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Questões de Legislação Estadual FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Legislação Estadual da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

José, servidor público civil estável do Poder Executivo do Estado de Rondônia, sem má-fé, praticou falta disciplinar, em tese, punível com suspensão de até dez dias. Sabe-se que o histórico funcional do servidor é excelente e que, até então, nunca havia cometido infração disciplinar. De acordo com a Lei Complementar nº 68/1992, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis do Estado de Rondônia, a Administração Pública:

  • A)deverá proceder à imprescindível e prévia instauração de inquérito civil, visando à responsabilização funcional de José, vedada a autocomposição e a consensualidade no direito sancionador sob a ótica disciplinar;
  • B)deverá proceder à imprescindível e prévia instauração de sindicância administrativa e de processo administrativo disciplinar, visando à responsabilização funcional de José, vedada a autocomposição e a consensualidade no direito sancionador sob a ótica disciplinar;
  • C)poderá, com caráter punitivo, propor a José a transação disciplinar, mediante imprescindível e prévia instauração de sindicância administrativa e de processo administrativo disciplinar, e leva em conta a possibilidade de melhora do agente e aperfeiçoamento do serviço;
  • D)poderá, com caráter punitivo, propor a José o acordo de leniência funcional para fins disciplinares, dispensando a instauração de sindicância administrativa e de processo administrativo disciplinar, e leva em conta a possibilidade de melhora do agente e aperfeiçoamento do serviço;
  • E)poderá, sem caráter punitivo, propor a José o termo de ajustamento de conduta para fins disciplinares, dispensando a instauração de sindicância administrativa e de processo administrativo disciplinar, e leva em conta a possibilidade de melhora do agente e aperfeiçoamento do serviço.
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Resposta correta: E

A Lei Complementar nº 68/1992, no regime disciplinar de Rondônia, admite solução consensual para infrações de menor gravidade, especialmente quando o servidor atua sem má-fé, tem bons antecedentes funcionais e a medida pode favorecer a melhoria do agente e do serviço. Nessa lógica, a Administração não precisa correr direto para o rito punitivo clássico quando a resposta mais adequada é pedagógica e preventiva. É exatamente aí que entra o termo de ajustamento de conduta para fins disciplinares. Ele tem natureza não punitiva, funciona como forma de correção e compromisso de adequação da conduta, e dispensa a instauração prévia de sindicância administrativa e de processo administrativo disciplinar, desde que presentes os pressupostos legais. A ideia é simples: corrigir o desvio sem transformar toda falta leve em uma maratona burocrática. Por isso, a alternativa E é a correta. O enunciado entrega todos os elementos que favorecem a medida consensual: servidor estável, sem má-fé, histórico funcional excelente e falta que, em tese, seria punível com suspensão de até dez dias. O raciocínio da lei é permitir uma resposta proporcional, com foco na prevenção e na eficiência administrativa. As demais opções erram porque inventam instrumentos ou exigem ritos incompatíveis com a solução consensual. Em matéria disciplinar, a Administração pode e deve observar proporcionalidade, razoabilidade e eficiência, sem esquecer que a legislação estadual de Rondônia abriu espaço para ajuste de conduta em hipóteses adequadas.

Questão 2

A Constituição do Estado de Sergipe estabelece que o governador deverá remeter à Assembleia Legislativa, por ocasião da abertura da sessão legislativa, uma peça de planejamento expondo a situação do Estado e solicitando as providências que julgar necessárias. Essa peça é denominada:

  • A)Plano Plurianual;
  • B)Lei de Diretrizes Orçamentárias;
  • C)Lei Orçamentária Anual;
  • D)Plano de Governo;
  • E)Plano de Desenvolvimento Sustentável do Estado.
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Resposta correta: D

A questão cobra uma previsão clássica do processo legislativo e do planejamento estadual: no início da sessão legislativa, o governador envia à Assembleia uma mensagem com a situação do Estado e com as providências que entende necessárias. Em Sergipe, essa peça recebe o nome de Plano de Governo. Perceba que não se trata de um orçamento nem de um plano plurianual, mas de um documento mais político e estratégico, ligado à abertura dos trabalhos legislativos. A lógica é simples: o governador faz um retrato da administração, aponta prioridades e pede medidas ao Parlamento. É como a fala de abertura do chefe do Executivo dizendo: “estamos aqui, este é o cenário e estas são as providências que eu considero importantes”. Por isso o gabarito é a letra D. A Constituição estadual usa essa nomenclatura específica para a peça remetida à Assembleia no início da sessão legislativa, o que afasta os instrumentos orçamentários tradicionais, como PPA, LDO e LOA. Em prova, a banca gosta de trocar o nome dessa mensagem por expressões parecidas, mas aqui o ponto-chave é a identificação exata do documento previsto na Constituição do Estado de Sergipe.

Questão 3

oão, Analista Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, após processo administrativo disciplinar, recebeu a sanção disciplinar de demissão. Um ano depois, João reuniu provas de sua inocência e deu início a processo de revisão, que culminou com a decisão administrativa de invalidação de sua demissão. No caso em tela, consoante dispõe a Lei Complementar nº 68/1992, que trata do Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis do Estado de Rondônia, a reinvestidura de João no cargo anteriormente ocupado ocorreu por meio da:

  • A)ascensão funcional, sem direito a vantagens retroativas;
  • B)recondução, sem direito a vantagens retroativas;
  • C)reversão, com ressarcimento de todas as vantagens;
  • D)reintegração, com ressarcimento de todas as vantagens;
  • E)readaptação, com ressarcimento de todas as vantagens.
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Resposta correta: D

Quando um servidor é demitido e depois consegue provar que a punição foi indevida, a lógica do regime jurídico é simples: ele volta para o cargo por reintegração. Isso ocorre justamente quando a demissão é invalidada, seja por decisão administrativa, seja judicial, e o servidor tem direito ao ressarcimento de todas as vantagens que deixou de receber no período de afastamento. É a ideia de “desfazer” a punição como se ela não devesse ter existido. Na Lei Complementar nº 68/1992, que rege os servidores civis de Rondônia, essa hipótese é tratada como reinvestidura no cargo anteriormente ocupado por reintegração. Por isso o gabarito é a letra D: João foi demitido, depois teve a demissão anulada após revisão, e voltou ao cargo com direito às vantagens devidas.

Questão 4

João, Analista Judiciário do Tribunal de Justiça de Rondônia, aposentou-se por invalidez com 64 anos de idade. Seis meses depois, inspeção médica oficial verificou serem insubsistentes os motivos determinantes de sua aposentadoria. De acordo com a Lei Complementar nº 68/1992, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis do Estado de Rondônia, será promovido o reingresso de João ao serviço público, mediante:

  • A)a readaptação, que efetivar-se-á em cargo de atribuições afins ou superiores ao anterior cargo;
  • B)a reintegração, que dar-se-á no mesmo cargo ou em outro de equivalente atribuição;
  • C)a recondução, que efetivar-se-á em cargo de remuneração equivalente ao anteriormente ocupado;
  • D)a reversão, que dar-se-á no mesmo cargo, no cargo resultante de sua transformação, ou em outro de igual vencimento;
  • E)o aproveitamento, que dar-se-á no mesmo cargo ou em outro de equivalente atribuição.
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Resposta correta: D

A questão trata de reversão, que é o retorno do servidor aposentado ao serviço ativo quando desaparecem os motivos que levaram à aposentadoria por invalidez. Na Lei Complementar nº 68/1992, do Estado de Rondônia, isso ocorre depois de inspeção médica oficial concluir que a aposentadoria já nao se sustenta mais. Em outras palavras: o servidor saiu por invalidez, a causa sumiu, ele pode voltar. Simples, sem mágica administrativa. O ponto decisivo aqui é que João se aposentou por invalidez e, seis meses depois, a perícia oficial afirmou que os motivos da aposentadoria eram insubsistentes. Esse é o cenário clássico de reversão. A lei estadual prevê que a reversão dar-se-á no mesmo cargo, no cargo resultante de sua transformação, ou em outro de igual vencimento. Por isso, a alternativa D reproduz o conteúdo legal correto. As outras figuras do regime jurídico aparecem para situações diferentes. Readaptação é para servidor que, em atividade, passa a ter limitação física ou mental e precisa ser investido em outro cargo compatível. Reintegração é o retorno do servidor demitido por decisão administrativa ou judicial. Recondução é o retorno ao cargo anterior em hipóteses específicas, como reintegração do ocupante ou inabilitação em estágio probatório. Aproveitamento, por fim, envolve servidor em disponibilidade, nao aposentado. Então, aqui a palavra-chave é invalidez que deixou de existir. A banca quer que você identifique o instituto certo e nao caia no festival de nomes parecidos. A base está na Lei Complementar estadual nº 68/1992, que disciplina a reversão nesses termos.

Questão 5

Mário, servidor público efetivo do Estado do Piauí, descumpriu injustificadamente o prazo de 10 dias previsto em lei para praticar certo ato administrativo de cunho decisório em procedimento de sua competência, que já estava devidamente instruído. De acordo com a Lei Estadual nº 6.782/2016, que regula o processo administrativo no âmbito da Administração Pública do Estado do Piauí, em tese, Mário está sujeito à responsabilidade disciplinar, e sua conduta omissiva:

  • A)implica nulidade do procedimento por excesso de poder, eis que o agente público agiu fora de sua competência funcional, na medida em que deixou de praticar o ato;
  • B)implica nulidade do procedimento por vício de forma causado pela inércia do agente público, devendo o feito retornar à fase de instrução;
  • C)implica nulidade do procedimento, caso seja demonstrado pelo interessado efetivo prejuízo pela inércia do agente público, devendo o feito ser reiniciado na origem;
  • D)não implica nulidade do procedimento, sendo que também respondem pelo fato os seus superiores hierárquicos que se omitiram na fiscalização dos serviços ou que de algum modo concorreram para a infração;
  • E)não implica nulidade do procedimento, e os seus superiores hierárquicos não podem ser responsabilizados administrativamente, exceto se o caso também configurar ato de improbidade administrativa dolosa.
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Resposta correta: D

A Lei Estadual nº 6.782/2016, que trata do processo administrativo no âmbito do Estado do Piauí, parte de uma ideia bem importante: o atraso ou a omissão do agente público não apaga, por si só, o processo nem o transforma automaticamente em um procedimento nulo. Em regra, a irregularidade funcional gera responsabilidade disciplinar do servidor, mas não significa que o ato decisório deva ser invalidado só porque o prazo foi descumprido. O ponto central aqui é separar duas coisas: de um lado, a validade do procedimento administrativo; de outro, a responsabilidade de quem deu causa ao atraso. Se o processo estava devidamente instruído e o servidor deixou de decidir no prazo legal sem justificativa, há infração funcional, mas isso não contamina necessariamente o procedimento com nulidade. Processo administrativo não é castelo de cartas: nem todo atraso derruba tudo. A lei também prevê que a apuração não deve ficar restrita ao servidor diretamente omisso. Podem responder os superiores hierárquicos que se omitiram na fiscalização dos serviços ou que, de algum modo, concorreram para a infração. Essa lógica é compatível com a responsabilidade administrativa por omissão e com o dever de chefia de supervisionar a atuação da unidade. Por isso, a alternativa D está correta: a conduta não implica nulidade do procedimento, mas pode gerar responsabilização disciplinar do agente e também de eventuais superiores omissos ou coniventes. As demais opções tentam transformar uma falta funcional em vício automático de validade, o que não é a solução legal.

Questão 6

De acordo com a Constituição do Estado de Rondônia, a realização de inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial nas unidades administrativas do Poder Judiciário compete:

  • A)ao Poder Executivo, por meio do Tribunal de Contas estadual, órgão auxiliar do Governador do Estado;
  • B)ao Tribunal de Contas estadual, que auxilia o exercício do controle externo a cargo da Assembleia Legislativa;
  • C)ao Ministério Público estadual, que auxilia o exercício do controle externo a cargo da Assembleia Legislativa;
  • D)à Assembleia Legislativa, que auxilia o exercício do controle externo a cargo do Poder Executivo;
  • E)à Controladoria Geral do Estado, órgão auxiliar do Ministério Público estadual.
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Resposta correta: B

A Constituição do Estado de Rondônia segue a lógica clássica do controle externo: quem fiscaliza com apoio técnico é o Tribunal de Contas, e quem exerce o controle externo é a Assembleia Legislativa. Em prova, isso costuma aparecer em forma de troca de papéis, porque a banca adora embaralhar quem faz o controle e quem apenas o auxilia. No caso das inspeções e auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial nas unidades administrativas do Poder Judiciário, a competência é do Tribunal de Contas estadual. Ele atua como órgão auxiliar do Poder Legislativo no exercício do controle externo, nos termos do modelo constitucional de fiscalização pública. Ou seja: o Tribunal de Contas não pertence ao Poder Executivo, nem ao Judiciário, nem ao Ministério Público. Ele é o órgão técnico que ajuda a Assembleia Legislativa a controlar a administração pública. É a velha dupla da Constituição: Legislativo fiscaliza, Tribunal de Contas examina. Por isso, o gabarito é a letra B. A alternativa traduz corretamente a função do Tribunal de Contas estadual como auxiliar do controle externo a cargo da Assembleia Legislativa, exatamente como prevê a Constituição estadual em harmonia com o desenho constitucional brasileiro.

Questão 7

Em tema de controle da administração pública feito pelo Tribunal de Contas Estadual sobre a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a Constituição do Estado dispõe que compete ao TCE:

  • A)apreciar para fins de registro a legalidade dos atos de admissão de pessoal quando se tratar de nomeações para cargo de provimento em comissão;
  • B)apreciar para fins de registro a legalidade das melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório de aposentadorias reformas e pensões de policiais;
  • C)aplicar aos responsáveis em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas as sanções previstas em lei que estabelece dentre outras cominações multa proporcional ao dano causado ao erário;
  • D)declarar a inconstitucionalidade via controle concentrado de atos normativos que causem danos de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial na Polícia Civil;
  • E)apreciar as contas prestadas, anualmente, pelo Delegado-Geral de Polícia Civil do Estado mediante parecer prévio a ser elaborado em trinta dias e encaminhado ao Ministério Público.
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Resposta correta: C

A Constituição do Rio Grande do Norte trata o Tribunal de Contas como um órgão de controle externo que fiscaliza a legalidade, legitimidade e economicidade dos atos da administração, inclusive quando o assunto envolve a Polícia Civil. Em outras palavras, o TCE não está ali para fazer papel de administrador, mas para conferir se o dinheiro público e os atos de gestão estão andando na linha. Nesse cenário, uma competência clássica do TCE é aplicar sanções aos responsáveis quando houver ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, inclusive com multa proporcional ao dano causado ao erário. Essa previsão aparece no modelo constitucional dos Tribunais de Contas, em sintonia com o art. 71 da Constituição Federal e com a disciplina reproduzida nas constituições estaduais. Por isso, a letra C está correta: ela descreve exatamente uma atribuição típica de controle externo, voltada a punir irregularidades e proteger o patrimônio público. As demais alternativas misturam regras de registro de atos de pessoal, criam competência que o TCE não tem, ou usam termos incompatíveis com a função do Tribunal, como controle concentrado de constitucionalidade. Resumo de prova: se a questão falar em responsabilizar, sancionar, multar ou cobrar dano ao erário, acenda a luz do TCE. Se falar em declarar inconstitucionalidade em controle concentrado, já desconfie: isso é assunto de outro órgão.

Questão 8

João aposentou-se no cargo de Analista de Tecnologia da Informação - Desenvolvimento de Sistemas do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia e está vinculado ao regime próprio de previdência social do Estado de Rondônia. De acordo com a Lei Complementar nº 68/1992, que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos Civis do Estado de Rondônia, João deve:

  • A)submeter-se ao censo cadastral previdenciário, no mês de janeiro, trienalmente, na forma do regulamento;
  • B)proceder semestralmente à prova de vida, visando à maior eficácia e eficiência da avaliação atuarial da previdência;
  • C)submeter-se ao censo cadastral previdenciário anualmente, no mês de seu aniversário, na forma do regulamento;
  • D)providenciar reavaliação anual de sua aposentadoria, junto ao Tribunal de Contas, sob pena de suspensão de seu pagamento;
  • E)providenciar reavaliação anual de sua aposentadoria, junto ao Instituto de Previdência, sob pena de suspensão de seu pagamento.
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Resposta correta: C

A questão mistura duas ideias que vivem aparecendo em prova: censo cadastral e prova de vida. No regime próprio do Estado de Rondônia, o aposentado deve manter seus dados atualizados por meio do censo cadastral previdenciário, conforme o regulamento. A regra cobrada pela banca é bem objetiva: esse recadastramento ocorre anualmente, no mês de aniversário do segurado, e não em janeiro, nem de forma semestral. A lógica é simples: o Estado precisa saber se o beneficiário continua com os requisitos e com os dados corretos para receber o benefício. Isso evita pagamento indevido, inconsistências cadastrais e dor de cabeça administrativa. Em concurso, a FGV adora trocar o nome da obrigação e a periodicidade, então vale decorar o padrão exato da norma. Assim, o item correto é o que fala em submeter-se ao censo cadastral previdenciário anualmente, no mês do aniversário, na forma do regulamento. As demais alternativas inventam prazos, órgãos ou até criam uma suposta reavaliação anual da aposentadoria, o que não corresponde à disciplina da LC nº 68/1992. Aqui, a palavra-chave é recadastramento anual no aniversário.

Questão 9

Joana, escrivã de Polícia Civil do Rio Grande do Norte estável, foi aposentada por invalidez. Seis meses depois, após análise por junta médica oficial, foram declarados insubsistentes os motivos de sua aposentadoria. De acordo com o Estatuto da Polícia Civil de regência, Joana retornará à atividade por meio da forma de provimento derivado chamada:

  • A)reversão, que será efetivada no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação;
  • B)recondução, que será efetivada no cargo imediatamente superior àquele ocupado no momento da aposentadoria;
  • C)readaptação, que será feita em outro cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a doença que ensejou sua anterior aposentadoria por invalidez;
  • D)aproveitamento, que será feito no cargo anteriormente ocupado, asseguradas as promoções por merecimento e antiguidade a que teria direito se em atividade estivesse;
  • E)reintegração, que será feita no cargo anteriormente ocupado, sendo-lhe assegurada a promoção a que faria jus se estivesse na atividade, inclusive com a contagem de tempo de serviço.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: A

Quando uma pessoa servidora estável se aposenta por invalidez e, depois, a junta médica oficial conclui que os motivos da aposentadoria deixaram de existir, o retorno ao serviço não acontece por reintegração, recondução ou readaptação. Nessa hipótese, a forma de provimento derivado é a reversão: a volta à atividade de quem já estava aposentado, justamente porque a incapacidade que justificava a aposentadoria foi afastada. É o clássico caso de "aposentou, mas melhorou". No Estatuto da Polícia Civil do Rio Grande do Norte, a lógica acompanha a regra geral do regime estatutário: insubsistentes os motivos da aposentadoria por invalidez, a servidora retorna por reversão, normalmente no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação. A ideia central é simples: se a causa da aposentadoria desapareceu, também desaparece o fundamento para manter o afastamento definitivo. As outras formas de provimento têm outra função. Reintegração é volta ao cargo após invalidação da demissão. Recondução é retorno ao cargo anterior em situações específicas de vacância. Readaptação é adaptação por limitação física ou mental em outro cargo compatível. Aproveitamento envolve servidor em disponibilidade. Cada nome desses parece parente, mas não mora na mesma casa. Por isso, o gabarito é a alternativa A. A situação narrada é o exemplo mais direto de reversão de aposentado por invalidez, com apoio na disciplina estatutária aplicável à Polícia Civil do RN e, de modo coerente com o regime estatutário brasileiro, com retorno ao cargo anterior ou ao seu cargo transformado.

Questão 10

João, agente de Polícia Civil do Rio Grande do Norte estável, no exercício da função, praticou ato de insubordinação grave em serviço. Consoante dispõe o Estatuto da Polícia Civil de regência, após regular processo administrativo disciplinar, João está sujeito à sanção disciplinar da:

  • A)advertência, cuja prescrição ocorre em dois anos, e é competente para aplicá-la o Governador do Estado;
  • B)suspensão, cuja prescrição ocorre em dois anos, e é competente para aplicá-la o Delegado- Geral da Polícia Civil;
  • C)demissão, cuja prescrição ocorre em cinco anos, e é competente para aplicá-la o Governador do Estado;
  • D)suspensão, cuja prescrição ocorre em cinco anos, e é competente para aplicá-la o Secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social;
  • E)exoneração, cuja prescrição ocorre em cinco anos, e é competente para aplicá-la o Secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

A questão mistura três pontos clássicos do Estatuto da Polícia Civil do RN: a gravidade da infração, a sanção cabível, o prazo prescricional da punição e a autoridade competente para aplicá-la. Em regra, quando o agente estável pratica falta grave no exercício da função, a consequência disciplinar pode chegar à demissão, e não a uma punição branda como advertência ou suspensão. No caso, a insubordinação grave em serviço é tratada como hipótese séria o bastante para ensejar demissão após regular processo administrativo disciplinar. A lógica aqui é simples: estabilidade não é salvo-conduto para descumprimento pesado do dever funcional. Se a conduta rompe de forma relevante a disciplina interna, a lei prevê a pena máxima. Além disso, o Estatuto indica que a prescrição da sanção de demissão ocorre em cinco anos. E a competência para aplicar essa penalidade é do Governador do Estado, que é a autoridade indicada para a medida mais severa. Por isso, a alternativa C é a única compatível com o regime disciplinar aplicável. Em prova da FGV, desconfie quando a banca tenta trocar demissão por suspensão ou jogar a competência para uma autoridade intermediária. É o tipo de troca que parece pequena, mas derruba a questão inteira.

Perguntas frequentes

Este quiz de Legislação Estadual FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Legislação Estadual FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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