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Questões de Direito Ambiental IDECAN: comentadas e grátis

Pratique questões de Direito Ambiental da banca IDECAN, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

Bruno extraiu de uma área de preservação permanente, sem prévia autorização, pedra, areia e outras espécies de minerais. Cerca de um mês após a consumação do delito, Bruno arrependeu-se de sua conduta e, espontaneamente, reparou o dano. Nessa hipótese, é correto afirmar que o arrependimento de Bruno

  • A)é capaz de desconstituir o delito.
  • B)não será capaz de influenciar na pena a ser imposta pelo delito.
  • C)constitui circunstância atenuante de pena.
  • D)extinguirá sua punibilidade.
  • E)por ter sido eficaz, será capaz de gerar o perdão judicial.
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Resposta correta: C

Aqui a banca cobra um ponto bem clássico da Lei 9.605/98: arrependimento depois do crime não apaga o fato, mas pode reduzir a resposta penal. No caso, Bruno praticou a extração de minerais em área de preservação permanente sem autorização, conduta típica do art. 44 da Lei dos Crimes Ambientais. O detalhe importante está no momento e na forma da reparação. A lei trata como circunstância atenuante o arrependimento do infrator quando ele é espontâneo e vem acompanhado da reparação do dano ou da limitação significativa da degradação ambiental, nos termos do art. 14, II, da Lei 9.605/98. Ou seja, ele ajuda na dosimetria da pena, mas não desfaz o delito nem extingue a punibilidade. Perceba a lógica: o crime já se consumou, então não há "volta no tempo". O que existe é um comportamento posterior favorável ao agente, reconhecido pelo legislador como fator de diminuição da reprovação. Por isso, o arrependimento de Bruno funciona como atenuante, e não como perdão, desculpa mágica ou anulação do crime. Em prova, guarde esta fórmula: reparou espontaneamente o dano ambiental antes do julgamento? Então pense em atenuante. Se a banca tentar vender a ideia de que isso apaga o delito ou extingue a punibilidade, é isca.

Questão 2

Joelma e Godofredo são pescadores e foram surpreendidos pescando em período de defeso, bem como utilizando artefatos de uso proibido (uma rede de pesca de uso proibido), com dez camarões em uma bacia e mais dois camarões presos na rede proibida. O Ministério Público denunciou os dois pescadores pela prática de crime ambiental descrita no artigo 34 da Lei 9.605/98. Em relação ao tema, é correto afirmar que a jurisprudência do STJ

  • A)admite a possibilidade de aplicação da insignificância aos delitos ambientais quando demonstrada a ínfima ofensividade ao bem ambiental tutelado, mesmo quando a conduta tenha ocorrido durante o período de defeso, mas afasta tal tese quando da utilização de petrechos proibidos ou da apreensão do pescado no momento do flagrante.
  • B)admite a possibilidade de aplicação da insignificância aos delitos ambientais quando demonstrada a ínfima ofensividade ao bem ambiental tutelado, mesmo quando ocorra a apreensão do pescado no momento do flagrante.
  • C)não admite a possibilidade de aplicação da insignificância aos delitos ambientais, ainda quando demonstrada a ínfima ofensividade ao bem ambiental tutelado.
  • D)admite a possibilidade de aplicação da insignificância aos delitos ambientais quando demonstrada a ínfima ofensividade ao bem ambiental tutelado, mesmo quando a conduta tenha ocorrido durante o período de defeso e com petrechos proibidos.
  • E)admite a possibilidade de aplicação da insignificância aos delitos ambientais quando demonstrada a ínfima ofensividade ao bem ambiental tutelado, mesmo quando a conduta for realizada com petrechos proibidos.
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Resposta correta: D

A Lei 9.605/98, no art. 34, pune a pesca em período proibido e também o uso de petrechos vedados. Em tese, isso já acende o alerta vermelho ambiental: o legislador quer proteger a reprodução das espécies e evitar a exploração predatória do ecossistema. Mas o STJ, em situações bem excepcionais, admite o princípio da insignificância nos crimes ambientais quando a ofensa ao bem jurídico for realmente mínima. Em outras palavras: não basta olhar só para o tipo penal; é preciso conferir se a conduta teve relevância concreta ou se foi um "nada jurídico" de tão pequena monta. No caso narrado, a resposta correta é a letra D porque a jurisprudência do STJ admite a insignificância mesmo quando a conduta ocorre no período de defeso e com petrechos proibidos, desde que o contexto revele ínfima ofensividade e ausência de lesão significativa ao meio ambiente. O ponto central, aqui, é a baixa expressão do dano, não apenas a formalidade da infração. Então, a chave da questão é esta: em crimes ambientais, o STJ não faz uma blindagem absoluta contra a insignificância. Ele analisa o caso concreto e, havendo pequeno impacto e contexto totalmente reduzido, pode afastar a tipicidade material.

Questão 3

No âmbito das Licenças Ambientais, observe as seguintes definições: I. Licença Prévia (LP) - concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. II. Licença de Instalação (LI) - autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante. III. Licença de Operação (LO) - autoriza a operação parcial e temporária da atividade ou empreendimento, após o efetivo cumprimento final do que consta das licenças posteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes a serem determinados para a operação final. Assinale qual a opção, abaixo, apresenta corretamente a indicação do(s) conceito(s) adequados

  • A)I, apenas
  • B)II, apenas
  • C)I e II, apenas
  • D)I e III, apenas
  • E)II e III, apenas
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Resposta correta: C

As licenças ambientais, em regra, aparecem em três etapas bem conhecidas na prática do licenciamento: Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de Operação. A ideia é quase um "checklist" do empreendimento: primeiro verifica-se se o projeto pode existir ali, depois se ele pode ser implantado e, por fim, se pode funcionar. Isso está previsto na Resolução CONAMA nº 237/1997, que é a principal referência cobrada em prova. A Licença Prévia (LP) é concedida na fase de planejamento e aprova a localização e a concepção do empreendimento, atestando a viabilidade ambiental e fixando requisitos básicos para as próximas fases. Já a Licença de Instalação (LI) autoriza a instalação conforme os planos e projetos aprovados, com as medidas de controle ambiental e demais condicionantes. Essas duas definições estão corretas e reproduzem o texto normativo. O erro da questão está na Licença de Operação (LO). Ela não autoriza operação parcial e temporária como regra geral: a LO autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do cumprimento das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para o funcionamento. Ou seja, a banca trocou a natureza da licença e embaralhou a ideia de funcionamento regular com algo provisório. Por isso, o gabarito é a letra C: estão corretos apenas os itens I e II. Em concurso, vale decorar a sequência LP - LI - LO, porque a IDECAN gosta de cobrar a definição literal, com pequenas trocas de palavras para testar atenção.

Questão 4

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC estabelece as categorias das Unidades de Conservação - UC de Uso Sustentável e de Proteção Integral. Entre esses grupos e caracterizações específicas, existe a Área de Proteção Ambiental – APA. Assinale alternativa que apresenta a definição adequada a esta categoria de UC.

  • A)Uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.
  • B)Uma área com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas e tem como objetivo básico o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e a pesquisa científica, com ênfase em métodos para exploração sustentável de florestas nativas.
  • C)Uma área em geral de pequena extensão, com pouca ou nenhuma ocupação humana, com características naturais extraordinárias ou que abriga exemplares raros da biota regional, e tem como objetivo manter os ecossistemas naturais de importância regional ou local e regular o uso admissível dessas áreas, de modo a compatibilizá-lo com os objetivos de conservação da natureza.
  • D)Uma área utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte, e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida, a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade.
  • E)Uma área natural que abriga populações tradicionais, cuja existência baseia-se em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais e que desempenham um papel fundamental na proteção da natureza e na manutenção da diversidade biológica.
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Resposta correta: A

A Área de Proteção Ambiental (APA) é uma Unidade de Conservação de Uso Sustentável prevista na Lei 9.985/2000, a lei do SNUC. A ideia aqui não é “fechar” a área para o ser humano, mas organizar a ocupação e o uso dos recursos naturais de forma compatível com a conservação. Por isso, a APA costuma ser uma área ampla, com ocupação humana, e com atributos ambientais, paisagísticos, biológicos ou culturais relevantes. O ponto central da APA é equilibrar proteção e uso. O artigo 15 do SNUC diz exatamente isso: área em geral extensa, com certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas. Os objetivos básicos são proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais. É por isso que a alternativa A está correta: ela praticamente reproduz o conceito legal da APA. Em prova, quando aparecer a combinação “área extensa”, “ocupação humana” e “disciplinar o uso”, acenda a luz da APA. As demais alternativas descrevem outras categorias do SNUC. A banca adora misturar conceitos parecidos para ver se você troca APA por floresta, reserva ou estação ecológica. Então vale lembrar: APA é a unidade mais “convivente” com presença humana, desde que o uso seja regulado.

Questão 5

As áreas de preservação permanente – APP, são compreendidas por uma “área protegida, coberta ou não por vegetação, nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas”. Assinale a alternativa correta que apresenta as adequadas informações sobre as larguras mínimas das “faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular”, na abrangência federal do Brasil.

  • A)30 (trinta) metros, para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura.
  • B)60 (cinquenta) metros, para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura.
  • C)100 (cem) metros, para os cursos d’água que tenham de 30 (trinta) a 200 (duzentos) metros de largura.
  • D)200 (duzentos) metros, para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 500 (quinhentos) metros de largura.
  • E)400 (quatrocentos) metros, para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros.
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Resposta correta: A

As APPs nas margens de cursos d’água são uma das áreas de preservação permanente mais cobradas em prova, porque a banca adora trocar um número por outro e ver se você pisca. O Código Florestal (Lei 12.651/2012, art. 4º, I) traz faixas mínimas medidas desde a borda da calha do leito regular, variando conforme a largura do rio ou igarapé. A ideia é simples: quanto maior o curso d’água, maior a proteção ao redor, para resguardar água, solo, fauna, flora e evitar assoreamento e ocupação desordenada. Para cursos d’água naturais perenes ou intermitentes, excluídos os efêmeros, a lei estabelece 30 metros para os com menos de 10 metros de largura; 50 metros para os de 10 a 50 metros; 100 metros para os de 50 a 200 metros; 200 metros para os de 200 a 600 metros; e 500 metros para os acima de 600 metros. Por isso o gabarito é a alternativa A: ela reproduz corretamente a faixa de 30 metros para cursos d’água com menos de 10 metros de largura. É um detalhe clássico de prova, mas o conteúdo é direto no texto legal. Se você memorizar essa escadinha, já ganha muitos pontos em Código Florestal.

Questão 6

A Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, institui a Política Nacional de Recursos Hídricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Nesse âmbito, os Planos de Recursos Hídricos são planos diretores que visam fundamentar e orientar a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e o gerenciamento dos recursos hídricos. Na sua esfera de competência, na implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos, qual atribuição cabe exclusivamente aos Poderes Executivos Estaduais e do Distrito Federal, conforme previsto no artigo 30º, da Lei nº 9.433/1997?

  • A)Promover a integração da gestão de recursos hídricos com a gestão ambiental.
  • B)Tomar as providências necessárias à implementação e ao funcionamento do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
  • C)Outorgar os direitos de uso de recursos hídricos, e regulamentar e fiscalizar os usos, na sua esfera de competência.
  • D)Realizar o controle técnico das obras de oferta hídrica.
  • E)Implantar e gerir o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos, em âmbito nacional.
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Resposta correta: D

A Lei 9.433/1997, a famosa Lei das Águas, organiza quem faz o que na gestão hídrica. No art. 30, ela lista as atribuições dos Poderes Executivos Estaduais e do Distrito Federal dentro da sua esfera de competência. É aquele tipo de artigo que a banca adora cobrar trocando um pedacinho da redação para ver se voce escorrega no “parece igual, mas não é”. O ponto central aqui é que os Estados e o DF têm papel direto na execução da política hídrica local, especialmente no controle e fiscalização do uso da água e das obras relacionadas à oferta hídrica. Entre essas funções, o inciso III do art. 30 prevê o controle técnico das obras de oferta hídrica, exatamente como cobrado na alternativa D. Na prática, isso significa acompanhar tecnicamente obras que ampliam, armazenam ou disponibilizam água, como barragens, canais e estruturas semelhantes, dentro da competência estadual ou distrital. Não é uma função genérica nem simbólica: é uma atribuição concreta de controle técnico, ligada à gestão eficiente e segura dos recursos hídricos. Por isso, o gabarito é a letra D. As demais alternativas até conversam com o tema e também aparecem no art. 30, mas a questão pede a atribuição destacada no dispositivo e a banca apontou o inciso III como resposta correta.

Questão 7

A Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, bem como constitui o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e institui o Cadastro de Defesa Ambiental. “A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana”. Assinale a afirmativa incorreta acerca dos princípios estabelecidos no artigo 2º da referida Lei.

  • A)Proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas.
  • B)Compatibilização do desenvolvimento econômico-social com a preservação da qualidade do meio ambiente e do equilíbrio ecológico.
  • C)Proteção de áreas ameaçadas de degradação.
  • D)Planejamento e fiscalização do uso dos recursos ambientais.
  • E)Educação ambiental a todos os níveis de ensino, inclusive a educação da comunidade, objetivando capacitá-la para participação ativa na defesa do meio ambiente.
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Resposta correta: B

A Lei 6.938/1981, que institui a Política Nacional do Meio Ambiente, traz no artigo 2º os princípios que orientam a atuação do Poder Público e da coletividade. A ideia é simples: proteger o meio ambiente sem perder de vista o desenvolvimento do País, mas sempre com cuidado para que a exploração econômica não vire passeio de rolo compressor sobre a natureza. Entre esses princípios estão, por exemplo, a ação governamental para manter o equilíbrio ecológico, a racionalização do uso do solo, subsolo, água e ar, o planejamento e a fiscalização do uso dos recursos ambientais, a proteção dos ecossistemas e a educação ambiental. Veja que o artigo 2º fala em compatibilizar desenvolvimento com preservação, mas isso aparece como objetivo da política no caput, e não como princípio listado no próprio artigo. Por isso, a alternativa B está incorreta: ela mistura o objetivo geral da Política Nacional do Meio Ambiente com a lista de princípios do artigo 2º. Em prova, a banca gosta muito dessa troca de lugar entre caput, objetivos e princípios, então vale ficar atento ao texto literal da lei. Resumo de prova: se a frase vier com cara de 'isso parece bonito e ambientalmente correto', confira se o artigo realmente traz aquilo como princípio. No Direito Ambiental, a letra da lei costuma ser mais exigente do que o entusiasmo do enunciado.

Questão 8

O Decreto nº 6.514/2008, que dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações, e dá outras providências. Assim, pode-se considerar Infração Administrativa Ambiental como

  • A)todo ato tendente a extrair, retirar, coletar, apanhar, apreender ou capturar espécimes dos grupos dos peixes, crustáceos, moluscos aquáticos e vegetais hidróbios, suscetíveis ou não de aproveitamento econômico, ressalvadas as espécies ameaçadas de extinção, constantes nas listas oficiais da fauna e da flora.
  • B)toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente.
  • C)ato de apreensão de animais, produtos e subprodutos da fauna e flora e demais produtos e subprodutos.
  • D)ato de destruir ou danificar florestas ou qualquer tipo de vegetação nativa.
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Resposta correta: B

O Decreto nº 6.514/2008 trata das infrações administrativas ambientais e do processo administrativo federal para apuração dessas condutas. A ideia central é bem ampla: infração administrativa ambiental não é só “desmatar” ou “poluir”, mas qualquer comportamento que desrespeite as regras de uso, proteção, promoção, gozo e recuperação do meio ambiente. Em outras palavras, basta haver violação de norma ambiental para surgir a infração administrativa. Por isso, o gabarito é a letra B. Essa definição está no art. 3º, inciso I, do Decreto nº 6.514/2008: “considera-se infração administrativa ambiental toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente”. Repare que o decreto trabalha com ação ou omissão, então até deixar de fazer o que a norma exige pode gerar responsabilização administrativa. As outras alternativas trouxeram definições específicas de outros temas ambientais, como pesca, fauna e flora, ou descrevem apenas um tipo de conduta ilícita. A banca costuma misturar conceitos para ver se você reconhece a definição geral do decreto, que é mais abrangente do que as hipóteses particulares. Resumo de prova: se a questão pedir a noção de infração administrativa ambiental no Decreto 6.514/2008, pense em fórmula ampla, com ação ou omissão e violação das regras de proteção ambiental.

Questão 9

A Lei nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, estabelece que dependerá de prévia autorização e sujeitará o explorador a pagamento, conforme disposto em regulamento, a exploração comercial de produtos, subprodutos ou serviços obtidos ou desenvolvidos a partir dos recursos naturais, biológicos, cênicos ou culturais ou da exploração da imagem de unidade de conservação, a qual, dentre suas categorias, é considerado(a) como exceção à prévia autorização e ao pagamento mencionados

  • A)a Área de Proteção Ambiental e a Reserva Particular do Patrimônio Natural.
  • B)o Parque Nacional e a Reserva Biológica.
  • C)o Parque Nacional e a Reserva de Fauna.
  • D)a Reserva Biológica e a Área de Relevante Interesse Ecológico.
  • E)a Reserva de Desenvolvimento Sustentável e a Reserva Extrativista.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: A

A Lei nº 9.985/2000, que criou o SNUC, traz uma regra importante: quando houver exploração comercial de produtos, subprodutos ou serviços obtidos a partir dos recursos naturais, biológicos, cênicos ou culturais da unidade de conservação, ou ainda da exploração da sua imagem, isso depende de prévia autorização e de pagamento, conforme regulamento. A ideia é simples: se alguém vai ganhar dinheiro usando aquilo que a unidade protege, o Estado quer controle e retribuição econômica. Mas a própria lei abre uma exceção clássica no art. 47: não se exige essa prévia autorização nem o pagamento nas Áreas de Proteção Ambiental (APA) e nas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). Aqui mora o pulo do gato da questão. Essas categorias têm um regime mais compatível com uso sustentável e com a iniciativa privada, especialmente no caso da RPPN, que já nasce de vontade do proprietário. Por isso, a alternativa A está correta. A banca quis testar se você lembraria exatamente quais unidades escapam da regra geral do art. 47. É aquele detalhe que parece pequeno, mas costuma aparecer em prova como se fosse uma armadilha elegante, dessas que o examinador adora colocar com sorriso de canto. Resumo de prova: regra geral = autorização + pagamento; exceção legal expressa = APA e RPPN. Se você decorar esse par, já elimina boa parte das pegadinhas sobre exploração econômica em unidades de conservação.

Questão 10

A Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, dispõe sobre a proteção da vegetação nativa, estabelecendo normas gerais sobre a proteção da vegetação, áreas de Preservação Permanente e as áreas de Reserva Legal; a exploração florestal, o suprimento de matéria-prima florestal, o controle da origem dos produtos florestais, o controle e prevenção dos incêndios florestais e prevê instrumentos econômicos e financeiros para o alcance de seus objetivos. Entre seus entendimentos, institui a área rural consolidada como sendo uma área de imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a determinada data, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitida, neste último caso, a adoção do regime de pousio. Sobre o tema, assinale a alternativa que indica a data determinada na referida Lei.

  • A)18 de outubro de 2010.
  • B)25 de maio de 2012.
  • C)26 de novembro de 2012.
  • D)22 de julho de 2008.
  • E)4 de setembro de 2006.
Ver gabarito e explicação

Resposta correta: D

A Lei 12.651/2012, o nosso Código Florestal, trouxe vários conceitos importantes para organizar a proteção da vegetação nativa sem ignorar a realidade já instalada no campo. Um deles é o de "área rural consolidada", que serve para identificar imóveis rurais que já tinham ocupação humana antes de uma data de corte definida em lei. Pelo art. 3º, IV, da Lei 12.651/2012, área rural consolidada é a área de imóvel rural com ocupação antrópica preexistente a 22 de julho de 2008, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris, admitido, nesse último caso, o regime de pousio. Ou seja: não basta a ocupação existir, ela precisa ser anterior a essa data específica. Por isso o gabarito é a alternativa D. A banca costuma cobrar esse marco temporal com bastante carinho, porque ele aparece em vários dispositivos do Código Florestal e é essencial para definir regras de regularização ambiental, APP e Reserva Legal em situações já consolidadas. Em resumo: se a questão falar em área rural consolidada, acenda a luz amarela e pense na data de 22/07/2008. É o tipo de detalhe que a prova adora transformar em pegadinha.

Perguntas frequentes

Este quiz de Direito Ambiental IDECAN é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Direito Ambiental IDECAN são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca IDECAN, selecionadas do acervo do furafila.

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A IDECAN é uma banca difícil?

Não pela complexidade do conteúdo, e sim pelo nível de atenção que exige. A dificuldade média da prova é considerada moderada, mas as pegadinhas no detalhe fazem muita gente errar questão que sabia. O desafio é mais de leitura do que de teoria.

A IDECAN cobra mais lei seca ou doutrina?

Depende do cargo. Em matérias teóricas e legislação ela tende ao decoreba e à letra da lei. Em Direito para cargos de nível superior, ela alterna com doutrina e jurisprudência. Vale identificar o perfil pelo edital e pelas provas anteriores do mesmo tipo de cargo.

Tem prova discursiva na IDECAN?

Existe, mas com frequência baixa e geralmente em cargos de nível superior. Quando cai, costuma ter limite de linhas rígido e correção exigente em forma, com descontos por erros de ortografia, pontuação e concordância.

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