Questão 1
Relativamente à sua mensuração, os passivos contingentes no setor público
- A)devem ser avaliados apenas quando houver evidências de que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos ou potencial de serviços se tornou provável.
- B)devem ser avaliados periodicamente para determinar se uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos ou potencial de serviços se tornou provável.
- C)devem ser avaliados desde que os órgãos de controle apontem que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos ou potencial de serviços se tornou provável.
- D)devem ser avaliados especificamente quando uma decisão judicial estabelecer que uma saída de recursos que incorporam benefícios econômicos ou potencial de serviços se tornou provável.
- E)não devem ser avaliados, uma vez que não satisfazem a nenhum dos critérios de reconhecimento nas demonstrações contábeis.
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Resposta correta: B
Passivo contingente é aquela obrigação que ainda está meio “no ar”: pode virar saída de recursos, mas isso depende de um evento futuro incerto. No setor público, a regra é não reconhecer como passivo enquanto a perda não for provável e mensurável de forma confiável. Antes disso, o caminho é acompanhar o risco e revisar a situação com frequência. É aí que mora o ponto da questão: a mensuração do passivo contingente exige avaliação periódica. Você não espera um “milagre contábil” nem um alarme judicial para olhar de novo o caso. A entidade deve reexaminar continuamente se a saída de recursos que incorporam benefícios econômicos ou potencial de serviços passou a ser provável. Se essa probabilidade aumentar e houver mensuração confiável, o cenário deixa de ser apenas contingência e pode exigir reconhecimento de provisão, conforme a lógica da NBC TSP 03, convergente ao tratamento das normas do IPSAS. Se a saída continuar apenas possível, mantém-se o acompanhamento e a divulgação em notas explicativas, quando aplicável. Por isso a alternativa B está correta: ela traz exatamente a ideia de reavaliação periódica do passivo contingente para verificar se a perda se tornou provável. As outras opções tentam criar filtros indevidos, como depender de prova absoluta, de órgão de controle ou de decisão judicial, mas a norma trabalha com juízo contábil de probabilidade, não com gatilhos formais desse tipo.