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Questões de Fisioterapia FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Fisioterapia da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Idosa, sexo feminino, 65 anos, costureira, submeteu-se a cirurgia de Artroplastia Total de Joelho (ATJ) à direita devido à dor e incapacidade funcional no joelho direito há aproximadamente seis anos. Após duas semanas de cirurgia iniciou tratamento fisioterapêutico em uma clínica próxima à sua residência. Ao exame apresentou sinal de Homans positivo, além do empastamento na panturrilha à direita. Diante da avaliação fisioterapêutica, analise as afirmativas a seguir. I. O fisioterapeuta deve estimular a mobilização ativa do membro operado. II. O fisioterapeuta deve propor as metas de tratamento e iniciar, neste mesmo dia, treino de marcha com auxílio de um par de muletas. III. O fisioterapeuta deve orientar a paciente a necessidade de avaliação médica. Está correto o que se afirma em

  • A)I, somente.
  • B)II, somente.
  • C)III, somente.
  • D)I e II, somente.
  • E)I, II e III.
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Resposta correta: C

Depois de uma artroplastia total de joelho, dor, edema e limitação funcional podem ser esperados em alguma medida, mas um sinal de Homans positivo junto com empastamento de panturrilha acende a luz amarela, quase vermelha, para trombose venosa profunda (TVP). Nesse cenário, a prioridade não é “ganhar quilometragem” na marcha nem insistir em exercício vigoroso do membro. O raciocínio fisioterapêutico aqui é simples: quando há suspeita de TVP, o paciente deve ser encaminhado para avaliação médica imediata. A conduta segura é suspender a progressão do tratamento até que a condição vascular seja esclarecida, porque mobilização e treino de marcha sem avaliação podem aumentar o risco de complicações, como embolia pulmonar. Por isso, a afirmativa III está correta. O fisioterapeuta tem o dever de reconhecer sinais de alerta e orientar busca de avaliação médica. Isso faz parte da prática baseada em segurança do paciente e do trabalho em equipe, especialmente no pós-operatório ortopédico. Já as afirmativas I e II estão inadequadas para o momento descrito. Antes de estimular mobilização ativa ampla ou prescrever treino de marcha com muletas, é preciso afastar a suspeita de TVP. Em concurso, a banca gosta dessa pegadinha: o pós-operatório pede movimento, sim, mas não quando o corpo está avisando que pode haver trombo no caminho.

Questão 2

Paciente, sexo masculino, portador de DPOC, foi encaminhado para a UTI após entrada na emergência com dor abdominal. Ao ser avaliado pelo fisioterapeuta, o paciente apresentava, na inspiração, movimento para dentro das margens laterais inferiores da parede torácica a cada esforço inspiratório, devido a um diafragma plano e baixo. Assinale a opção que indica a denominação deste sinal.

  • A)da rampa inspiratória.
  • B)tiragem intercostal.
  • C)do sulco profundo.
  • D)da silhueta.
  • E)de Hoover.
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Resposta correta: E

Na DPOC, especialmente quando há hiperinsuflação pulmonar, o diafragma pode ficar mais baixo e achatado. Isso muda a mecânica respiratória e faz a parede torácica inferior se comportar de um jeito bem característico durante a inspiração. Em vez de expandir normalmente, as margens inferiores podem ser puxadas para dentro quando o paciente faz esforço inspiratório. Esse movimento paradoxal recebe o nome de sinal de Hoover. Ele é clássico em pacientes com DPOC, porque o diafragma plano perde eficiência e acaba tracionando as costelas inferiores para medial e para dentro na inspiração. Ou seja: o paciente tenta puxar o ar, mas o tórax inferior faz o caminho inverso. Um drama respiratório com nome próprio. Na prática, esse sinal ajuda a reconhecer aumento do trabalho ventilatório e alteração da mecânica diafragmática. Não é uma tiragem intercostal qualquer, nem um termo genérico de respiração difícil: é um achado semiológico bem específico da DPOC avançada. Portanto, a alternativa correta é a letra E, porque descreve exatamente o movimento para dentro das margens laterais inferiores da parede torácica durante o esforço inspiratório, típico do sinal de Hoover.

Questão 3

Relacione os testes de avaliação do desenvolvimento da criança listados a seguir, às suas respectivas descrições. (1) Teste da Performance Motora Infantil (TIMP) (2) Escala Motora Infantil de Alberta (AIMS) (3) Teste de Denver (4) Escala do Desenvolvimento Infantil e Bayley (BSID) ( ) Teste padronizado na observação das habilidades motoras grosseiras em quatro posições : prona, supino, sentado e de pé. ( ) Teste baseado em três habilidades fundamentais do desenvolvimento motor: sustentar uma postura, reconquistar ou ser capaz de corrigir a postura e as trocas de postura e ou de posição. Indicado para RNPTs com 34 semanas até 17 semanas de idade cronológica. ( ) Teste padronizado e referenciado do desenvolvimento neuromotor, cognitivo, de linguagem e comportamental. Indicado para crianças de 1 a 42 meses de idade ( ) Teste referenciado do desenvolvimento para aspecto pessoal-social, motor-fino, adaptativo, linguagem, motor grosseiro e comportamental. Utilizado para crianças até 6 anos e meio.

  • A)1, 2, 3 e 4
  • B)2, 1, 3 e 4
  • C)2, 1, 4 e 3
  • D)1, 2, 4 e 3
  • E)3, 4, 1 e 2
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Resposta correta: C

Essa questão cobra a associação clássica entre instrumentos de avaliação do desenvolvimento infantil e suas descrições. O segredo aqui é olhar o foco de cada teste: alguns medem motor grosso, outros juntam várias áreas do desenvolvimento e outros são mais voltados para risco neonatal e seguimento precoce. A Escala Motora Infantil de Alberta (AIMS) é um teste padronizado que observa habilidades motoras grossas em quatro posições: prona, supino, sentado e em pé. Já o Teste da Performance Motora Infantil (TIMP) é mais indicado para recém-nascidos prematuros, avaliando controle postural e movimentação funcional muito cedo, entre 34 semanas e 17 semanas de idade cronológica. A BSID, ou Escala Bayley, é um teste padronizado e referenciado para avaliar desenvolvimento neuromotor, cognitivo, linguagem e comportamento em crianças de 1 a 42 meses. O Teste de Denver, por sua vez, é um instrumento de triagem do desenvolvimento infantil mais amplo, cobrindo áreas pessoal-social, motor-fino, adaptativo, linguagem, motor grosso e comportamento, sendo usado até cerca de 6 anos e meio. Por isso, a sequência correta fica 2, 1, 4 e 3. A banca FGV costuma cobrar exatamente essa leitura por palavras-chave, então vale decorar o "perfil" de cada escala em vez de tentar ir no chute.

Questão 4

Assincronia paciente-ventilador é a incordenação entre os esforços e as necessidades ventilatórias do paciente em relação ao que é ofertado pelo ventilador mecânico. O esforço inspiratório do paciente que não é suficiente para disparar o ventilador, é definido como disparo ineficaz. Assinale a opção que apresenta o procedimento que contribui para a ocorrência do disparo ineficaz durante a ventilação.

  • A)Ajuste inadequado da sensibilidade do ventilador mecânico, secreção no tubo endotraqueal (TOT), fraqueza muscular respiratória, presença de auto-PEEP e fuga aérea pelo baronete do TOT.
  • B)Fraqueza muscular inspiratória, presença de auto-PEEP, elevada necessidade de alto fluxo inspiratório pelo paciente e tempo inspiratório mecânico curto.
  • C)Ajuste inadequado da sensibilidade do ventilador mecânico, fuga aérea pelo baronete do TOT, tempo inspiratório neural maior que o tempo inspiratório mecânico e presença de autoPEEP.
  • D)Ajuste inadequado da sensibilidade do ventilador mecânico, fraqueza muscular respiratória, depressão do comando neural e presença de hiperinsuflação dinâmica.
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Resposta correta: D

A assincronia paciente-ventilador acontece quando o esforço do paciente não combina com o que o ventilador entrega. No disparo ineficaz, o paciente até tenta inspirar, mas o esforço não vence a “barreira” do circuito ou do próprio pulmão e o ventilador não reconhece o gatilho. Isso é muito comum em situações de fraqueza muscular, auto-PEEP, sensibilidade mal ajustada e alterações do drive respiratório. No caso da alternativa D, os fatores citados favorecem exatamente esse problema: ajuste inadequado da sensibilidade do ventilador dificulta o disparo; fraqueza muscular respiratória reduz a capacidade de gerar esforço suficiente; depressão do comando neural diminui a vontade/impulso para respirar; e a hiperinsuflação dinâmica aumenta a pressão intrínseca, tornando mais difícil iniciar uma nova inspiração. Em resumo: o paciente tenta, mas o ventilador não “percebe” ou não acompanha. Em fisioterapia respiratória e ventilação mecânica, vale lembrar a lógica clássica da assincronia: se o paciente precisa fazer esforço demais para acionar o ventilador, a chance de disparo ineficaz sobe bastante. Não é um detalhe técnico chato, é quase o ventilador dizendo “não ouvi você”, mesmo com o paciente insistindo. Por isso, o gabarito é D: reúne causas bem reconhecidas de disparo ineficaz por redução do drive, da força muscular e por aumento da carga imposta ao sistema respiratório.

Questão 5

TCPL é uma das modalidades ventilatórias convencionais utilizadas em neonatologia. Assinale a opção que apresenta as características dessa modalidade.

  • A)Fluxo contínuo, ciclado a tempo e limitado à pressão.
  • B)Fluxo contínuo, ciclado a tempo e controlado à pressão.
  • C)Fluxo desacelerado, ciclado à pressão e controlado à pressão.
  • D)Fluxo desacelerado, ciclado à pressão e limitado à pressão
  • E)Fluxo contínuo, ciclado a fluxo e controlado à pressão.
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Resposta correta: A

Na ventilação neonatal, a sigla TCPL costuma indicar um modo convencional com fluxo contínuo, em que o ciclo inspiratório ocorre por tempo e a variável controlada é a pressão. Na prática, isso significa que o ventilador entrega um fluxo constante e encerra a inspiração após o tempo programado, sem deixar a pressão subir livremente, o que ajuda a proteger o pulmão do recém-nascido, que é bem mais delicado e complacente do que o de um adulto. O ponto central da questão é reconhecer as três características ao mesmo tempo: fluxo contínuo, ciclado a tempo e limitado à pressão. O termo "limitado à pressão" é importante porque a máquina não deixa a pressão ultrapassar o valor ajustado, mesmo mantendo o fluxo contínuo durante a fase inspiratória. É uma descrição clássica de modalidade ventilatória convencional usada em neonatologia. Em provas, a banca gosta de misturar "controlado", "limitado" e "ciclado" para ver se você sabe que nem toda ventilação por pressão é necessariamente controlada no sentido estrito. Aqui, o detalhe correto é exatamente a combinação de ciclo por tempo com limitação de pressão. Por isso, o gabarito é a alternativa A: ela reúne fluxo contínuo, ciclado a tempo e limitado à pressão, que é a caracterização pedida pela questão.

Questão 6

Assinale a opção que indica um movimento relacionado ao estudo da cinemática.

  • A)Valgo dinâmico do joelho.
  • B)Força de reação do solo durante a marcha.
  • C)Torque desenvolvido pelos músculos que cruzam o joelho.
  • D)Força de reação solo durante a corrida.
  • E)Potência gerada durante o salto.
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Resposta correta: A

Na biomecânica, a cinemática estuda o movimento sem olhar para as forças que o produzem. Em outras palavras, ela responde perguntas como: o que se move, como se move, em que direção e com que velocidade. Já a cinética entra quando você quer saber quem empurrou, quem puxou e com quanta força isso aconteceu. Por isso, quando a questão fala em um movimento relacionado ao estudo da cinemática, ela quer algo que descreva o gesto ou a posição corporal. O valgo dinâmico do joelho é exatamente isso: uma alteração observável do alinhamento durante o movimento, geralmente aparecendo na marcha, corrida, agachamento ou salto. As outras alternativas saem da cinemática e vão para a cinética, porque falam de força de reação do solo, torque e potência. Esses são exemplos clássicos de variáveis mecânicas que medem o efeito das forças no movimento, e não o movimento em si. Então, o gabarito é a letra A porque valgo dinâmico do joelho descreve um padrão de movimento. Se a banca quiser confundir, ela costuma trocar descrição do gesto por força, torque ou potência para ver se voce separa bem cinemática de cinética.

Questão 7

Em relação à ventilação mecânica por pressão positiva, a mudança da fase inspiratória para a fase expiratória pode ser realizada por meio das variáveis de volume, pressão, fluxo e tempo. Em relação à fase ciclagem, assinale a afirmativa correta.

  • A)Por pressão, o volume corrente é predeterminado e o fluxo é livre.
  • B)Por tempo, a inspiração termina quando a pressão predeterminada é alcançada.
  • C)A volume, o tempo inspiratório depende do volume corrente e independe da taxa de fluxo inspiratório.
  • D)A fluxo, o volume corrente depende do esforço do paciente e do nível da pressão estabelecida.
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Resposta correta: D

Na ventilação mecânica, a ciclagem é o momento em que a inspiração termina e a expiração começa. Esse término pode ser determinado por volume, pressão, fluxo ou tempo, e cada modo usa um critério diferente para “avisar” que já deu o que tinha que dar. Quando a ciclagem é por fluxo, isso é muito comum na ventilação assistida por pressão, como no suporte pressórico. Nessa situação, o ventilador encerra a inspiração quando o fluxo inspiratório cai a um valor pré-definido, e o volume corrente não fica fixo, porque vai depender do esforço do paciente e do nível de pressão ajustado no aparelho. Por isso, a alternativa D está correta: em ciclagem por fluxo, o volume corrente varia conforme a interação entre a força inspiratória do paciente e a pressão oferecida pelo ventilador. Em outras palavras, não é um volume “gravado em pedra”, ele muda com a mecânica respiratória e com a regulagem. As demais alternativas misturam os conceitos. A banca gosta muito de trocar a lógica da ciclagem com a lógica da variável de controle, então vale decorar: volume manda no volume-ciclado, pressão manda no pressão-ciclado, tempo manda no tempo-ciclado e fluxo encerra a inspiração quando o fluxo cai ao ponto programado.

Questão 8

A administração do óxido nítrico inalatório (NOi) em recém-nascidos portadores de Hipertensão Pulmonar é

  • A)realizada de forma intermitente no sistema respiratório.
  • B)ofertada no ramo expiratório do ventilador.
  • C)feita nos pacientes em ventilação mecânica convencional, ventilação de alta frequência e ou ventilação mecânica não invasiva.
  • D)iniciada com dose de 30 ppm.
  • E)iniciada com dose elevada e não apresenta relação com aumento de incidência de efeitos adversos.
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Resposta correta: C

O óxido nítrico inalatório (NOi) é uma terapia vasodilatadora pulmonar usada sobretudo no recém-nascido com hipertensão pulmonar persistente, porque ele relaxa a musculatura dos vasos do pulmão e ajuda a melhorar a oxigenação sem causar grande vasodilatação no corpo todo. Pense nele como um “alívio sob medida” para o pulmão: entra pelo ar inspirado, age no leito vascular pulmonar e depois é rapidamente inativado, o que reduz efeitos sistêmicos indesejados. Na prática, o NOi pode ser administrado em diferentes modalidades ventilatórias, desde que o sistema permita entrega adequada do gás e monitorização segura. Por isso, ele pode ser usado em ventilação mecânica convencional, ventilação de alta frequência e também em alguns contextos de ventilação não invasiva, sempre com indicação e monitoramento rigorosos. O gabarito está na alternativa C porque ela descreve corretamente essa possibilidade de uso em mais de uma forma de suporte ventilatório. As outras alternativas trazem detalhes incorretos sobre o local de administração, o padrão de oferta ou a dose inicial, que não batem com a prática clínica habitual. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente isso: onde o NOi é administrado e em quais modos ventilatórios ele pode ser empregado.

Questão 9

Assinale a opção que indica a estratégia ventilatória que deve ser evitada na cardiopatia congênita com hiperfluxo para reduzir a congestão pulmonar.

  • A)Hiperventilação.
  • B)Fração Inspiratória de oxigênio baixa.
  • C)Volume minuto baixo.
  • D)Diminuir a pressão média de vias aéreas.
  • E)Reduzir a frequência respiratória.
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Resposta correta: A

Na cardiopatia congênita com hiperfluxo pulmonar, o problema é que sangue demais está indo para os pulmões, aumentando a congestão e piorando a oxigenação. Então, na ventilação, a lógica é simples: você quer evitar tudo o que derrube demais a resistência vascular pulmonar, porque isso facilita ainda mais o fluxo pulmonar. A hiperventilação faz exatamente esse papel de vilã da história: ela reduz o CO2, gera alcalose respiratória e tende a diminuir a resistência vascular pulmonar. Resultado? Mais sangue vai para o pulmão, mais congestão e mais trabalho para o paciente. Por isso, essa estratégia deve ser evitada. Em geral, nessa situação, prefere-se uma ventilação mais controlada, com menor agressividade ventilatória, evitando hiperóxia e alcalose. A ideia prática é não "abrir demais a torneira" do fluxo pulmonar. Em fisioterapia neonatal e pediátrica, essa lógica hemodinâmica é muito cobrada em provas. Então, o gabarito A está correto porque hiperventilar piora o hiperfluxo pulmonar e, em vez de aliviar, pode aumentar a congestão. Se a pergunta fala em reduzir congestão pulmonar, pense em preservar ou até elevar levemente a resistência pulmonar, não em reduzir demais.

Questão 10

Sobre os procedimentos do fisioterapeuta que atua em Terapia Intensiva, de acordo com a Resolução n° 402/2011 do COFFITO, assinale a afirmativa incorreta.

  • A)Avaliar a instituição do suporte de ventilação não invasiva.
  • B)Realizar posicionamento no leito, sedestação, ortostatismo, deambulação, além de planejar e executar estratégias de orientação de pacientes críticos.
  • C)Aplicar medidas de controle de infecção hospitalar.
  • D)Realizar avaliação física e cinesiofuncional específica do paciente crítico ou potencialmente crítico.
  • E)Avaliar e monitorar os parâmetros cardiorrespiratórios, exceto em situações de deslocamento do paciente crítico ou potencialmente crítico
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Resposta correta: E

A Resolução COFFITO n° 402/2011 define as atribuições do fisioterapeuta na Terapia Intensiva com foco em avaliação, monitorização, intervenção e segurança do paciente crítico. Em prova, a banca costuma trocar uma função ampla por uma versão com exceção indevida, e aí mora a armadilha: se a norma diz que o fisioterapeuta avalia e monitora, não faz sentido cortar justamente o momento de maior risco, como o deslocamento do paciente. Na prática, o fisioterapeuta de UTI não fica só "olhando monitores". Ele avalia a função cinesiofuncional, acompanha parâmetros cardiorrespiratórios, atua em ventilação não invasiva quando indicada, faz posicionamento, mobilização precoce e orienta a equipe e o paciente sempre que possível. Também é esperado que ele adote medidas de controle de infecção hospitalar, porque UTI e prevenção caminham juntas. Afinal, em paciente crítico, qualquer detalhe de técnica e segurança pesa bastante. O ponto que derruba a questão é que a monitorização cardiorrespiratória não some quando o paciente é deslocado. Pelo contrário: durante transporte, mobilização ou transferência, o acompanhamento é ainda mais necessário. Por isso, a alternativa que cria essa exceção está em desacordo com a Resolução COFFITO n° 402/2011.

Perguntas frequentes

Este quiz de Fisioterapia FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Fisioterapia FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Fisioterapia FGV?

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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