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Questões de Farmácia FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Farmácia da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Assinale a opção que apresenta o antibiótico correto para o tratamento de infecção grave, causada por cocos Gram-negativos.

  • A)Vancomicina.
  • B)Gentamicina.
  • C)Ciprofloxacina.
  • D)Levofloxacina.
  • E)Ceftriaxona.
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Resposta correta: E

Quando a banca fala em infecção grave por cocos Gram-negativos, o nome que costuma acender a luz amarela é o dos gêneros Neisseria, especialmente em quadros invasivos. Nessa situação, o antibiótico precisa ter boa atividade contra esses microrganismos e penetrar bem em sítios como sangue e sistema nervoso central, quando a infecção é mais séria. A ceftriaxona é uma cefalosporina de terceira geração, muito usada em infecções graves causadas por Gram-negativos, inclusive Neisseria meningitidis e Neisseria gonorrhoeae. Ela tem boa ação sistêmica, perfil clássico de prova e entra com frequência como escolha em quadros que pedem cobertura confiável para esses agentes. As outras opções até parecem antibióticos fortes, mas não são a melhor resposta aqui. Vancomicina é voltada para Gram-positivos, gentamicina é mais lembrada em Gram-negativos bacilares e em associação, e ciprofloxacina e levofloxacina são fluoroquinolonas que podem até ter uso em algumas situações, mas não são a aposta mais segura da questão. Em prova da FGV, a lógica costuma ser bem direta: se o enunciado aponta para cocos Gram-negativos graves, pense em Neisseria e em cefalosporina de terceira geração. É o tipo de questão em que o antibiótico certo não é o mais famoso da prateleira, mas o mais adequado ao agente e ao cenário clínico.

Questão 2

Os estudos de pre-formulação para o desenvolvimento de um medicamento são fundamentais para garantir a qualidade de uma formulação farmacêutica, em nível industrial. Assinale a opção que indica as características físico-químicas dos IFAs (Insumos Farmacêuticos Ativos).

  • A)A solubilidade, o pH-partição e pKa, o polimorfismo, o tamanho de partículas, uniformidade de teor e a sua permeabilidade.
  • B)A solubilidade, o pH-partição e pKa, o polimorfismo, dureza, a quiralidade e a sua permeabilidade.
  • C)A solubilidade, o pH-partição e pKa, o polimorfismo, o tamanho de partículas, a friabilidade e a sua permeabilidade.
  • D)A solubilidade, o pH-partição e pKa, o polimorfismo, o tamanho de partículas, a quiralidade e a sua permeabilidade.
  • E)O tempo de dissolução, o pH-partição e pKa, o polimorfismo, o tamanho de partículas, a quiralidade e a sua permeabilidade.
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Resposta correta: D

Nos estudos de pré-formulação, o foco é entender como o IFA se comporta antes de virar medicamento de verdade. Aqui entram características físico-químicas que influenciam absorção, estabilidade e desempenho da formulação, como solubilidade, relação pH-partição e pKa, polimorfismo, tamanho de partículas, quiralidade e permeabilidade. É aquele momento em que a indústria “conhece o terreno” antes de construir a casa. A solubilidade mostra quanto o ativo se dissolve; o pKa e a relação pH-partição ajudam a prever ionização e absorção; o polimorfismo importa porque diferentes formas cristalinas podem dissolver de modo diferente; o tamanho das partículas mexe diretamente com a velocidade de dissolução; a quiralidade pode mudar atividade, segurança e metabolismo; e a permeabilidade é essencial para a passagem através de membranas biológicas. Por isso, o gabarito é a letra D: ela reúne apenas atributos ligados ao IFA e ao seu comportamento físico-químico. As demais alternativas misturam propriedades que não são do insumo ativo em si, mas sim do medicamento pronto ou de etapas de controle de forma farmacêutica, o que derruba a questão. Em concurso, vale guardar a ideia central: pré-formulação estuda o ativo e seu comportamento, não características de comprimido, cápsula ou produto final. Em linguagem de farmácia industrial, é o “raio-x” do fármaco antes de ele entrar na formulação.

Questão 3

A Escala de Performance Eastern Cooperative Oncology Group (ECOG) é usada para avaliar o nível de autonomia e qualidade de vida do paciente oncológico. Um paciente com restrição de atividades fisicamente extenuantes, mas deambulando e capaz de realizar tarefas leves, é classificado como de grau

  • A)zero.
  • B)um.
  • C)dois.
  • D)três.
  • E)quatro.
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Resposta correta: B

A escala ECOG serve para medir o quanto o paciente oncológico mantém sua autonomia no dia a dia. Ela vai de 0 a 4 e ajuda a equipe a estimar funcionalidade, tolerância ao tratamento e prognóstico. Em prova, o segredo é lembrar que a escala não olha só para a doença, mas para o impacto dela na rotina do paciente. No ECOG, o grau 0 é o paciente totalmente ativo, sem restrições. O grau 1 já indica alguma limitação: ele fica bem para atividades leves, mas não consegue ou não deve fazer esforços fisicamente extenuantes. É exatamente a descrição do enunciado. O grau 2 aparece quando o paciente ainda está andando e cuidando de si mesmo, mas já não consegue trabalhar e fica em pé ou sentado fora da cama por mais de 50% do dia. No grau 3, ele fica limitado e passa boa parte do tempo na cama ou cadeira. No grau 4, há incapacidade total, com dependência completa. Por isso, a resposta é B. A banca descreveu um paciente com restrição para atividades pesadas, mas ainda deambulando e apto para tarefas leves, o que encaixa direitinho no ECOG 1.

Questão 4

“A interação medicamentosa ocorre quando o efeito de um fármaco é modificado pela presença de outro, em geral aumentando a eficácia terapêutica, mas pode, também, diminuir a eficácia dos medicamentos associados ou mesmo gerar toxicidade. A maior parte das interações fármaco-alimento ocorre em nível de absorção (interação farmacocinética).” Santos et al. Medicamentos na Prática da Farmácia Clínica, 2013. A partir do texto, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) O uso de captopril tomado junto com alimentos reduz a absorção em 10 a 50%, devendo-se também evitar alimentos ricos em potássio. ( ) O ciprofloxacino não deve ser administrado em conjunto com derivados lácteos e alimentos ricos em cálcio, sob pena de quelação do antibiótico. ( ) O diazepam não deve ser administrado junto com as refeições, pelo risco de ser menos absorvido pelo trato gastrointestinal. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,

  • A)F – F – V.
  • B)V – F – V.
  • C)V – V – F.
  • D)V – V – V.
  • E)V – F – F.
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Resposta correta: C

Nesta questão, o foco é interação fármaco-alimento, sobretudo na absorção, que é o ponto mais cobrado quando a banca quer ver se você separa o que é prejuízo real do que é só “atraso de rotina”. Em geral, alguns alimentos podem formar complexos com o medicamento, mudar o pH do estômago ou simplesmente atrapalhar a passagem do remédio pelo trato gastrointestinal. No caso do captopril, a afirmativa é verdadeira. A presença de alimentos pode reduzir sua absorção de forma relevante, e por isso ele costuma ser orientado em jejum. Além disso, como é um inibidor da ECA, deve-se ter cautela com alimentos ricos em potássio, porque pode haver risco de hiperpotassemia, o que é clinicamente importante. A segunda afirmativa também é verdadeira no conteúdo cobrado pela banca: o ciprofloxacino pode ter sua absorção reduzida quando tomado junto com leite, derivados lácteos e fontes de cálcio, por quelação com cátions divalentes. Ou seja, o antibiótico “gruda” no cálcio e perde biodisponibilidade. Aqui a banca testa justamente se você lembra que fluoroquinolonas e laticínios não fazem uma boa dupla no mesmo horário. Já o diazepam não entra nessa lógica de proibição com refeições. Embora alimentos possam alterar a velocidade de absorção em alguns casos, isso não costuma tornar o uso concomitante clinicamente proibitivo. Por isso a terceira afirmativa é falsa. Assim, a sequência correta é V - V - F, que corresponde à alternativa C.

Questão 5

Foi realizado um procedimento invasivo com penetração de pele e mucosas adjacentes. Nesse caso, os materiais utilizados devem ser submetidos ao processo de

  • A)esterilização, pois são classificados como produtos críticos.
  • B)termodesinfecção, pois são classificados como produtos semicríticos.
  • C)desinfecção de alto nível, pois são classificados como produtos críticos.
  • D)desinfecção de baixo nível, pois são classificados como produtos não críticos.
  • E)desinfecção de nível intermediário, pois são classificados como produtos semicríticos.
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Resposta correta: A

Quando um procedimento invasivo envolve penetração de pele e mucosas adjacentes, os materiais entram na categoria de produtos críticos. Isso acontece porque eles têm contato com tecidos estéreis ou com áreas de alto risco de infecção, então não basta “limpar bem” ou fazer uma desinfecção caprichada: o objetivo é eliminar totalmente todas as formas de vida microbiana, inclusive esporos. Na prática, isso significa esterilização. É o processo indicado para artigos críticos, como instrumentos que penetram tecidos ou circulam em áreas normalmente estéreis do corpo. Já a desinfecção, mesmo a de alto nível, não substitui a esterilização quando há risco direto de inoculação em tecido estéril. Esse raciocínio é clássico na classificação de Spaulding, muito cobrada em biossegurança e controle de infecção: artigos críticos exigem esterilização; semicríticos pedem desinfecção de alto nível, e não críticos, desinfecção mais simples ou limpeza. Em outras palavras, quanto maior o risco de transmissão, mais rigoroso é o reprocessamento. Por isso, a alternativa correta é a A. A banca quer que você identifique o tipo de artigo pelo nível de contato e associe isso ao método de processamento correspondente. Se houve penetração de pele e mucosas adjacentes, o caminho é esterilizar, sem rodeio.

Questão 6

A água é o solvente mais usado como veículo, em especialidades farmacêuticas. No entanto, pode ocorrer que a dissolução completa de todos os componentes de uma formulação, nas temperaturas normais de armazenamento, não possa ser garantida. Sobre os métodos para melhoria da solubilidade do fármaco, analise as afirmativas a seguir. I. Co-solvência e controle do pH. II. Utilização de solventes não-aquosos como óleos voláteis e dimetilsulfóxido para formulações de uso oral. III. Adição de tensoativos e complexação do fármaco. Está correto o que se afirma em

  • A)I, somente.
  • B)I e III, somente.
  • C)III, somente.
  • D)I e II, somente.
  • E)II, somente.
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Resposta correta: B

Quando um fármaco tem baixa solubilidade, o formulador precisa “dar uma ajudinha” para ele ficar bem distribuído na preparação e não precipitar no frasco ou na cápsula. Entre as estratégias mais usadas estão a co-solvência, o ajuste do pH, o uso de tensoativos e a complexação, que aumentam a solubilidade de formas bem diferentes, mas com o mesmo objetivo: manter o medicamento estável e utilizável. A co-solvência funciona quando você adiciona um segundo solvente miscível com água, como álcool ou propilenoglicol, para melhorar a dissolução do fármaco. Já o controle do pH é muito útil para substâncias ionizáveis, porque altera o grau de ionização e, com isso, a solubilidade. Em farmácia industrial, esses são recursos clássicos de formulação e aparecem bastante em líquidos orais, gotas e soluções. A afirmativa II está errada porque solventes não aquosos, como óleos voláteis e dimetilsulfóxido, não são a escolha típica para formulações de uso oral. O DMSO, por exemplo, é mais lembrado pelo uso como solvente em aplicações específicas e pela preocupação toxicológica, e não como estratégia padrão para via oral. Já a afirmativa III está correta: tensoativos ajudam a solubilizar substâncias pouco solúveis, e a complexação, como com ciclodextrinas, também melhora bastante a dissolução. Por isso, o gabarito é B. Só ficam corretas as afirmativas I e III, que representam técnicas consagradas de melhoria de solubilidade na tecnologia farmacêutica.

Questão 7

Assinale a opção que indica o medicamento que interfere no metabolismo do Tamoxifeno, diminuindo o nível sérico dessa droga.

  • A)Fluoxetina.
  • B)Sibutramina.
  • C)Escitalopram.
  • D)Venlafaxina.
  • E)Desvenlafaxina.
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Resposta correta: A

O Tamoxifeno eh um modulador seletivo do receptor de estrogenio muito usado no cancer de mama, mas ele nao age sozinho: precisa ser metabolizado no figado para virar seus metabolitos mais ativos, especialmente o endoxifeno. Quem atrapalha essa rota, principalmente inibindo a enzima CYP2D6, pode reduzir a eficacia do tratamento. A ideia da questao eh essa: alguns antidepressivos inibem fortemente o CYP2D6 e acabam diminuindo a conversao do Tamoxifeno em seus metabolitos ativos, o que reduz o nivel serico da forma terapeutica mais relevante. A Fluoxetina eh classica nesse grupo e, por isso, costuma ser a resposta cobrada em prova. Ja os antidepressivos com menor interferencia no CYP2D6, como escitalopram, venlafaxina e desvenlafaxina, sao geralmente preferidos quando o paciente usa Tamoxifeno. Em linguagem de prova: se voce ve um inibidor forte de CYP2D6, acende a luz amarela imediatamente. Portanto, o gabarito A esta correto porque a Fluoxetina interfere no metabolismo do Tamoxifeno ao inibir o CYP2D6, reduzindo a formacao de metabolitos ativos e, consequentemente, o nivel serico relacionado ao efeito do medicamento.

Questão 8

A Resolução RDC nº 166 de 24 de julho de 2017 da Anvisa, estabelece critérios para validação de métodos analíticos empregados em insumos farmacêuticos medicamentos e produtos biológicos em toda as suas fases de produção. Dentre os parâmetros obrigatórios para a validação analítica da técnica utilizada, temos aquele que se refere à menor quantidade do analito em uma amostra que pode ser determinada com precisão e exatidão aceitáveis, sob as condições experimentais estabelecidas. Este parâmetro é denominado de

  • A)faixa de trabalho.
  • B)robustez.
  • C)limite de quantificação.
  • D)seletividade.
  • E)limite de detecção.
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Resposta correta: C

A RDC Anvisa nº 166/2017 organiza os critérios para validação de métodos analíticos, isto é, ela ajuda a garantir que o teste laboratorial realmente entrega um resultado confiável. Dentro desses parâmetros, cada termo tem uma função bem específica: alguns mostram se o método “enxerga” o analito, outros se ele mede bem e outros se ele suporta pequenas variações do processo sem perder a qualidade. A pista principal da questão está na frase “menor quantidade do analito em uma amostra que pode ser determinada com precisão e exatidão aceitáveis”. Isso aponta para o limite de quantificação, porque não basta detectar a substância: é preciso quantificá-la com confiabilidade. Em outras palavras, é o ponto em que o método ainda consegue medir de forma útil, e não apenas dizer “tem algo aqui”. Já o limite de detecção é mais “fofoqueiro” do que “mensurador”: ele identifica que há analito presente, mas não garante quantificação precisa. Por isso, quando o enunciado fala em precisão e exatidão aceitáveis, ele está descrevendo exatamente o limite de quantificação. Esse raciocínio é compatível com a terminologia da própria RDC nº 166/2017, que segue a lógica clássica da validação analítica usada também em guias internacionais. Então, o gabarito é a letra C.

Questão 9

Uma das etapas do transplante de células-tronco hematopoéticas é o condicionamento. Assinale a opção que apresenta um objetivo dessa etapa.

  • A)Aumentar as células malignas residuais.
  • B)Induzir a imunossupressão do receptor.
  • C)Diminuir ou evitar a ocorrência de toxicidade.
  • D)Controlar as complicações no pós transplante.
  • E)Fortalecer o sistema imunológico do receptor.
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Resposta correta: B

No transplante de células-tronco hematopoéticas, o condicionamento é a fase que prepara o organismo para receber o enxerto. Pense nele como uma "limpeza de terreno": o objetivo é reduzir a doença de base e, ao mesmo tempo, criar espaço na medula para que as novas células consigam se instalar. Em muitos casos, essa etapa também ajuda a destruir células malignas remanescentes, mas o ponto central varia conforme o tipo de transplante e o protocolo usado. Além disso, o condicionamento tem um papel imunológico muito importante. Ele promove imunossupressão do receptor, para diminuir a chance de rejeição do enxerto e facilitar o engraftment, que é a pega das células transplantadas. É por isso que o gabarito está na alternativa B: sem esse efeito imunossupressor, o organismo do receptor tenderia a reconhecer o enxerto como estranho e atrapalhar todo o processo. Na prática, o esquema pode usar quimioterapia em alta dose, radioterapia ou ambos, e o equilíbrio é sempre delicado: precisa ser agressivo o suficiente para preparar o transplante, mas sem exagerar na toxicidade. Em concursos, a banca costuma cobrar exatamente essa lógica funcional da etapa, mais do que detalhes de protocolos específicos. Não há um fundamento legal típico aqui; o tema é técnico-assistencial e segue a doutrina de transplante hematopoético e protocolos clínicos.

Questão 10

Assinale a opção que indica os antieméticos mais potentes na profilaxia da êmese aguda induzida pele quimioterapia.

  • A)Esteroides.
  • B)Anti-histamínicos.
  • C)Benzodiazepínicos.
  • D)Antagonistas do receptor 5-HT3.
  • E)Antagonistas dos receptores ropaminérgicos.
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Resposta correta: D

Na êmese aguda induzida por quimioterapia, o principal alvo terapêutico é a serotonina liberada no trato gastrointestinal, que dispara o reflexo do vômito logo após a infusão. Por isso, os antieméticos mais potentes para essa fase são os antagonistas do receptor 5-HT3, como ondansetrona, granisetrona e palonosetrona, muito usados antes da quimioterapia para prevenir a náusea e o vômito iniciais. Eles viraram quase a dupla sertaneja da oncologia: entram cedo, afinados e costumam segurar bem o problema. Os corticosteroides, especialmente a dexametasona, também ajudam bastante e fazem parte de esquemas combinados, mas não são os mais potentes isoladamente na profilaxia da êmese aguda. Anti-histamínicos e benzodiazepínicos têm papel mais limitado, sendo úteis em situações específicas, como cinetose, sedação ou componente ansioso, e não como primeira escolha para esse tipo de vômito. Os antagonistas dopaminérgicos também existem no arsenal, mas hoje ficaram atrás dos 5-HT3 na prevenção da êmese aguda induzida por quimioterapia. Em provas, a lógica costuma ser essa: quando o enunciado fala em profilaxia da náusea e do vômito agudos da quimioterapia, pense primeiro em bloqueio serotoninérgico 5-HT3, que é a resposta mais clássica e correta.

Perguntas frequentes

Este quiz de Farmácia FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Farmácia FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Farmácia FGV?

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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