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Questões de Gestão de Pessoas FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Gestão de Pessoas da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

A descrição das atribuições de um cargo de nível gerencial em uma organização inclui: distribuir as atividades e os recursos necessários a sua realização pela equipe de trabalho; identificação de projetos que representem oportunidades de desenvolvimento de negócios; orientar e motivar a equipe para o atingimento dos objetivos organizacionais. Essas atividades estão relacionadas aos seguintes papéis do administrador, respectivamente:

  • A)decisório, de administrador de recursos; decisório, de empreendedor; interpessoal, de líder;
  • B)decisório, de líder; decisório, de administrador de recursos; interpessoal, de solucionador de conflitos;
  • C)interpessoal, de líder; informacional, de monitor; interpessoal, de negociador;
  • D)informacional, de monitor; decisório, de líder; interpessoal, de elemento de ligação;
  • E)informacional, de administrador de recursos; informacional, de empreendedor; interpessoal, de monitor.
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Resposta correta: A

A questão cobra os papéis do administrador de Henry Mintzberg, muito usados em concursos para classificar o que o gestor faz no dia a dia. Esses papéis costumam aparecer em três grupos: interpessoais, informacionais e decisórios. A sacada aqui é olhar a ação descrita e lembrar a função correspondente, sem inventar moda. Quando a banca diz "distribuir as atividades e os recursos necessários à sua realização", ela está falando de administrar recursos, isto é, alocar pessoas, tempo, orçamento e materiais. Esse é um papel decisório, porque envolve escolher como os recursos serão usados. Já "identificação de projetos que representem oportunidades de desenvolvimento de negócios" remete ao papel de empreendedor, também decisório, pois o administrador busca iniciativas, melhorias e novas oportunidades. Por fim, "orientar e motivar a equipe para o atingimento dos objetivos organizacionais" é clássico papel de líder, que pertence ao grupo interpessoal. Aqui o foco é influenciar, conduzir e dar direção ao time, algo bem diferente de apenas trocar informação ou resolver conflito. Por isso o gabarito é a alternativa A: primeiro, decisório de administrador de recursos; depois, decisório de empreendedor; e, por último, interpessoal de líder. É a cara da FGV: mistura os rótulos e vê se você sabe associar cada descrição ao papel correto.

Questão 2

Em 0I/20I8, o então Ministério da Fazenda editou a Resolução CGEP nº 0I, tratando da estão por Competências no seu contexto, seguindo prática bastante difundida no setor público. Sobre o tema da gestão por competências, relacione a seguir os exemplos de competências com as respectivas denominações. I. Nicolas é professor e possui amplo conhecimento teórico. II. Altair é pedreiro, sendo especialista na construção de casas. III. Bernardo é um estagiário extremamente proativo, antecipando-se sempre aos pedidos de seus supervisores. A. conhecimento B. técnicas C. atitude A relação que melhor define cada competência é:

  • A)I-A, II-B, III-C;
  • B)I-A, II-C, III-B;
  • C)I-B, II-C, III-A;
  • D)I-B, II-A, III-C;
  • E)I-C, II-B, III-A.
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Resposta correta: A

A gestão por competências costuma trabalhar com a famosa tríade CHA: conhecimento, habilidade e atitude. É um jeito prático de separar o que a pessoa sabe, o que ela consegue fazer na prática e como ela se comporta diante das situações. Em concursos, isso aparece com pequenas mudanças de palavras, então vale ficar atento ao sentido de cada exemplo. Conhecimento é a parte teórica, o saber. Quando o enunciado diz que Nicolas é professor e possui amplo conhecimento teórico, ele está falando justamente de conhecimento. Já a habilidade, que em algumas provas aparece como técnicas, é a capacidade de executar uma tarefa com domínio prático. Por isso, Altair, pedreiro especialista na construção de casas, representa técnicas/habilidade. Atitude é o querer fazer, a disposição para agir. Bernardo é descrito como proativo e antecipando pedidos, então o exemplo é de atitude. Proatividade, iniciativa e comprometimento são palavras que a banca adora usar para essa dimensão comportamental. Assim, a relação correta é I-A, II-B, III-C, exatamente como no gabarito. A FGV costuma cobrar essa distinção clássica da gestão por competências, sem misturar a teoria com a prática nem com o comportamento. Se você lembrar do trio saber, saber fazer e querer fazer, já sai na frente.

Questão 3

Considere ainda que a I-lanches busque utilizar um processo de recrutamento marcado pela celeridade e pela contenção de custo para as vagas na nova sede. É correto afirmar que ela deve realizar um recrutamento do tipo

  • A)externo.
  • B)relacional.
  • C)funcional.
  • D)interno.
  • E)ubíquo.
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Resposta correta: D

Quando a empresa quer contratar rápido e gastando pouco, a primeira estratégia que costuma aparecer é o recrutamento interno. Isso porque ela procura preencher a vaga com pessoas que já estão na organização, aproveitando um banco de talentos conhecido, reduzindo tempo de seleção e economizando em divulgação e triagem. No recrutamento interno, a empresa pode fazer promoções, transferências ou movimentações entre áreas. O grande ganho é a agilidade, porque você já conhece o histórico do candidato, o que diminui incertezas e acelera a decisão. Em provas de Gestão de Pessoas, essa associação entre rapidez + baixo custo costuma apontar diretamente para o recrutamento interno. Já o recrutamento externo é o contrário da lógica da questão: ele amplia o alcance, aumenta o leque de candidatos, mas tende a consumir mais tempo e recursos. Por isso, quando o enunciado destaca celeridade e contenção de custo, a banca quer que você perceba que a solução está dentro da casa, não fora dela. Assim, o gabarito D está correto porque o recrutamento interno é justamente o modelo mais econômico e veloz para preencher vagas, especialmente quando a organização já possui pessoal qualificado disponível para movimentação.

Questão 4

Um determinado nível de conflito é positivo para uma organização, mas quando ocorre em excesso pode causar grandes prejuízos. Em virtude disso, foram desenvolvidos estudos para mapear as principais abordagens de solução de conflitos usadas pelos gestores, identificando-se as mais adequadas a cada tipo de situação. A respeito da abordagem estrutural, assinale a afirmativa correta.

  • A)O conflito se forma das percepções criadas pelas condições de diferenciação, recursos limitados e escassos e de interdependência, sendo preferível que o gestor atue sobre cada um desses elementos e mude a condição que predispõe o problema.
  • B)A diminuição dos conflitos por meio da modificação de processos, pode ser realizada por uma das partes em conflito, por pessoas de fora ou por uma terceira parte, atuando diretamente sobre o conflito já existente.
  • C)O incentivo à cooperação entre as partes é forma adequada de reduzir a tensão, utilizando técnicas de pacificação de uma das partes após atitudes agressivas da outra.
  • D)A confrontação de ideias dos envolvidos na situação conflituosa permite que todos exponham suas necessidades, de forma que uma solução mais equilibrada venha a ser adotada.
  • E)O apoiar-se no conceito utilitarista leva ao melhor resultado para a organização e, consequentemente, para seus colaboradores, ainda que a decisão possa ir de encontros aos interesses de alguns.
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Resposta correta: A

A gestão de conflitos costuma ser cobrada em três frentes: estrutural, de processo e de comportamento. A lógica é simples: antes de tentar "apagar o incêndio", o gestor precisa descobrir se o problema está na estrutura que gera o conflito, no processo que o mantém ou na postura das pessoas envolvidas. Na abordagem estrutural, a ideia é mexer nas condições que favorecem o conflito. Isso inclui diferenciação entre áreas, escassez de recursos e interdependência entre tarefas. Em outras palavras, se o ambiente está montado para gerar atrito, não adianta só pedir "calma" para todo mundo. É melhor ajustar a engrenagem. Por isso a alternativa A está correta: ela descreve exatamente os elementos estruturais que predispoem ao conflito e a atuação do gestor sobre esses fatores. Essa é a leitura clássica da doutrina de administração: conflitos podem nascer da própria arquitetura organizacional, e não apenas de desentendimentos pessoais. As demais alternativas tratam de outras abordagens. B fala de modificação de processos e atuação sobre o conflito já existente, o que se aproxima da abordagem de processo. C remete à redução de tensão por cooperação, mais ligada a comportamento. D descreve confronto de ideias e mediação de interesses, e E mistura raciocínio utilitarista com decisão organizacional, sem ser abordagem estrutural.

Questão 5

A adoção de um Sistema de Educação Corporativa tem se tornado prática cada vez mais comum entre as organizações. A implantação desse sistema, no entanto, não é suficiente para o sucesso, sendo necessário o atendimento de alguns princípios. Assinale a opção que mostra uma exceção a esses princípios.

  • A)A disponibilidade, por meio da praticidade na oferta de recursos educacionais.
  • B)A conectividade, fomentando a construção social do conhecimento e aprimorando a rede de relacionamentos.
  • C)A competitividade, desenvolvendo o capital intelectual e o transformando em um fator de diferenciação competitiva.
  • D)A verificabilidade, permitindo a comparação entre informações de qualidade diferente e averiguando seu valor.
  • E)A cidadania, estimulando a formação de atores capazes de modificar a realidade da organização de forma ética e socialmente responsável.
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Resposta correta: D

Educação corporativa não é só montar uma plataforma bonita e achar que o aprendizado vai acontecer por mágica. A ideia é criar um sistema contínuo, alinhado à estratégia da organização, para desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes úteis para o trabalho e para a vida profissional. Nesse modelo, aparecem princípios como competitividade, conectividade, disponibilidade e cidadania, que ajudam a dar sentido ao investimento em pessoas. A disponibilidade fala da facilidade de acesso aos recursos educacionais, como cursos, materiais e trilhas de aprendizagem. A conectividade reforça a troca entre pessoas, a construção social do conhecimento e o fortalecimento das redes de relacionamento. Já a competitividade aparece quando a educação corporativa contribui para desenvolver o capital intelectual e gerar diferencial para a organização. A cidadania, por sua vez, mostra que a educação corporativa não deve formar apenas bons executores de tarefas, mas também profissionais críticos, éticos e socialmente პასუხისმგáveis. Isso é bem compatível com a visão de desenvolvimento humano mais ampla, muito cobrada em gestão de pessoas. O gabarito é a letra D porque verificabilidade não é princípio típico da educação corporativa nesse contexto. Esse termo até pode fazer sentido em avaliação de resultados ou controle de qualidade, mas não integra o conjunto clássico de princípios apresentado pela doutrina de educação corporativa. Em prova, a banca costuma misturar termos que parecem corretos, mas que pertencem a outra lógica.

Questão 6

Muitas organizações preferem a formação de equipes de trabalho para a execução de tarefas organizacionais. Uma das formas de equipe bastante disseminada é chamada de “auto gerenciada”, que consiste em um grupo de trabalho em que os membros assumem as responsabilidades de supervisores. Assinale a opção que apresenta as críticas mais comuns sobre as equipes “auto gerenciadas”.

  • A)Tendem a ter problemas de gerenciamento de conflitos, ocorrendo disputas por poder em caso de divergências.
  • B)Desenvolvem baixo nível de compatibilidade social entre os membros, desencadeando problemas de coesão.
  • C)Possuem propensão ao desencontro de ideias, causados pela complexidade na interação entre membros de áreas diferentes.
  • D)Tem inclinação para problemas de eficiência em função dos recursos escassos.
  • E)Causam insatisfação nos membros do grupo, favorecendo a existência de “ilhas de excelência”.
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Resposta correta: A

As equipes auto gerenciadas são aquelas em que o próprio grupo assume tarefas que normalmente ficariam com um supervisor, como distribuir atividades, controlar o ritmo do trabalho e resolver problemas do dia a dia. Elas aparecem bastante em modelos de gestão mais flexíveis, porque dão autonomia, estimulam participação e podem aumentar o comprometimento da equipe. Mas nem tudo são flores. Quando a liderança formal some ou fica bem reduzida, o grupo precisa ter muita maturidade para lidar com diferenças internas. Se isso não acontece, surgem disputas por influência, conflitos sobre prioridades e dificuldades para decidir quem faz o quê. Em outras palavras: mais autonomia também pode significar mais atrito, se a equipe não estiver preparada para se autorregular. É exatamente por isso que a crítica mais comum às equipes auto gerenciadas é o risco de problemas de gerenciamento de conflitos, com disputas por poder quando há divergências. A questão cobra essa ideia central: não é a falta de inteligência do grupo, nem a baixa coesão por definição, mas sim a dificuldade de administrar conflitos sem uma supervisão tradicional por perto. Esse entendimento é coerente com a doutrina de Gestão de Pessoas, que destaca como ponto fraco dessas equipes a necessidade de membros com alta capacidade de autocontrole, comunicação e cooperação. Sem isso, a autonomia vira bagunça organizada.

Questão 7

Assinale a opção que indica o tipo de avaliação de desempenho empregado pelas organizações, que considera a percepção das pessoas de todas as áreas com as quais o funcionário tem contato no contexto da organização.

  • A)Método das escalas gráficas.
  • B)Auto avaliação exponencial.
  • C)Comissão de avaliação.
  • D)Pesquisa de campo.
  • E)Avaliação 360°.
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Resposta correta: E

A questão trata das formas de avaliar desempenho dentro da gestão de pessoas. Quando a banca fala em considerar a percepção de pessoas de todas as áreas com as quais o funcionário convive no ambiente organizacional, ela está descrevendo uma avaliação ampla e multidirecional. Em outras palavras: não é só o chefe que opina, nem o próprio colaborador, mas também colegas, subordinados, clientes internos e outros contatos relevantes. Esse desenho é típico da avaliação 360 graus, também chamada de feedback multifuente. Ela busca capturar uma visão mais completa do comportamento e dos resultados do empregado, reduzindo o risco de uma avaliação “de um ângulo só”, que pode ser injusta ou incompleta. É como olhar uma foto por vários lados para entender melhor o cenário inteiro. Por isso, o gabarito é a alternativa E. A lógica é exatamente essa: múltiplas fontes de percepção sobre a atuação do profissional no cotidiano da organização. Esse modelo é muito cobrado em concursos porque aparece como contraponto aos métodos mais tradicionais, que concentram a avaliação em uma única chefia ou em formulários padronizados. Na prática, a avaliação 360 graus não é uma exigência legal específica da CLT, mas um instrumento de gestão muito utilizado na doutrina de administração de pessoas. O ponto-chave para a prova é reconhecer a ideia de visão completa, de várias fontes, e não confundir com métodos clássicos como escala gráfica, pesquisa de campo ou comissão de avaliação.

Questão 8

A avaliação de desempenho empregada pelas organizações, a que considera a percepção das pessoas de todas as áreas com quem o funcionário tem contato no contexto da organização, é conhecida como

  • A)método das escalas gráficas.
  • B)auto avaliação exponencial
  • C)comissão de avaliação.
  • D)pesquisa de campo.
  • E)avaliação 360°.
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Resposta correta: E

A avaliação de desempenho pode assumir várias formas, e a banca adora cobrar a lógica por trás de cada uma. Quando o enunciado fala em perceber o funcionário a partir da visão de pessoas de todas as áreas com quem ele se relaciona na organização, está descrevendo um modelo bem amplo, que reúne diferentes fontes de feedback, e não apenas a opinião do chefe direto. Esse modelo é a avaliação 360 graus, também chamada de feedback multidirecional. Ela junta percepções de superiores, pares, subordinados, clientes internos e externos, e até autoavaliação, dependendo do desenho adotado pela empresa. A ideia é ter uma visão mais completa do comportamento e do desempenho no trabalho, justamente porque ninguém enxerga tudo sozinho, nem o gestor, nem o próprio avaliado. Por isso, o gabarito é a letra E. As demais alternativas tratam de métodos diferentes: escalas gráficas usam critérios predefinidos e notas; comissão de avaliação envolve um grupo julgando o desempenho; e pesquisa de campo é um método mais estruturado, com entrevistas e análise do avaliador. Em concurso, quando aparecer a expressão “pessoas de todas as áreas com quem o funcionário tem contato”, pense imediatamente em avaliação 360 graus. Na doutrina de Gestão de Pessoas, essa técnica é vista como uma forma mais rica de feedback, muito usada para desenvolvimento, embora exija cuidado com maturidade organizacional e cultura de confiança. Sem isso, o famoso "todo mundo opina" pode virar ruído em vez de melhoria.

Questão 9

Certa organização acaba de realizar um treinamento para uma turma de trinta colaboradores. A fim de avaliar o treinamento, ao final, a gerente responsável passou um questionário para os participantes, perguntando sobre a satisfação em relação ao instrutor, às instalações e aos recursos didáticos utilizados. Esse tipo de avaliação é conhecido, em recursos humanos, como:

  • A)retorno de impacto;
  • B)percepção de aprendizagem;
  • C)avaliação de percepção;
  • D)avaliação de reação;
  • E)avaliação de atitude positiva.
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Resposta correta: D

Quando uma organização termina um treinamento e pergunta aos participantes se eles gostaram do instrutor, das instalações e dos recursos usados, ela está medindo a reação imediata da turma. Em gestão de pessoas, isso é a chamada avaliação de reação, normalmente aplicada logo ao final do treinamento, como um “termômetro” da satisfação dos treinandos. Essa avaliação costuma captar impressões sobre logística, conteúdo, didática, materiais e ambiente. Ela é importante porque ajuda a ajustar a próxima edição do treinamento, mas não mede, por si só, se a pessoa realmente aprendeu ou se mudou o comportamento no trabalho. É aquela clássica pergunta: “o treinamento foi bem recebido?”, e não “o treinamento gerou resultado?”. Por isso o gabarito é a letra D. A banca descreveu exatamente uma pesquisa de satisfação pós-treinamento, focada na percepção dos participantes sobre o evento em si. Em termos doutrinários, isso corresponde ao primeiro nível dos modelos de avaliação de treinamento, muito associado ao modelo de Kirkpatrick, em que a reação vem antes de aprendizagem, comportamento e resultados. Se a questão falasse em ganho de conhecimento, teste de conteúdo ou aplicação prática no trabalho, aí o caminho seria outro. Mas aqui a ênfase está no “o que você achou?”, então não tem mistério: é reação.

Questão 10

Uma organização adota o método dos incidentes críticos para avaliação do desempenho de seus colaboradores. O gerente responsável reconhece que o método é bastante tradicional e tem algumas limitações. No entanto, o método dos incidentes críticos também apresenta vantagens, tais como:

  • A)proporciona uma avaliação profunda do desempenho, nos critérios considerados;
  • B)foco na comparação dos resultados do colaborador em relação aos demais membros da equipe (desempenho relativo);
  • C)facilidade de montagem e aplicação;
  • D)projeta o desempenho futuro com base no desempenho passado;
  • E)favorece a participação dos pares na avaliação do desempenho do colaborador.
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Resposta correta: C

O método dos incidentes críticos é uma técnica tradicional de avaliação de desempenho que registra acontecimentos extremamente positivos ou negativos ligados ao trabalho do colaborador. A lógica é observar fatos concretos, e não ficar apenas na impressão geral do gerente. Isso ajuda a dar mais objetividade ao processo, embora também traga limitações, como dependência do olhar do avaliador e pouca visão do desempenho cotidiano em sua totalidade. Na prática, ele é muito usado para identificar comportamentos-chave que merecem reforço ou correção. O nome assusta um pouco, mas a ideia é simples: anotar os "incidentes" realmente relevantes, aqueles que fogem do normal e dizem bastante sobre a atuação da pessoa. Por isso, é um método útil para feedback e para desenvolvimento, mas não é o campeão da profundidade nem da comparação entre colegas. A vantagem cobrada na questão é a facilidade de montagem e aplicação. Em geral, o método é simples de estruturar, porque o avaliador apenas registra os fatos mais marcantes, sem precisar de um sistema sofisticado, escalas complexas ou longas tabelas comparativas. É um método relativamente leve na implantação, especialmente quando comparado a modelos mais elaborados. Então, o gabarito C está correto porque aponta uma característica típica do método dos incidentes críticos: sua aplicação é direta e de fácil construção. Já as outras alternativas descrevem outras técnicas de avaliação, como comparação entre pares, projeção de desempenho ou participação coletiva, mas não esse método específico.

Perguntas frequentes

Este quiz de Gestão de Pessoas FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Gestão de Pessoas FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Gestão de Pessoas FGV?

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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