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Questões de Geografia FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Geografia da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

O futuro da Amazônia nas próximas décadas será contado pelo Brasil, pois ele abriga dois terços da Floresta Amazônica. A preservação de sua biodiversidade é uma ação que tem repercussões socioeconômicas em âmbito nacional e também global. Assinale a afirmativa que descreve corretamente o impacto de uma política de proteção ambiental e de gestão sustentável da Amazônia:

  • A)a conservação da cobertura vegetal, de relevância global pelo seu impacto na questão climática, depende da substituição do carvão vegetal pelo mineral, como fonte de combustível não poluente;
  • B)manter a floresta em pé é uma condição para que se atinjam as metas do Acordo de Paris (acordo do clima), que tem como principal objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa para limitar o aumento médio de temperatura global;
  • C)o Brasil pode despontar como potência ambiental regional, ao exercer um controle na regulação dos ciclos hídricos das Bacias Amazônica e do Prata, estabilizando os regimes de chuvas;
  • D)para os que vivem na Amazônia Legal, manter a floresta em pé significa perder oportunidades de gerar riqueza para o mercado interno e externo e melhorar a sua qualidade de vida;
  • E)a conservação ambiental da Amazônia depende do incentivo a atividades regenerativas e de baixo carbono, como as ligadas à agropecuária e à exportação de cacau, pimenta-do-reino, açaí, frutas tropicais e peixes nativos, entre outros.
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Resposta correta: B

A Amazônia não é só um “estoque de árvores”: ela influencia o clima, o regime de chuvas e a economia de várias regiões do Brasil. Quando se fala em política de proteção ambiental e gestão sustentável, a ideia central é manter a floresta em pé e usar seus recursos sem destruir a base ecológica que sustenta tudo isso. Parece simples, mas é justamente aí que mora a prova: sustentabilidade não é impedir qualquer atividade econômica, e sim organizar o uso do território com baixo desmatamento e baixa emissão de carbono. O gabarito está na letra B porque o combate ao desmatamento é essencial para reduzir emissões de gases de efeito estufa. A preservação da floresta ajuda o Brasil a cumprir metas climáticas assumidas no Acordo de Paris, tratado internacional de 2015 dentro da UNFCCC, cujo objetivo é limitar o aquecimento global bem abaixo de 2°C, com esforços para 1,5°C. Em outras palavras: floresta conservada ajuda o clima, e clima estável ajuda todo o resto. Além disso, a Amazônia tem papel na chamada “bomba biótica” e na circulação de umidade que alimenta as chuvas em boa parte do país, o que reforça o impacto nacional da sua proteção. Então, quando a questão fala em preservação da biodiversidade com repercussões socioeconômicas, ela aponta para um modelo de desenvolvimento que não troca floresta por fumaça e descontrole. Se cair em prova, pense assim: a política ambiental correta não elimina produção, mas exige atividades compatíveis com a floresta, com menor emissão e maior conservação. É exatamente a lógica do desenvolvimento sustentável prevista na política ambiental brasileira (Lei 6.938/1981) e nas metas climáticas internacionais.

Questão 2

Nunca antes, durante toda a longa presença da vida na Terra, estimada em 3,6 bilhões de anos, uma espécie conseguiu alterar o ambiente globalmente numa escala de séculos. São esses aspectos que estão levando muitos geólogos a propor que já entramos em uma nova era geológica – nomeado como antropoceno pelo professor Paul Crutzen –, em que sinais das transformações já se materializaram nos sedimentos geológicos. Adaptado de Carlos Nobre, Revista Época, 2015. A respeito da proposta de formular uma “nova era geológica”, analise as afirmativas a seguir. I. O uso da periodização proposta favorece o reconhecimento dos impactos planetários da ação humana na Terra. II. O termo antropoceno direciona o debate sobre ecologia e desenvolvimento sustentável para uma escala supranacional. III. O novo conceito explora a conscientização dos efeitos da planetarização da ação humana. Está correto o que se afirma em

  • A)I, apenas.
  • B)I e II, apenas.
  • C)I e III, apenas.
  • D)II e III, apenas.
  • E)I, II e III.
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Resposta correta: E

O Antropoceno é a ideia de que a ação humana passou a ter peso geológico, ou seja, já altera clima, relevo, ciclos biogeoquímicos e até a composição dos sedimentos em escala global. A proposta não é só um rótulo bonito: ela chama atenção para o fato de que a humanidade virou uma força capaz de mexer no planeta como um todo, e não apenas em áreas isoladas. Por isso, o conceito tem grande valor didático e político, porque ajuda a enxergar os impactos planetários da intervenção humana. A afirmativa I está correta porque a periodização proposta justamente favorece o reconhecimento desses impactos globais. Quando se fala em Antropoceno, o foco sai da ideia de natureza intocada e entra a noção de que a humanidade deixou marcas geológicas mensuráveis. Isso inclui urbanização, mineração, emissões de carbono, desmatamento e poluição persistente. A afirmativa II também está correta. O termo desloca o debate sobre ecologia e desenvolvimento sustentável para uma escala supranacional, porque problemas como aquecimento global, perda de biodiversidade e acidificação dos oceanos não respeitam fronteiras. É aquele tipo de assunto que nenhum país resolve sozinho, por mais corajoso que seja no discurso. A afirmativa III igualmente está correta, pois o conceito explora a conscientização sobre a planetarização da ação humana. Em outras palavras, ele reforça a percepção de que o modo de vida humano se expandiu e passou a produzir efeitos em escala planetária. Assim, a alternativa E é a correta, já que as três afirmações traduzem bem a lógica do Antropoceno.

Questão 3

Em 2019, três meses após o desastre em Brumadinho (Minas Gerais), ocorreu o rompimento de duas barragens de decantação em uma área de extração de cassiterita na cidade de Machadinho d’Oeste, no Vale do Jamari, em Rondônia. A cassiterita é o principal minério do estanho, elemento químico usado em ligas metálicas pela indústria. São impactos socioambientais decorrentes da exploração de cassiterita em Rondônia, EXCETO:

  • A)processos erosivos, causados por desmatamento e escavações;
  • B)alteração geológica, pela abertura de lavras subterrâneas, dada a profundidade dos depósitos;
  • C)degradação da paisagem e alteração do ecossistema local, com redução da floresta e afugentamento dos animais;
  • D)abertura de estradas, construção de acampamentos e de moradias perto das minas;
  • E)poluição e assoreamento de rios e igarapés pelo despejo de lama de rejeito de mineração.
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Resposta correta: B

A exploração mineral na Amazônia costuma deixar uma marca bem visível: abre clareiras, movimenta terra, altera cursos d'água e pressiona a vida local. Em Rondônia, a extração de cassiterita, como em outras atividades de mineração, costuma provocar desmatamento, erosão, assoreamento de rios, poeira, lama de rejeito e mudanças no uso do solo. É aquele pacote clássico: a paisagem muda rápido e o ambiente sente a conta depois. Além do impacto físico, a mineração mexe com a organização do território. Surgem estradas, alojamentos, acampamentos e até novas moradias perto das áreas de lavra, o que aumenta pressão sobre serviços públicos e sobre os ecossistemas locais. Também é comum o afugentamento da fauna e a fragmentação da floresta, o que agrava a degradação ambiental. A cassiterita é o principal minério do estanho e sua exploração em Rondônia se relaciona, em geral, a depósitos superficiais ou de menor complexidade de extração, com forte alteração da cobertura vegetal e do solo. Por isso, impactos como processos erosivos, poluição hídrica e degradação da paisagem fazem sentido. Em direito ambiental, a lógica é a da prevenção e da reparação do dano, bem como da exigência de controle da atividade potencialmente poluidora, conforme a Constituição Federal, art. 225, e a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981). O gabarito é a letra B porque ela fala em lavras subterrâneas em função da profundidade dos depósitos, o que não corresponde ao padrão esperado para essa exploração na região e ainda inventa uma característica geológica que não é a marca dos impactos descritos no enunciado.

Questão 4

São episódios relacionados ao desenvolvimento da economia rondoniense:

  • A)a criação das cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim, ligada à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e ao escoamento dos produtos bolivianos;
  • B)o recrutamento de grandes levas de migrantes, principalmente da região centro-oeste, para trabalhar nos seringais, no contexto da Segunda Guerra Mundial;
  • C)a abertura de rodovias, como a BR-230, conhecida como Rodovia Transamazônica, realizada pelo governo de Juscelino Kubitscheck, para ligar Cuiabá a Porto Velho;
  • D)a ligação telegráfica de Mato Grosso ao extremo Oeste Amazônico, subsidiada pelo Estado Novo, para integrar as comunidades indígenas e ribeirinhas ao Brasil;
  • E)a construção das usinas de Jirau e Santo Antônio, como parte do Programa de Integração Nacional (PIN), projeto do governo Médici para desenvolver obras de infraestrutura.
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Resposta correta: A

A economia de Rondônia se desenvolveu em ondas bem marcadas, quase sempre ligadas a grandes ciclos de ocupação e circulação de pessoas e mercadorias. No começo, a região ganhou impulso com a borracha e com a necessidade de ligar a Amazônia ao mercado internacional, especialmente no trecho do rio Madeira. Depois, vieram outros movimentos de integração territorial, como estradas, migração e grandes obras de infraestrutura. É nesse contexto que a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré aparece como episódio central. Ela foi feita para contornar as corredeiras do rio Madeira e permitir o escoamento da produção boliviana, o que fortaleceu o surgimento de núcleos urbanos como Porto Velho e Guajará-Mirim. Ou seja: ferrovia, comércio regional e cidade nascendo ao redor da atividade econômica. Nada mais geografia de concurso do que isso. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Ela relaciona corretamente a formação urbana e a dinâmica econômica de Rondônia à Madeira-Mamoré e ao escoamento de produtos bolivianos. Esse é um ponto clássico da história regional: infraestrutura de transporte moldando a ocupação do espaço e a economia local. As demais opções misturam fatos de épocas, governos e obras diferentes. Em prova, a banca gosta de trocar o nome da obra, o período histórico ou o objetivo da iniciativa para ver se voce está atento. Aqui, a pista decisiva é a associação entre ferrovia, comércio boliviano e o nascimento dos principais centros urbanos do eixo Madeira-Mamoré.

Questão 5

I. Constitui uma superfície aplainada, com altitude de 90 a 200 metros em sua porção relativa ao estado de Rondônia, e com características morfoclimáticas típicas de floresta. II. Pertence ao sistema de planaltos do Maciço Central Brasileiro, com altitudes entre 300 e 1000 metros acima do nível do mar e terrenos sedimentares de arenito vermelho e amarelo. Os trechos acima caracterizam duas das principais unidades geomorfológicas presentes em Rondônia, respectivamente:

  • A)Planície Amazônica / Encosta Setentrional do Planalto Brasileiro;
  • B)Chapada dos Parecis e de Pacaás Novos / Planície Amazônica;
  • C)Vale do Guaporé-Mamoré / Encosta Setentrional do Planalto Brasileiro;
  • D)Planície Amazônica / Chapada dos Parecis e de Pacaás Novos;
  • E)Encosta Setentrional do Planalto Brasileiro / Vale do Guaporé-Mamoré.
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Resposta correta: D

Rondônia tem relevo marcado pela transição entre áreas baixas da Amazônia e formas mais elevadas do Centro-Oeste. Isso faz aparecer, no estado, unidades como a Planície Amazônica e os planaltos e chapadas, que são áreas um pouco mais altas, com superfícies mais antigas e, em geral, mais dissecadas. Em questões de concurso, a banca gosta de cobrar essa leitura do mapa: a parte baixa, com feições fluviais e ambientes de floresta, e a parte mais elevada, ligada ao interior do Planalto Central. No item I, a descrição fala de uma superfície aplainada, com altitude de 90 a 200 metros em Rondônia, com características morfoclimáticas típicas de floresta. Isso remete à Planície Amazônica, formada por áreas baixas, planas e associadas à dinâmica dos rios e da floresta equatorial. Já o item II menciona o sistema de planaltos do Maciço Central Brasileiro, com altitudes entre 300 e 1000 metros e terrenos sedimentares de arenito vermelho e amarelo, o que corresponde à Chapada dos Parecis e de Pacaás Novos. Por isso, o gabarito é a letra D: primeiro vem a Planície Amazônica, depois a Chapada dos Parecis e de Pacaás Novos. A lógica aqui é bem geográfica: relevo baixo e aluvial de um lado, relevo mais alto e sedimentar do outro. Não precisa decorar como se fosse lista de mercado, mas ajuda saber que Rondônia é um estado de contato entre grandes domínios morfoclimáticos e geomorfológicos. Em termos doutrinários, essa leitura segue a classificação geomorfológica brasileira usada em obras clássicas de geografia física, como as de Jurandyr Ross, muito exploradas em concursos. A FGV costuma exigir exatamente essa associação entre altitude, material geológico e forma de relevo.

Questão 6

No Brasil, para se referir ao ambiente amazônico, usam-se duas referências geográficas - bioma Amazônia e Amazônia Legal - e uma geopolítica - Pan-Amazônia. A respeito das diversas classificações do ambiente amazônico, é correto afirmar que:

  • A)o bioma Amazônia é composto por vários tipos de floresta tropical úmida, extensa rede hidrográfica e enorme biodiversidade;
  • B)a Amazônia Legal é uma região da América do Sul que corresponde à área de influência da bacia do rio Amazonas e é caracterizada pela presença de florestas tropicais;
  • C)o bioma Amazônia tem predomínio de formações arbustivas e campos nativos, além de matas ciliares, matas de encosta e matas de pau-ferro;
  • D)a Amazônia Legal abrange todos os estados da Região Norte e é definida como um conjunto de ecorregiões, com fauna, flora, dinâmica e processos ecológicos similares;
  • E)a Pan-Amazônia representa mais da metade do território nacional e abrange os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e parte do Maranhão.
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Resposta correta: A

Quando o enunciado fala em ambiente amazônico, ele mistura três recortes que parecem iguais, mas não são. O bioma Amazônia é o recorte ecológico: reúne formações florestais ligadas ao clima equatorial úmido, com grande biodiversidade e uma rede hidrográfica imensa, por isso a alternativa correta é a que descreve esse conjunto de florestas tropicais úmidas e sua riqueza biológica. Em prova, pense assim: bioma é natureza, Amazônia Legal é divisão político-administrativa brasileira, e Pan-Amazônia é a visão geopolítica que inclui vários países amazônicos.

Questão 7

A respeito do desenvolvimento da agricultura em Rondônia, analise as afirmativas a seguir, assinalando V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s). ( ) O desenvolvimento mais sistemático das atividades agrícolas ocorreu nos anos 1970, a partir de projetos de colonização do governo federal, através do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), como o PIC Ouro Preto, na região central do Estado, próximo à Vila de Rondônia. ( ) A partir da consolidação da malha rodoviária, nos anos 1980, a expansão da pecuária extensiva mudou a estrutura fundiária da região, favorecendo a conversão de áreas agrícolas em pastagens e consolidando a agropecuária e a concentração de terras. ( ) Desde o ano 2000, a região ao sul do Estado, conhecida como MATOPIBA, é abarcada pelo deslocamento da fronteira agrícola da soja, iniciada em Mato Grosso e se expandindo em direção a Rondônia, exercendo uma pressão intensa na Floresta Amazônica. A sequência correta é:

  • A)V V V;
  • B)V V F;
  • C)F F V;
  • D)V F V;
  • E)F V F.
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Resposta correta: B

A agricultura em Rondônia ganhou fôlego de forma mais organizada a partir dos anos 1970, quando o governo federal incentivou a ocupação da Amazônia com projetos de colonização do Incra. Esse processo trouxe muitos migrantes, abriu áreas de produção e ajudou a formar núcleos rurais em regiões como a área do PIC Ouro Preto, ligado ao avanço da ocupação no entorno de Vila de Rondônia. Em concurso, isso aparece bastante como a combinação de colonização oficial + abertura de terras + migração. Nos anos 1980, a melhoria da malha rodoviária, especialmente com eixos de integração regional, facilitou o escoamento da produção e também o avanço da pecuária extensiva. A consequência foi clássica: áreas antes usadas para agricultura foram sendo convertidas em pastagens, com mudança na estrutura fundiária e maior concentração de terras. Ou seja, a paisagem rural passou a ficar mais voltada à agropecuária do que à agricultura familiar inicial. A terceira afirmativa mistura conceitos e regiões de um jeito caprichado para confundir. MATOPIBA não fica em Rondônia: é a área de expansão agrícola ligada a partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Além disso, a fronteira da soja no estado não é descrita por esse recorte geográfico, então a frase fica incorreta. Assim, as duas primeiras afirmativas são verdadeiras e a terceira é falsa, o que leva ao gabarito B. Em resumo: colonização nos anos 1970, pecuária e rodovias nos anos 1980, e cuidado com siglas geográficas que parecem plausíveis, mas não pertencem ao estado.

Questão 8

No Brasil, para se referir ao ambiente amazônico, usam-se duas referências geográficas bioma Amazônia e Amazônia Legal e uma geopolítica Pan-Amazônia. A respeito das diversas classificações do ambiente amazônico, é correto afirmar que:

  • A)o bioma Amazônia é composto por vários tipos de floresta tropical úmida, extensa rede hidrográfica e enorme biodiversidade;
  • B)a Amazônia Legal é uma região da América do Sul que corresponde à área de influência da bacia do rio Amazonas e é caracterizada pela presença de florestas tropicais;
  • C)o bioma Amazônia tem predomínio de formações arbustivas e campos nativos, além de matas ciliares, matas de encosta e matas de pau-ferro;
  • D)a Amazônia Legal abrange todos os estados da Região Norte e é definida como um conjunto de ecorregiões, com fauna, flora, dinâmica e processos ecológicos similares;
  • E)a Pan-Amazônia representa mais da metade do território nacional e abrange os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e parte do Maranhão.
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Resposta correta: A

Quando a prova fala em Amazônia, ela costuma misturar três recortes diferentes: o bioma Amazônia, a Amazônia Legal e a Pan-Amazônia. Parece a mesma coisa, mas não é. O bioma é uma classificação ecológica, ligada à natureza da paisagem, da vegetação, da fauna, do clima e dos rios. Já a Amazônia Legal é um recorte político-administrativo usado pelo Estado brasileiro, e a Pan-Amazônia é uma ideia geopolítica que ultrapassa fronteiras nacionais. No caso do bioma Amazônia, ele reúne principalmente florestas tropicais úmidas, com enorme biodiversidade e uma rede hidrográfica imensa, além de diferentes formações florestais conforme o relevo, o solo e a drenagem. É exatamente isso que a alternativa A descreve. Em outras palavras: não é só “uma floresta” homogênea, mas um mosaico de ambientes ligados pela mesma lógica ecológica. A confusão mais comum é trocar bioma por região política. A Amazônia Legal não é um bioma, nem uma área definida por ecorregiões, e sim uma delimitação criada para planejamento e políticas públicas. Ela foi instituída pela Lei nº 1.806/1953 e hoje é tratada na legislação como área de atuação da SUDAM, com a inclusão de estados da Região Norte e partes de outros estados. Então, se a questão pede a classificação correta do ambiente amazônico, pense assim: bioma = natureza, Amazônia Legal = administração pública, Pan-Amazônia = integração geopolítica entre países. A banca adora embaralhar esses três, mas o caminho seguro é sempre identificar qual critério está sendo usado.

Questão 9

Dentre os sistemas gerais de circulação atmosférica de destaque para Rondônia, assim como para a Amazônia como um todo, responsáveis pelos padrões hidrológicos e climáticos, vale ressaltar o sistema meteorológico que atua nos trópicos, onde se encontram os ventos nordeste e leste, conhecidos como anticiclone dos Açores e anticiclone do Atlântico Sul, respectivamente. O trecho se refere ao sistema meteorológico denominado:

  • A)Zona de Convergência Tropical;
  • B)Zona de Convergência Intertropical;
  • C)Zona de Convergência do Atlântico;
  • D)Zona de Convergência do Pacífico;
  • E)Zona de Convergência Equatorial.
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Resposta correta: B

A questão fala do sistema de circulação atmosférica dos trópicos que organiza ventos alísios vindos das áreas de alta pressão, como o anticiclone dos Açores e o anticiclone do Atlântico Sul. Quando esses ventos convergem perto da faixa equatorial, o ar sobe, favorece muita nebulosidade e chuva. Em termos simples: é a grande faixa onde o clima amazônico ganha um empurrão importante para manter sua umidade. Na Amazônia e em Rondônia, isso é relevante porque os sistemas atmosféricos controlam o regime de chuvas, a sazonalidade e até a variabilidade de eventos extremos. A faixa de convergência associada aos alísios é conhecida como Zona de Convergência Intertropical, ou ZCIT, um dos principais mecanismos de chuva na região norte do Brasil. Por isso, o gabarito é a letra B. O enunciado descreve justamente a área de encontro dos ventos de nordeste e de leste nos trópicos, isto é, a ZCIT. Ela é uma faixa de baixas pressões próxima ao Equador, móvel ao longo do ano, e sua posição influencia bastante o padrão hidrológico da Amazônia. Em provas, a banca costuma trocar o nome da zona de convergência por expressões parecidas, então vale memorizar: quando aparecer encontro dos alísios e chuva na faixa equatorial, pense em ZCIT. Não há aqui uma lei específica, e o conteúdo é de climatologia geográfica, com base na literatura técnica sobre circulação geral da atmosfera.

Questão 10

A respeito da evolução política de Rondônia, analise as afirmativas a seguir, assinalando V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s). ( ) Em 1943, foi constituído o Território Federal do Guaporé, com capital em Porto Velho, a partir do desmembramento de parte do Mato Grosso e do Amazonas, e faz referência ao rio Guaporé que divide Rondônia do Pará. ( ) Em 1956, o território federal recém-criado passou a se chamar Rondônia, em homenagem à Expedição RondonRoosevelt, para construir uma linha telegráfica que conectaria Mato Grosso a Goiás. ( ) Em 1982, Rondônia se torna um estado da Federação e, nesse mesmo período, é implantada a sua nova organização políticoadministrativa, são criados novos municípios e a urbanização é acelerada. A sequência correta é:

  • A)V F F;
  • B)V V F;
  • C)F V V;
  • D)V F V;
  • E)F F V.
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Resposta correta: E

A história política de Rondônia costuma aparecer em prova com três marcos bem cobrados: a criação do Território Federal do Guaporé, a mudança de nome para Rondônia e a transformação em estado. É aquele tipo de assunto em que a banca mistura data, nome e motivo da homenagem para ver se você pisca. E ela gosta de um detalhe falso bem colocado no meio da frase. Em 1943, o Território Federal do Guaporé foi criado pelo Decreto-Lei nº 5.812, com área desmembrada de partes do Amazonas e de Mato Grosso, e capital em Porto Velho. Então a primeira afirmativa erra ao dizer que o rio Guaporé divide Rondônia do Pará, porque essa associação geográfica está errada. O nome veio do rio Guaporé, mas a justificativa dada na questão não bate. Em 1956, o território passou a se chamar Rondônia pela Lei nº 2.731/1956, em homenagem ao Marechal Cândido Rondon, e não à Expedição Rondon-Roosevelt. Além disso, essa expedição não tinha como objetivo construir uma linha telegráfica de Mato Grosso a Goiás, então a segunda afirmativa também é falsa. Aqui a banca troca o personagem e ainda embaralha a finalidade, um clássico. Já a terceira afirmativa está correta: Rondônia virou estado em 1982, após a criação pela Lei Complementar nº 41/1981, e nesse período houve reorganização político-administrativa, criação de municípios e aceleração da urbanização. Portanto, a sequência é F F V, que corresponde ao gabarito E.

Perguntas frequentes

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