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Questões de Biblioteconomia FGV: comentadas e grátis

Pratique questões de Biblioteconomia da banca FGV, comentadas e de graça, para concursos públicos. Gabarito e explicação em cada questão.

10 questões comentadas · grátis

Questão 1

O código internacional que representa um sistema de identificação numérico para conteúdo digital e que objetiva localizar e acessar materiais na Web, especialmente publicações protegidas por copyright, é designado como:

  • A)CIP;
  • B)DOI;
  • C)FRAD;
  • D)ISBN;
  • E)RDA.
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Resposta correta: B

Quando a questão fala em um código internacional para identificar conteúdo digital e facilitar a localização e o acesso de materiais na Web, o nome que vem à cabeça é DOI. Ele funciona como uma espécie de “RG” do documento digital, muito usado em artigos, livros eletrônicos e outras publicações protegidas por copyright. Em vez de depender só de um endereço que pode mudar, o DOI aponta para o objeto digital de forma estável. Na prática, isso ajuda bastante na preservação do link e na recuperação da informação. Se o endereço da obra mudar de lugar na internet, o DOI continua levando você ao material correto, porque ele foi criado justamente para ser persistente. Por isso ele é tão associado ao ambiente digital e acadêmico. O gabarito é a letra B porque DOI significa Digital Object Identifier. É um sistema padronizado internacionalmente, muito usado para identificar publicações e outros conteúdos eletrônicos, especialmente aqueles com restrições de acesso ou copyright. A ideia central é facilitar a citação, a localização e o acesso confiável ao material. Já não confunda com ISBN, que identifica livros, mas não é o código pensado especificamente para localização de conteúdo digital na Web. Em concurso, a banca adora trocar esses “parentes próximos” para ver se você está ligado no papel de cada um.

Questão 2

A ampla abordagem dos itens informacionais para o recolhimento de dados, que possibilitam sua representação nos sistemas de informação, é dennominada

  • A)acesso temático.
  • B)leitura técnica.
  • C)recuperação semântica.
  • D)representação descritiva.
  • E)tradução normativa.
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Resposta correta: B

Na Biblioteconomia, quando você olha um documento para coletar os dados que depois vão virar registro em um sistema de informação, está falando de uma leitura voltada para a identificação do item como um todo, e não para interpretar o conteúdo em profundidade. Essa etapa aparece muito no tratamento técnico do acervo, especialmente na catalogação e na indexação inicial. A ideia aqui é bem prática: observar capa, folha de rosto, sumário, expediente, ISBN, autoria, edição, editora, local e outros elementos que permitem descrever e representar o documento de forma padronizada. Em outras palavras, é uma leitura funcional, feita para extrair informação útil para a organização da biblioteca, e não para fazer análise crítica do texto. Por isso, o gabarito é a letra B, leitura técnica. A expressão combina justamente com essa visão objetiva e instrumental do documento, muito associada à representação da informação nos sistemas. Em processos técnicos, isso é a base para que o item fique recuperável depois, porque primeiro você identifica corretamente, depois representa. Se você confundiu com leitura de conteúdo ou leitura temática, faz sentido como distração, mas aqui a banca quer o nome da leitura usada para recolher dados bibliográficos e descritivos. É aquele momento em que a biblioteca olha para o documento com olhos de cadastro, não de debate literário.

Questão 3

Pesquisas e estudos sobre informação falsa na internet levaram à identificação de variáveis dessa forma de informação. Nesse contexto, aquela que é definida como “informação falsa, imprecisa ou enganosa sem a intenção de prejudicar” é designada na literatura como:

  • A)disinformation;
  • B)information disorder;
  • C)information literacy;
  • D)mal-information;
  • E)misinformation.
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Resposta correta: E

A questão gira em torno das variações da desinformação estudadas na literatura de Ciência da Informação. O ponto central aqui é separar duas ideias que vivem confundindo a cabeça de muita gente: nem toda informação falsa nasce com má intenção. Às vezes a informação está errada, incompleta ou distorcida, mas quem a divulga não quer causar dano. É exatamente isso que define a misinformation: informação falsa, imprecisa ou enganosa sem intenção de prejudicar. Em outras palavras, a pessoa acredita no que compartilha ou erra de boa-fé. A literatura costuma contrastar esse conceito com disinformation, que envolve falsidade com intenção deliberada de enganar, e com mal-information, que é informação verdadeira usada para causar dano. Por isso o gabarito é a letra E. A definição do enunciado encaixa com precisão em misinformation, que é a forma de desinformação sem dolo. Já information disorder é um termo guarda-chuva, mais amplo, usado para reunir diferentes tipos de problemas informacionais, não sendo a definição pedida. Se você lembrar da lógica da intenção, a questão fica fácil: sem intenção de prejudicar, pense em misinformation; com intenção de enganar, pense em disinformation. A banca adora trocar esses termos para testar se você leu com calma ou se foi no modo piloto automático.

Questão 4

A comunicação interpessoal que se estabelece entre o bibliotecário de referência e o usuário, com o objetivo específico de identificar a necessidade de informação, é denominada

  • A)entrevista de referência.
  • B)marketing informacional.
  • C)mediação da informação.
  • D)recuperação da informação.
  • E)serviço de referência.
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Resposta correta: A

Na biblioteconomia, quando o bibliotecário de referência conversa diretamente com o usuário para descobrir exatamente qual é a necessidade de informação, estamos falando da entrevista de referência. Ela é uma etapa clássica do serviço de referência e funciona como uma conversa orientada, quase um "raio-X" da demanda: o usuário pede algo, mas nem sempre sabe formular bem, e o bibliotecário ajuda a lapidar a pergunta. Essa entrevista é importante porque evita respostas genéricas e aumenta muito a chance de a informação encontrada ser realmente útil. Em vez de sair procurando no escuro, o profissional identifica tema, nível de profundidade, prazo, finalidade e tipo de fonte desejada. É a ponte entre a dúvida inicial e a busca eficaz. Por isso o gabarito é a letra A. A questão descreve justamente a comunicação interpessoal entre bibliotecário e usuário com o objetivo de identificar a necessidade informacional, que é a definição mais direta de entrevista de referência. O serviço de referência é o conjunto mais amplo de ações; a entrevista é uma ferramenta dentro dele. Vale guardar essa diferença: serviço de referência é o guarda-chuva, entrevista de referência é o momento da conversa que afina a demanda. Em prova, a banca adora trocar o nome do todo pelo nome da parte, então atenção para não cair nessa troca de chapéu.

Questão 5

A notação de autor de uma biografia individual, com autor identificado, deve apresentar

  • A)o nome do autor, acrescido da letra inicial do sobrenome do biografado.
  • B)o nome do autor, acrescido da letra inicial do título da biografia.
  • C)o nome do biografado, acrescida da letra inicial do sobrenome do autor.
  • D)o nome do biografado, acrescido da letra inicial do título da biografia.
  • E)o título da biografia, sem acréscimo de qualquer letra inicial.
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Resposta correta: C

A notação de autor serve para organizar as obras na estante ou no catálogo, ajudando a identificar um item sem repetir o tempo todo o nome completo do autor. Em biografias individuais com autor identificado, a lógica muda um pouco: o ponto principal da obra é a pessoa biografada, não o autor que escreveu o livro. Por isso, a notação traz o nome do biografado e acrescenta a letra inicial do sobrenome do autor. Assim, você consegue diferenciar biografias sobre a mesma pessoa escritas por autores diferentes, sem misturar tudo no mesmo lugar. É uma solução simples, elegante e muito usada em regras de catalogação e de ordenação por autor. O gabarito é a letra C porque ela segue exatamente essa lógica: nome do biografado + inicial do sobrenome do autor. As outras alternativas invertem a lógica, usam título ou misturam elementos que não servem para individualizar corretamente esse tipo de biografia. Em concursos, a banca costuma cobrar essa distinção bem fina entre assunto principal e elemento de responsabilidade. Em resumo: em biografia individual, o foco da notação não é quem escreveu, mas quem foi biografado, com um acréscimo mínimo para distinguir edições e autores diferentes.

Questão 6

Na Classificação Decimal de Dewey (CDD), o significado de coordenação, subordinação e superordenação de assuntos é representado através de:

  • A)cabeçalhos de assunto;
  • B)catálogo de assuntos;
  • C)índice relativo;
  • D)notação hierárquica;
  • E)subdivisão padrão.
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Resposta correta: D

Na Classificação Decimal de Dewey (CDD), as classes são organizadas de forma hierárquica: assuntos mais amplos e mais específicos ficam “em níveis”, como se a classificação fosse uma árvore. É justamente essa estrutura que permite perceber relações de coordenação, subordinação e superordenação entre os temas. Em termos simples, quando um assunto está acima de outro, ele é mais geral; quando está abaixo, é mais específico. A própria notação decimal mostra isso na prática, porque os números vão se desdobrando e indicando o grau de especificidade do assunto. Por exemplo, um número mais curto costuma representar um tema mais amplo, enquanto a extensão do número aponta para uma subdivisão mais detalhada. Por isso, o gabarito é a letra D: a notação hierárquica é o recurso que expressa a posição de cada assunto dentro dessa relação de generalidade e especificidade. Na CDD, a lógica da classificação é exatamente essa: organizar o conhecimento de modo ordenado e hierárquico, facilitando localização, expansão e recuperação da informação. Se você pensar em biblioteca como um mapa, a notação hierárquica é a legenda que mostra quem manda em quem: tema geral, tema relacionado e tema mais específico. Nada de mistério, só a estrutura funcionando a favor da organização do acervo.

Questão 7

Diante da necessidade de recuperar, de forma integrada, a informação legislativa e jurídica, disponibilizada nos portais dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário de todo o Brasil, envolvendo leis, decretos, acórdãos, súmulas, projetos de leis e outros documentos, o bibliotecário deve optar pela pesquisa no portal:

  • A)BDTD;
  • B)IUSDATA;
  • C)“Jus Navigandi”;
  • D)LexML;
  • E)Prolegis.
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Resposta correta: D

Quando a questão fala em recuperar, de forma integrada, informação legislativa e jurídica de vários Poderes e de todo o Brasil, o nome que acende a luz é o LexML. Ele foi criado justamente para organizar e integrar documentos legislativos e jurídicos, reunindo leis, decretos, acórdãos, súmulas, projetos de lei e outros materiais produzidos no âmbito dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Em outras palavras: é o “GPS” da informação jurídica brasileira. O diferencial do LexML é a integração e a padronização da busca, permitindo localizar conteúdos dispersos em diferentes portais oficiais sem precisar caçar documento por documento. Isso o torna muito adequado para a recuperação da informação jurídica e legislativa em escala nacional, com forte apoio de fontes oficiais e metadados estruturados. Em provas, a FGV costuma cobrar esse vínculo entre o LexML e a ideia de portal integrado da informação legislativa e jurídica. Então, se o enunciado fala em reunir normas, jurisprudência, projetos e outros documentos oficiais de forma ampla e integrada, pense nele antes de qualquer outro portal. Por isso o gabarito é a letra D. As demais opções até podem ser portais ou bases de interesse jurídico, mas não entregam essa função de integração nacional de modo tão característico quanto o LexML.

Questão 8

A seleção de materiais para o desenvolvimento de coleções em bibliotecas especializadas exige, com maior frequência, o esforço do bibliotecário para localização e obtenção de materiais não convencionais, imprescindíveis à prática jurídica, tais como:

  • A)edições príncipes, especiais e esgotadas;
  • B)livros, folhetos e periódicos científicos;
  • C)materiais bibliográficos e hemerográficos;
  • D)obras de referência, de estudo e de recreação;
  • E)relatórios, patentes e preprints.
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Resposta correta: E

Em bibliotecas especializadas, a seleção de materiais não gira só em torno de livros bonitos na estante; muitas vezes o bibliotecário precisa caçar documentos mais difíceis de localizar e obter, porque eles são justamente os que atendem melhor a uma área técnica. No campo jurídico, isso aparece com força, já que a informação pode estar espalhada em fontes muito específicas e nem sempre publicadas em formato tradicional. Por isso, a questão aponta para materiais não convencionais, aqueles que não são o livro clássico da biblioteca, mas que têm grande valor para a prática e a atualização profissional. Relatórios, patentes e preprints entram nesse grupo porque podem trazer informação inédita, aplicada e altamente especializada, algo muito útil em ambientes de pesquisa e assessoria técnica. A lógica da banca aqui é simples: em bibliotecas especializadas, especialmente as voltadas ao Direito, o bibliotecário precisa ampliar o olhar para fontes alternativas de informação. A seleção, então, inclui documentos técnicos e informacionais que ajudam a acompanhar mudanças, pesquisas e tendências antes mesmo de virarem obras consolidadas. Se você pensar em desenvolvimento de coleções, a ideia central é pertinência ao usuário e à área de atuação. É por isso que a alternativa correta reúne formatos que fogem do padrão tradicional e servem melhor ao objetivo prático da biblioteca especializada.

Questão 9

A base de uma descrição bibliográfica única, definida pelas AACR2R como documento sob qualquer forma física, publicado, distribuído ou tratado como uma entidade autônoma, é denominada

  • A)item.
  • B)registro.
  • C)representação.
  • D)suporte.
  • E)título.
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Resposta correta: A

Na catalogação, a AACR2R trabalha com a ideia de que a descrição bibliográfica se apoia em uma unidade concreta do acervo. Essa unidade é o item: o exemplar, o objeto físico ou digital que voce tem em mãos e que pode ser descrito como uma entidade autônoma. Em outras palavras, não é a obra em abstrato, mas o documento específico que chega para catalogação. A definição citada pela banca vem justamente desse ponto: item é o documento, em qualquer forma física, publicado, distribuído ou tratado como unidade independente. É a base da descrição bibliográfica única, porque a catalogação precisa identificar aquele objeto de forma individual e padronizada. Aqui a pegadinha é trocar o conceito de item por registro, título ou suporte. Registro é a entrada catalográfica no sistema, suporte é o meio físico ou digital, e título é apenas um elemento descritivo. Nenhum deles substitui a noção de unidade autônoma usada pela AACR2R. Então, se a questão fala na base da descrição bibliográfica única, a resposta é item. É o clássico da Biblioteconomia: primeiro voce identifica a peça, depois organiza a descrição dela.

Questão 10

As opções a seguir indicam os lugares onde as referências podem aparecer, segundo a NBR 6023 da ABNT, à exceção de uma. Assinale-a.

  • A)Antecedendo resumos, resenhas, recensões e erratas.
  • B)Em fim de texto, partes ou seções.
  • C)Em legendas de ilustrações.
  • D)Em listas de referências.
  • E)Em notas de rodapé.
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Resposta correta: C

A NBR 6023 da ABNT trata de como montar e apresentar referências bibliográficas, mas também indica onde elas podem aparecer no documento. Em prova, o truque costuma ser lembrar que referência não mora só no fim do trabalho: ela pode surgir em notas, em partes específicas do texto e até em elementos pré-textuais ou pós-textuais previstos pela norma. A lógica é simples: a referência entra onde houver necessidade de identificar a fonte usada, sem quebrar a organização do texto. Por isso, a norma admite referências ao final do texto, em listas de referências, em notas de rodapé e até antes de resumos, resenhas, recensões e erratas, conforme o caso. O ponto fora da curva aqui é a legenda de ilustração. Legenda serve para identificar e explicar figuras, quadros e imagens, não para abrigar referência bibliográfica como local normativo de apresentação. Ou seja, você pode até citar a fonte de uma imagem na legenda em alguns contextos editoriais, mas isso não é o mesmo que dizer que a legenda é um dos lugares previstos pela NBR 6023 para apresentação de referências. Então, a alternativa correta é a que foge dessa lista de locais permitidos. A banca gosta dessa distinção entre "onde a referência pode aparecer" e "onde a fonte da imagem pode ser mencionada". Parece detalhe, mas em biblioteconomia detalhe vale ponto.

Perguntas frequentes

Este quiz de Biblioteconomia FGV é gratuito?

Sim. As 10 questões são gratuitas, com gabarito e microaula (explicação) em cada uma.

As questões de Biblioteconomia FGV são reais de concurso?

Sim. São questões reais de concursos públicos e da OAB, da banca FGV, selecionadas do acervo do furafila.

Como treinar mais questões de Biblioteconomia FGV?

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A FGV é uma banca difícil?

É considerada uma das mais exigentes pela combinação de enunciados longos, foco em interpretação e pegadinhas finas. A dificuldade está menos no conteúdo cru e mais na leitura atenta e na resistência ao longo de uma prova extensa.

Como são as questões da FGV?

Em geral múltipla escolha com cinco alternativas, em forma de caso prático, com textos longos e alternativas igualmente detalhadas. Muitas cobram inferência, ou seja, informação implícita que exige raciocínio. Vários concursos têm também fase discursiva com limite de linhas.

Qual a melhor forma de estudar pra banca FGV?

Resolver muitas questões da própria FGV, cronometrando, lendo o enunciado inteiro antes das alternativas e revisando os erros por causa (interpretação, pegadinha ou conteúdo). O treino precisa imitar o formato real da prova.

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