Questão 1
Uma loja revendia caixas de madeira. Em 01/01/X0 ela não possuía caixas em seu estoque. Na data, ela adquiriu trinta caixas por R$20 cada. Além disso, ela pagou o frete para a entrega das caixas, no valor total de R$150. No mês de janeiro, ela vendeu dez caixas por R$30 cada. Em fevereiro, as caixas passaram a ser vendidas por R$22. No mês, quinze caixas foram vendidas. Assinale a opção que indica o estoque de caixas em 28/02/X0.
- A)R$100.
- B)R$110.
- C)R$125.
- D)R$150.
- E)R$330.
Ver gabarito e explicação
Resposta correta: B
O ponto-chave aqui é lembrar que estoque, na data do balanço, não fica automaticamente pelo custo de compra se houver valor realizável líquido menor. Pela regra contábil, o estoque é mensurado pelo menor valor entre o custo e o valor realizável líquido. Em linguagem simples: se o mercado passou a pagar menos, o estoque acompanha o cenário mais conservador. Neste caso, a loja comprou 30 caixas por R$ 20 e ainda pagou frete total de R$ 150. Esse frete entra no custo de aquisição do estoque, porque foi gasto para deixar a mercadoria pronta para venda. Então o custo unitário foi de R$ 25 por caixa, se você diluir o frete pelas 30 unidades. Ao fim de fevereiro, restavam 5 caixas, porque 10 foram vendidas em janeiro e 15 em fevereiro. Só que, em fevereiro, o enunciado informa que as caixas passaram a ser vendidas por R$ 22. Logo, o valor realizável líquido por caixa ficou em R$ 22, inferior ao custo de R$ 25. Portanto, o estoque final deve ser avaliado em 5 x R$ 22 = R$ 110. É por isso que o gabarito é a letra B. Em prova, a FGV gosta muito dessa combinação: quantidade remanescente + regra do menor valor entre custo e valor realizável líquido. Se você prestar atenção nisso, evita cair na tentação de usar só o custo ou só multiplicar pelo preço de venda sem pensar na lógica contábil.