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Crimes de trânsito: questões

Embriaguez, homicídio culposo, racha, Lei Seca.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

O Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) contempla modalidades especiais dos crimes de homicídio e lesão corporal, todas praticadas na direção de veículo automotor. Caso reste demonstrado que o condutor do veículo automotor se encontrava sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência quando causou a morte de um pedestre, é correto afirmar que será responsabilizado pelo crime de homicídio

  • A)doloso do Código Penal comum, com dolo eventual, caracterizado pela presença do álcool ou substância psicoativa que determine dependência.
  • B)culposo do Código Penal comum, em razão da presença da culpa consciente, caracterizada pela presença do álcool ou substância psicoativa que determine dependência.
  • C)culposo do Código de Trânsito, na modalidade qualificada, caracterizada pela presença do álcool ou substância psicoativa que determine dependência.
  • D)doloso do Código de Trânsito, na modalidade qualificada, caracterizada pela presença do álcool ou substância psicoativa que determine dependência.
  • E)culposo do Código de Trânsito, com a incidência da agravante em razão da presença do álcool ou substância psicoativa que determine dependência.
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Resposta correta: C

Aqui a palavra-chave é que o Código de Trânsito Brasileiro criou uma forma especial de homicídio culposo na direção de veículo automotor. Então, quando o motorista mata alguém sem intenção de matar, mas estava sob influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência, não se fala em homicídio doloso do Código Penal. A lei de trânsito trata isso como um crime culposo próprio, com tratamento mais severo. O fundamento está no art. 302 do CTB, especialmente no § 3º, que prevê a forma qualificada do homicídio culposo na direção de veículo automotor quando o agente estiver sob influência de álcool ou substância psicoativa. A ideia é simples: continua sendo culpa, porque não há vontade de matar, mas a lei agrava bastante a resposta penal por causa da embriaguez ao volante. Muita gente confunde isso com dolo eventual, porque o tema costuma aparecer em casos de acidente grave. Mas, na prova, se o enunciado já diz que a situação é de homicídio por condutor alcoolizado e cobra a tipificação pelo CTB, o enquadramento esperado é o crime culposo de trânsito com forma qualificada, e não homicídio doloso do Código Penal. Então, o gabarito C está correto porque descreve exatamente essa hipótese: homicídio culposo de trânsito, em modalidade qualificada pela influência de álcool ou substância psicoativa. É o clássico caso em que a lei de trânsito puxa o crime para um regime mais duro, sem trocar culpa por dolo.

Questão 2

A condução de veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool é considerada crime de trânsito. Essa conduta pode ser constatada observando-se uma concentração mínima da substância igual a

  • A)0 decigramas de álcool / litro de sangue.
  • B)2 decigramas de álcool / litro de sangue.
  • C)4 decigramas de álcool / litro de sangue.
  • D)6 decigramas de álcool / litro de sangue.
  • E)8 decigramas de álcool / litro de sangue.
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Resposta correta: D

No Código de Trânsito Brasileiro, dirigir sob influência de álcool pode configurar crime quando a capacidade psicomotora estiver alterada. O art. 306 do CTB traz duas formas clássicas de comprovação: por sinais de alteração da capacidade de dirigir ou por teste/laboratório que indique a concentração prevista em lei. Quando a prova fala em concentração mínima no sangue, o número cobrado é 6 decigramas de álcool por litro de sangue. É aquele dado seco que a banca adora transformar em armadilha, porque muita gente lembra da ideia geral de "dirigir bêbado" e esquece o valor exato. Então, no caso da questão, o gabarito é a letra D, porque ela reproduz o limite legal do art. 306 do CTB para a aferição por concentração de álcool no sangue. A redação atual do artigo admite a constatação por sinais de alteração psicomotora ou por concentração igual ou superior ao patamar legal. Em resumo: se a pergunta vier com número, preste atenção ao meio de medição. No sangue, o índice cobrado é 6 decigramas por litro; no ar alveolar, a referência legal é outra. A FGV gosta muito dessa troca de valores para testar memorização fina.

Questão 3

Ernesto, motorista profissional, em fatídico evento, praticou homicídio culposo na direção do caminhão que conduzia. Ao fim do processo penal, veio a ser condenado, com base na legislação vigente, à pena alternativa de pagamento de prestação pecuniária e à proibição de dirigir veículo automotor por dois anos. Considerando que Ernesto possui família a sustentar, é correto afirmar, à luz da sistemática constitucional, que:

  • A)o direito ao exercício da profissão de motorista profissional se enquadra na perspectiva da dignidade humana, logo, não poderia ser restringido;
  • B)a proibição de dirigir veículo automotor é legítima, considerando o objetivo de proteger bens jurídicos relevantes de terceiros, como vida e integridade física;
  • C)a aplicação da penalidade de proibição de dirigir veículo automotor afronta o princípio da individualização da pena, por não ter considerado a condição pessoal de Ernesto;
  • D)a ponderação de interesses não pode gerar a ineficácia de um dos princípios envolvidos, sendo ilícita a proibição imposta a Ernesto ao eliminar o conteúdo essencial do direito.
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Resposta correta: B

Aqui a ideia central é simples: nenhum direito fundamental é absoluto. O fato de Ernesto ser motorista profissional e sustentar a família não impede, por si só, que o Estado imponha uma restrição válida quando isso serve para proteger bens jurídicos mais importantes, como a vida e a integridade física de terceiros. Em prova, sempre desconfie de alternativas que tratam o direito ao trabalho como uma espécie de escudo invencível. No caso dos crimes de trânsito, a lei admite pena restritiva ligada à direção, justamente porque a medida tem relação direta com o risco gerado pela conduta e com a prevenção de novas lesões. O Código de Trânsito Brasileiro prevê, entre as sanções aplicáveis, a proibição de se obter a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor, e a lógica constitucional é a proteção da coletividade, não um castigo gratuito. Por isso, o gabarito é a letra B. A restrição ao direito de dirigir, mesmo para quem trabalha com isso, é legítima quando proporcional e voltada à tutela da vida e da segurança no trânsito. A jurisprudência do STF e a doutrina constitucional aceitam esse tipo de limitação quando ela decorre de ponderação razoável entre direitos individuais e interesse público. Em resumo: a Constituição protege o trabalho, sim, mas não autoriza que ele sirva de salvo-conduto para afastar punição compatível com a gravidade do fato. Se a medida busca evitar novos riscos e preservar terceiros, ela tende a ser constitucional.

Questão 4

É considerado crime de trânsito a condução de veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool. Essa conduta pode ser constatada observando-se uma concentração mínima da substância igual a

  • A)0 decigramas de álcool / litro de sangue.
  • B)2 decigramas de álcool / litro de sangue.
  • C)4 decigramas de álcool / litro de sangue.
  • D)6 decigramas de álcool / litro de sangue.
  • E)8 decigramas de álcool / litro de sangue.
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Resposta correta: D

No CTB, dirigir com a capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool configura crime de trânsito. O ponto-chave aqui é que a lei traz um parâmetro objetivo para a constatação por exame de sangue: concentração igual ou superior a 6 decigramas de álcool por litro de sangue. Em outras palavras, não é qualquer gole que vira crime - o legislador fixou um limite mínimo para deixar a prova mais clara. Esse tema está no art. 306 do Código de Trânsito Brasileiro. A redação legal admite a comprovação da alteração da capacidade psicomotora por sinais, testes, exames e perícia, mas, quando a prova é a concentração de álcool no sangue, o número que importa é esse limite legal. É uma espécie de linha de corte: abaixo disso, por esse critério específico, não se enquadra no tipo penal. Por isso o gabarito é a letra D. A alternativa aponta exatamente a concentração mínima de 6 decigramas de álcool por litro de sangue, que é a referência prevista na legislação para a configuração do crime quando a constatação ocorre por exame de sangue. Em prova de trânsito, vale guardar a dupla clássica: 6 decigramas por litro de sangue ou 0,3 miligrama por litro de ar alveolar. A banca costuma trocar unidades e números para testar se você decorou a taxa certa ou caiu no famoso “chute etílico”.

Questão 5

Silvério, em um bar, na companhia de cinco amigos, ingere bebida alcoólica. Duas horas após o encontro e tendo feito a ingestão de três latas de cerveja, Silvério decide ir embora e assume a condução de seu veículo automotor. No trajeto, ele é interpelado por policiais militares que realizavam blitz de trânsito com a finalidade de responsabilizar condutores que, porventura, estivessem dirigindo sob efeito de álcool. Os policiais não percebem sinais característicos de embriaguez em Silvério, mas, como praxe, solicitam que ele se submeta ao teste do etilômetro. Silvério não aceita fazer o referido teste, com o receio de que ficasse constatado algum teor alcoólico em seu organismo. Sobre a conduta de Silvério, assinale a afirmativa correta.

  • A)Conduta atípica.
  • B)Crime de embriaguez ao volante.
  • C)Infração administrativa gravíssima, passível de multa e suspensão do direito de dirigir por doze meses.
  • D)Infração administrativa grave, passível de multa ou suspensão do direito de dirigir por até doze meses.
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Resposta correta: C

Aqui o ponto central é que, no trânsito, recusar o teste do etilômetro não fica sem consequência. O Código de Trânsito Brasileiro trata essa recusa como infração autônoma, justamente para evitar que a fiscalização dependa apenas da boa vontade do condutor. É o famoso artigo 165-A do CTB. Perceba que os policiais não viram sinais claros de embriaguez. Mesmo assim, a recusa ao bafômetro já gera punição administrativa, porque a lei permite responsabilizar a conduta de se negar a produzir a prova prevista na fiscalização. Ou seja: não é preciso a constatação de sintomas para haver a infração da recusa. Por isso, o gabarito está na alternativa C: trata-se de infração administrativa gravíssima, com multa e suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O CTB prevê ainda outras medidas administrativas, como a retenção do veículo até a apresentação de outro condutor habilitado, conforme a situação concreta. Resumo de prova: beber e dirigir pode configurar crime ou infração administrativa, mas só a recusa ao etilômetro, por si só, já atrai a penalidade específica do art. 165-A do CTB. A banca costuma cobrar exatamente essa diferença entre embriaguez constatada e simples recusa ao teste.

Questão 6

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, são circunstâncias que sempre agravam as penalidades dos crimes de trânsito ter o condutor do veículo cometido a infração

  • A)utilizando o veículo como transporte de carga.
  • B)com permissão para dirigir ou carteira de habilitação de categoria igual à do veículo.
  • C)com dano potencial para uma ou mais pessoas.
  • D)utilizando o veículo sem placas, com placas falsas ou adulteradas.
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Resposta correta: D

O CTB trata, no art. 298, de circunstâncias que sempre agravam as penalidades dos crimes de trânsito. A lógica é simples: se o condutor já está cometendo um crime e ainda age de um jeito mais perigoso ou irregular, a resposta penal fica mais pesada. É o famoso "piorou a situação, piorou a pena". Entre essas circunstâncias, está usar o veículo sem placas, com placas falsas ou adulteradas. Isso chama atenção porque dificulta a identificação do veículo e pode esconder outras irregularidades. Por isso, a banca costuma tratar essa hipótese como agravante certa, sem muito espaço para discussão. As demais alternativas tentam confundir você com trechos parecidos do artigo. O ponto-chave aqui é decorar o núcleo do art. 298 do CTB: não basta falar em carga, categoria da habilitação ou dano potencial de forma genérica. A redação legal é mais específica. Assim, o gabarito é a letra D, porque ela reproduz exatamente uma das circunstâncias que sempre agravam as penalidades dos crimes de trânsito previstas no art. 298, II, do CTB.

Questão 7

Flávio, motorista profissional de táxi, se envolveu em um acidente de trânsito em que atropelou um pedestre em determinada via pública, que não resistiu aos ferimentos e faleceu no local do acidente. Segundo testemunhas, Flávio estava distraído no momento do acidente. Considerando a situação hipotética e o Código de Trânsito Brasileiro, Flávio poderá ser processado pelo crime de homicídio

  • A)doloso e a pena poderá ser aumentada de 1/3 (um terço) à metade.
  • B)culposo e a pena poderá ser aumentada de 1/3 (um terço) à metade.
  • C)culposo sem nenhuma causa de aumento de pena.
  • D)doloso sem nenhuma causa de aumento de pena.
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Resposta correta: B

No trânsito, a regra é simples: se não houve intenção de matar, mas houve imprudência, negligência ou imperícia, o crime tende a ser de homicídio culposo na direção de veículo automotor, previsto no art. 302 do CTB. No caso, Flávio estava distraído, então a conduta aponta para culpa, e não para dolo. O detalhe importante aqui é a causa de aumento. O CTB prevê aumento de 1/3 até a metade quando o agente, no exercício de sua profissão ou atividade, estiver conduzindo veículo de transporte de passageiros. Um taxista se encaixa exatamente nessa situação, porque exerce atividade profissional ligada ao transporte de passageiros. Ou seja: não basta saber que houve morte no trânsito. Você precisa separar duas etapas: primeiro, identificar se o fato é culposo ou doloso; depois, verificar se existe alguma majorante específica do CTB. Nesta hipótese, as duas respostas são favoráveis ao gabarito. Por isso, a alternativa B está correta: homicídio culposo, com possibilidade de aumento de pena de 1/3 à metade, nos termos do art. 302, § 1º, do Código de Trânsito Brasileiro.

Questão 8

Com base nas infrações à legislação de trânsito, às penalidades aplicáveis e aos recursos disponíveis, julgue o item seguinte. A embriaguez ao volante constitui infração gravíssima pelo CTB. Contudo, para aplicar a pena de suspensão do direito de dirigir, a autoridade de trânsito dependerá de uma decisão judicial.

  • C)Certo
  • E)Errado
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Resposta correta: E

A embriaguez ao volante é, sim, uma infração gravíssima no CTB, e a base legal está no art. 165, além de outras hipóteses relacionadas à condução sob efeito de álcool ou droga. Ou seja, aqui não há surpresa: dirigir alcoolizado gera punição administrativa pesada, com multa e suspensão do direito de dirigir. O ponto que derruba o item é outro: a suspensão da CNH não depende de decisão judicial. A autoridade de trânsito pode aplicar essa penalidade na esfera administrativa, conforme o próprio CTB prevê, especialmente nos arts. 256 e 261. Em outras palavras, o trânsito não precisa esperar o juiz bater o martelo para punir administrativamente o condutor. Isso acontece porque há separação entre as esferas administrativa, civil e penal. A penalidade de suspensão do direito de dirigir decorre do processo administrativo de trânsito, com contraditório e ampla defesa, mas sem necessidade de ação judicial prévia. Se houver crime de trânsito, aí sim pode existir atuação do Judiciário na esfera penal, mas isso é outra história. Então, a parte que fala em infração gravíssima está correta, mas a exigência de decisão judicial para suspender a habilitação está errada. É exatamente por isso que o gabarito é E.

Questão 9

O Código de Trânsito Brasileiro, no art. 304, estabelece como crime de trânsito a omissão de socorro com a seguinte redação: “Deixar o condutor de veículo, na ocasião do acidente, de prestar imediato socorro à vítima, ou, não podendo fazê-lo diretamente, por justa causa, deixar de solicitar auxílio da autoridade pública”. Considerando o texto legal, a quem a lei imputa o crime previsto?

  • A)À autoridade pública.
  • B)A qualquer condutor que passar pelo local.
  • C)Ao condutor envolvido no acidente.
  • D)À equipe de socorro.
  • E)Não há crime, visto ser acidente.
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Resposta correta: C

O art. 304 do CTB trata da omissão de socorro em acidente de trânsito, mas ele não joga a responsabilidade para qualquer pessoa que esteja por perto. A lei fala expressamente do condutor do veículo envolvido no acidente, que deve prestar socorro imediato à vítima ou, se não puder fazê-lo diretamente por justa causa, pedir auxílio da autoridade pública. Em outras palavras: não basta ver o acidente e ir embora com cara de paisagem. O ponto central da questão está na expressão "deixar o condutor de veículo, na ocasião do acidente". Isso amarra o crime ao motorista que participou do fato, e não a terceiros aleatórios, equipe de socorro ou autoridade pública. A omissão punida é a dele, justamente porque tinha o dever legal de agir naquela situação. Por isso, o gabarito é a letra C. O legislador quis proteger a vítima logo após o acidente, quando o socorro rápido pode fazer toda a diferença. Se o condutor não consegue socorrer diretamente, ainda assim não fica liberado: ele deve acionar a autoridade competente. A lógica do artigo é simples e bem prática: quem se envolve no acidente tem dever reforçado de assistência.

Questão 10

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (Lei nº 9.503/97 e suas alterações), analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F). ( ) No homicídio culposo cometido na direção de veículo automotor, a pena é aplicada em dobro, se o agente não possuir permissão para dirigir ou carteira de habilitação ( ) O delito de violar a suspensão ou a proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor imposta com fundamento no referido código é apenado com detenção, de seis meses a um ano e multa, com nova imposição adicional de idêntico prazo de suspensão ou de proibição ( ) Aquele que dirige veículo automotor, em via pública, sem a devida permissão para dirigir ou habilitação ou, ainda, se cassado o direito de dirigir, gerando perigo de dano, comete crime Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

  • A)F - V - V
  • B)V - F - V
  • C)V - F - F
  • D)F - F - V
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Resposta correta: A

Nesta questão, o CTB cobra crimes de trânsito, especialmente aqueles ligados a dirigir sem habilitação e a desrespeitar penalidades administrativas. O ponto-chave é perceber que nem toda irregularidade vira crime automaticamente: muitas condutas dependem de requisitos específicos, como gerar perigo de dano. No homicídio culposo na direção de veículo automotor, o art. 302 do CTB prevê aumento de pena em situações específicas, mas não fala em dobrar a pena porque o agente não tem CNH ou permissão. Então a primeira afirmativa está errada. Já o art. 307 pune quem viola a suspensão ou a proibição de se obter habilitação com detenção de 6 meses a 1 ano, multa e nova imposição do mesmo prazo, exatamente como descrito. A terceira afirmativa também está correta: o art. 309 do CTB tipifica dirigir veículo automotor em via pública sem permissão, sem habilitação ou com direito de dirigir cassado, desde que haja perigo de dano. Esse detalhe é o clássico "pulo do gato" da banca: sem perigo de dano, não é esse crime. Assim, a sequência fica F - V - V, que corresponde à alternativa A.

Perguntas frequentes

Este quiz de Crimes de trânsito é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Crimes de trânsito são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, selecionadas do acervo do furafila.

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