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Questões de Farmácia CESPE/CEBRASPE: comentadas e grátis

Pratique questões de Farmácia da banca CESPE/CEBRASPE, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Trata-se de tipo(s) de processo extrativo de materiais vegetais indicado(s) para a extração de substâncias termolábeis a

  • A)extração sob refluxo.
  • B)maceração seguida de infusão.
  • C)extração em aparelho de Soxhlet.
  • D)percolação seguida de decocção.
  • E)percolação e a turbolização.
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Resposta correta: E

Quando o vegetal tem substâncias termolábeis, a ideia é evitar aquecimento, porque o calor pode degradar, volatilizar ou alterar o princípio ativo. Por isso, os métodos mais lembrados são os que trabalham em temperatura ambiente ou com mínimo aquecimento, como a percolação e a turbolização. Aqui, o ponto central é justamente esse: preservar a integridade da substância extraída. A percolação é uma extração por lixiviação, em que o solvente passa lentamente pelo material vegetal, carregando os compostos de interesse sem exigir calor intenso. Já a turbolização acelera a extração com agitação e contato mais eficiente entre solvente e droga vegetal, também sem depender de aquecimento forte. É por isso que essas técnicas são indicadas para substâncias termolábeis. A banca gosta de confundir você com métodos clássicos de extração quente. Refluxo, Soxhlet, decocção e até infusão podem envolver calor, o que já acende a luz amarela para compostos sensíveis. Se o enunciado fala em termolábeis, pense primeiro em técnicas mais suaves e “frias”. Assim, o gabarito E está correto porque percolação e turbolização são processos extrativos mais adequados para preservar substâncias que não suportam bem altas temperaturas.

Questão 2

Um fármaco que se liga a um local diferente daquele ocupado pelo agonista e aumenta a afinidade do receptor por esse mesmo agonista é chamado de

  • A)antagonista não competitivo.
  • B)agonista inverso.
  • C)coagonista alostérico.
  • D)antagonista alotópico.
  • E)agonista parcial.
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Resposta correta: C

Quando um fármaco se liga a um local diferente do sítio do agonista principal, ele está atuando em um sítio alostérico. Isso não significa, necessariamente, bloquear o receptor: muitas vezes ele apenas muda a forma do receptor e “ajusta” a resposta do agonista, para mais ou para menos. No enunciado, o ponto-chave é que o fármaco aumenta a afinidade do receptor pelo mesmo agonista. Isso é a cara de um modulador alostérico positivo, também chamado de coagonista alostérico no contexto da questão. Ele não compete com o agonista no mesmo local; ele facilita a ação dele, como quem abre a porta e ainda segura para o outro entrar. Por isso, a alternativa C está correta. A ideia central é: ligação em local diferente + aumento da afinidade do receptor pelo agonista = modulação alostérica positiva. Em farmacologia, isso é bem diferente de antagonismo, porque aqui o receptor não está sendo simplesmente bloqueado, mas sim “turbinado” na resposta ao agonista. Se você lembrar dessa lógica, evita confundir com antagonistas competitivos e não competitivos, que atrapalham a ação do agonista, mas não aumentam sua afinidade. Aqui o receptor fica mais simpático ao agonista, digamos assim.

Questão 3

É um sedativo cujo mecanismo de ação está relacionado à ligação com receptores alfa-adrenérgicos o fármaco

  • A)dexmedetomidina.
  • B)amitriptilina.
  • C)ciclobenzaprina.
  • D)dobutamina.
  • E)midazolam.
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Resposta correta: A

Nesta questão, a palavra-chave é "sedativo" ligado a receptores alfa-adrenérgicos. Isso aponta para a dexmedetomidina, que é um agonista alfa-2 adrenérgico muito usado para sedação, sobretudo em ambiente hospitalar e em pacientes em ventilação mecânica. O detalhe importante é que o efeito sedativo dela vem justamente da ação central nesses receptores, reduzindo a liberação de noradrenalina e deixando o sistema nervoso mais "calmo". A dexmedetomidina é diferente dos sedativos clássicos como os benzodiazepínicos. O midazolam, por exemplo, atua em receptores GABA-A, e não em alfa-adrenérgicos. Então, se a questão fala em sedativo com mecanismo ligado a receptores alfa-adrenérgicos, você já pode desconfiar de um agonista alfa-2, não de um modulador do GABA. Outra pegadinha comum é misturar fármacos com efeito no sistema nervoso central com antidepressivos ou relaxantes musculares. Amitriptilina e ciclobenzaprina até podem causar sonolência, mas não são sedativos cujo mecanismo principal seja ação em receptores alfa-adrenérgicos. Já a dobutamina faz quase o contrário do que a questão pede: é um inotrópico beta-1, usado para aumentar a força de contração cardíaca. Em resumo: a alternativa correta é a dexmedetomidina porque ela é um sedativo-analgésico com ação agonista alfa-2 adrenérgica. Em prova, quando aparecer "alfa-adrenérgico" + "sedação", pense primeiro nela.

Questão 4

Julgue os itens subsequentes, relativos a fatores que interferem, de forma significativa, na expressão das enzimas responsáveis pelo metabolismo de fármacos. I A lesão hepática é incapaz de afetar a expressão das enzimas responsáveis pelo metabolismo de fármacos. II A exposição a compostos exógenos é capaz de modular, de forma significativa, a atividade da maioria das enzimas que metabolizam fármacos. III O pKa é o valor de pH em que metade das moléculas de um fármaco está ionizada, de modo que esse fator não afeta a expressão de enzimas hepáticas. IV O polimorfismo genético não é capaz de alterar a atividade das enzimas que metabolizam os fármacos. Estão certos apenas os itens

  • A)I e II.
  • B)I e IV.
  • C)II e III.
  • D)I, III e IV.
  • E)II, III e IV.
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Resposta correta: C

Quando a banca fala em metabolismo de fármacos, ela quer saber o que mexe na quantidade ou na atividade das enzimas, principalmente as do fígado. O ponto central é simples: essas enzimas não ficam "travadas". Elas podem ser induzidas, inibidas ou até alteradas por doença, ambiente e genética. A exposição a compostos exógenos, como alguns medicamentos, álcool e outros agentes químicos, pode aumentar ou reduzir a atividade de enzimas metabolizadoras. É a famosa indução enzimática ou inibição enzimática, tema clássico de farmacologia. Então o item II está correto. O item III também está correto porque o pKa é, de fato, o pH em que metade das moléculas do fármaco está ionizada. Isso ajuda a entender distribuição, absorção e passagem por membranas, mas não é um fator que, por si só, altere a expressão de enzimas hepáticas. Ou seja, pKa influencia o comportamento do fármaco no corpo, não a produção das enzimas do fígado. Já a lesão hepática pode, sim, afetar a expressão e a atividade das enzimas metabólicas, então o item I está errado. E o polimorfismo genético também altera a atividade dessas enzimas, como ocorre com variantes de CYPs, então o item IV também está errado. Por isso o gabarito é C: apenas II e III estão certos.

Questão 5

Durante uma análise toxicológica, 100 mg de amostras de cabelo foram incubadas por 24h a 40 °C em solução tampão contendo β-glucuronidase/arilsulfatase. Essa etapa descreve o processo de

  • A)descontaminação da amostra.
  • B)derivatização alcalina.
  • C)digestão enzimática.
  • D)extração em fase sólida.
  • E)extração em camada delgada.
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Resposta correta: C

Em toxicologia de cabelo, antes de medir a substância de interesse, muitas vezes a amostra passa por uma etapa de preparo para liberar o que está preso à matriz capilar. Isso é importante porque o cabelo pode reter metabólitos em formas conjugadas, como glucuronídeos e sulfatos, que não aparecem bem na análise direta. A solução com beta-glucuronidase/arilsulfatase, incubada por várias horas em temperatura controlada, serve justamente para quebrar essas ligações e liberar os compostos para detecção. Então, quando o enunciado fala em 24 h a 40 °C em tampão com beta-glucuronidase/arilsulfatase, ele está descrevendo digestão enzimática. É uma etapa clássica de preparo da amostra em que enzimas ajudam a desconjugar metabólitos, melhorando a recuperação analítica. Em outras palavras: a enzima faz o trabalho pesado para você não precisar "arrancar" o analito na marra. Essa etapa não é descontaminação, porque descontaminação serve para remover contaminantes externos do cabelo, como poeira, suor ou exposição ambiental. Também não é derivatização, porque derivatizar é modificar quimicamente o analito para facilitar a análise, e aqui o foco é quebrar conjugados, não transformar o composto em um derivado analítico. Na prática laboratorial, a digestão enzimática é muito associada à etapa de preparação em amostras biológicas com metabólitos conjugados. Por isso o gabarito C está correto: beta-glucuronidase e arilsulfatase são enzimas usadas para hidrólise de conjugados, liberando os analitos antes da etapa instrumental.

Questão 6

No que se refere ao uso de neurofármacos, assinale a opção correta.

  • A)Essas substâncias estão geralmente relacionadas ao aumento de serotonina no nucleus accumbens.
  • B)No tratamento ansiolítico, o risco de dependência deixou de existir com o emprego dos benzodiazepínicos.
  • C)O desenvolvimento de tolerância a barbitúricos é contornado com o emprego de outras classes de depressores do sistema nervoso central.
  • D)O potencial de abuso de uma substância é inversamente proporcional à velocidade de início de sua ação no organismo.
  • E)Os antipsicóticos induzem tolerância a alguns de seus efeitos, embora não causem adição.
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Resposta correta: E

Neurofármacos são medicamentos que atuam no sistema nervoso central e, por isso, mexem com humor, sono, ansiedade, percepção e comportamento. Em prova, a banca gosta de misturar conceitos parecidos, como tolerância, dependência, adição e abuso, porque eles realmente confundem quem estuda no susto. A ideia principal aqui é: nem todo remédio que age no SNC causa dependência química. Os antipsicóticos podem, sim, levar a tolerância a alguns efeitos com o uso continuado, mas isso não significa adição. Adição envolve um padrão de uso compulsivo, com busca da substância e reforço comportamental, algo que não é a característica típica dos antipsicóticos. Já benzodiazepínicos e barbitúricos exigem atenção porque podem causar dependência e tolerância, especialmente com uso prolongado. Além disso, aumentar ou reduzir serotonina não é a forma correta de descrever, de maneira genérica, o perfil desses fármacos na questão. O centro da pegadinha está justamente em confundir adaptação do organismo ao medicamento com vício. Portanto, a opção E está correta porque descreve adequadamente um ponto clássico da farmacologia: antipsicóticos podem gerar tolerância a alguns efeitos, mas não são drogas com perfil típico de adição. É a diferença entre o corpo se acostumar com o remédio e a pessoa desenvolver comportamento aditivo.

Questão 7

Constituem etapas da farmacocinética: I absorção; II excreção; III distribuição; IV metabolismo.

  • A)Apenas os itens I, II e III estão certos.
  • B)Apenas os itens I, II e IV estão certos.
  • C)Apenas os itens I, III e IV estão certos.
  • D)Apenas os itens II, III e IV estão certos.
  • E)Todos os itens estão certos.
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Resposta correta: E

Farmacocinética é o caminho que o fármaco faz no organismo, do momento em que entra até ser eliminado. O jeito mais clássico de memorizar é ADME: absorção, distribuição, metabolismo e excreção. Em prova, isso costuma aparecer como se fosse uma sequência de etapas, e você precisa lembrar que todas fazem parte da farmacocinética. A absorção é a passagem do medicamento do local de administração para a circulação. Depois, ele se distribui pelos tecidos e órgãos, seguindo o fluxo do sangue e as características do próprio fármaco. Em seguida, vem o metabolismo, que transforma a substância, principalmente no fígado, em compostos mais fáceis de eliminar. Por fim, a excreção remove o fármaco e seus metabólitos do corpo, principalmente pelos rins, mas também por bile, fezes, pulmões e outras vias. Em outras palavras: se o organismo fosse uma empresa de entrega, a farmacocinética cuidaria da entrada, da circulação interna, da transformação e da saída do produto. Por isso o gabarito é E: os quatro itens estão certos, porque absorção, excreção, distribuição e metabolismo são, sim, etapas da farmacocinética. Esse é o conceito doutrinário clássico cobrado em farmacologia e aparece de forma muito consistente nas provas.

Questão 8

A respeito dos fármacos que afetam a função gastrointestinal, julgue o próximo item. Agonistas dos receptores H1 da histamina, como metoclopramina, são indicados para o tratamento de vômito pós-operatório.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

A questão mistura duas coisas que costumam aparecer em prova: o tipo de receptor e a indicação clínica. Metoclopramida não é agonista de receptor H1 da histamina. Ela atua principalmente como antagonista dopaminérgico D2 e também tem efeito agonista sobre receptores 5-HT4, o que aumenta a motilidade gastrointestinal e ajuda no controle de náuseas e vômitos. Já os fármacos ligados ao sistema histaminérgico, quando falamos de H1, são em geral anti-histamínicos H1, não agonistas. Esses medicamentos aparecem mais em cinetose, vertigem e prevenção de náuseas relacionadas a movimento, como dimenidrinato e prometazina, e não porque sejam metoclopramida. Aqui, o enunciado trocou o mecanismo de ação do remédio, e isso derruba a assertiva. No vômito pós-operatório, a prática farmacológica costuma recorrer a antieméticos como ondansetrona, dexametasona, droperidol e, em alguns contextos, metoclopramida. Então a indicação geral até conversa com o tema, mas o erro está no mecanismo: metoclopramida não é agonista H1. Por isso, o item fica errado. Em prova, guarde a lógica simples: H1 e antiemético lembram mais alguns anti-histamínicos sedativos; metoclopramida lembra bloqueio D2 e pró-cinético. Trocar receptor é uma pegadinha clássica de Farmacologia.

Questão 9

Assinale a opção correta a respeito do metabolismo hepático dos fármacos.

  • A)Na cinética de primeira ordem, o quantitativo de fármaco metabolizado é constante pela unidade de tempo.
  • B)Na cinética de ordem zero, a fração de fármaco removido do sangue é constante.
  • C)Esse metabolismo pode ser afetado pela betaglicuronidase microbiana, o que leva à recirculação êntero-hepática.
  • D)As reações de fase 1 produzem metabólitos mais apolares e menos tóxicos.
  • E)As reações de fase 2 têm como característica comum a produção de compostos de menor peso molecular que o original.
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Resposta correta: C

O metabolismo hepático dos fármacos é, em geral, uma estratégia do organismo para transformar substâncias lipossolúveis em compostos mais fáceis de eliminar. Ele costuma ser dividido em fase 1 e fase 2. Na fase 1, ocorrem reações como oxidação, redução e hidrólise, muitas vezes mediadas pelo citocromo P450, e elas podem expor ou introduzir grupos funcionais. Na fase 2, o fármaco ou seu metabólito recebe um grupo polar, como glicuronídeo, sulfato ou acetil, ficando mais hidrossolúvel e pronto para excreção. A questão fica correta na alternativa C porque o metabolismo hepático pode, sim, ser influenciado pela flora intestinal. Alguns conjugados, especialmente glicuronídeos eliminados na bile, chegam ao intestino e podem ser quebrados pela beta-glicuronidase bacteriana. Com isso, o fármaco livre é पुन? reabsorvido, ocorrendo a chamada recirculação êntero-hepática. Em outras palavras: o intestino devolve ao corpo o que o fígado tentou mandar embora. Esse fenômeno pode prolongar a ação do medicamento. As alternativas erradas misturam conceitos clássicos de cinética e de biotransformação. Na primeira ordem, o organismo metaboliza uma fração constante do fármaco por unidade de tempo, não uma quantidade fixa. Já na ordem zero, o que fica constante é a quantidade eliminada por tempo, não a fração. Além disso, fase 1 não produz metabólitos mais apolares nem necessariamente menos tóxicos, e fase 2 não tem como regra gerar compostos de menor peso molecular. Em prova, guarde a lógica: fase 1 costuma "preparar" e fase 2 costuma "colar algo polar" para facilitar a eliminação. E quando a banca fala em beta-glicuronidase, pense logo em recirculação êntero-hepática, um clássico de Farmacologia.

Questão 10

A deteção de bactérias resistentes a antibióticos mais do que triplicou durante o período da pandemia de Covid-19 no Brasil, conforme estudo realizado pelo Laboratório de Pesquisa em Infecção Hospitalar da Fundação Oswaldo Cruz. O levantamento aponta que, em 2019, pouco mais de mil isolados de bactérias eram enviados para o laboratório para análise aprofundada. Em 2020, esse número passou para quase dois mil, e, entre janeiro e outubro de 2021, já foram mais de 3,7 mil amostras. Internet: https://www.uol.com.br (com adaptações). Considerando-se os possíveis fatores associados ao aumento no número de bactérias resistentes a antibióticos, assinale a opção correta.

  • A)As mutações em ácidos nucleicos presentes no glicocálice bacteriano promovem a imobilização dos antibióticos, o que protege as bactérias.
  • B)Alterações diretas no RNA bacteriano conferem resistência aos antibióticos e favorecem a proliferação de bactérias resistentes.
  • C)Os antibióticos atuam como agentes de seleção, o que favorece a multiplicação de bactérias resistentes presentes na população.
  • D)Os genes de resistência presentes nas bactérias, durante o tratamento com antibióticos, multiplicam-se e causam danos nas membranas das células.
  • E)O uso persistente de antibióticos induz mutações nos genes de resistência encontrados no núcleo das bactérias.
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Resposta correta: C

A resistência bacteriana aparece, em geral, quando o antibiótico faz pressão seletiva sobre a população. Em vez de "criar" bactérias resistentes do zero, o medicamento elimina as mais sensíveis e deixa sobreviver as que já tinham alguma vantagem genética para resistir. Aí acontece o que a prova quer cobrar: as resistentes se multiplicam e passam a predominar. É seleção natural em versão microbiológica, sem drama, mas com impacto enorme na saúde pública. Esse ponto é muito cobrado em Farmacologia e Microbiologia: o uso inadequado, repetido ou prolongado de antibióticos aumenta a chance de seleção de cepas resistentes. Isso pode ocorrer por uso sem indicação, doses erradas, interrupção precoce do tratamento e até uso em larga escala em serviços de saúde. A ideia central é seleção de organismos já resistentes, e não "aprendizado" do antibiótico ou transformação mágica da bactéria. Por isso, a alternativa C está correta: os antibióticos atuam como agentes de seleção, favorecendo a multiplicação das bactérias resistentes presentes na população. As bactérias sensíveis morrem ou têm seu crescimento inibido, enquanto as resistentes continuam vivas e se espalham. Esse é o mecanismo clássico de pressão seletiva descrito na doutrina farmacológica e microbiológica. As demais opções trazem erros conceituais comuns, como falar em núcleo bacteriano, RNA como causa geral de resistência ou antibiótico causando mutação diretamente. Bactéria não tem núcleo verdadeiro, e a resistência costuma envolver mutações, enzimas inativadoras, bombas de efluxo, alteração do alvo ou redução de permeabilidade, não "danos na membrana" por multiplicação de genes.

Perguntas frequentes

Este quiz de Farmácia CESPE/CEBRASPE é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Farmácia CESPE/CEBRASPE são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca CESPE/CEBRASPE, selecionadas do acervo do furafila.

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Como funciona a pontuação da Cebraspe?

É líquida: um item errado anula um certo (fator 1:1) e, em alguns certames, são duas erradas para anular uma certa (2:1). Por isso o chute aleatório, na média, reduz a nota.

Quantos itens devo deixar em branco na Cebraspe?

Candidatos aprovados costumam deixar de 10% a 20% dos itens em branco, justamente os que seriam chute puro, para proteger a pontuação líquida.

A Cebraspe cobra decoreba ou entendimento?

Mais entendimento. Ela explora conceitos, exceções e aplicação prática, então estudar só palavra-chave não basta: é preciso saber quando a regra não vale.

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