanimação sob calor radiante.
  • D)clampear o cordão em 30 segundos e manter em contato pele a pele com a mãe.
  • E)esperar o cordão parar de pulsar para clampear e levar o RN para a mesa de reanimação sob calor radiante.
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Resposta correta: B

No RN termo, com bom tônus e choro forte, a primeira ideia é simples: ele não precisa de reanimação, precisa de adaptação segura ao ambiente extrauterino. Nessa situação, a conduta recomendada é manter o bebê junto da mãe, em contato pele a pele, e aguardar cerca de 1 a 3 minutos para o clampeamento do cordão. Isso ajuda na transição circulatória e favorece a transfusão placentária, sem aumentar risco quando o recém-nascido está bem. A lógica aqui é não transformar um parto normal em uma cena de mesa de reanimação sem necessidade. Se o RN nasce vigoroso, respira bem e tem boa vitalidade, não há indicação de levá-lo imediatamente para calor radiante. O cuidado inicial pode ser feito ainda sobre o tórax ou abdome materno, com aquecimento, secagem e vigilância clínica. Esse é o ponto cobrado pela banca: o clampeamento tardio do cordão umbilical é indicado em RN termo vigoroso, geralmente entre 1 e 3 minutos após o nascimento, e o contato pele a pele deve ser preservado. Isso está alinhado com as recomendações de neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e com diretrizes internacionais de atendimento ao recém-nascido. Resumindo: bebê termo, parto vaginal, bolsa rota há poucos minutos, bom tônus e choro forte = nada de pressa com clampeamento imediato ou mesa de reanimação. Primeiro vem a adaptação tranquila; reanimação é para quem realmente precisa.

Questão 3

Paciente de 23 anos refere dor, edema, calor local e diminuição da amplitude de movimento em tornozelo esquerdo, de início há 1 semana, associados às mesmas queixas em joelho direito há 2 dias. Quando indagado ativamente sobre infecções recentes, refere tratamento para uretrite há 40 dias. A análise do líquido sinovial de joelho revela 15000 células/ mm³, predomínio de neutrófilos, bacterioscopia e culturas negativas. Levando em consideração esse caso clínico, qual é o patógeno mais provável de ser responsável pelo quadro?

  • A)Clostridium difficile.
  • B)Chlamydia trachomatis.
  • C)Klebsiella pneumoniae.
  • D)Escherichia coli.
  • E)Pseudomonas aeruginosa.
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Resposta correta: B

O caso descreve uma artrite aguda assimétrica, em membros inferiores, com joelho e tornozelo acometidos, após episódio recente de uretrite. Esse conjunto é clássico de artrite reativa, uma espondiloartrite que aparece depois de infecção geniturinária ou intestinal. O líquido sinovial inflamado, com predomínio de neutrófilos e culturas negativas, ajuda a reforçar que não se trata de uma artrite séptica típica, mas de um processo inflamatório desencadeado por infecção prévia. Na artrite reativa, um dos agentes mais lembrados é a Chlamydia trachomatis, especialmente quando há história de uretrite algumas semanas antes. A cronologia também encaixa bem: os sintomas articulares costumam surgir dias a poucas semanas após a infecção inicial. É aquele cenário em que a infecção já foi embora, mas o sistema imune continua “brigando” e sobra para a articulação. Por isso o gabarito é a letra B. As hemoculturas e culturas do líquido sinovial negativas, somadas ao padrão oligoarticular em grandes articulações de membros inferiores, apontam para artrite reativa por Chlamydia trachomatis. Em provas, a banca costuma cobrar exatamente essa associação: uretrite recente + artrite assimétrica = pense em artrite reativa por clamídia. Como reforço doutrinário, a artrite reativa é classificada entre as espondiloartrites soronegativas, frequentemente associada ao HLA-B27, embora esse dado não seja necessário para fechar a questão. O importante aqui é reconhecer o gatilho infeccioso e o padrão clínico bem característico.

Questão 4

Sobre epitélio cervical, assinale a alternativa correta.

  • A)As células colunares são alvo de infecções por HPV.
  • B)As células da zona de transformação são alvo de infecções por HPV.
  • C)As células da zona de transformação são alvo de infecções por Chlamydia tracomatis.
  • D)As células da zona de transformação têm baixa atividade mitótica.
  • E)A metaplasia escamosa não tem relação com Ph vaginal.
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Resposta correta: B

O colo do útero tem uma região muito cobrada em prova: a zona de transformação, que fica onde o epitélio colunar do canal cervical encontra o epitélio escamoso da ectocérvice. Essa área vive em remodelação por causa da metaplasia escamosa, então suas células ficam mais vulneráveis a agressões e infecções, especialmente pelo HPV. Não é por acaso que é justamente ali que surgem a maioria das lesões precursoras do câncer de colo uterino. Pense assim: o HPV gosta de tecido em transformação, com células ainda imaturas e em divisão ativa. Por isso, a banca costuma ligar o vírus à zona de transformação, e não simplesmente às células colunares isoladas. A ideia central é anatomia + biologia do epitélio + risco oncogênico, um trio clássico em Ginecologia. A alternativa correta é a B porque a zona de transformação é o principal alvo da infecção por HPV. Isso se relaciona com o fato de o vírus infectar melhor a região de metaplasia e de alta atividade proliferativa, onde há maior chance de persistência viral e de alterações displásicas. É exatamente essa dinâmica que explica a importância do rastreamento citológico e do teste de HPV no colo uterino.

Questão 5

Qual é o melhor exame para avaliar o prognóstico da doença linfática frente à indicação de determinado tratamento?

  • A)Linfografia.
  • B)Linfocintilografia.
  • C)Ressonância nuclear magnética.
  • D)Ultrassonografia com Doppler colorido.
  • E)Angiotomografia computadorizada.
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Resposta correta: B

Na avaliação da doença linfática, o exame que mais ajuda a entender como o sistema linfático está funcionando de verdade é a linfocintilografia. Ela mostra o trajeto da linfa, a velocidade de drenagem e possíveis bloqueios, o que é muito útil para estimar prognóstico e orientar a indicação do tratamento. Em outras palavras: não basta ver se há edema, é importante saber se a drenagem está preservada ou muito comprometida. A linfografia foi muito usada no passado, mas hoje ficou praticamente ultrapassada, porque é mais invasiva e oferece menos informação funcional útil na prática atual. Já a ressonância, a ultrassonografia com Doppler e a angiotomografia podem ajudar na avaliação anatômica e na exclusão de outras causas, mas não são os melhores exames para medir a função linfática e o prognóstico da doença. Por isso, quando a pergunta quer o melhor exame para avaliar o prognóstico da doença linfática diante da indicação de tratamento, pense em um método funcional, e não só em imagem estrutural. A lógica da questão é exatamente essa: ver como a linfa circula é mais valioso do que apenas desenhar os vasos no papel.

Questão 6

Assinale a alternativa que apresenta a causa mais comum de morte súbita cardíaca em indivíduos jovens.

  • A)Síndrome coronariana aguda.
  • B)Dissecção aguda de aorta.
  • C)Miocardiopatia hipertrófica.
  • D)Miocardite.
  • E)Arritmia cardíaca.
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Resposta correta: C

A morte súbita cardíaca em jovens costuma ter causa estrutural ou elétrica, e a campeã de prova nesse tema é a miocardiopatia hipertrófica. Ela pode passar despercebida por anos e, de repente, se manifestar com síncope, palpitações ou até parada cardíaca, especialmente durante esforço físico. Em concurso, a ideia central é simples: em indivíduo jovem, pense primeiro em miocardiopatia hipertrófica como causa mais comum de morte súbita cardíaca. A fisiopatologia envolve hipertrofia ventricular, frequentemente assimétrica, com desarranjo das fibras miocárdicas e risco aumentado de arritmias malignas. Além disso, pode haver obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo, piorando a instabilidade hemodinâmica. Por isso, a doença é muito cobrada em medicina do esporte e na cardiologia clínica. O gabarito é a letra C porque, entre as alternativas, é a entidade clássica associada à morte súbita em jovens. As demais opções até podem causar morte súbita em outros contextos, mas não lideram esse cenário etário. Em termos práticos, se a questão falar em jovem, atleta, colapso súbito e cardiopatia estrutural, a banca quer a miocardiopatia hipertrófica.

Questão 7

Em relação à criptococose que acomete o sistema nervoso central, qual é o tempo de tratamento da fase de manutenção em casos de pacientes não HIV?

  • A)1 a 3 meses.
  • B)6 meses.
  • C)6 a 12 meses.
  • D)18 meses.
  • E)24 meses.
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Resposta correta: C

A criptococose é uma infecção fúngica oportunista causada, principalmente, por Cryptococcus neoformans, e no sistema nervoso central ela costuma aparecer como meningite ou meningoencefalite, especialmente em pacientes imunossuprimidos. O tratamento é clássico: uma fase de indução para controlar a infecção, seguida de consolidação e, depois, manutenção para evitar recaída. Pense nela como um tratamento em etapas, porque o fungo não vai embora só com pressa, ele exige paciência e esquema correto. Nos pacientes com HIV, a manutenção costuma ser mais prolongada, porque o risco de recidiva é maior enquanto a imunidade segue comprometida. Já nos pacientes sem HIV, o tempo de manutenção é menor do que no grupo com HIV, mas ainda precisa ser suficientemente longo para garantir esterilização do foco e prevenir retorno da doença. É exatamente aqui que a banca gosta de testar sua memória de calendário. O ponto cobrado pela questão é que, em pacientes não HIV com criptococose do SNC, a fase de manutenção dura 6 a 12 meses. Esse é o intervalo recomendado em diretrizes clínicas para consolidar o controle da infecção e reduzir recaídas. Portanto, o gabarito C está correto porque traduz o tempo de manutenção esperado nesse grupo de pacientes. Resumo de prova: se a questão falar em criptococose do SNC em paciente sem HIV, acione a ideia de manutenção por vários meses, não por poucas semanas nem por tempo absurdamente longo. A banca quer que você diferencie o cenário de imunossupressão por HIV do paciente não HIV e não confunda a fase de manutenção com a de indução.

Questão 8

São achados tomográficos que permitem o diagnóstico de Pneumonia Intersticial Usual (PIU) típica:

  • A)opacidades reticulares associadas a bronquiectasias de tração, faveolamento, distribuição periférica, aprisionamento aéreo.
  • B)faveolamento, opacidades em vidro fosco, predomínio nas bases pulmonares, derrame pleural.
  • C)opacidades reticulares de distribuição peribroncovascular, bronquiectasias de tração, faveolamento.
  • D)opacidades reticulares predominantemente basais e periféricas, faveolamento, bronquiectasias de tração.
  • E)calcificações pleurais, opacidades reticulares periféricas, faveolamento.
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Resposta correta: D

A Pneumonia Intersticial Usual (PIU), que na prática costuma corresponder ao padrão tomográfico da fibrose pulmonar idiopática, tem uma assinatura bem conhecida na TC de alta resolução: predomínio nas bases e na periferia dos pulmões, com reticulações, bronquiectasias de tração e, principalmente, faveolamento. Esse trio é o que faz o radiologista pensar: "isso aqui tem cara de PIU". Quando o padrão é típico, muitas vezes nem precisa inventar moda - a imagem já fala quase tudo. O ponto central é lembrar da distribuição. A PIU não gosta de se espalhar de forma aleatória; ela prefere áreas subpleurais e basais. O faveolamento mostra fibrose avançada, enquanto as bronquiectasias de tração aparecem porque o parênquima fibrosado "puxa" as vias aéreas. Isso ajuda a diferenciar de outras pneumonias intersticiais, como a inespecífica, que costuma ter distribuição mais difusa ou peribroncovascular. Por isso, a alternativa D está correta: traz exatamente o conjunto clássico - opacidades reticulares predominantemente basais e periféricas, faveolamento e bronquiectasias de tração. Em provas, se aparecer esse combo, a banca geralmente quer PIU típica sem rodeios. Como dica prática, pense assim: PIU típica não é só "vidro fosco" e nem tem derrame pleural como achado esperado. O padrão é de fibrose arquitetural, não de inflamação solta pelo pulmão inteiro. Isso ajuda muito a não cair nas pegadinhas.

Questão 9

Sobre tipos de excisão de acordo com Prendiville (2003), assinale a alternativa correta.

  • A)Tipo 1: não se estende mais de 1 cm no canal endocervical.
  • B)Tipo 2: faz-se a retirada entre 2 e 2,5 cm do canal.
  • C)Tipo 2: faz-se a retirada de até 3 cm do canal.
  • D)Tipo 3: faz-se a retirada de menos de 2 cm do canal.
  • E)Tipo 3: faz-se a retirada de até 5 cm do canal.
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Resposta correta: A

A classificação de Prendiville (2003) é usada para descrever a extensão da excisão endocervical em procedimentos como a conização/LEEP, principalmente quando se quer padronizar o quanto do canal foi removido. A lógica é simples: quanto maior o tipo, maior a porção do canal endocervical retirada, o que costuma acontecer quando a lesão sobe mais para dentro do colo. No tipo 1, a excisão é limitada e não ultrapassa 1 cm no canal endocervical. É o cenário mais conservador, pensado para lesões mais baixas, visíveis e com menor extensão para o canal. Já os tipos 2 e 3 representam ressecções progressivamente mais profundas e amplas, indo além desse limite. Por isso, a alternativa A está correta: ela descreve exatamente o tipo 1 como uma excisão que não se estende mais de 1 cm no canal endocervical. As demais alternativas embaralham os cortes de profundidade e aumentam demais a extensão do tipo 1 ou atribuem medidas incompatíveis aos tipos 2 e 3. Na prática de prova, vale guardar a ideia-chave: tipo 1 = pequeno alcance no canal; tipo 2 e 3 = excisão mais extensa. Quando a banca traz Prendiville, ela costuma cobrar esse detalhe numérico quase como se fosse uma fita métrica do colo do útero.

Questão 10

Considerando as principais vestibulopatias periféricas, assinale a alternativa INCORRETA.

  • A)O tratamento da Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é a Manobra de Epley.
  • B)Nas neuronites vestibulares, preconiza-se o uso de sedativos labirínticos, como Dimenidrinato e Cinarizina, por longos períodos para auxiliar na compensação vestibular.
  • C)Em alguns casos, pode-se associar diuréticos no tratamento da Síndrome de Ménière.
  • D)Na Síndrome de Ménière, o diagnóstico etiológico é importante para o manejo terapêutico, portanto deve-se realizar investigação laboratorial para as principais doenças metabólicas.
  • E)A Vertigem Paroxística Benigna da Infância (VPBI) difere da VPPB de adultos, pois não é postural, apresentando crises breves (30- 60 segundos) com presença de nistagmo. Até metade das crianças com VPBI desenvolvem enxaqueca na adolescência.
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Resposta correta: B

As vestibulopatias periféricas costumam causar vertigem verdadeira, nistagmo e piora com movimentos da cabeça. O segredo da prova é separar o tratamento de crise do tratamento de longo prazo: uma coisa é aliviar a tontura no começo, outra é não atrapalhar a compensação vestibular do cérebro. Na VPPB, o problema é o deslocamento de otólitos nos canais semicirculares, então a conduta clássica é a manobra de reposicionamento, como a de Epley. Na síndrome de Ménière, além de orientações dietéticas, em alguns casos entram diuréticos e a investigação de fatores associados pode ser útil, porque o quadro não é só “tontura e pronto”. A alternativa incorreta é a que defende uso prolongado de sedativos labirínticos na neuronite vestibular. Dimenidrinato e cinarizina podem até ser usados na fase aguda para aliviar sintomas, mas por pouco tempo, porque o uso prolongado atrapalha a compensação vestibular central e pode prolongar a recuperação. Na VPBI, o quadro é típico da infância, com crises breves e nistagmo, e há associação com enxaqueca em parte dos casos. Em prova, sempre desconfie de condutas que “seguram demais” a tontura com remédios sedativos, porque isso costuma soar lógico, mas costuma estar errado.

Perguntas frequentes

Este quiz de Medicina Instituto AOCP é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Medicina Instituto AOCP são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca Instituto AOCP, selecionadas do acervo do furafila.

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A prova do Instituto AOCP é difícil?

O nível costuma ser médio, com enunciados claros e poucas pegadinhas maliciosas. A dificuldade real vem das notas de corte altas e dos enunciados longos adotados após 2021: você precisa de precisão e de leitura atenta, não de adivinhação.

A AOCP cobra lei seca ou jurisprudência?

A base histórica é a lei seca, com forte cobrança da literalidade da norma. Em concursos mais concorridos, porém, a banca também tem exigido doutrina e jurisprudência dos tribunais superiores, incluindo súmulas do STF e do STJ, então não dá pra ignorar esse lado em cargos mais altos.

Vale estudar por provas antigas da banca?

Vale, mas com filtro. A AOCP mudou o perfil em 2021, passando a usar situações-problema e mais raciocínio crítico. Priorize questões recentes para calibrar o estilo atual e use as antigas apenas para reforçar o domínio da literalidade.

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