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Questões de Fisioterapia CESPE/CEBRASPE: comentadas e grátis

Pratique questões de Fisioterapia da banca CESPE/CEBRASPE, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Tendo em vista que, a partir de uma série de eventos eletro-químico-mecânicos, o sistema nervoso central (SNC) controla a força produzida pelos músculos, e que esse controle é fundamental para a realização de tarefas do cotidiano ou para a prática de exercícios físicos, julgue o item que se segue, acerca da modulação da força muscular. A força muscular pode ser aumentada ou diminuída a partir de modificações na taxa de disparo (isto é, potenciais de ação) que são transmitidos do SNC para o músculo.

  • C)Certo
  • E)Errado
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

A força muscular não depende só do tamanho do músculo ou do número de fibras recrutadas. O SNC também regula essa força ajustando o jeito como os neurônios motores disparam os impulsos. Em outras palavras, ele pode acelerar ou reduzir a frequência dos potenciais de ação enviados ao músculo. Quando a taxa de disparo aumenta, os estímulos chegam mais próximos uns dos outros, o que favorece maior somação das contrações e gera mais força. Quando essa taxa diminui, a resposta muscular fica menos intensa e a força produzida cai. É como apertar mais ou menos o ritmo do comando que chega ao músculo. Por isso, a assertiva está correta: a força muscular pode, sim, ser aumentada ou diminuída por modificações na taxa de disparo transmitida do SNC para o músculo. Esse é um dos mecanismos clássicos de modulação da força, junto com o recrutamento de unidades motoras e a sincronização da ativação muscular. Em fisiologia do exercício e neurofisiologia, isso aparece como controle neural da força. Não há pegadinha conceitual aqui: a banca cobra exatamente a ideia de que o SNC regula a intensidade da contração não só recrutando mais fibras, mas também variando a frequência dos impulsos nervosos.

Questão 2

Acerca da análise da caminhada, julgue o item subsequente. Em um gráfico de posição versus tempo, um pico de deslocamento (isto é, um extremo local) indica o instante em que a velocidade de deslocamento do indivíduo é máxima.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

Na análise da marcha, gráficos de posição versus tempo mostram como o deslocamento muda ao longo do tempo. O ponto central aqui é simples: a inclinação da curva indica a velocidade. Quanto mais inclinada a curva, maior a velocidade; quando a curva fica horizontal, a velocidade é zero. Por isso, um pico de deslocamento, isto é, um extremo local no gráfico de posição, não indica velocidade máxima. Ele indica justamente o instante em que a posição deixa de aumentar e passa a diminuir, ou vice-versa. Nesse ponto, a inclinação da curva é nula, então a velocidade instantânea é zero. Se voce pensar na marcha, isso acontece, por exemplo, quando o centro de massa ou um segmento corporal atinge a maior ou menor posição em relação a um referencial. Nesse momento, o corpo pode estar no ponto mais alto ou mais à frente do trajeto, mas não é ali que ele está mais rápido. É o contrário: ele desacelera até zerar a velocidade naquele instante. Na linguagem de cinemática, velocidade é a derivada da posição em relação ao tempo. Assim, máximo ou mínimo de posição não se confunde com máximo de velocidade. O item está errado porque troca o pico da curva pelo pico da sua inclinação, e isso muda tudo.

Questão 3

Acerca da análise da caminhada, julgue o item subsequente. As modificações na velocidade da caminhada podem ser analisadas a partir da área sob a curva de aceleração versus tempo.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: C

Na análise da marcha, a velocidade não aparece do nada: ela é resultado de como a posição do corpo muda ao longo do tempo. Em cinemática, a aceleração é a taxa de variação da velocidade, então, se você integra a aceleração no tempo, obtém a variação da velocidade. É por isso que a área sob a curva aceleração versus tempo serve para analisar mudanças na velocidade da caminhada. Na prática, isso ajuda a entender se a pessoa acelerou, desacelerou ou manteve o ritmo durante o ciclo da marcha. Se a aceleração positiva predomina, a velocidade aumenta; se a negativa aparece mais, a velocidade cai. A leitura da curva, portanto, não é só um desenho bonito do gráfico, mas um jeito de enxergar o comportamento dinâmico da marcha. Em biomecânica e cinesiologia, essa relação é clássica: aceleração integrada no tempo fornece a mudança de velocidade. Então o item está correto ao afirmar que modificações na velocidade da caminhada podem ser analisadas pela área sob a curva aceleração versus tempo. Em resumo: na marcha, quando a banca fala em aceleração e área sob a curva, pense em variação de velocidade. É a matemática da locomoção trabalhando a favor da análise do movimento.

Questão 4

Acerca da análise da caminhada, julgue o item subsequente. Em um gráfico de aceleração versus tempo, a área sob a curva representa o deslocamento horizontal do centro de massa do indivíduo durante a caminhada.

  • C)Certo
  • E)Errado
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: E

Na análise da marcha, cada gráfico conta uma história diferente. O de aceleração versus tempo mostra como a velocidade do centro de massa muda ao longo do ciclo da caminhada. Parece detalhe, mas cai bastante em prova porque a banca adora trocar uma grandeza pela outra. Aqui está o ponto-chave: a área sob a curva de aceleração em função do tempo representa a variação da velocidade, e nao o deslocamento. Isso vem da relação básica do movimento: aceleração é a derivada da velocidade, então sua integral no tempo devolve a mudança de velocidade. Em linguagem de prova, área sob aceleração-tempo = delta v. Já o deslocamento horizontal do centro de massa está ligado ao gráfico de velocidade versus tempo, porque a área sob essa curva sim corresponde ao deslocamento. Então, se o enunciado atribui deslocamento à área do gráfico de aceleração, ele mistura as duas coisas e erra a mão. Por isso o item está errado. Em biomecânica, essa troca entre aceleração, velocidade e deslocamento é uma pegadinha clássica: a banca espera que você reconheça qual variável é a integral da outra, sem se deixar enganar pelo nome do eixo.

Questão 5

Acerca da análise da caminhada, julgue o item subsequente. A velocidade da caminhada é produto do comprimento pela frequência da passada e, por isso, ambos contribuem igualmente para o aumento da velocidade da caminhada.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

Na análise da marcha, a velocidade da caminhada depende da relação entre o comprimento do passo e a frequência com que você dá passos. Em linguagem simples: você anda mais rápido se der passos mais longos, se aumentar o ritmo, ou pelos dois ao mesmo tempo. O ponto da questão, porém, está no exagero da palavra "igualmente". A fórmula até mostra que velocidade é produto de comprimento pela frequência, mas isso não significa que os dois fatores sempre pesem do mesmo jeito na prática. Em muitas situações, a pessoa aumenta a velocidade principalmente elevando a cadência, e em outras faz isso ampliando o comprimento do passo. Então, o item erra ao transformar uma relação matemática em uma conclusão biomecânica absoluta. O produto existe, mas a contribuição de cada variável pode variar conforme idade, sexo, condicionamento, dor, equilíbrio e estratégia motora. É por isso que o gabarito é E. Em marcha, vale lembrar a lógica de prova: fórmula não é sinônimo de "efeito igual". A banca adora essa troca de linguagem para ver se você percebe a nuance.

Questão 6

Em situações de falta de equilíbrio, lesões de membros inferiores e(ou) idade avançada, alguns indivíduos necessitam de apoio para levantar-se da postura sentada. Considerando os aspectos de cinesiologia e biomecânica associados a esse contexto, julgue o próximo item. Quando uma pessoa se levanta da posição sentada para a posição de pé sem requerer o apoio dos braços, observa-se que o cotovelo é estendido pela contração concêntrica do tríceps e ocorre a cocontração dos supinadores juntamente com os pronadores redondo e quadrado.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

Levantar da cadeira sem apoiar os braços é um clássico da funcionalidade: o corpo joga o tronco para frente, leva o centro de gravidade para a base de apoio e depois ganha impulso com a ação principal dos membros inferiores, especialmente quadríceps e glúteos. Ou seja, a “estrela” do movimento não é o braço, é a perna trabalhando para vencer a gravidade. Nesse cenário, o cotovelo não precisa ser estendido pelo tríceps porque, justamente, a pessoa não está usando os braços para se impulsionar. Se houver movimento de membros superiores, ele costuma ser apenas de equilíbrio e ajuste postural, não de força para levantar o corpo. A parte da cocontração também ficou errada. Supinadores e pronadores do antebraço podem atuar em estabilização fina, mas não faz sentido afirmar, nesse contexto, uma cocontração conjunta entre esses músculos como mecanismo típico do sentar-para-levantar sem apoio dos braços. São grupos com ações opostas, e a descrição mistura funções que não correspondem ao padrão biomecânico do movimento. Por isso o item é errado. A ideia central cobrada pela banca é que, sem apoio dos braços, quem faz o “trabalho pesado” é o membro inferior, e não uma extensão do cotovelo associada a essa cocontração esquisita do antebraço.

Questão 7

Acerca da utilização de recursos fisioterapêuticos na prática clínica, julgue o seguinte item. Considere que um paciente com tecido cicatricial em punho, decorrente de acidente de moto, apresente rigidez e dor articular. Nessa situação, a recomendação fisioterapêutica inclui a aplicação de termoterapia para facilitar a mobilização articular.

  • C)Certo
  • E)Errado
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

Quando o paciente tem tecido cicatricial, rigidez e dor articular, é comum usar recursos de termoterapia para aumentar a extensibilidade dos tecidos e facilitar a mobilização. O calor ajuda a reduzir a sensação dolorosa, melhora a circulação local e deixa a articulação mais “solta” para a terapia manual e os exercícios. Em outras palavras, antes de mexer melhor, muitas vezes vale aquecer melhor. No caso do punho com cicatriz pós-trauma, a fisioterapia pode lançar mão de termoterapia superficial ou profunda, conforme a avaliação. O ultrassom terapêutico é um recurso clássico de termoterapia profunda, bastante usado para favorecer o aquecimento de tecidos mais profundos e auxiliar no tratamento de aderências e rigidez, sempre com indicação adequada e respeitando as contraindicações. Por isso, o item está correto: a aplicação de termoterapia pode integrar a conduta fisioterapêutica para facilitar a mobilização articular em um punho rígido e doloroso com tecido cicatricial. A lógica clínica é essa mesmo: reduzir desconforto, melhorar a elasticidade tecidual e preparar a articulação para ganhar movimento. Em provas, a banca costuma cobrar essa relação funcional entre calor terapêutico e ganho de mobilidade. Não é “cura mágica”, mas é um recurso bem indicado como preparo para mobilização e alongamento, dentro do raciocínio fisioterapêutico.

Questão 8

Em relação a métodos e técnicas de avaliação em fisioterapia, julgue o item seguinte. Pacientes com quadro de hipermobilidade constitucional podem desenvolver rigidez muscular com aumento do tônus de forma a compensar e estabilizar articulações instáveis, principalmente aquelas que suportam maior peso.

  • C)Certo
  • E)Errado
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: C

A hipermobilidade constitucional é aquela condição em que as articulações se movem além do esperado, muitas vezes por frouxidão ligamentar e maior amplitude articular. Isso pode parecer "vantagem" à primeira vista, mas o corpo nem sempre gosta de tanta liberdade: quando falta estabilidade passiva, ele tenta compensar com estabilidade ativa. Essa compensação costuma vir com aumento do tônus muscular e até rigidez muscular. Em outras palavras, o músculo entra em modo "segura essa articulação aí" para evitar movimentos excessivos e reduzir o risco de dor, entorse e sensação de falha articular. Por isso, a afirmação está correta: pacientes com hipermobilidade podem desenvolver maior tônus e rigidez como mecanismo de proteção, principalmente em articulações que suportam peso, como joelhos, tornozelos, quadris e coluna. Nessas regiões, a demanda de estabilidade é maior, então a compensação muscular aparece com mais frequência. Na prática da avaliação fisioterapêutica, isso ajuda você a não cair na armadilha de pensar que hipermobilidade é sempre sinônimo de fraqueza isolada. Muitas vezes há instabilidade com compensação tônica, e o exame funcional precisa enxergar esse equilíbrio meio traiçoeiro entre mobilidade demais e controle de menos.

Questão 9

Acerca da fisiologia dos sistemas respiratório e cardiovascular, julgue o item a seguir. A pressão arterial é diretamente proporcional ao pós-carga cardíaco.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: C

A pós-carga é a resistência que o ventrículo encontra para ejetar o sangue. Pense nela como a “carga” contra a qual o coração empurra a cada sístole: quanto maior a pressão na aorta e nas artérias, maior o esforço necessário para abrir a válvula e expulsar o sangue. Por isso, a pressão arterial tem relação direta com a pós-carga cardíaca. Se a pressão arterial sobe, o ventrículo esquerdo precisa vencer uma pressão maior para ejetar o volume sistólico, e a pós-carga aumenta. Se a pressão arterial cai, esse obstáculo fica menor. Na prática, a pós-carga depende principalmente da pressão arterial, da resistência vascular sistêmica e da complacência arterial. É por isso que hipertensão arterial costuma aumentar a sobrecarga do coração, especialmente do ventrículo esquerdo. Então o item está correto: a pressão arterial é diretamente proporcional à pós-carga cardíaca. Não é uma coincidência semântica, é fisiologia pura mesmo.

Questão 10

Acerca da fisiologia dos sistemas respiratório e cardiovascular, julgue o item a seguir. O fluxo sanguíneo pulmonar é diretamente proporcional à resistência vascular pulmonar.

  • C)Certo
  • E)Errado
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: E

O fluxo sanguíneo é o volume de sangue que passa por um vaso em certo tempo. Na fisiologia vascular, ele depende principalmente do gradiente de pressão e da resistência do vaso. A ideia central é simples: quanto maior a resistência, menor tende a ser o fluxo, se a pressão ficar igual. No circuito pulmonar, essa lógica continua valendo. O fluxo sanguíneo pulmonar não aumenta por causa da resistência vascular pulmonar; acontece o contrário: ele é inversamente relacionado a essa resistência. Em termos práticos, se a resistência sobe, o sangue encontra mais dificuldade para atravessar a circulação pulmonar e o fluxo tende a cair. Por isso, a frase da questão está errada ao dizer que o fluxo é diretamente proporcional à resistência vascular pulmonar. Seria como afirmar que quanto mais estreita a passagem, mais fácil a água corre. Na realidade, com a mesma pressão, uma passagem mais estreita reduz a vazão. A base fisiológica aqui vem da relação hemodinâmica clássica: fluxo = diferença de pressão / resistência. Essa regra, usada tanto na circulação sistêmica quanto na pulmonar, é o raciocínio que derruba a assertiva.

Perguntas frequentes

Este quiz de Fisioterapia CESPE/CEBRASPE é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Fisioterapia CESPE/CEBRASPE são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca CESPE/CEBRASPE, selecionadas do acervo do furafila.

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Como funciona a pontuação da Cebraspe?

É líquida: um item errado anula um certo (fator 1:1) e, em alguns certames, são duas erradas para anular uma certa (2:1). Por isso o chute aleatório, na média, reduz a nota.

Quantos itens devo deixar em branco na Cebraspe?

Candidatos aprovados costumam deixar de 10% a 20% dos itens em branco, justamente os que seriam chute puro, para proteger a pontuação líquida.

A Cebraspe cobra decoreba ou entendimento?

Mais entendimento. Ela explora conceitos, exceções e aplicação prática, então estudar só palavra-chave não basta: é preciso saber quando a regra não vale.

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