Questão 1
O futuro da Amazônia nas próximas décadas será contado pelo Brasil, pois ele abriga dois terços da Floresta Amazônica. A preservação de sua biodiversidade é uma ação que tem repercussões socioeconômicas em âmbito nacional e também global. Assinale a afirmativa que descreve corretamente o impacto de uma política de proteção ambiental e de gestão sustentável da Amazônia:
- A)a conservação da cobertura vegetal, de relevância global pelo seu impacto na questão climática, depende da substituição do carvão vegetal pelo mineral, como fonte de combustível não poluente;
- B)manter a floresta em pé é uma condição para que se atinjam as metas do Acordo de Paris (acordo do clima), que tem como principal objetivo reduzir as emissões de gases de efeito estufa para limitar o aumento médio de temperatura global;
- C)o Brasil pode despontar como potência ambiental regional, ao exercer um controle na regulação dos ciclos hídricos das Bacias Amazônica e do Prata, estabilizando os regimes de chuvas;
- D)para os que vivem na Amazônia Legal, manter a floresta em pé significa perder oportunidades de gerar riqueza para o mercado interno e externo e melhorar a sua qualidade de vida;
- E)a conservação ambiental da Amazônia depende do incentivo a atividades regenerativas e de baixo carbono, como as ligadas à agropecuária e à exportação de cacau, pimenta-do-reino, açaí, frutas tropicais e peixes nativos, entre outros.
Ver gabarito e explicação
Resposta correta: B
A Amazônia não é só um “estoque de árvores”: ela influencia o clima, o regime de chuvas e a economia de várias regiões do Brasil. Quando se fala em política de proteção ambiental e gestão sustentável, a ideia central é manter a floresta em pé e usar seus recursos sem destruir a base ecológica que sustenta tudo isso. Parece simples, mas é justamente aí que mora a prova: sustentabilidade não é impedir qualquer atividade econômica, e sim organizar o uso do território com baixo desmatamento e baixa emissão de carbono. O gabarito está na letra B porque o combate ao desmatamento é essencial para reduzir emissões de gases de efeito estufa. A preservação da floresta ajuda o Brasil a cumprir metas climáticas assumidas no Acordo de Paris, tratado internacional de 2015 dentro da UNFCCC, cujo objetivo é limitar o aquecimento global bem abaixo de 2°C, com esforços para 1,5°C. Em outras palavras: floresta conservada ajuda o clima, e clima estável ajuda todo o resto. Além disso, a Amazônia tem papel na chamada “bomba biótica” e na circulação de umidade que alimenta as chuvas em boa parte do país, o que reforça o impacto nacional da sua proteção. Então, quando a questão fala em preservação da biodiversidade com repercussões socioeconômicas, ela aponta para um modelo de desenvolvimento que não troca floresta por fumaça e descontrole. Se cair em prova, pense assim: a política ambiental correta não elimina produção, mas exige atividades compatíveis com a floresta, com menor emissão e maior conservação. É exatamente a lógica do desenvolvimento sustentável prevista na política ambiental brasileira (Lei 6.938/1981) e nas metas climáticas internacionais.