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Questões de Historia Mundial CESPE/CEBRASPE: comentadas e grátis

Pratique questões de Historia Mundial da banca CESPE/CEBRASPE, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

No sistema Bretton Woods de taxas de câmbio fixas, a taxa de câmbio só poderia ser alterada após aprovação do

  • A)Fundo Monetário Internacional (FMI), e apenas se o país estivesse experimentando desequilíbrios estruturais do balanço de pagamentos.
  • B)Fundo Monetário Internacional (FMI), e apenas se o país estivesse experimentando hiperinflação.
  • C)Banco de Compensações Internacionais (BIS), e apenas se o país estivesse experimentando desequilíbrios estruturais do balanço de pagamentos.
  • D)Banco de Compensações Internacionais (BIS), e apenas se o país estivesse experimentando hiperinflação.
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Resposta correta: A

O sistema de Bretton Woods, criado em 1944, organizou o pós-guerra com câmbios fixos, mas não totalmente engessados. A ideia era dar estabilidade ao comércio internacional sem impedir ajustes quando a conta externa de um país ficasse fora do controle. Por isso, a taxa de câmbio podia ser alterada, mas em regra precisava de autorização e justificativa técnica. No desenho original, esse papel era do Fundo Monetário Internacional (FMI), que acompanhava o equilíbrio do balanço de pagamentos dos países-membros. A lógica era simples: se a moeda de um país ficasse artificialmente valorizada ou desvalorizada por muito tempo, isso geraria desequilíbrios estruturais no balanço de pagamentos. Nesses casos, a mudança da paridade cambial podia ser aceita pelo FMI, especialmente quando se tratava de um problema persistente, e não de um aperto passageiro de caixa. Ou seja, não era uma liberdade total do governo, nem uma decisão qualquer tomada no impulso. A banca gosta de explorar justamente essa amarra institucional. O BIS, por sua vez, é o Banco de Compensações Internacionais, ligado à cooperação entre bancos centrais, mas não era o órgão central de autorização para alterar a taxa de câmbio no sistema de Bretton Woods. Então, se a questão fala em aprovação para mudança cambial nesse sistema, o nome que você deve acionar é FMI, com foco em desequilíbrios estruturais do balanço de pagamentos. Em resumo: no regime de Bretton Woods, a taxa de câmbio era fixa, porém ajustável em situações excepcionais e com controle institucional. É essa combinação de estabilidade com flexibilidade supervisionada que torna a alternativa A correta.

Questão 2

A respeito dos aspectos históricos relacionados à extinção do sistema colonial nas Américas entre 1776 e 1824, julgue o item seguinte. A Independência dos EUA, também conhecida como Revolução Americana, foi vista pelos próprios revolucionários como um projeto para a recuperação das liberdades usurpadas pelo parlamento e pelo rei.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: C

A Independência dos EUA não nasceu como um projeto de ruptura total desde o primeiro minuto. Para muitos líderes coloniais, a luta começou como uma tentativa de recuperar direitos e liberdades que eles entendiam como tradicionais dos ingleses, mas que estariam sendo violados pelo Parlamento e pelo rei, especialmente com impostos e restrições sem representação colonial. Essa ideia aparece bem no clima político da época: os colonos diziam que estavam defendendo seus “direitos como ingleses”, e não inventando do nada uma nova ordem. Só depois a crise foi se aprofundando, e a reivindicação de autonomia virou separação definitiva. Ou seja, a independência foi ganhando cara de revolução ao longo do processo, não apenas de um rompimento imediato. Por isso, o item está certo. A frase capta justamente a percepção dos próprios revolucionários: a rebelião foi apresentada como uma reação à usurpação de liberdades pelo rei e pelo Parlamento, e não apenas como uma aventura separatista sem justificativa política. Esse discurso foi central na Declaração de Independência de 1776, que acusa o rei de violar direitos e legitima a ruptura. Em resumo: os colonos se viam como defensores de direitos perdidos, e essa foi uma das bases ideológicas da Independência dos EUA. Em prova, quando aparecer esse tipo de linguagem sobre “liberdades usurpadas”, pense na tradição liberal inglesa e na resistência colonial à tributação e ao controle metropolitano.

Questão 3

Quando os europeus chegaram ao Brasil, encontraram povos que denominaram índios, com quem travaram diversos tipos de relações. No que se refere a tais relações no período colonial, assinale a opção correta.

  • A)Parte dos indígenas foi escravizada pelos europeus, para o que foram utilizados diversos argumentos.
  • B)Os indígenas recusaram-se a formar alianças com os colonizadores.
  • C)As religiões indígenas, assim como as instituições políticas e as manifestações culturais desses povos, foram compreendidas e admiradas pelos colonizadores.
  • D)A economia indígena reagia rapidamente aos estímulos de mercado dados pelos europeus.
  • E)Alguns dos núcleos urbanos do período colonial assentaram-se sobre cidades indígenas pré-cabralinas.
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Resposta correta: A

No período colonial, a relação entre europeus e povos indígenas foi marcada muito mais por conflito, dominação e adaptação forçada do que por convivência pacífica. Os portugueses precisavam de mão de obra, terras e controle territorial, então recorreram a alianças com alguns grupos, guerras contra outros, catequese e também escravização indígena. Em outras palavras: não foi um encontro “civilizado” de manual, foi disputa dura mesmo. A escravização indígena ocorreu especialmente nas primeiras fases da colonização, tanto por guerra justa, apresamento em expedições e alianças desfeitas quanto por justificativas religiosas e jurídicas usadas pelos colonizadores. A Coroa e colonos acionavam argumentos como “guerra justa”, resistência à evangelização e necessidade de submissão para legitimar a captura e o trabalho compulsório. Esse cenário é amplamente reconhecido pela historiografia do Brasil colonial. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Ela está correta porque uma parte dos indígenas foi, sim, escravizada pelos europeus, e isso aconteceu com vários discursos de legitimação ao longo do período colonial. Já as demais opções exageram, generalizam ou colocam uma visão que não corresponde à realidade histórica do contato colonial. Se você lembrar só de uma ideia, guarde esta: no Brasil colonial, os indígenas não foram apenas “visitados” pelos europeus, mas incorporados de forma violenta ao processo de colonização, ora pela força, ora por alianças instáveis, ora pela catequese. É um tema clássico de prova CESPE/CEBRASPE, que adora uma frase aparentemente bonita para esconder uma generalização errada.

Questão 4

O colonialismo do final do século XIX e a descolonização dos territórios localizados na Ásia e na África em meados do século XX são fenômenos marcantes da contemporaneidade. A partir desse tema, julgue o item seguinte. Entre os participantes da expansão colonial no final do século XIX, se destacou o Império Austríaco.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

No fim do século XIX, a chamada Partilha da África e a corrida imperialista foram puxadas principalmente por potências industriais e navais, como Reino Unido, França, Alemanha, Bélgica e, em menor grau, Itália, Portugal e Espanha. A lógica era buscar matérias-primas, mercados consumidores e prestígio internacional. Era o imperialismo clássico, com muita bandeira, muita pressão diplomática e, quando necessário, canhão. O ponto central da questão é que o Império Austríaco não se destacou nessa expansão colonial. Na verdade, ele tinha outra prioridade: manter unida sua estrutura interna multinacional na Europa Central. Diferente das grandes potências coloniais, a Áustria-Hungria não teve um protagonismo relevante na corrida por territórios na África e na Ásia. Por isso, o item está errado. O enunciado tenta colocar no mesmo saco todas as potências europeias do período, mas isso não funciona. Em história, não basta ser europeu para virar colonizador de primeira linha. A expansão colonial do século XIX foi marcada por potências com capacidade marítima, econômica e militar para projetar poder fora da Europa, e a monarquia austro-húngara não entrou nesse grupo de forma relevante. Se você lembrar dessa lógica, fica mais fácil: imperialismo do século XIX combina indústria, marinha e disputa por áreas de influência. A Áustria-Hungria até participou da política de poder europeia, mas não foi nome de destaque na colonização da África e da Ásia.

Questão 5

Entre 1776 e 1945, os Estados Unidos da América (EUA) passaram da condição de constelação de colônias com territórios relativamente pequenos à de Estado-nação de dimensões continentais e potência vencedora da Segunda Guerra Mundial. A respeito da história desse país no citado período, julgue o item a seguir. A Guerra de Secessão, um dos maiores conflitos de que os EUA participaram, opôs o Sul ao Norte no que dizia respeito à abolição da escravidão.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: C

A Guerra de Secessão, ou Guerra Civil Americana, ocorreu entre 1861 e 1865 e foi o grande conflito interno dos EUA no século XIX. De um lado estavam os estados do Norte, mais industrializados e favoráveis à preservação da União; de outro, os estados do Sul, cuja economia dependia fortemente do trabalho escravizado nas plantações. O ponto central do choque não foi apenas a escravidão em abstrato, mas principalmente a sua manutenção ou abolição, junto com o tema da autonomia dos estados e do poder do governo federal. O Sul defendia o direito de manter a escravidão, enquanto o Norte, especialmente os republicanos de Lincoln, passou a se alinhar com a contenção e posterior extinção dessa instituição. Por isso, a frase do item está correta ao dizer que a guerra opôs Sul e Norte no que dizia respeito à abolição da escravidão. A guerra terminou com a vitória do Norte e abriu caminho para a 13ª Emenda à Constituição dos EUA, ratificada em 1865, que aboliu formalmente a escravidão em todo o país. Então, guarde a ideia-chave: a Guerra de Secessão foi um conflito político, econômico e social, mas a escravidão estava no centro da disputa. Em prova, se aparecer Norte x Sul nos EUA do século XIX, pense quase imediatamente em União, escravidão e recomposição do poder federal.

Questão 6

Com relação às Revoluções Inglesas do século XVII, julgue o item que se segue. Aspecto marcante das revoluções inglesas foi o seu caráter pacífico.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

As Revoluções Inglesas do século XVII não foram nada pacíficas. Elas reuniram conflitos políticos, religiosos e sociais que acabaram em guerra civil, execução de rei e mudanças profundas na organização do Estado. Quando a banca fala em “revoluções inglesas”, ela está pensando principalmente na Revolução Puritana, na Guerra Civil Inglesa e na Revolução Gloriosa, todas marcadas por tensão e ruptura, não por tranquilidade. O ponto central foi a disputa entre a monarquia e o Parlamento, somada às diferenças religiosas entre anglicanos, puritanos e católicos. Esse caldo explodiu em conflito armado, com os parlamentares enfrentando as forças de Carlos I, depois a ascensão de Oliver Cromwell e, mais tarde, a deposição de Jaime II. Ou seja: houve luta política real, com uso de armas e mudanças de regime. Por isso, dizer que o caráter marcante dessas revoluções foi o pacifismo está errado. A Revolução Gloriosa até costuma ser lembrada como menos sangrenta do que a Guerra Civil, mas isso não transforma o conjunto das revoluções inglesas em um processo pacífico. A ideia de “gloriosa” é mais política e simbólica do que literal. Em resumo: o gabarito é E porque o século XVII inglês foi um período de forte instabilidade e conflito, e não de resolução pacífica das disputas entre rei e Parlamento.

Questão 7

A Grécia antiga foi uma das civilizações que mais influenciaram a formação do Ocidente. Com relação à Grécia antiga, julgue o item a seguir. A influência grega na formação do Ocidente pode ser identificada, por exemplo, nos campos da filosofia, das artes e dos esportes.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: C

A Grécia antiga foi um dos grandes berços da civilização ocidental. Quando voce estuda filosofia, por exemplo, encontra nomes como Sócrates, Platão e Aristóteles, que ajudaram a construir formas de pensar que influenciaram profundamente a cultura europeia e, depois, o mundo ocidental. Não é exagero dizer que muita coisa que hoje parece “normal” na nossa forma de raciocinar tem raiz grega. Nas artes, a influência também é enorme. A ideia de busca por harmonia, equilíbrio, proporção e beleza está presente na arquitetura, na escultura, no teatro e na literatura herdados dos gregos. O teatro grego, com tragédia e comédia, virou referência para a tradição artística do Ocidente. Nos esportes, a marca mais famosa é a Olimpíada. Os Jogos Olímpicos nasceram na Grécia antiga, ligados a festivais religiosos e à valorização do corpo e da competição atlética. A tradição foi retomada na era moderna e virou um símbolo mundial do esporte. Por isso, o item está certo: a influência grega na formação do Ocidente aparece claramente na filosofia, nas artes e nos esportes. É aquele tipo de questão em que a banca testa se voce reconhece a herança clássica como base da cultura ocidental.

Questão 8

O mercantilismo foi uma doutrina econômica que vigorou na Europa entre os séculos XV e XVIII. Foi predecessora do liberalismo e, até certo ponto, sua antagonista. É correto afirmar que o mercantilismo era

  • A)contra o protecionismo aduaneiro.
  • B)contra o controle do governo sobre a economia.
  • C)contra o Estado absolutista.
  • D)a favor da acumulação de metais preciosos.
  • E)a favor da liberdade de comércio, principalmente entre as colônias e outros países.
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Resposta correta: D

O mercantilismo foi a política econômica típica dos Estados modernos europeus entre os séculos XV e XVIII. A ideia central era fortalecer o Estado e enriquecer a nação, o que combinava com o absolutismo: governo forte, controle da economia e muita intervenção nas atividades comerciais. Não era uma doutrina de liberdade econômica, mas de direção estatal. Em vez de deixar o mercado “se virar sozinho”, o rei e seus ministros queriam mandar no jogo. Nesse contexto, o comércio era visto como uma disputa entre países. Por isso, defendiam-se tarifas, monopólios, balança comercial favorável e proteção da produção interna. Um ponto muito associado ao mercantilismo era o metalismo: a riqueza de um país era medida, em grande parte, pelo acúmulo de ouro e prata. Não por acaso, as expansões marítimas e a colonização também entram nessa lógica de buscar metais e controlar mercados. É exatamente por isso que o gabarito é a letra D. O mercantilismo era, sim, favorável à acumulação de metais preciosos, porque isso representava poder econômico e político para o Estado. Em linguagem simples: quanto mais ouro no cofre do reino, melhor para sustentar guerras, exércitos, burocracia e prestígio internacional. Se você lembrar que mercantilismo combina com intervenção estatal, protecionismo e metalismo, você mata boa parte das questões de História Geral. Já o liberalismo, que vem depois, faz o caminho oposto: menos Estado, mais liberdade de comércio e confiança na autorregulação do mercado.

Questão 9

Entre 1939 e 1945, aconteceu a Segunda Guerra Mundial, que se tornou o conflito mais violento de todo o século XX. A respeito da Segunda Guerra Mundial, assinale a opção correta.

  • A)O Brasil não participou dessa guerra.
  • B)Essa guerra ficou circunscrita ao continente europeu.
  • C)A ex-União Soviética foi a principal causadora dessa guerra.
  • D)A França foi aliada da Alemanha nazista.
  • E)Estados Unidos da América, Inglaterra e ex-União Soviética foram considerados os grandes vencedores dessa guerra.
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Resposta correta: E

A Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945, foi um conflito de escala global, envolvendo Europa, África, Ásia e também o continente americano em diferentes frentes e impactos. Ela nasceu da combinação de expansionismo nazi-fascista, crise econômica, revanchismo do Tratado de Versalhes e fracasso da política de apaziguamento. Ou seja: não foi uma “briga europeia” nem algo pequeno para ficar no canto do mapa. No começo, a Alemanha de Hitler avançou com rapidez, mas a guerra mudou de rumo quando a resistência se organizou em vários fronts. A entrada dos Estados Unidos após Pearl Harbor, a capacidade de resistência da União Soviética e o esforço militar britânico foram decisivos para virar o jogo. Em linguagem de prova, pense em uma coalizão de potências aliadas enfrentando o Eixo, formado principalmente por Alemanha, Itália e Japão. O gabarito está correto porque Estados Unidos, Inglaterra e a ex-União Soviética foram justamente os grandes vencedores da guerra, ao lado de outros aliados. Eles tiveram papel central na derrota do Eixo, na libertação de territórios ocupados e na definição da ordem internacional do pós-guerra. Isso aparece na própria história diplomática do período e na criação de organismos como a ONU, já no contexto do pós-1945. Então, quando a banca pergunta quem venceu, você deve lembrar dos Aliados. A guerra terminou com a capitulação da Alemanha em maio de 1945 e do Japão em setembro de 1945, consolidando a vitória do bloco liderado por EUA, Reino Unido e URSS, ainda que a aliança entre eles fosse cheia de tensões e logo desse lugar à Guerra Fria.

Questão 10

A guerra no Iêmen, que teve início em conflitos e contradições políticos e econômicos que eclodiram após a Primavera Árabe, constitui verdadeiro desastre humanitário. Com posição estratégica no estreito de Bab al-Mandab, que liga o mar Vermelho ao golfo de Áden, região por onde passam importantes petroleiros no mundo, o conflito parece distante de um fim. Em relação a esse tema, assinale a opção correta.

  • A)Arábia Saudita e Irã são aliados nesse conflito e buscam estabelecer, na região, um polo econômico sunita no mundo islâmico.
  • B)O Iêmen do Sul foi o primeiro Estado árabe marxista constituído após a Segunda Guerra Mundial.
  • C)O regime árabe-islâmico do Irã conta com o apoio da Rússia.
  • D)O regime iemenita tem o apoio irrestrito do Irã.
  • E)O Iêmen do Norte foi o primeiro país cristão independente surgido após a Segunda Guerra Mundial.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: B

A guerra do Iêmen ajuda a entender como conflitos locais podem virar um nó internacional: após a Primavera Árabe, disputas políticas internas, crise econômica e rivalidades regionais se misturaram e abriram caminho para uma guerra brutal. O país tem enorme importância estratégica por causa do estreito de Bab al-Mandab, passagem-chave entre o mar Vermelho e o golfo de Áden, por onde circulam rotas comerciais e petroleiros. Não é pouca coisa, e por isso tanta gente de fora se envolve no enredo. Nesse cenário, vale lembrar a divisão histórica do Iêmen em Norte e Sul. O Iêmen do Sul, com capital em Áden, tornou-se um Estado de orientação marxista-leninista após a independência do domínio britânico, em 1967, sendo considerado o primeiro Estado árabe marxista constituído depois da Segunda Guerra Mundial. Esse é exatamente o ponto cobrado pela banca. Já o Norte teve trajetória política diferente, com dinâmicas tribais, republicanas e monárquicas próprias, e o conflito contemporâneo envolve, entre outros atores, os houthis, o governo reconhecido internacionalmente e a intervenção liderada pela Arábia Saudita. O Irã apoia os houthis, mas isso não significa uma aliança com a Arábia Saudita; pelo contrário, são rivais regionais clássicos. Então, se a questão pede a opção correta, o gabarito é a letra B porque ela recupera um dado histórico bem conhecido sobre a antiga República Democrática Popular do Iêmen, ou Iêmen do Sul. Em provas de História Geral, a CESPE/CEBRASPE gosta muito dessa mistura de história recente, geopolítica e um detalhe histórico específico que derruba quem responde no impulso.

Perguntas frequentes

Este quiz de Historia Mundial CESPE/CEBRASPE é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Historia Mundial CESPE/CEBRASPE são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca CESPE/CEBRASPE, selecionadas do acervo do furafila.

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Como funciona a pontuação da Cebraspe?

É líquida: um item errado anula um certo (fator 1:1) e, em alguns certames, são duas erradas para anular uma certa (2:1). Por isso o chute aleatório, na média, reduz a nota.

Quantos itens devo deixar em branco na Cebraspe?

Candidatos aprovados costumam deixar de 10% a 20% dos itens em branco, justamente os que seriam chute puro, para proteger a pontuação líquida.

A Cebraspe cobra decoreba ou entendimento?

Mais entendimento. Ela explora conceitos, exceções e aplicação prática, então estudar só palavra-chave não basta: é preciso saber quando a regra não vale.

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