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Mandado de Segurança: questões

MS individual, MS coletivo, prazo decadencial, legitimidade.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

A respeito do mandado de segurança, é correto afirmar que

  • A)não será concedido o mandado de segurança que tenha por objeto, entre outros, a entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior.
  • B)os efeitos da medida liminar, salvo se revogada ou cassada, persistirão até o trânsito em julgado da sentença.
  • C)das decisões em mandado de segurança proferidas em única instância pelos tribunais cabe recurso especial e extraordinário, nos casos legalmente previstos, e recurso ordinário, quando a ordem for concedida.
  • D)a sentença que conceder o mandado de segurança pode ser executada provisoriamente, salvo nos casos em que for vedada a concessão da medida liminar.
  • E)no mandado de segurança coletivo, a liminar só poderá ser concedida após a audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito público, que deverá se pronunciar no prazo de 48 (quarenta e oito) horas.
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Resposta correta: D

O mandado de segurança é o remédio constitucional usado para proteger direito líquido e certo contra ato ilegal ou abusivo de autoridade, quando não houver habeas corpus nem habeas data. Na prática, a Lei 12.016/2009 organiza bem esse instrumento e a banca adora trocar um detalhe de prazo, recurso ou liminar para ver quem pisca primeiro. Aqui, o ponto central está na execução provisória da sentença concessiva. A própria lei prevê que a sentença que concede o mandado de segurança pode ser executada provisoriamente, com uma ressalva importante: isso não vale nos casos em que a concessão da liminar seja vedada. Então, se a ação foi acolhida, você não precisa esperar o processo virar monumento histórico com trânsito em julgado para começar a produzir efeitos, salvo a exceção legal. As outras alternativas embaralham regras clássicas do tema. A liminar no mandado de segurança não dura até o trânsito em julgado, mas, em regra, até a sentença. E recurso em MS exige atenção ao tipo de decisão e ao tribunal de origem, porque a Constituição e a lei distribuem bem as hipóteses de recurso ordinário, especial e extraordinário. Por isso o gabarito é a letra D: ela reproduz a disciplina legal do mandado de segurança sobre execução provisória da sentença concessiva, nos termos da Lei 12.016/2009.

Questão 2

De acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, o prazo decadencial para a impetração do mandado de segurança

  • A)não foi recepcionado pela Constituição Federal atual.
  • B)é inconstitucional, pois estabelece uma restrição temporal indevida a uma garantia constitucional.
  • C)é constitucional.
  • D)somente passa a correr depois do necessário esgotamento da via recursal administrativa.
  • E)não incide nas hipóteses de mandado de segurança coletivo.
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Resposta correta: C

O mandado de segurança é uma garantia constitucional importante, mas isso nao significa que ele seja totalmente sem prazo. A Lei 12.016/2009, no art. 23, fixa o prazo decadencial de 120 dias para sua impetracao, contado da ciencia do ato impugnado. E o STF entende que esse prazo e constitucional, ou seja, pode existir sem violar a Constituicao. A logica e simples: a Constituicao protege o direito, mas a lei pode organizar o exercicio desse remedio constitucional, inclusive impondo limite temporal razoavel. Nao ha incompatibilidade entre a seguranca juridica e o mandado de seguranca. Sem prazo, tudo viraria uma especie de 'eterno agora', e o Direito nao gosta muito dessa bagunca. Por isso, o gabarito e a letra C. O STF consolidou que o prazo decadencial para impetracao do mandado de seguranca nao ofende a Constituicao, sendo validamente previsto em lei. Em provas, vale lembrar que esse prazo nao depende de esgotamento da via administrativa, salvo se a propria lei exigir isso em situacoes especificas. Resumo de bolso: mandado de seguranca tem prazo de 120 dias, esse prazo vale e e constitucional.

Questão 3

Conforme disposto na CF/88, são gratuitas as ações de: I. Habeas-corpus. II. Habeas-data. III. Mandado de segurança. IV. Mandado de injunção. A sequência correta é:

  • A)Apenas a assertiva IV está incorreta.
  • B)Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas.
  • C)Apenas as assertivas I e II estão corretas.
  • D)As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
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Resposta correta: C

A CF/88 trata da gratuidade de algumas garantias constitucionais no art. 5º, LXXVII. O texto é direto: "são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data". Ou seja, se a questão perguntar quais ações têm gratuidade expressa na Constituição, você já pode marcar essas duas sem medo. Aqui mora a pegadinha clássica de prova: muita gente imagina que, por serem remédios constitucionais, mandado de segurança e mandado de injunção também seriam gratuitos. Mas a Constituição não falou isso de forma expressa. Para essas ações, não há a mesma previsão constitucional de gratuidade automática. Então, analisando os itens: I e II estão corretos, porque habeas corpus e habeas data são gratuitos por previsão literal da CF. Já III e IV não entram nessa regra constitucional de gratuidade. Por isso, o gabarito é a alternativa C. Em resumo: se a banca citar gratuidade na CF/88, pense primeiro em habeas corpus e habeas data. O resto pode até ter regras próprias em lei ou na prática processual, mas não entra nessa redação do art. 5º, LXXVII.

Questão 4

O mandado de segurança trata-se de uma ação constitucional civil, cujo objeto é a proteção de direito líquido e certo, lesado ou ameaçado de lesão, por ato ou omissão de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do poder público. No que concerne ao mandado de segurança, aquele que tenha praticado o ato impugnado ou do qual emane a ordem para a sua prática denomina-se:

  • A)Autor da ação.
  • B)Juiz de Direito.
  • C)Procurador Geral.
  • D)Autoridade coatora.
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Resposta correta: D

O mandado de segurança é uma ação constitucional usada para proteger direito líquido e certo quando ele sofre lesão ou ameaça por ato ilegal ou abusivo de autoridade. Ele está previsto no art. 5º, LXIX, da Constituição Federal, e também na Lei 12.016/2009. Na prática, é o remédio para quando a Administração ou quem age com poder público passa do ponto e você precisa de uma tutela rápida, com prova pré-constituída, sem depender de longa instrução probatória. Nessa ação, quem praticou o ato impugnado, ou de quem partiu a ordem para praticá-lo, recebe o nome de autoridade coatora. Em outras palavras, é a autoridade apontada como responsável pela ilegalidade ou abuso. A doutrina e a lei usam essa expressão justamente porque o foco do mandado de segurança não é “quem entrou com a ação”, mas sim quem respondeu pelo ato atacado. Por isso o gabarito é a letra D. A figura da autoridade coatora é central no mandado de segurança: é ela que integra o polo passivo e cuja conduta será examinada pelo Judiciário. Esse detalhe cai bastante em prova porque a banca gosta de trocar os papéis e fazer você confundir autor da ação com o responsável pelo ato. Resumo de prova: impetração é feita pelo impetrante, e o ato questionado é atribuído à autoridade coatora. Se a questão falar em ato ou ordem para sua prática, pense imediatamente em autoridade coatora.

Questão 5

Em relação a mandado de segurança, julgue o item. A decisão do juiz de primeiro grau que conceder liminar em mandado de segurança será recorrível por recurso extraordinário.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

Mandado de segurança é um remédio constitucional usado para proteger direito liquido e certo contra ilegalidade ou abuso de poder, quando não houver habeas corpus ou habeas data cabíveis. Ele aparece muito em prova porque mistura tutela urgente, prazos curtos e regras recursais bem específicas, então o examinador adora testar se você não confunde liminar com sentença. Aqui está o ponto da questão: a decisão do juiz de primeiro grau que concede liminar em mandado de segurança não é atacada por recurso extraordinário. Recurso extraordinário, pelo art. 102, III, da Constituição, serve para levar ao STF discussão de matéria constitucional decidida em única ou última instância, e não para impugnar decisão liminar de primeiro grau. Contra decisão interlocutória concessiva de liminar, o caminho adequado é, em regra, o agravo de instrumento, conforme a lógica do sistema recursal do CPC e a disciplina do mandado de segurança. Além disso, a Lei 12.016/2009 trata do mandado de segurança e não autoriza essa confusão recursal. A jurisprudência também é firme no sentido de que liminar não se combate por recurso extraordinário, porque ainda não há decisão final com debate constitucional apto a esse recurso. Por isso, o item está errado: ele troca o recurso cabível e joga o extraordinário onde ele não entra. Em prova, sempre desconfie quando a banca tentar transformar decisão provisória de primeiro grau em porta de entrada para o STF.

Questão 6

No Município Alfa, a Lei Orgânica Municipal disciplina que a formalização dos atos administrativos da competência do Prefeito, quando se tratar de abertura de sindicâncias e processos administrativos e aplicação de penalidades, far-se-á mediante portaria. Asseverando ainda que tal ato pode ser delegado. Realizada a delegação do referido ato, determinado Secretário Municipal aplicou uma das penalidades previstas na LOM a um servidor, após o devido processo administrativo e observadas todas as regras e princípios inerentes ao tema. Recebida a penalidade, o servidor deseja impetrar Mandado de Segurança contra o referido ato, por entender que houve afronta a seus direitos líquidos e certos. Considerando essa hipótese, marque a opção que representa, CORRETAMENTE, a autoridade coatora a ser indicada nesse Mandado de Segurança.

  • A)Município, ente federado titular da competência.
  • B)Prefeito, titular da competência.
  • C)O Secretário Municipal que aplicou a penalidade.
  • D)Procurador Geral do Município, responsável pelos litígios municipais.
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Resposta correta: C

Em mandado de segurança, autoridade coatora é quem praticou o ato impugnado ou detém competência para corrigi-lo. Se a competência foi delegada e o Secretário aplicou a penalidade, ele deve figurar como autoridade coatora.

Questão 7

Quanto ao mandado de segurança, a legislação vigente estabelece que

  • A)a impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados depende da autorização destes.
  • B)presta-se à retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou de caráter público.
  • C)conceder-se-á sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, praticado por autoridade pública.
  • D)de natureza subsidiária em relação ao habeas corpus e ao habeas data, presta-se a tutelar direito líquido e certo quando o responsável pela ilegalidade for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuição do Poder Público.
  • E)o mandado de segurança coletivo não pode ser impetrado por partido político que não tenha representação nas duas Casas do Congresso Nacional, concomitantemente.
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Resposta correta: D

O mandado de segurança é o remédio constitucional usado para proteger direito líquido e certo quando alguém sofre ou está ameaçado de sofrer ilegalidade ou abuso de poder, praticado por autoridade pública ou por agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. A base está no art. 5º, LXIX, da Constituição, e a disciplina principal está na Lei 12.016/2009. Ele funciona como uma ferramenta de proteção bem objetiva: você precisa ter um direito já demonstrável de plano, com prova pré-constituída. Ou seja, não é o lugar para produzir prova complexa no meio do caminho. Se o caso for de liberdade de locomoção, a via correta é habeas corpus; se for acesso ou retificação de dados pessoais em banco de dados, pensa em habeas data. Por isso a alternativa D está correta: ela descreve justamente a lógica do mandado de segurança, que é subsidiária em relação ao habeas corpus e ao habeas data, e serve para tutelar direito líquido e certo quando o ato ilegal vem de autoridade pública ou de agente no exercício de função pública. Em prova, a FCC gosta muito dessa separação entre os remédios constitucionais. Resumo de bolso: MS protege direito líquido e certo com prova pronta; HC protege liberdade de locomoção; HD trata de dados pessoais. Se misturar isso, a banca adora te fazer tropeçar.

Questão 8

Sobre o Mandado de segurança é correto afirmar:

  • A)É competente, originariamente, o Superior Tribunal de Justiça, para mandado de segurança contra ato do Tribunal de Contas da União.
  • B)Decisão denegatória de mandado de segurança, não fazendo coisa julgada contra o impetrante, impede o uso da ação própria.
  • C)O Supremo Tribunal Federal é competente para conhecer de mandado de segurança contra atos dos Tribunais de Justiça dos Estados.
  • D)O mandado de segurança não é substitutivo de ação de cobrança.
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Resposta correta: D

O mandado de segurança e aquele remédio constitucional usado quando existe direito liquido e certo, sem precisar fazer uma grande prova do fato. Ele esta no art. 5, LXIX, da Constituicao e foi regulado pela Lei 12.016/2009. Em prova, a banca adora misturar competencia, efeitos da decisao e limites do remedio, entao vale ir com calma. A ideia central aqui e simples: o mandado de seguranca protege direito, nao serve para transformar tudo em cobranca. Se a pessoa quer receber valores atrasados, em regra ela precisa usar a via propria de conhecimento e execucao, porque o MS nao foi feito para substituir acao de cobranca. Por isso, o gabarito esta na alternativa D. A Lei 12.016/2009, no art. 5, II, deixa claro que nao se concedera mandado de seguranca quando se tratar de decisao judicial da qual caiba recurso com efeito suspensivo, e, mais importante para esta questao, a jurisprudencia consolidou que o mandado de seguranca nao substitui acao de cobranca, entendimento refletido tambem na Sumula 269 do STF. Ou seja, o MS ate pode reconhecer um direito, mas nao e atalho para receber valores como se fosse uma acao de cobranca disfarçada. Em concurso, se aparecer a palavra "cobranca", acenda o alerta: quase sempre a banca quer testar esse limite do remédio constitucional.

Questão 9

O Tribunal de Contas do Estado-membro Alfa recebeu, para fins de registro, o ato de aposentadoria de Pedro. Pouco menos de um ano depois, decidiu que (1) havia irregularidade no cálculo dos proventos, sendo promovido o seu recálculo e determinada a imediata implementação do respectivo valor pelo órgão de origem, o que importaria em redução do valor até então pago; (2) no processo de registro de aposentadoria, não foi oferecida a possibilidade de contraditório ou ampla defesa a Pedro. Ao ser intimado do teor do acórdão, o Ministério Público de Contas (MPC) entendeu que ele destoava da ordem jurídica e decidiu impetrar mandado de segurança (MS), de modo que fosse reconhecida a sua invalidade. À luz da sistemática vigente, a(s) medida(s) descrita(s) em:

  • A)1 e 2 estão incorretas, tendo o MPC legitimidade para impetrar MS em face de acórdão do Tribunal de Contas perante o qual atua;
  • B)1 e 2 estão incorretas, não tendo o MPC, de qualquer modo, legitimidade para impetrar MS em face de acórdão do Tribunal de Contas perante o qual atua;
  • C)1 está incorreta, e a descrita em 2 correta, não tendo o MPC legitimidade para impetrar MS em face de acórdão do Tribunal de Contas perante o qual atua;
  • D)1 e 2 estão corretas, não tendo o MPC, de qualquer modo, legitimidade para impetrar MS em face de acórdão do Tribunal de Contas perante o qual atua;
  • E)1 está correta, e a descrita em 2 incorreta, tendo o MPC, de qualquer modo, legitimidade para impetrar MS em face de acórdão do Tribunal de Contas perante o qual atua.
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Resposta correta: D

Aqui a banca misturou dois temas clássicos: o controle de aposentadorias pelo Tribunal de Contas e a atuação do Ministério Público de Contas. No registro inicial da aposentadoria, a lógica da Súmula Vinculante 3 do STF é simples: em regra, não há contraditório e ampla defesa nessa primeira apreciação da legalidade do ato de concessão. Ou seja, nesse ponto a afirmação 2 não está errada, porque o Tribunal de Contas pode examinar o ato sem abrir essa fase de defesa para o interessado, justamente por se tratar de controle inicial do benefício. Já a afirmação 1 também está correta. Se o Tribunal de Contas identifica erro no cálculo dos proventos, pode determinar o recálculo e a correção do valor pago, inclusive com redução do que vinha sendo recebido, desde que esteja atuando no controle de legalidade do ato. Em concursos, isso aparece como a ideia de que o Tribunal de Contas não é um espectador simpático: ele pode corrigir a conta quando encontra ilegalidade. O ponto decisivo, porém, é a legitimidade do MPC para impetrar mandado de segurança contra acórdão do próprio Tribunal de Contas perante o qual atua. A resposta cobrada pela FGV é negativa. O Ministério Público de Contas atua como órgão de fiscalização, não como substituto processual do interessado atingido pela decisão. Quem normalmente teria legitimidade para atacar o acórdão por MS é o próprio titular do direito afetado, e não o MPC. Por isso o gabarito é a letra D: as medidas 1 e 2 estão corretas, mas o MPC não tem legitimidade, de qualquer modo, para impetrar MS nessa hipótese. Em resumo: o ato pode ser revisto pelo Tribunal de Contas, o início do processo pode dispensar contraditório, mas o MPC não sai de cena para virar advogado da causa do particular.

Questão 10

Em relação a mandado de segurança, julgue o item. É possível a impetração de mandado de segurança para combater decisão judicial transitada em julgado.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

O mandado de segurança serve para proteger direito líquido e certo contra ato ilegal ou abusivo de autoridade, quando não houver recurso próprio eficaz. Ele é uma ação constitucional importante, mas não funciona como atalho para desfazer tudo que foi decidido no processo judicial. Aqui está o ponto-chave: decisão judicial com trânsito em julgado já ficou definitiva. Se a coisa julgada se formou, não cabe mandado de segurança para tentar reabrir a discussão. Isso violaria a segurança jurídica e a estabilidade das decisões. O fundamento mais cobrado é a Súmula 268 do STF: "Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial com trânsito em julgado." Além disso, a lógica da Lei 12.016/2009 é a de que o MS não substitui recurso nem serve para atacar decisão já acobertada pela coisa julgada. Por isso, o item está errado. Se a decisão já transitou em julgado, o caminho não é mandado de segurança; em regra, a via adequada, se ainda couber, é a ação rescisória, dentro dos limites legais.

Perguntas frequentes

Este quiz de Mandado de Segurança é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Mandado de Segurança são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, selecionadas do acervo do furafila.

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