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Questões de Engenharia Civil VUNESP: comentadas e grátis

Pratique questões de Engenharia Civil da banca VUNESP, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

A concentração de tensões é bastante comum nas paredes de alvenaria.Os dispositivos que possibilitam a redistribuição dessas tensões nas regiões de aberturas ao longo das paredes são as

  • A)nervuras.
  • B)samblagens.
  • C)cunhas e estroncas.
  • D)vergas e contravergas.
  • E)flechas e contraflechas.
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Resposta correta: D

Em paredes de alvenaria, as aberturas como portas e janelas criam pontos de descontinuidade. Nesses trechos, a carga que desce pela parede tende a se concentrar nas bordas da abertura, aumentando as tensões localmente. Por isso, a solução clássica é “desviar” e espalhar melhor esses esforços para a alvenaria ao redor. É exatamente aí que entram as vergas e as contravergas. A verga fica acima da abertura e ajuda a conduzir as cargas para os lados, enquanto a contraverga atua abaixo da abertura, reduzindo fissuras e ajudando na redistribuição das tensões. Na prática, elas funcionam como pequenas peças de reforço que evitam que a parede “sofra demais” bem no ponto fraco. Esse é um conceito básico de estabilidade e comportamento estrutural da alvenaria, muito cobrado em Edificações. Não é algo de enfeite: sem esse cuidado, aparecem trincas diagonais, recalques localizados e aquela parede que parece ter “ficado brava” com a abertura. Por isso o gabarito é a alternativa D. Vergas e contravergas são justamente os dispositivos usados para redistribuir as tensões nas regiões de aberturas ao longo das paredes.

Questão 2

O reservatório superior de um edifício tem capacidade para armazenar 32,4 m3 de água e é alimentado por uma tubulação com área da seção transversal de 5 cm2 . Se o tempo para encher o reservatório é de 6 h, então, a velocidade da água no sistema de recalque é de

  • A)2 m/s.
  • B)3 m/s.
  • C)5 m/s.
  • D)6 m/s.
  • E)9 m/s.
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Resposta correta: B

Aqui a ideia é simples: vazão é volume dividido pelo tempo. O reservatório tem 32,4 m³ e leva 6 h para encher, então a vazão do sistema é 32,4/6 = 5,4 m³/h. Convertendo para segundo, isso dá 0,0015 m³/s. Depois entra a relação básica da hidráulica: Q = A · v. Se a seção da tubulação é 5 cm², isso equivale a 0,0005 m². Então, a velocidade fica v = Q/A = 0,0015/0,0005 = 3 m/s. Perceba que a questão é uma conta direta de continuidade, bem no estilo clássico de concurso: primeiro achar a vazão, depois dividir pela área da seção transversal. Nada de mistério, só cuidado com as unidades, porque aqui mora a famosa pegadinha. Por isso, o gabarito é a alternativa B. A velocidade da água no sistema de recalque é 3 m/s.

Questão 3

Em relatório de sondagem de simples reconhecimento do solo com o ensaio de penetração padronizado, também denominado Standard Penetration Test, SPT, que tem por finalidade obter os índices de resistência à penetração do solo em uma determinada cota da sondagem, forneceu os seguintes números de golpes por penetração: 08/15, 09/14 e 12/15. O resultado da cravação nessa cota é

  • A)17/29.
  • B)21/29.
  • C)23/27.
  • D)23/30.
  • E)29/44.
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Resposta correta: B

No SPT, a ideia principal é bem simples: o primeiro trecho cravado serve como assentamento do amostrador, então ele não entra no valor final de resistência. O que interessa mesmo, na prática usuária do ensaio, é a soma dos golpes dos trechos posteriores, porque eles representam melhor a resistência do solo à penetração. Quando o relatório traz vários pares do tipo golpes/penetração, você deve olhar para os trechos que compõem o resultado do ensaio naquela cota. Aqui, os valores são 08/15, 09/14 e 12/15. O resultado da cravação é obtido somando os dois últimos trechos: 9 + 12 = 21 golpes, e 14 + 15 = 29 cm de penetração. Isso leva exatamente a 21/29, que é o gabarito da questão. Repare que a banca quer que você some corretamente os valores, sem cair na tentação de pegar só o último trecho ou de somar tudo automaticamente. No SPT, atenção ao trecho inicial de assentamento e ao que realmente representa o resultado final do ensaio. Como referência técnica, o procedimento do SPT no Brasil é padronizado pela ABNT NBR 6484, que disciplina a sondagem de simples reconhecimento com SPT e a forma de registro dos golpes e penetrações.

Questão 4

No caso de galpões industriais, torres de linhas de transmissão, reservatórios elevados, silos graneleiros, torres eólicas, torres de telecomunicações e tanques de produtos químicos, nos quais o vento é a ação variável principal, os valores de tensão admissível de sapatas e tubulões e de cargas admissíveis em estacas podem ser majorados em até

  • A)70%, com fator de segurança global não inferior a 1,4.
  • B)50%, com fator de segurança global não inferior a 1,2.
  • C)30%, com fator de segurança global não inferior a 1,6.
  • D)20%, com fator de segurança global não inferior a 1,3.
  • E)10%, com fator de segurança global não inferior a 1,5.
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Resposta correta: C

Em geotecnia de fundações, os valores de tensão admissível e de carga admissível normalmente são definidos para situações de carregamento “comum”, isto é, com combinações usuais de ações e fator de segurança compatível com a rotina do projeto. Mas a norma permite uma folga extra quando o vento é a ação variável principal em estruturas mais esbeltas ou expostas, como torres, silos, reservatórios elevados e galpões industriais. A lógica é simples: nessas estruturas, o vento pode governar o dimensionamento e, por isso, a verificação geotécnica admite uma majoração limitada dos valores admissíveis. Só que essa subida não é livre, nem vira “vale tudo”: ela vem amarrada a um fator de segurança global mínimo, para manter a margem de confiabilidade da fundação. Na NBR 6122 (Projeto e execução de fundações), é aceito majorar em até 30% os valores de tensão admissível de sapatas e tubulões e de carga admissível em estacas, desde que o fator de segurança global não seja inferior a 1,3, quando o vento for a ação variável principal nesses casos típicos de estruturas altas e esbeltas. Por isso, o gabarito é a letra C. A banca gosta desse tipo de detalhe normativo: ela troca o percentual, embaralha o fator de segurança e espera que você faça a conta de cabeça sem lembrar a regra exata. Aqui, o par correto é 30% com fator global mínimo de 1,3.

Questão 5

No dimensionamento de um pilar de concreto armado de seção retangular de 40 cm por 60 cm, armado com aço CA50, que deve suportar uma carga concentrada de cálculo de 115 kN, a armadura mínima a ser considerada no dimensionamento é de

  • A)9,6 cm2
  • B)12,0 cm2
  • C)13,6 cm2
  • D)15,0 cm2
  • E)18,0 cm2
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Resposta correta: A

Em pilares de concreto armado, a armadura longitudinal nao pode ser escolhida “no olho”: a NBR 6118 fixa uma taxa minima para garantir seguranca, controle de fissuras e boa capacidade de resistencia mesmo em situacoes desfavoraveis. Para pilares, a armadura minima longitudinal e, em regra, de 0,4% da area de concreto da secao transversal. Isso evita que o elemento fique “magro demais” em aço e perca desempenho estrutural. Aqui a secao e retangular, de 40 cm x 60 cm. Entao a area bruta e 2400 cm2. Aplicando a taxa minima de 0,4%, temos 0,004 x 2400 = 9,6 cm2. Ou seja, essa e a menor area de aço que voce deve considerar no dimensionamento. A carga de 115 kN nao muda esse piso minimo. Mesmo que o esforco solicitante pareca pequeno, o projeto nao pode descer abaixo da armadura minima normativa. Em concurso, isso cai bastante porque a banca adora testar se voce sabe diferenciar dimensionamento resistente de requisito minimo de norma. Portanto, o gabarito correto e o item A, pois 9,6 cm2 corresponde exatamente a 0,4% da area da secao do pilar, conforme a NBR 6118 para armadura longitudinal minima em pilares.

Questão 6

Nos sistemas prediais de água fria e água quente, o componente instalado a jusante do alimentador predial em sistema indireto, destinado a controlar a admissão de água e limitar o máximo nível operacional do reservatório predial é

  • A)o tubo respiro.
  • B)a válvula de segurança à pressão.
  • C)a válvula redutora de pressão.
  • D)a torneira de boia.
  • E)o restritor de vazão.
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Resposta correta: D

Em sistemas prediais de água fria e água quente, quando o abastecimento é indireto, a água chega ao reservatório predial e não vai direto para os pontos de consumo. Nesse arranjo, é preciso um dispositivo que controle a entrada de água e impeça que o nível suba demais, evitando transbordamento e desperdício. Esse papel é da torneira de boia, que fecha automaticamente quando o reservatório atinge o nível máximo ajustado. Pense nela como o “porteiro” da caixa d’água: entra água enquanto há espaço, mas para a admissão quando o reservatório enche. É exatamente por isso que o enunciado fala em componente instalado a jusante do alimentador predial, destinado a controlar a admissão de água e limitar o máximo nível operacional do reservatório predial. As normas de instalações prediais, especialmente a ABNT NBR 5626 (água fria) e a ABNT NBR 7198 (água quente), tratam o reservatório e seus dispositivos de controle de forma compatível com essa lógica de operação. Na prática, a torneira de boia é o elemento clássico para esse controle automático de nível. Portanto, o gabarito é a letra D, porque ela é exatamente o dispositivo usado para regular a entrada de água no reservatório e evitar que ele ultrapasse o nível máximo de funcionamento.

Questão 7

No projeto e na execução de fundações, a dimensão mínima em planta de sapatas isoladas ou os blocos é de

  • A)30 cm.
  • B)40 cm.
  • C)50 cm.
  • D)60 cm.
  • E)100 cm.
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Resposta correta: D

Em fundações, o tamanho em planta não é escolhido no chute: ele precisa respeitar as exigências mínimas da norma para garantir execução adequada e comportamento seguro. No caso de sapatas isoladas e blocos, a ABNT NBR 6122 estabelece dimensão mínima em planta de 60 cm. A lógica é simples: abaixo disso, a peça fica pequena demais para acomodar armaduras, cobrimento, concretagem e boa distribuição de tensões no solo. Por isso, quando a questão pergunta a dimensão mínima em planta, a resposta não é "a menor que couber", mas a mínima normativa. A banca costuma cobrar isso de forma bem objetiva, quase como um teste de memória com roupa de prova técnica. O gabarito D está correto porque 60 cm é o limite mínimo previsto pela NBR 6122 para sapatas isoladas e blocos. Então, qualquer alternativa menor, embora pareça plausível para quem pensa apenas em economia de material, contraria a norma e não atende ao critério de projeto e execução.

Questão 8

As argamassas inorgânicas utilizadas na execução de revestimento de paredes e tetos devem ser misturadas por processo mecanizado ou, em casos excepcionais, por processo manual, até obtenção de massa perfeitamente homogeneizada. No processo mecanizado, o tempo máximo de mistura, em minutos, é

  • A)20.
  • B)15.
  • C)10.
  • D)8.
  • E)5.
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Resposta correta: E

Então, o gabarito é a letra E porque, no processo mecanizado, o tempo máximo de mistura é de 5 minutos. Se você lembrar da lógica da norma, fica fácil: misturou demais também pode ser problema, e a ideia é chegar à homogeneização no tempo certo, nem mais, nem menos. É aquele tipo de detalhe que a VUNESP adora transformar em questão de marcar ponto.

Questão 9

Durante a reforma de uma edificação, o vidro de uma das janelas quebrou-se em cacos pontiagudos e cortantes, colocando em risco a integridade física dos trabalhadores. Esse vidro era do tipo

  • A)comum.
  • B)temperado.
  • C)laminado.
  • D)insulado.
  • E)aramado.
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Resposta correta: A

Quando a prova fala em vidro quebrado em cacos pontiagudos e cortantes, a pista é clássica: vidro comum. Ele se fragmenta em pedaços irregulares e afiados, o que realmente aumenta o risco de corte em obra ou reforma. Em situações de segurança, isso é justamente o comportamento que diferencia o vidro comum dos vidros de segurança. O vidro temperado, por exemplo, ao quebrar costuma se estilhaçar em pequenos fragmentos menos agressivos, como um “granulado” de vidro. Já o laminado mantém os pedaços presos à película interna, reduzindo bastante o risco de queda de cacos. O aramado tem uma tela metálica interna que ajuda a manter os fragmentos no lugar, e o insulado é um sistema de duas ou mais lâminas com câmara de ar ou gás, voltado mais ao conforto térmico e acústico. Ou seja: se a questão descreve cacos pontiagudos e cortantes, ela está falando do comportamento típico do vidro comum. É uma pegadinha bem frequente em concursos: trocar a lógica dos vidros de segurança pelo vidro que realmente quebra de forma perigosa.

Questão 10

Em marcenaria, são utilizados diversos tipos de juntas para unir as partes de madeira, formando móveis e elementos decorativos. No caso de ser necessário unir duas peças extensas, tornando-as mais largas para construir um tampo de mesa grande, o encaixe mais adequado é:

  • A)meia esquadria.
  • B)junta com alma.
  • C)malhete.
  • D)furos e espigas.
  • E)rabo de andorinha.
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Resposta correta: B

Em marcenaria, a escolha da junta depende do tipo de união que você quer fazer. Quando a ideia é aumentar a largura de uma peça, juntando duas tábuas extensas lado a lado para formar um tampo maior, o foco não é em emenda de canto nem em travamento decorativo: o que você precisa é de uma união de bordas bem feita e estável. A junta com alma é justamente usada para unir peças pela lateral, dando continuidade à superfície e ajudando no alinhamento e na resistência da montagem. Em linguagem de marcenaria, ela funciona como um reforço interno da união, muito comum em painéis, tampos e peças largas. É o encaixe mais adequado quando você quer transformar duas peças longas em uma peça mais larga. As outras alternativas falam de uniões com outra finalidade. Meia esquadria é mais típica de cantos em ângulo; malhete é encaixe de união em peças de madeira com ressalto e rebaixo; furos e espigas servem para unir peças por pino e furo, muito usado em estruturas; e rabo de andorinha é famoso por resistir bem ao esforço de tração, muito usado em gavetas e caixas. Ou seja, a banca quis saber qual junta casa melhor com a ideia de aumentar a largura do tampo, e a resposta é a junta com alma.

Perguntas frequentes

Este quiz de Engenharia Civil VUNESP é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Engenharia Civil VUNESP são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca VUNESP, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Engenharia Civil VUNESP?

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A VUNESP desconta ponto por questão errada?

Não. Nas provas objetivas da VUNESP não há desconto por erro, então vale a pena responder todas as questões, inclusive as que você não tem certeza.

Quantas alternativas tem cada questão da VUNESP?

Em regra são cinco alternativas por questão de múltipla escolha, com apenas uma correta. Fique atento aos comandos que pedem a alternativa incorreta.

A VUNESP cobra lei seca ou doutrina?

O forte da banca é a literalidade da lei. Ela exige bem menos doutrina e jurisprudência do que outras bancas, então decorar o texto legal com seus prazos e exceções rende muitos pontos.

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