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Questões de Engenharia Civil FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Engenharia Civil da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Um dos materiais mais utilizados na pavimentação asfáltica é o cimento asfáltico de petróleo (CAP). Uma característica importante desse tipo de cimento é:

  • A)permeabilidade à água, sendo úteis em serviços de drenagem;
  • B)viscosidade muito baixa, que não pode ser modificada;
  • C)invariabilidade das suas propriedades de consistência;
  • D)ponto de amolecimento a temperaturas superiores a 200°C;
  • E)associação da temperatura a todas as suas propriedades físicas.
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Resposta correta: E

O cimento asfáltico de petróleo (CAP) é o ligante mais usado na pavimentação asfáltica e, como todo material betuminoso, ele não se comporta igual em qualquer temperatura. Em dias quentes, fica mais fluido; em dias frios, endurece mais. Por isso, a temperatura influencia diretamente suas propriedades físicas e de consistência. Na prática, isso importa muito: o CAP precisa ter comportamento adequado para não trincar no frio nem deformar demais no calor. É justamente por isso que os estudos e especificações do material consideram ensaios como penetração, viscosidade e ponto de amolecimento, todos ligados ao efeito da temperatura. Então, o ponto central da questão é este: o CAP não tem uma propriedade isolada e fixa, como se fosse uma peça de metal padronizada. Suas características variam conforme a temperatura, e essa relação afeta praticamente todas as propriedades físicas importantes para o desempenho do pavimento. Por isso, o gabarito é a alternativa E. Ela traduz a ideia correta de que a temperatura está associada a todas as propriedades físicas do CAP. É a resposta que melhor descreve o comportamento real desse ligante asfáltico na pavimentação.

Questão 2

Para a execução de uma peça de concreto armado, a preparação da armadura deve ser realizada na seguinte ordem cronológica:

  • A)corte, dobra e armação.
  • B)corte, armação e dobra.
  • C)dobra, armação e corte.
  • D)dobra, corte e armação.
  • E)armação, dobra e corte.
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Resposta correta: A

Na execução de uma peça de concreto armado, a armadura passa por uma sequência lógica de preparação para que as barras cheguem à forma correta e possam ser montadas sem retrabalho. Em termos práticos, primeiro você corta as barras no comprimento previsto em projeto, depois faz as dobras necessárias e, por fim, realiza a armação, isto é, a montagem e amarração das peças na posição definida. Essa ordem faz sentido porque o corte vem antes para definir o tamanho exato de cada verga, estribo ou barra. Depois da barra cortada, a dobra é feita com mais controle dimensional, evitando desperdício e deformações indevidas. Só então a armação é montada, pois seria pouco racional tentar armar antes de finalizar o formato de cada peça. A lógica também conversa com as boas práticas de execução previstas na ABNT NBR 14931, que trata da execução de estruturas de concreto, sempre exigindo atenção à conformidade da armadura com o projeto e ao controle da fabricação e montagem. Em prova, a banca costuma cobrar exatamente essa sequência operacional simples, sem inventar moda. Por isso, o gabarito é a alternativa A: corte, dobra e armação. É a ordem cronológica mais coerente e a que reflete o fluxo de trabalho no canteiro.

Questão 3

O sistema unificado de classificação dos solos denomina como solos finos aqueles que possuem mais de 50% do material passando na peneira #200. De acordo com essa classificação, são classificados como solos finos:

  • A)a argila, somente
  • B)a argila e o silte, somente
  • C)a argila, o silte e a areia, somente
  • D)a argila, o silte, a areia e o pedregulho, somente
  • E)a argila, o silte, a areia, o pedregulho e a pedra.
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Resposta correta: B

No Sistema Unificado de Classificação dos Solos (USCS), a primeira grande divisao separa os solos pela granulometria. Quando mais de 50% do material passa na peneira #200, estamos diante dos chamados solos finos. Em termos simples: o solo ficou tao miudinho que a classificacao passa a olhar mais para o comportamento plastico e menos para o tamanho dos graos. E aqui entram os dois representantes classicos dessa turma: argila e silte. A ideia da USCS e bem pratica: solos grossos sao, em geral, areia e pedregulho, porque retidos em peneiras maiores; solos finos sao os que atravessam a peneira #200 em quantidade predominante. Por isso, dizer que solo fino inclui areia ou pedregulho contradiz a propria definicao do sistema. A banca gosta exatamente dessa troca de conceito, como quem embaralha a gaveta certa com a errada. O gabarito B esta correto porque, dentro da classificacao adotada, os solos finos sao a argila e o silte. A areia ja entra no grupo dos solos grossos, e o pedregulho tambem. Em prova, a regra de ouro e esta: passou da peneira #200 em mais de 50%, voce pensa em argila e silte, nao em areia ou pedregulho. Esse criterio vem da classificacao granulometrica consagrada em geotecnia, muito associada ao USCS e ao uso corrente em engenharia civil. Nao ha pegadinha juridica aqui; o ponto central e tecnico mesmo: tamanho dos graos e percentual passante na peneira #200.

Questão 4

Um engenheiro está realizando um orçamento de serviços para levantar um muro de alvenaria com 10 m de comprimento e 4 m de altura. Então, pode-se dizer que os quantitativos de serviços necessários para construir esse muro e revesti-lo, dos dois lados, com chapisco e emboço, são

  • A)40 m² de alvenaria; 40 m² de chapisco; 40 m² de emboço.
  • B)40 m² de alvenaria; 40 m² de chapisco; 80 m² de emboço.
  • C)40 m² de alvenaria; 80 m² de chapisco; 40 m² de emboço.
  • D)40 m² de alvenaria; 80 m² de chapisco; 80 m² de emboço.
  • E)80 m² de alvenaria; 80 m² de chapisco; 80 m² de emboço.
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Resposta correta: D

Para resolver esse tipo de questão, pense primeiro na área de uma face do muro: comprimento vezes altura. Aqui, 10 m x 4 m = 40 m² de alvenaria. Esse é o quantitativo da própria parede, sem mistério e sem mágica de obra. A área não dobra porque o muro tem espessura; para orçamento de pano de alvenaria, considera-se a projeção em planta da face do serviço. Depois vem o revestimento. Como o enunciado diz que o muro será revestido dos dois lados, cada lado recebe chapisco e emboço. Então, se uma face tem 40 m², as duas faces somam 80 m² para chapisco e 80 m² para emboço. É aqui que muita gente escorrega: conta a parede uma vez, mas esquece que revestimento é por face executada. Na prática de orçamentação, isso segue a lógica usual das composições de serviços da construção civil e a leitura do serviço por área executada. Não há truque escondido: muro simples = área de uma face; revestimento em dois lados = dobra a área do revestimento. Por isso o gabarito é a alternativa D: 40 m² de alvenaria, 80 m² de chapisco e 80 m² de emboço.

Questão 5

A pavimentação das estradas tem o objetivo de resistir e distribuir ao subleito os esforços produzidos pelo tráfego, além de melhorar as condições de rolamento dos veículos, quanto à comodidade e à segurança. Os pavimentos podem ser divididos em flexíveis e rígidos, podendo ser aplicados também pavimentos semi-flexíveis. Em relação às características dos pavimentos flexíveis, é correto afirmar que são constituídos de revestimentos

  • A)betuminosos, que possuem elevada resistência à tração e elevada plasticidade.
  • B)betuminosos, que possuem baixa resistência à tração e elevada plasticidade.
  • C)betuminosos, que possuem baixa resistência à tração e baixa plasticidade.
  • D)de placas de concreto, que possuem elevada resistência à tração e baixa plasticidade.
  • E)de placas de concreto, que possuem elevada resistência à tração e elevada plasticidade.
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Resposta correta: B

Pavimento flexível é aquele em que as camadas trabalham de forma mais "maleável", distribuindo as cargas do tráfego para o subleito sem ter a rigidez de uma placa de concreto. Por isso, ele costuma ter revestimento betuminoso, como o asfalto, que acompanha melhor pequenas deformações do terreno. A ideia central aqui é simples: flexível não quer dizer fraco, mas sim com capacidade de deformar um pouco e ainda assim cumprir sua função. Na prática, os revestimentos betuminosos têm baixa resistência à tração e elevada plasticidade. Isso acontece porque o ligante asfáltico confere aderência e certa flexibilidade, mas não transforma o material em algo com grande capacidade de resistir a esforços de tração como um concreto armado ou uma placa rígida. Então, quando a banca fala em pavimento flexível, pense em asfalto, não em concreto. Já os pavimentos rígidos são os de placas de concreto, com alta resistência à tração por flexão e baixa plasticidade, trabalhando de modo bem diferente. Essa distinção é clássica em Engenharia de Transportes e aparece em manuais de pavimentação do DNIT e em bibliografia consagrada da área. A pegadinha da questão está justamente em trocar as propriedades dos materiais. Logo, o gabarito B está correto porque o pavimento flexível é constituído de revestimentos betuminosos com baixa resistência à tração e elevada plasticidade.

Questão 6

O processo de digestão anaeróbica é muito utilizado no tratamento do lodo de esgotos domésticos e de resíduos sólidos domiciliares. Esse processo passa por diversas fases desde a entrada do substrato até a geração do biogás. A etapa na qual os componentes químicos mais complexos (polímeros), presentes nos substratos, são degradados em meio aquoso e convertidos em moléculas menores (monômeros), é conhecida por

  • A)metanogênese.
  • B)acidogênese.
  • C)hidrólise.
  • D)acetogênese.
  • E)criogênese.
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Resposta correta: C

Na digestão anaeróbica, a matéria orgânica passa por etapas em sequência, como se fosse uma linha de desmontagem biológica: primeiro os polímeros grandes são quebrados, depois aparecem moléculas menores, em seguida surgem ácidos e compostos intermediários, e por fim ocorre a formação do biogás. A etapa inicial, em que proteínas, carboidratos e lipídios sofrem degradação em meio aquoso e viram monômeros, é a hidrólise. É exatamente nesse momento que a estrutura pesada do substrato começa a ser "desmontada" por enzimas produzidas pelos microrganismos. Sem essa quebra inicial, o restante do processo fica travado, porque as bactérias das fases seguintes não conseguem aproveitar bem polímeros muito complexos. Depois da hidrólise vêm acidogênese, acetogênese e metanogênese, que culminam na produção de metano e dióxido de carbono. Por isso, o gabarito é a letra C.

Questão 7

Para assentar 200 m² de telhas cerâmicas, os índices de produtividade de pedreiro e servente são respectivamente iguais a 0,8 h/m² e 1,6 h/m² . Assinale a opção que indica o número de dias de 8 horas necessários para que um pedreiro e dois serventes terminem o serviço.

  • A)20
  • B)18
  • C)16
  • D)14
  • E)12
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Resposta correta: A

Em obras, esses índices de produtividade indicam quanto tempo de trabalho cada profissional gasta por unidade de serviço. Aqui, para cada 1 m² assentado, o pedreiro consome 0,8 hora e o servente consome 1,6 hora. Parece pouca coisa, mas quando você multiplica por 200 m², o relógio começa a correr de verdade. Vamos ao cálculo. O pedreiro vai gastar 200 x 0,8 = 160 horas. Já cada servente gasta 200 x 1,6 = 320 horas. Como são dois serventes trabalhando, o tempo deles se divide por 2: 320/2 = 160 horas. Então, o serviço todo termina em 160 horas, porque pedreiro e serventes ficam compatíveis no mesmo prazo. Agora é só converter para dias de 8 horas: 160/8 = 20 dias. É exatamente por isso que o gabarito é a alternativa A. Em questões de orçamento e produtividade, a banca costuma querer esse raciocínio bem direto: calcular as horas totais e depois transformar em jornada de trabalho. Resumo mental para não tropeçar: produtividade em h/m² pede multiplicação pela área; depois, se houver mais de um trabalhador da mesma função, você divide o total entre eles. Simples, elegante e muito cobrado.

Questão 8

Se um ponto de uma estrutura está submetido ao estado plano de tensões σx = -39 MPa, σy = 13 MPa e τxy = -19,5 MPa, então as tensões principais σI e σII são, respectivamente:

  • A)45,5 MPa e -19,5 MPa;
  • B)19,5 MPa e -45,5 MPa;
  • C)14,5 MPa e -40,5 MPa;
  • D)-19,5 MPa e 45,5 MPa;
  • E)-45,5 MPa e 19,5 MPa.
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Resposta correta: B

Quando um ponto do material está sob estado plano de tensões, voce pode encontrar as tensões principais com a velha dupla da mecânica dos sólidos: a média das tensões normais e o termo de cisalhamento. A fórmula é simples: sigma_m = (sigma_x + sigma_y)/2 e o raio do círculo de Mohr vale R = sqrt(((sigma_x - sigma_y)/2)^2 + tau_xy^2). As tensões principais são sigma_I = sigma_m + R e sigma_II = sigma_m - R.

Questão 9

Um bueiro deve drenar a água que precipita em uma bacia de área 1,5 km2 e com coeficiente de escoamento superficial de 0,4. Para uma chuva de projeto de intensidade de 120mm/h, a vazão mínima que o bueiro necessita comportar é de

  • A)12,0 m3/s.
  • B)15,0 m3/s.
  • C)18,0 m3/s.
  • D)20,0 m3/s.
  • E)25,0 m3/s.
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Resposta correta: D

Em drenagem urbana, a conta clássica para estimar a vazão de projeto é a Fórmula Racional: Q = C.i.A. Ela é simples, direta e aparece muito em concurso porque resolve o essencial sem drama: quanto maior a área da bacia, maior a vazão; quanto maior a intensidade da chuva, maior o volume escoado; e quanto maior o coeficiente de escoamento, menor a infiltração e maior a água indo para o bueiro. Aqui, a área da bacia é 1,5 km², que deve ser convertida para 1,5 x 10^6 m². A intensidade da chuva é 120 mm/h, isto é, 0,12 m/h. Convertendo para segundos, temos 0,12/3600 = 3,33 x 10^-5 m/s. Aplicando na fórmula com C = 0,4, a vazão fica Q = 0,4 x 3,33 x 10^-5 x 1,5 x 10^6. Fazendo a conta, Q = 20 m³/s. Então o bueiro deve ser dimensionado para essa vazão mínima de projeto. É o tipo de questão em que a banca testa principalmente unidade e conversão: errou milímetro, hora ou quilômetro quadrado, a resposta escapa rapidinho. Não há um fundamento legal específico para a conta em si, porque aqui o que manda é o critério técnico de hidráulica/drenagem urbana, tradicionalmente tratado em manuais e doutrina de saneamento e hidrologia aplicada.

Questão 10

Segundo a fórmula empírica de Hazen, a altura de ascensão capilar de um solo é inversamente proporcional tanto ao seu índice de vazios como ao diâmetro efetivo de seus grãos, sendo C uma constante que estabelece essa proporção. Para um solo com diâmetro efetivo de 0,06 mm, índice de vazios igual a 0,5 e constante C = 0,18cm2, a ascensão capilar é de

  • A)0,18 cm
  • B)1,8 cm
  • C)12,0 cm
  • D)24 cm
  • E)60,0 cm
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Resposta correta: E

A fórmula empírica de Hazen para a ascensão capilar mostra uma ideia simples: quanto menores os vazios do solo e quanto menores os grãos, maior tende a ser a subida da água por capilaridade. Em prova, isso costuma aparecer com cara de conta rápida, mas o detalhe que derruba muita gente é a unidade do diâmetro efetivo. Aqui, o diâmetro efetivo é 0,06 mm. Como a constante C foi dada em cm^2, é preciso trabalhar com o diâmetro em centímetros: 0,06 mm = 0,006 cm. Esse passo é o tipo de pegadinha que a banca adora, porque a conta fica muito mais tranquila depois da conversão. Aplicando a relação de Hazen, temos h = C/(e · D). Substituindo: h = 0,18/(0,5 · 0,006) = 0,18/0,003 = 60 cm. Repare que a ascensão cresce bastante porque o solo tem grãos muito finos e índice de vazios relativamente baixo. Então o gabarito correto é a alternativa E, com 60,0 cm. Em termos práticos, a banca está cobrando a leitura correta da proporcionalidade inversa e, principalmente, a atenção às unidades, que é onde a maioria escorrega.

Perguntas frequentes

Este quiz de Engenharia Civil FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Engenharia Civil FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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