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Estatuto da PCD: Lei 13.146

Direitos, acessibilidade, capacidade civil.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Nos termos vigentes da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, Lei nº 13.146I2015, em relação ao direito à educação, não é incumbência do poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar:

  • A)Acesso da pessoa com deficiência, em igualdade de condições, a jogos e a atividades recreativas, esportivas e de lazer, no sistema escolar.
  • B)Oferta de profissionais de apoio escolar.
  • C)Participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas diversas instâncias de atuação da comunidade escolar.
  • D)Acessibilidade para todos os estudantes, trabalhadores da educação e demais integrantes da comunidade escolar às edificações, aos ambientes e às atividades inerentes a todas as modalidades, etapas e níveis de ensino.
  • E)Diagnóstico e intervenção precoces, realizados por equipe multidisciplinar.
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Resposta correta: E

A Lei Brasileira de Inclusão trata a educação inclusiva como dever compartilhado e coloca várias obrigações bem concretas para o poder público. No art. 28, a ideia é garantir acesso, permanência, participação e aprendizagem da pessoa com deficiência em igualdade de condições, sem jogar a conta para a família resolver sozinha. É o tipo de tema em que a banca adora misturar medidas de educação com medidas de saúde, porque ambas parecem “boas” e “protetivas”. Entre as incumbências ligadas ao direito à educação estão, por exemplo, acesso a jogos e atividades escolares, oferta de profissional de apoio escolar, participação da família e acessibilidade das edificações e atividades escolares. Tudo isso conversa diretamente com a inclusão na escola, como prevê o art. 28 da Lei 13.146/2015. O item que foge dessa lógica é o diagnóstico e a intervenção precoces realizados por equipe multidisciplinar. Isso é medida típica de atenção à saúde e de acompanhamento integral, não uma incumbência específica do poder público no capítulo da educação. Por isso, a letra E está correta como resposta da questão: ela aponta exatamente a alternativa que não pertence ao rol educacional do art. 28. Em resumo: se a frase fala de adaptação da escola, apoio pedagógico e participação escolar, tende a estar no campo da educação. Se fala em diagnóstico precoce e intervenção multidisciplinar, acenda o alerta: isso costuma ser tema de saúde e não de dever educacional direto.

Questão 2

Em relação aos direitos da pessoa com deficiência, estabelecidos pela Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, Estatuto da Pessoa com Deficiência, é incorreto afirmar:

  • A)Compete ao poder público garantir a dignidade da pessoa com deficiência até os 18 (dezoito) anos de idade.
  • B)O processo de habilitação e de reabilitação é um direito da pessoa com deficiência.
  • C)A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para casar-se e constituir união estável.
  • D)É dever de todos comunicar à autoridade competente qualquer forma de ameaça ou de violação aos direitos da pessoa com deficiência.
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Resposta correta: A

A Lei Brasileira de Inclusao (Lei 13.146/2015) parte de uma ideia simples, mas poderosa: a pessoa com deficiencia tem os mesmos direitos e nao pode ser tratada como alguem de segunda categoria. Por isso, o Estatuto reforca direitos fundamentais como habilitacao e reabilitacao, capacidade civil, familia e protecao contra violacoes. No campo da capacidade civil, a lei foi bem generosa: a deficiencia nao afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para casar-se, constituir uniao estavel, exercer direitos sexuais e reprodutivos e decidir sobre planejar a propria familia. Esse e um ponto classico de prova, porque a banca gosta de testar se voce ainda esta preso ao velho modelo de incapacidade. Tambem e direito da pessoa com deficiencia o processo de habilitacao e reabilitacao, conforme o Estatuto, justamente para ampliar autonomia, funcionalidade e participacao social. E, em regra, e dever de todos comunicar a autoridade competente qualquer forma de ameaca ou violacao aos direitos da pessoa com deficiencia. O erro da alternativa A esta em restringir a garantia da dignidade ate os 18 anos. A dignidade da pessoa com deficiencia nao acaba na maioridade nem depende de faixa etaria: ela e protegida continuamente, como principio geral e como direito fundamental. A banca, ao colocar esse limite etario, criou uma pegadinha evidente.

Questão 3

Com relação à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), analise as afirmativas a seguir. I. A deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para casar-se e constituir união estável. II. A pessoa com deficiência tem direito a receber atendimento prioritário, sobretudo com a finalidade de proteção e socorro em quaisquer circunstâncias. III. Nos programas habitacionais públicos, os critérios de financiamento devem ser compatíveis com os rendimentos da pessoa com deficiência ou de sua família. Estão corretas as afirmativas

  • A)I e III, apenas.
  • B)II e III, apenas.
  • C)I e II, apenas.
  • D)I, II e III.
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Resposta correta: D

A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) parte de uma ideia central muito importante: deficiência não significa incapacidade civil. O artigo 6º deixa isso claro ao afirmar que a deficiência não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para casar-se e constituir união estável, entre outros atos da vida civil. Ou seja, a lei afasta aquela visão antiga de que a pessoa com deficiência seria automaticamente “dependente” para tudo. Outro ponto muito cobrado é o atendimento prioritário. Pelo artigo 9º, a pessoa com deficiência tem direito a esse atendimento, especialmente para proteção e socorro em quaisquer circunstâncias. Então, quando a questão fala em proteção e socorro, ela está bem alinhada ao texto legal. Não é prioridade por capricho, mas para reduzir barreiras e garantir acesso real aos serviços e à proteção social. Nos programas habitacionais, a lei também trata da inclusão de forma prática. O artigo 32 prevê que os critérios de financiamento devem ser compatíveis com os rendimentos da pessoa com deficiência ou de sua família. A lógica é simples: não adianta abrir a porta e deixar o preço do lado de fora. A política pública precisa ser acessível de verdade, inclusive no bolso. Por isso, as três afirmativas estão corretas, e o gabarito é a alternativa D. A questão mistura dispositivos bem literais da LBI, então aqui vale muito a leitura atenta da lei seca, porque a banca costuma cobrar exatamente esse tipo de redação.

Questão 4

De acordo com a Lei Federal nº 13.146/15, em seu artigo n° 53: A _________________ é direito que garante à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social. A lacuna acima deve ser preenchida CORRETAMENTE pelo conceito apresentado pela alternativa:

  • A)ação afirmativa.
  • B)política pública.
  • C)universalização.
  • D)acessibilidade.
  • E)inclusão.
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Resposta correta: D

O artigo 53 do Estatuto da Pessoa com Deficiência trata de um conceito central: acessibilidade. A lei define acessibilidade como o direito que garante à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida viver de forma independente e exercer seus direitos de cidadania e de participação social. Em outras palavras, não basta existir uma porta, uma rampa ou um site - essas coisas precisam permitir, de fato, que a pessoa use o espaço, o serviço e a informação sem barreiras. Esse tema aparece muito em prova porque a banca troca o nome do direito pelo de conceitos próximos, como inclusão, universalização ou políticas públicas. Mas aqui a redação é praticamente a letra da lei, então vale memorizar: acessibilidade é o instrumento para remover barreiras e permitir autonomia, participação e igualdade de oportunidades. Por isso, o gabarito é a alternativa D. É ela que completa corretamente a lacuna com o termo exato previsto na Lei 13.146/2015, especialmente no art. 53, que liga acessibilidade à vida independente e ao exercício da cidadania. Na prática, pense assim: inclusão é o objetivo maior; acessibilidade é um dos caminhos mais importantes para chegar lá. A lei protege a autonomia da pessoa, não só a presença física dela no ambiente.

Questão 5

A Lei nº 13.146, chamada Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, foi construída tendo como base preceitos estabelecidos pela Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência de 2008 da ONU e busca assegurar e promover os direitos das pessoas com deficiência para garantir sua inclusão social e cidadania. Essa lei traz diversos avanços importantes na temática da deficiência, sendo alguns deles: •Uma definição de pessoa com deficiência que considera e destaca os aspectos sociais envolvidos na deficiência. •Definição de importantes conceitos relativos à área como acessibilidade, barreiras, dentre outros. •Estabelece que a avaliação da deficiência seja biopsicossocial. •Regulamenta direitos amplos nas mais variadas áreas. Estudantes com deficiência têm direitos garantidos na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Na prática, no dia a dia, precisa haver fiscalização e apoio do poder público. Quando essas regras não são cumpridas, o estabelecimento de ensino pode ser denunciado à polícia, às autoridades do setor e à Justiça. Logo, segundo o artigo 28, é obrigação do poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar as ações educacionais da pessoa com deficiência, assegurando-lhe as seguintes ações, assinale a alternativa CORRETA.

  • A)Sistema educacional inclusivo no ensino fundamental e médio, bem como o aprendizado até os 18 anos.
  • B)Aprimoramento dos sistemas trabalhistas, visando a garantir condições de trabalho, por meio da oferta de empregos e de cotas que eliminem as barreiras e promovam a inclusão no setor trabalhista.
  • C)Projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional generalizado, para atender às características de todos os estudantes, indiferente a sua condição, promovendo a meritocracia na formação.
  • D)Oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas.
  • E)Adoção de medidas coletivas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes, favorecendo a todos sem diferenças em instituições de ensino.
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Resposta correta: D

A Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) trata a educação inclusiva como direito, e não como favor da escola. No artigo 28, o poder público tem dever de assegurar um sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, com apoio, recursos e adaptações necessárias para que a pessoa com deficiência aprenda com dignidade e participação real. Na prática, isso significa eliminar barreiras, oferecer atendimento educacional especializado quando necessário, garantir acessibilidade, formação de professores e, quando for o caso, recursos de tecnologia assistiva e comunicação adequada. A lógica da lei é simples: não é a pessoa que deve se encaixar na escola, é a escola que deve se organizar para recebê-la. A alternativa D está correta porque reproduz uma previsão expressa do art. 28, inciso IV, da LBI: oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas. Isso é muito cobrado em prova, especialmente para estudantes surdos. As demais alternativas tentam misturar ideias de inclusão com conceitos errados ou genéricos demais. Em concurso, a banca costuma trocar o texto da lei por frases parecidas, mas com palavras que mudam totalmente o sentido. Aqui, a chave é lembrar: educação inclusiva, acessível e com bilinguismo quando a situação exigir.

Questão 6

Na conformidade do ideário democrático, ao longo da Constituição de 1988, estão assegurados os direitos das pessoas portadoras de deficiências nos mais diferentes campos e aspectos. As principais causas das deficiências são: 1. Os transtornos congênitos e perinatais, decorrentes da falta de assistência ou assistência inadequada às mulheres na fase reprodutiva. 2. As doenças transmissíveis e crônicas não transmissíveis. 3. As perturbações psiquiátricas; abuso de álcool e de drogas. 4. Os traumas e lesões, principalmente nos centros urbanos mais desenvolvidos, onde são crescentes os índices de violência e de acidentes automobilísticos. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

  • A)São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
  • B)São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
  • C)São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
  • D)São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
  • E)São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
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Resposta correta: E

A questão trabalha um ponto bem conhecido na área da proteção à pessoa com deficiência: a ideia de que a deficiência pode decorrer de múltiplos fatores, não apenas de um único tipo de situação. Em vez de olhar só para a lesão ou para a condição final da pessoa, o tema pede uma visão mais ampla, que inclui fatores congênitos, doenças, transtornos psiquiátricos, abuso de álcool e drogas, além de traumas e violência no cotidiano. No enunciado, as quatro afirmativas descrevem exatamente esse conjunto de causas. Isso aparece em materiais de saúde pública e também dialoga com o espírito da Constituição de 1988 e da Lei nº 13.146/2015, que tratam a pessoa com deficiência como sujeito de direitos e não como alguém definido apenas pela limitação. Ou seja, o enfoque moderno é amplo e inclusivo. Por isso, o gabarito é a letra E. As afirmativas 1, 2, 3 e 4 estão corretas porque todas representam causas reconhecidas de deficiências: transtornos congênitos e perinatais, doenças transmissíveis e crônicas não transmissíveis, perturbações psiquiátricas com abuso de álcool e drogas, e traumas e lesões, especialmente em contextos de violência e acidentes. Se você quiser guardar uma ideia simples, pense assim: deficiência não nasce de uma única porta de entrada. Ela pode surgir por fatores antes do nascimento, depois dele, por doenças, por sofrimento psíquico ou por acidentes. A questão só reuniu essas portas todas na mesma sala.

Questão 7

O Estatuto da Pessoa com Deficiência dispõe que toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades com as demais pessoas e não sofrerá nenhuma espécie de discriminação. O mencionado diploma legal considera discriminação em razão da deficiência toda forma de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais de pessoa com deficiência:

  • A)que está obrigada à fruição de benefícios decorrentes de ação afirmativa;
  • B)a qual não tem sua plena capacidade civil afetada, exceto para casar-se e constituir união estável;
  • C)a qual tem sua plena capacidade civil afetada, principalmente para exercer direitos sexuais e reprodutivos;
  • D)incluindo a recusa de adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias assistivas;
  • E)excluindo casos que envolvam menores de 18 anos com deficiência, pois já são protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
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Resposta correta: D

A Lei 13.146/2015, o Estatuto da Pessoa com Deficiência, parte de uma ideia bem direta: deficiência não pode virar desculpa para reduzir direitos. Por isso, a lei afirma que toda pessoa com deficiência tem direito à igualdade de oportunidades e não deve sofrer discriminação. Aqui, discriminação é tratada de forma ampla, abrangendo qualquer distinção, restrição ou exclusão por ação ou omissão que tenha o efeito ou o propósito de impedir, anular ou prejudicar direitos e liberdades fundamentais. O ponto importante da questão está no alcance dessa definição. O Estatuto deixa claro que também existe discriminação quando há recusa de adaptações razoáveis ou de fornecimento de tecnologias assistivas. Em outras palavras: não basta dizer "eu não proibi diretamente"; se a omissão impede o acesso da pessoa com deficiência, a lei enxerga discriminação. É exatamente isso que torna a alternativa D correta. A recusa em ajustar o ambiente, o serviço ou a comunicação, quando isso é razoável e necessário, pode excluir a pessoa na prática, mesmo sem uma proibição explícita. O legislador quis evitar essa discriminação mais silenciosa, que costuma aparecer disfarçada de "falta de estrutura". Esse conceito está no art. 4º do Estatuto, que também conversa com a Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, incorporada com status constitucional no Brasil. A lógica é de inclusão real, não só formal: igualdade de papelada, mas também de acesso concreto.

Questão 8

No Brasil, visando diminuir a discriminação e garantir emprego às pessoas com deficiência, existe uma legislação específica que obriga as empresas a admitirem um percentual mínimo de vagas para esses trabalhadores. O percentual obrigatório de reserva de vagas de emprego para pessoas com deficiência em empresas com 100 a 200 empregados, conforme dita o Art. 93, da Lei nº 8.213/1991, é:

  • A)2%;
  • B)3%;
  • C)4%;
  • D)5%;
  • E)10%.
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Resposta correta: A

A regra da reserva de vagas para pessoas com deficiência está no art. 93 da Lei 8.213/1991, e funciona por faixas de número de empregados. A ideia é simples: quanto maior a empresa, maior a cota mínima, para ampliar a inclusão no mercado de trabalho sem deixar tudo na boa vontade do empregador. No caso das empresas com 100 a 200 empregados, a lei exige reserva de 2% dos cargos para pessoas com deficiência ou reabilitadas da Previdência Social. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Esse tema é muito cobrado de forma literal, porque a banca costuma trocar as porcentagens entre as faixas. Então vale decorar a escadinha: de 100 a 200 empregados, 2%; de 201 a 500, 3%; de 501 a 1.000, 4%; e acima de 1.000, 5%. Em prova, a dica é não complicar: aqui não se discute princípio abstrato, e sim leitura seca da lei. A resposta está exatamente no percentual previsto no art. 93, inciso correspondente à faixa de 100 a 200 empregados.

Questão 9

De acordo com o Estatuto da Pessoa com eficiência (Lei nº 13.146/2015), destinado a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania, os serviços notariais e de registro:

  • A)devem oferecer todos os recursos de tecnologia assistiva disponíveis para que a pessoa com deficiência tenha garantido o acesso aos seus serviços essenciais, podendo criar condições diferenciadas à prestação de tais serviços em razão de deficiência do solicitante;
  • B)devem oferecer aos serventuários extrajudiciais com deficiência prioridade absoluta na participação e no acesso a cursos, treinamentos, educação continuada, planos de carreira, promoções, bonificações e incentivos profissionais oferecidos aos demais substitutos, escreventes e auxiliares;
  • C)podem criar condições diferenciadas à prestação de seus serviços em razão de deficiência do solicitante, devendo reconhecer sua capacidade legal compatível com a deficiência, garantida a acessibilidade, e o descumprimento dessas obrigações constitui infração disciplinar;
  • D)não podem negar ou criar óbices à prestação de seus serviços em razão de deficiência do solicitante, mas podem estabelecer condições diferenciadas, devendo reconhecer sua capacidade legal relativa, garantida a acessibilidade;
  • E)não podem negar ou criar óbices ou condições diferenciadas à prestação de seus serviços em razão de deficiência do solicitante, devendo reconhecer sua capacidade legal plena, garantida a acessibilidade.
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Resposta correta: E

O Estatuto da Pessoa com Deficiência parte de uma ideia simples: deficiência não pode virar desculpa para tratamento pior, fila diferente sem critério ou serviço “meia boca”. A regra é de inclusão, acessibilidade e respeito à dignidade, com vedação de qualquer forma de discriminação. Nos serviços notariais e de registro, isso aparece de forma bem clara na Lei nº 13.146/2015: eles não podem negar ou criar óbices à prestação do serviço em razão da deficiência, nem impor condições diferenciadas por esse motivo. Além disso, esses serviços devem garantir acessibilidade e reconhecer a capacidade legal da pessoa com deficiência em pé de igualdade. Repare no detalhe importante: a lei não fala em capacidade “relativa”, muito menos em tratamento inferior. A lógica é exatamente a oposta: a pessoa com deficiência exerce seus direitos em igualdade de condições com as demais pessoas. É por isso que o gabarito é a letra E. Ela reproduz o comando legal de forma fiel: não pode haver negativa, obstáculo ou condição diferenciada por causa da deficiência, e deve ser assegurada a acessibilidade. Esse é o núcleo protetivo do Estatuto, que busca afastar barreiras e não criar novas. Em prova, a FGV gosta de misturar uma parte certa com um pedacinho torto. Então fique atento: basta aparecer “capacidade legal relativa” ou permitir “condições diferenciadas” por deficiência, já acende o alerta vermelho.

Questão 10

A Lei nº 8.213/1991 e o Decreto nº 5.296/2004 preveem cotas para trabalhadores com deficiência. O diagnóstico que se caracteriza como uma deficiência passível de ser incluída nessas cotas é:

  • A)nanismo;
  • B)asbestose;
  • C)lesões por esforços repetitivos (LER);
  • D)perda auditiva induzida por ruído (PAIR);
  • E)silicose.
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Resposta correta: A

A lógica das cotas para pessoas com deficiência não olha só o nome da doença ou do diagnóstico. O que importa é se existe impedimento de longo prazo que, em interação com barreiras, limita a participação plena e efetiva na sociedade, como traz o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015). Na prática, a avaliação considera a natureza da limitação e seus efeitos na vida da pessoa, e não apenas o rótulo médico. No caso da reserva de vagas prevista na Lei nº 8.213/1991 e regulamentada pelo Decreto nº 5.296/2004, algumas condições entram como deficiência quando se enquadram nos critérios legais. O nanismo é expressamente reconhecido como deficiência física, porque envolve alteração do crescimento ósseo que gera limitação funcional relevante. Por isso, ele pode ser incluído nas cotas. Já as outras alternativas trazem doenças ocupacionais ou respiratórias que, por si só, não são automaticamente classificadas como deficiência para fins de cota. Pode até haver incapacidade ou limitação concreta em um caso específico, mas isso exige avaliação individual, não uma inclusão automática pelo simples diagnóstico. Então, o gabarito é a letra A, porque o nanismo é hipótese legalmente aceita como deficiência para fins de ação afirmativa e reserva de vagas. Em prova, fique atento: a banca costuma trocar doença, incapacidade e deficiência como se fossem sinônimos, mas juridicamente não são.

Perguntas frequentes

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